domingo, 30 de junho de 2013

Mídia Sem Máscara - "Cura gay": antes fosse manipulação...

Mídia Sem Máscara - "Cura gay": antes fosse manipulação...

Manipulação é algo sutil, inteligente, quase imperceptível. O que acontece nestas terras é diferente, está mais para uma submissão bovina a qualquer porcaria que se escreve na imprensa.

Quando se pensa em manipulação pela mídia, logo se imagina um trabalho sutil de inversão dos fatos, de propaganda quase subliminar, de alteração da verdade em favor dos interesses de grupos específicos. No entanto, o que ocorre no Brasil é aterrador. Aqui, a mídia não precisa ser manipuladora, basta ser mentirosa e todo mundo repete, frenética e velozmente, o que ela divulga.

O que ocorre aqui não é manipulação, mas verdadeiro monopólio da verdade. Manipulação é algo sutil, inteligente, quase imperceptível. O que acontece nestas terras é diferente, está mais para uma submissão bovina a qualquer porcaria que se escreve na imprensa. Qualquer coisa que saia nos maiores veículos de mídia brasileiros é tido, sem qualquer contestação, sem qualquer dúvida, como certo, absolutamente.
O caso da tão reclamada "cura gay" é mais que um símbolo, mas um exemplo perfeito de como, no Brasil, não há informação, mas apenas divulgação do que interessa para alguns grupos. E pior, um exemplo de como tudo o que aqui é veiculado pela mídia assume, imediatamente, ares de verdade eterna.
A começar pelo termo "cura gay". Todos (isso mesmo, todos!) os jornais, revistas e portais de internet conhecidos que falaram sobre o projeto de lei que tramita perante a Comissão de Direitos Humanos usaram essa expressão. Por ela, o que se entende, automaticamente, é que a proposta era a da permissão para os psicólogos praticarem uma espécie de curandeirismo, livrando homossexuais de sua patologia.
Ora, por que usar o termo "cura gay", se o projeto apenas retira algumas proibições que o Conselho de Psicologia havia imposto aos psicólogos que tratavam homossexuais que os procuravam com seus conflitos? A resposta é óbvia: causar repulsa no leitor em relação ao projeto.
Ao ler que a lei permitiria que os homossexuais fossem curados, imediatamente o leitor identificaria um preconceito, pois logo pensaria: um homossexual não é um doente.
E como o brasileiro não lê nada mesmo, não verifica nenhuma informação, o que vimos foi uma disseminação de "pensantes inconformados" por causa da suposta homofobia de um pastor, que além de não ser autor do projeto, não tinha direito a voto na comissão.
Se a burrice fosse algo restrito à massa, já estaríamos condenados como nação. Porém, quando burrice igual se encontra numa elite considerada intelectual, então podemos afirmar que essa nação já sofreu sua execução e já vive seu próprio inferno.
E foi isso que vimos por aqui, neste caso. Foram artistas, jornalistas, escritores, filósofos e palpiteiros profissionais que trataram o projeto, sem qualquer pudor, como algo que, pelo furor como se manifestavam, parecia que obrigaria a todos os homossexuais a dirigirem-se a algum campo de concentração evangélico para serem submetidos a alguma espécie de lobotomia “homofóbica”.
No entanto, para qualquer pessoa minimamente responsável, bastava, em 3 cliques no computador, acessar o site da Câmara dos Deputados e verificar que o projeto não tinha qualquer proposta positiva, mas, simplesmente, retirava uma proibição emitida pelo Conselho de Psicologia, que impedia que psicólogos tratassem homossexuais que estivessem em conflito com sua escolha.
E o alvo maior das reclamações, obviamente, foi o pastor Marco Feliciano. Tido como que por um Hitler protestante, a imagem que tentaram passar dele foi a de um líder maligno que comanda um grupo que tem como praticamente único objetivo curar todos os gays de suas enfermidades.
No entanto, não percebem o quanto essa afirmação é contraditória. Isso porque nenhum pastor ou padre pode entender o homossexualismo como uma doença, meramente. A Bíblia, e nisso se inclui a Igreja, tem, há uns 5 mil anos, a relação homossexual como pecado. Se é pecado, então não pode ser doença. Se um ministro cristão tratar o homossexualismo como doença estará impedido, consequentemente, de condenar o praticante do ato ao fogo do inferno.
Se fosse assim, Feliciano deveria ser louvado pelos gays. Seria o primeiro pastor protestante conhecido a livrar a homossexualidade da condenação eterna!
O irônico disso tudo é que, há não muito tempo, eram os próprios experts da saúde que tinham o homossexualismo como enfermidade reconhecida. Foi apenas em 17 de maio de 1990, ou seja, há meros 23 anos, que a OMS retirou o homossexualismo da lista internacional de doenças.
De repente, o jogo vira. Os que condenavam o homossexualismo à patologia, agora se colocam como os defensores de sua normalidade e aqueles que o tinham como algo absolutamente normal, corriqueiro e não mais do que pecaminoso são colocados como os que querem afirmar sua anormalidade.
Mas tudo isso poderia ser evitado com o mínimo de interesse, de bom senso e de estudo. Não, não era necessário que as pessoas fossem intelectuais ou profissionais da área. Bastava, além de alfabetização, uma lidinha rápida na Wikipedia e na Bíblia para saber que o que a imprensa estava divulgando tinha alguma coisa de errado.
Se você está lendo este artigo, que fique uma lição em sua mente: não confie jamais nos órgãos de imprensa brasileiros.

* * *

O Brasil acabou


Após dentistas queimados e agora esse menino de cinco anos assassinado nos braços de sua mãe, não tenho mais nenhuma dúvida: nossa sociedade brasileira chegou ao fim.

Podem dizer que não é bem assim, que ainda há esperanças. Mas não, não há.

Há algum tempo falo para meus amigos mais íntimos que o Brasil tinha afundado de vez, e agora muitos deles começam a me dar razão.

Sem nenhum exagero, apenas neste mês de junho, tive, entre amigos mais próximos e familiares, dez (isso mesmo, dez!) casos de assaltos e furtos. Num desses, minha esposa e minha sogra ficaram três horas reféns de um bandido (graças a Deus, sem qualquer violência física).

Isso tudo aconteceu em Santos (SP), cidade que sempre gabou-se de certa tranquilidade e segurança.

Não estou falando isso levado pela emoção. Já vinha ensaiando este comentário há algum tempo. Esse caso do menino boliviano, porém, me veio como um sinal derradeiro de que realmente não dá mais para ter esperanças.

Infelizmente, o brasileiro está cego por causa de sua própria burrice. Trevas, simbolicamente, significam ignorância. E é isso que se tornou o Brasil: um lugar tenebroso.

Perdoem-me o tom soturno, mas acreditem, não consegui expressar toda a indignação, revolta e desesperança que sinto em relação a este país, que não é mais meu, nem seu, mas de criminosos.



Fabio Blanco é advogado e teólogo.

O católico não pode ser um "inocente útil" dos baderneiros

Vagabundos e inúteis

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Manifestantes, estão usando vocês!

Os limites do pânico

http://agfdag.wordpress.com/2013/06/26/os-limites-do-panico/

Muitas vezes ouvimos falar que o mundo, tal e como o conhecemos, um dia terminará, em geral como consequência de um colapso ecológico. De fato, mais de 40 anos depois que o Clube de Roma difundiu a mãe de todos os prognósticos apocalípticos, Os Limites do Crescimento, suas ideias básicas seguem vigentes. Mas o tempo não tem sido ameno.
Os Limites do Crescimento advertiam a humanidade em 1972 que um colapso devastador estava a ponto de ocorrer. Mas, se bem temos visto pânicos financeiros desde então, não foram registradas nem escassez nem colapsos produtivos reais. Mais bem, os recursos gerados pela engenhosidade humana seguem tirando muita vantagem do consumo humano.
No entanto, o legado fundamental do informe segue de pé: herdamos uma tendência a nos obcecarmos pelos remédios equivocados para os problemas essencialmente triviais, enquanto costumamos ignorar os grandes problemas e os remédios apropriados.
No começo dos anos 1970, a enxurrada de otimismo tecnológico se acabou, a guerra do Vietnam foi um desastre, as sociedades estavam em estado de agitação e as economias se estancavam. O livro de 1962 de Rachel Carson, Primavera Silenciosa, gerou temores sobre a contaminação e deu origem ao movimento ambientalista moderno; o título do livro de 1968 de Paul Ehrlich, A Bomba Demográfica, dizia tudo. O primeiro Dia da Terra, em 1970, foi profundamente pessimista.
A genialidade de Os Limites do Crescimento foi fundir esses temores com o medo de ficarmos sem recursos. Estávamos condenados, porque demasiadas pessoas consumiriam demais. Ainda se nossa engenhosidade nos servisse para ganhar tempo, com a contaminação terminaríamos matando o planeta e a nós mesmos. A única esperança era frear o crescimento econômico, reduzir o consumo, reciclar e obrigar as pessoas a terem menos filhos, estabilizando a sociedade em um nível significativamente mais pobre.
Hoje ainda segue ressoando esta mensagem, ainda que fosse espetacularmente errada. Por exemplo, os autores de Os Limites do Crescimento previram que antes de 2013, o mundo haveria ficado sem alumínio, cobre, ouro, chumbo, mercúrio, molibdênio, gás natural, petróleo, prata, folha de flandres, tungstênio e zinco.
Pelo contrário, e apesar dos incrementos recentes, os preços das matérias primas em termos gerais caíram a aproximadamente um terço de seu valor equivalente há 150 anos. As inovações tecnológicas substituíram o mercúrio nas baterias, nas obturações dentárias e nos termômetros: o consumo de mercúrio reduziu-se 98% e, no ano 2000, o preço havia caído 90%. Em termos mais amplos, desde 1946, a oferta de cobre, alumínio, ferro e zinco sobrepassou o consumo, devido à descoberta de reservas adicionais e novas tecnologias para extraí-los a menor custo.
Da mesma maneira, o petróleo e o gás natural iriam acabar em 1990 e 1992, respectivamente; hoje, as reservas de ambos são maiores que em 1970, ainda que se consuma muitíssimo mais. Nos últimos seis anos, só o gás de folhelho duplicou os recursos potenciais de gás natural nos Estados Unidos e reduziu o preço à metade.
No que se refere ao colapso econômico, o IPCC estima que o PIB global per capita aumente 14 vezes neste Século e 24 vezes nos países em desenvolvimento.
Os Limites do Crescimento se equivocou tanto porque seus autores passaram por cima e ignoraram o maior recurso de todos: a nossa própria iniciativa. O crescimento demográfico foi se desacelerando desde finais dos anos 1960. A oferta de alimentos não se colapsou (estamos utilizando 1.500 milhões de hectares de terras aráveis, mas há outros 2.700 milhões de hectares de reserva). A desnutrição caiu mais da metade, de 35% da população mundial a menos de 16%.
Tampouco estamos nos engasgando com contaminações. Embora o Clube de Roma imaginasse um passado idílico sem nenhuma contaminação particular do ar e agricultores felizes, e um futuro afogado por chaminés em erupção, a realidade é absolutamente oposta.
Em 1900, quando a população humana global era de 1,5 bilhões de habitantes, quase três milhões de pessoas – aproximadamente 1 de cada 500 – morria a cada ano por causa da contaminação ambiental, principalmente como consequência da péssima qualidade do ar em ambientes fechados. Hoje, o risco se reduziu a uma morte a cada 2.000 pessoas. Se bem que a contaminação segue matando a mais pessoas que a malária, a taxa de mortalidade está caindo, não subindo.
No entanto, a mentalidade alimentada por Os Limites do Crescimento segue dando forma ao pensamento popular e das elites.
Consideremos a reciclagem, que costuma ser apenas um gesto para sentir-se bem com escassos benefícios ambientais e um custo significativo. O papel, por exemplo, costuma vir de bosques sustentáveis, não de florestas tropicais. O processamento e os subsídios governamentais associados com a reciclagem geram um papel de menor qualidade para salvar um recurso que não está em perigo.
Da mesma maneira, os medos a uma população excessiva foram o marco de políticas autodestrutivas, como a política de um só filho da China e a esterilização compulsória na Índia. E, embora se tenha determinado que os pesticidas e outros agentes contaminantes possam ser a causa da morte de talvez a metade da população, os pesticidas bem regulados ocasionam ao redor de 20 mortes a cada ano nos Estados Unidos, enquanto que têm vantagens importantes na produção de alimentos mais econômicos e mais abundantes.
Por certo, a dependência exclusivamente da agricultura orgânica – um movimento inspirado pelo medo aos pesticidas – custaria mais de 100 bilhões de dólares anualmente nos Estados Unidos. Com uma eficiência inferior a 16%, a produção atual requereria outros 27 milhões de hectares de terras aráveis – uma superfície de mais da metade da Califórnia. Os preços mais elevados reduziriam o consumo de frutas e verduras, causando uma infinidade de efeitos adversos para a saúde (entre eles, dezenas de milhares de mortes adicionais por câncer a cada ano).
A obseção pelos cenários pessimistas nos distrai das verdadeiras ameaças globais. A pobreza é um dos maiores assassinos, e as enfermidades facilmente curáveis seguem cobrando 15 milhões de vidas todos os anos – 25% de todas as mortes.
A solução é o crescimento econômico. Quando saem da pobreza, a maioria das pessoas não sucumbe às enfermidades infecciosas. A China já tirou mais de 680 milhões de pessoas da pobreza nas últimas três décadas, liderando uma redução da pobreza a nível mundial de quase 1 bilhão de pessoas. Isso criou sólidas melhorias na saúde, na longevidade e na qualidade de vida.
As quatro décadas transcorridas desde Os Limites do Crescimento demonstraram que necessitamos mais, e não menos crescimento. Uma expansão do comércio, com benefícios estimados que poderiam super os 100 bilhões de dólares anuais até finais do Século, seria milhares de vezes mais benéfica que as tímidas políticas para fazer-nos sentir bem que resultam do alarmismo. Mas isso requer abandonar uma mentalidade anticrescimento e utilizar nosso enorme potencial para criar um futuro mais brilhante.
O texto acima é uma tradução livre de um artigo de Bjørn Lomborg publicado em Project Syndicate. Para ver o original, clique aqui



sexta-feira, 21 de junho de 2013

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Fundações internacionais e as manifestações no Brasil

O problema é moral e não econômico

O problema é moral e não econômico

Marxismo Cultural: Os efeitos sociais do uso da Pílula

Marxismo Cultural: Os efeitos sociais do uso da Pílula:

Os efeitos sociais do uso da Pílula

(...)
Durante o período em que eu preparava esta palestra fiquei seriamente frustrada por não ser capaz de encontrar um bom conjunto de evidencias que a suportasse. Todos nós já ouvimos pessoas a dizer que estes males sociais aumentaram com o aumento do uso da pílula, certo? Logicamente falando, todos nós nos apercebemos que isto está certo, mas eu tive muitos problemas em encontrar dados de modo a fazer bons gráficos que documentassem isso mesmo.

Devido a isso, para o caso de alguém mais querer aceder a estes números, decidi colocar online o que eu consegui finalmente encontrar.

Este artigo está cheio de ressalvas portanto, não copiem o texto e os gráficos sem primeiro ler e entender o que está escrito. E se por acaso vocês tiverem dados melhores, partilhem comigo.

O Uso de Contraceptivos

Estes foram os dados mais difíceis de encontrar. Todos os outros dados foram mais ou menos fáceis de encontrar a partir do CDC [Center for Desease Control] , mas isto era practicamente tudo o que eles tinham em torno dos contraceptivos. Para os anos 1982, 1995, 2002, e 2006-8, eles têm o número de mulheres que usaram qualquer método contraceptivo (ver documento página 18/pdf página 26), que aumentou de 94.8% para 99.1% durante esse período de tempo. (Note-se que estes números incluem a "abstinência periódica".) Estes números incluem também as mulheres que actualmente usam estes métodos pelo mesmo período de anos (documento página 21/pdf página 29), que vai dos 55.7% de todas as mulheres para 61.8%.

Isto foi pouco satisfatório por alguns motivos, mas acima de tudo porque eu não tinha nada relativo aos anos 60 e aos anos 70, que mostraria o crescimento inicial dramático do número de mulheres a usar os contraceptivos.
Eu finalmente encontrei alguns números da quantidade de mulheres que ingeriam o contraceptivo oral durante esses anos, via o site para o documentário da PBS "The Pill." Não\ sei bem onde encontrei estes números, o que os torna bem duvidosos, mas eles foram os melhores que pude encontrar. Com eles, fui capaz de construir um gráfico mostrando o uso do contraceptivo nos Estados Unidos entre 1958 a 2008.




Não é perfeito, visto que eu preferiria ter usado percentagens e não números absolutos e alguns pontos de dados. Certamente que não mostra todo o panorama do uso de contraceptivos no nosso país, onde se estimam que 34 milhões de mulheres usem alguma forma de contraceptivo mas o gráfico só mostra cerca de 11 milhões. Mas o gráfico é eficaz em passar a mensagem da tendência geral do uso dos contraceptivos no nosso país - um aumento dramático até se chegar a um ponto de estabilização (porque qualquer mulher que queira um contraceptivo, tem acesso a um).

Depois disto, peguei neste gráfico em torno do contraceptivo oral (CO) e coloquei lado a lado com os gráficos que mostravam as taxas de divórcio, mães solteiras, e de aborto. (....) É bastante claro que há algum tipo de relação entre estes factores.

Contracepção e divórcio

Temos dados bastante acessíveis em torno dos divórcios no nosso país (desde 1949 até hoje - CDC: 1940-1997 e 1998-2009.) Eles não só disponibilizam a taxa de divórcio como também a taxa de casamento. A taxa de divórcio vai de 2 por cada 1000 pessoas em 1940 até aos 5 por cada 1000 pessoas no final dos anos 70, princípio dos anos 80; actualmente ela está outra vez embaixo em redor dos 3 por cada 1000 pessoas. (Para uma versão mais extensa das taxas de divórcio, One More Soul tem um gráfico agradável que cobre o período entre 1880 a 2000.)

No entanto, não creio que aquele gráfico fale de um modo suficientemente poderoso. Devido a isso, peguei na taxa anual de divórcio e dividi-a pela taxa anual de casamento e obtive o gráfico que se vê a seguir. Mais uma vez, não posso deixar de fazer ressalvas; esta não é a forma ideal de obter este número - e nem indica a probabilidade de um dado casamento terminar num divórcio - mas acredito que esta foi a forma através da qual se obteve o número de que cerca de metade dos casamentos acabam em divórcio (uma taxa que tem-se mantido em torno dos 50% desde meados dos anos 70).
Agora façamos um cruzamento entre os dois gráficos.


Incrivel, certo? A taxa de divórcio segue a taxa de uso de contraceptivos.

Obviamente que ninguém fará pouco da dor dum divórcio ou das muitas e complexas razões por trás de cada uma das situações dos casais. Certamente que ninguém dirá "Ah, sim, nós divorciamo-nos porque estávamos a usar um contraceptivo." No entanto, quando olhamos para o padrão geral, os dois factores (uso de contraceptivos e divórcios) certamente que estão relacionados. Particularmente falando, o economista e demógrafo Robert Michaels olhou atentamente para o salto que pode ser visto no gráfico - onde a taxa de divórcio duplicou em 10 anos - de 25% em 1965 para 50% em 1965 - e concluiu que 45% desse aumento deve-se ao uso do contraceptivo (1).

Contracepção e Mães Solteiras

Actualmente não só existem mais lares onde só há um adulto (normalmente a mãe), como tem havido um aumento louco no número de crianças nascidas de mães solteiras. (Eis os dados do CDC de 1940-1999, 2000-2009, e 2010.) Actualmente, 41% de todas as crianças nascidas nos EUA, nascem de mães solteiras. Não é isto chocante?  E para as crianças Afro-Americanas a situação é ainda pior - 73% delas nascem de mães solteiras.
Embora não tenha a mesma linha crescente que o uso dos contraceptivos tem, certamente que podemos ver que o aumento do uso dos contraceptivos não ajudou a situação.


Contracepção e o Aborto 

E, finalmente, temos este ponto. Antes de mais, olhemos para a taxa de aborto nos EUA (dados provenientes do CDC de 1970-1999 e 1999-2008).

Duas coisas em relação a este gráfico. 
Primeiro: podemos ver claramente que pouco antes e certamente depois que o aborto foi legalizado em 1973, houve um aumento dramático. A taxa duplicou em menos de 10 anos.

Segundo: vocês podem ficar encorajados com o facto de ter ocorrido um decréscimo desde os anos 90, mas é importante reparar que isto prende-se com o facto dos dados estarem incompletos. Por volta de 1998, existiam 52 estados a reportar ao CDC - valor esse que desceu para 47. O declínio real para esses 47 áreas foi só de 2%. Particularmente falando, a Califórnia parou de reportar os seus dados. 
No último ano em que foram feitas estimativas para a Califórnia, 23% de todos os abortos ocorreram por lá. Devido a isto, podem que simplesmente ao não incluir este estado ficamos com a impressão de que tem havido uma quebra. Se eu pudesse adivinhar, eu diria que as taxas de aborto estabilizaram a partir dos anos 80, seguindo assim as taxas de consumo de contraceptivos.
Para se ver como um aumento do uso de contraceptivos é acompanhado com um aumento dos abortos (e não um decréscimo, como muitas pessoas esperariam), deixem-me indicar o 1flesh, porque eles têm gráficos de melhor qualidade e inúmeras referências.

(...)

(1) Michael, Robert T. 1988. Why did the U.S. Divorce Rate Double within a Decade. Research in Population Economics Vol. 6, p 367-399.

* * * * * * *
Este site tem uma teoria que pode (também) demonstrar como a pílula tem destruído o casamento (tal como era suposto).
Porque é que a Pílula contribuiria para o aumento das taxas de divórcios? Para responder a isso, temos primeiro que olhar para as mulheres e saber como a Pílula altera a sua percepção dos homens. E o que a Pílula faz aos cérebros das mulheres é muito interessante. 
As mulheres que se encontram a tomar a Pílula passam por uma mudança no seu critério de selecção de homens, e começam a preferir os homens que emitem mais sinais "paternos" no lugar daqueles que têm a aparência de ser menos voltados para a vida familiar (os chamados machos alfa). Na verdade, elas não preferem os machos beta aborrecidos; elas evitam os atraentes machos alfa. 
Fazer uma extrapolação desta premissa é muito interessante: o que é que as mulheres que se encontram a tomar a pílula fazem quando se casam, ou pouco depois de se casarem? Exactamente. Elas param de tomar a Pílula de modo a que possam construir uma família. E o que é que acontece quando elas param de tomar a pílula? A parte anterior dos seus cérebros remove o nevoeiro de se sentir satisfeita com os abraços do macho beta, e ela volta a ter uma preferência pelos excitantes machos alfa, e essa adoração atinge o seu impacto cervical máximo uma semana por mês quando ela ainda é fértil.
Portanto, a relação entre a Pílula e o divórcio talvez não seja assim tanto na destruição das conexão emocional, mas sim na reconstrução da conexão sexual. A esposa cuja volúpia é libertada da falsa prisão criada pela Pílula irá, subitamente (e, segundo a sua avaliação consciente, inexplicavelmente) descobrir que o seu marido beta — o homem  que lhe satisfazia em quase toda a linha quando ela estava a tomar a Pílula — é sexualmente repulsivo.


Conclusão:

Casar com uma mulher que se encontra a tomar a pílula pode ter consequências matrimoniais (futuras) graves. Mas, claro, com a proliferação da promiscuidade feminina nos dias de hoje  (obrigado, feminismo!), muito poucas mulheres se arriscam a ter uma vida sexual activa sem tomar a Pílula.

Portanto, o homem que queira aumentar as probabilidades de ter um casamento bem sucedido, deve dar preferência às mulheres que vivem uma vida onde a Pílula não é necessária (isto é, aquelas que, sendo solteiras, não têm uma vida sexual).

Boa sorte.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Mídia Sem Máscara - Você sabe o que é a AVAAZ? Ou: Do globalismo, Soros e o ativismo imbecil

Mídia Sem Máscara - Você sabe o que é a AVAAZ? Ou: Do globalismo, Soros e o ativismo imbecil

sorosO que há de mais barulhento no ativismo esquerdista atualmente - da defesa do aborto às badernas urbanas do MPL, passando pelo ambientalismo à caçada aos opositores da agenda gay - é fomentado e financiado por uma elite globalista multimilionária que, contando com o engajamento de milhões de ‘idiotas úteis’ ao redor do planeta, acaba por obter ainda mais influência e poder.


Provavelmente o leitor ou a leitora – a linguagem politicamente correta obriga a usar os dois sexos, digo, gêneros, com mil perdões pelo conceito antiquado, pois como todos sabem não existem mais sexos. Pois como eu dizia: você aí que está lendo este texto provavelmente já recebeu um ou mais e-mails da AVAAZ para apoiar alguma iniciativa e respondeu clicando no link enviado. Saiba que isto o registrou como membro da AVAAZ sem que você nem saiba do que se trata. Pois então saiba.

A AVAAZ é mais uma da miríade de organizações fundadas e financiadas por George Soros (ver aqui e aqui), o judeu antissemita e antissionista húngaro que, dizem as más línguas, começou sua brilhante carreira de multibilionário denunciando aos nazistas pessoas da comunidade judaica de Budapest. Seu verdadeiro nome é György Schwartz. Seu pai, Tvadar Schwartz, judeu não religioso, trocou o sobrenome por Soros quando o nazismo começou a crescer na Hungria em 1930. Em 1944 quando Adolf Eichman chegou à Hungria para levar a cabo a “Solução Final”, os filhos de Tvadar foram distribuídos por famílias cristãs. György acabou na casa de um homem cujo ‘trabalho’ era confiscar propriedade dos judeus. Soros o acompanhou e também lucrou. Mais tarde, declarou que 1944 foi o melhor ano de sua vida. (ver em Soros: Republic Enemy #1).
Este dossiê acima pode ser adquirido em http://www.aim.org/soros/. Para conhecer melhor Soros leiam, no mínimo, The Hidden Soros Agenda: Drugs, Money, the Media, and Political Power, e The Dangerous Soros Agenda, ambos de Cliff Kincaid.
A AVAAZ é um apêndice globalista da MoveOn.org, um dos principais tentáculos da Open Society Foundations, dirigida diretamente por Soros, e sua função é publicar propaganda anti-israelense, exigir de Israel a negociação com a organização terrorista Hamas, que sequer aceita a existência do estado judeu. No Canadá fez campanha para tirar das eleições todos os candidatos do Partido Conservador.
Outra organização afiliada é a Change.org, que está apoiando os baderneiros de São Paulo (Movimento Passe Livre) e Rio, além de organizar o movimento com coordenação mundial de manifestações já acertadas em vários países. O que tem o preço das passagens de ônibus com isto? É só o estopim.
avaazEsta é exatamente a ‘missão’ da AVAAZ, uma organização ‘e-advocacy’ registrada no Estado de Delaware, para promover agendas políticas esquerdistas e promover campanhas através de movimento pela Internet, organizando cidadãos de todas as nações para ‘transformar o mundo que temos no mundo que queremos’ (lembram do slogan ‘um outro mundo é possível’?). Seus métodos principais de ativismo são e-mails massivos, organizar petições on-line, vídeos, organizar cidadãos em torno de campanhas do tipo ‘escreva para seu representante’ e de apoio ou repúdio a indivíduos ou organizações partidárias ou de outra espécie. A AVAAZ também tenta influenciar eleições diretamente, seguindo a orientação de Soros. AVAAZ significa ‘voz’ em vários idiomas europeus, do Oriente Médio e Ásia. A organização foi fundada por Res Publica e MoveOn e conta com o apoio do Service Employees International Union (SEIU). Entre as principais pessoas que dirigem a AVAAZ encontra-se Ben Brandzel,ex-advogado da MoveOn, que foi diretor e levantador de fundos da campanha de Barack Obama através das ‘novas mídias’ (web, redes sociais, e-mails, etc.). Já havia trabalhado para as campanhas de Howard Dean e John Edwards.
AVAAZ opera em 14 idiomas e em julho de 2011 dizia contar com 9.650.000 membros. No mapa interativo do site hoje (16/06/2013), conta com 22.919.209. Passe o mouse por cima dos países e verá quantos em cada país. O país com o maior volume de idiotas úteis, o Brasil, tem obviamente a maioria com 3.936.758, quase 1/5 do total. Nos EUA são 1.212.207 e a Índia, com seis vezes a população do Brasil, são 793.170. Como já disse acima, uma pessoa se torna membro simplesmente se votar em alguma petição ou consultar o site ou simplesmente responder aos e-mails.
Desde janeiro de 2007 são 133.845.917 ações de vários tipos em 178 países. Em 2008 gastou US$ 1.067.848 em campanhas sobre aquecimento global, contra a ‘tortura’ em Guantánamo (no lado leste é claro, na área cubana, todos sabemos como o povo vive bem e é respeitado), eleições canadenses, vídeos ‘de paz’ para o Oriente Médio advogando a idéia dos ‘dois Estado’, mas nitidamente pró-palestinos, inclusive uma campanha ativa denominada “Welcome Palestine” pela aprovação da Palestina como estado membro da ONU.
São as principais ligações da AVAAZ: Human Rights Watch, Inter-American Dialogue, Gorbachëv Foundation-USA, Amnesty International, MoveOn, Union of Concerned Scientists, US Climate Action Network, Obama, Oxfam International, Greenpeace, Res Publica, National Council of Churches, J Street, Organizing for America, Global Campaign for Climate Action Organizing for America, Rain Forest Acton Network, National Abortion Federation, Sierra Club e muitas outras. (Ver o mapa interativo do Discover the Networks).
Soros e Avaaz no Brasil
Os interesses de Soros no Brasil, assim como em todo mundo, são vastos. Investiu em terras no Brasil, Argentina e Uruguai através de sua empresa ADECOAGRO, cujas propriedades atingem 300 mil hectares e vende terras com 36% de desconto. Mais informações sobre a empresa podem ser lidas aqui. A especulação corre solta. Um exemplo é a Fazenda San Jose comprada por US$ 85,00 o ha. e vendida por US$ 1,212.00, 14 vezes mais caro. Suspeita-se que muitos índios invasores de terra são falsos índios financiados por Soros, que teria interesses na madeira, produção de etanol e minerais.

No setor financeiro Paul Krugman lançou suspeitas de que Soros teria agido especulativamente através de inside informations de seu pupilo Armínio Fraga quando este foi Presidente do Banco Central. Processado por calúnia, reconheceu não ter provas. Mas há muitas manobras suspeitas naquela época: quem financiou deputados e senadores para aprovar a re-eleição? Por que FHC, dois meses (04/03/1999) depois de empossado pela segunda vez dispensou seu assessor e um dos principais elaboradores do Plano Real, Gustavo Franco, e nomeou Armínio Fraga para o BACEN? Por que o valor do dólar disparou depois do compromisso eleitoral de que isto não iria acontecer? São perguntas sem respostas adequadas.
Impossível de negar são as ligações de Fraga com o Inter-American Dialogue ao qual pertence FHC, como também o fato de que FHC estar envolvido na campanha maciça de Soros a favor da descriminação do uso de drogas. Além disto, Fraga é membro do Council on Foreign Relations,
Através do Soros Fund Management LLC, George Soros vendeu 22 milhões de dólares de ações ordinárias da Petrobrás e comprou 5.8 milhões em ações preferenciais, em 2010.
A AVAAZ é dirigida no Brasil pelo petista Pedro Abramovay (assistir seu vídeo aqui). As campanhas da AVAAZ no Brasil vão desde a tentativa de remoção do pastor Marco Feliciano da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara, do fim do voto secreto no Congresso, da cassação do diploma de psicólogo do pastor Silas Malafaia e do impeachment de Renan Calheiros, até a oposição à Usina de Belo Monte e da campanha pela Lei da Ficha Limpa que atraiu tantos ingênuos brasileiros que acreditaram que acabaria com a corrupção no Brasil. Se você, leitor ou leitora, se entusiasmou e assinou alguma petição, além de se registrar como membro da AVAAZ, deu força a uma organização globalista que nem está interessada na corrupção, apenas em sua agenda esquerdista global.

Nota:

[i] Para verem como funciona, bastou eu ter entrado no site destas organizações para escrever este texto, imediatamente recebi esta pérola da Change.org:

HEITOR,

O Brasil está vivendo um momento único, como não acontecia há décadas. Para nossa geração isso é um sinal de que estamos acordando politicamente, estamos voltando às ruas para exigir nossos direitos.
A imprensa e a polícia tentam nos classificar como vândalos, mas não é verdade. É uma desculpa para usar uma força policial violenta e brutal. A grande maioria de nós é contra a violência, só queremos um país livre para exercer a nossa cidadania.Por isso nós lançamos este abaixo-assinado, pedindo para a Presidenta Dilma vir à público garantindo o direito de nos manifestarmos.Não se trata mais somente do aumento das tarifas de ônibus, já é muito mais do que isso: por uma outra cidade, um outro Brasil. Mas estamos com medo! Vários amigos apanharam da Polícia Militar, presenciamos cenas absurdas de repressão e lemos notícias de que manifestantes serão tratados como terroristas, sobre gente presa por formação de quadrilha e por portar vinagre. Enquanto isso, só ouço evasivas e absurdos dos meus governantes diretos Fernando Haddad e Geraldo Alckmin.Talvez você não concorde especificamente com o protesto contra o aumento da passagem. Mas todos temos que defender o direito de nos manifestarmos. Por que se hoje é contra a passagem, amanhã poderá ser para defender um direito seu. Por favor, assine, é nos manifestando que este país vai mudar! Não podem tirar o nosso direito!

Obrigada,
Olívia de Castro e Marília Persoli.


Minha resposta não posso publicar aqui.


http://heitordepaola.com/

Blog do Pim: O manifestante ideal

Blog do Pim: O manifestante ideal: [Publicado originalmente no facebook .] - Você sabe como se calcula o preço da tarifa do ônibus? - Não! - Você sabe se o preço que você...

segunda-feira, 17 de junho de 2013

A verdade sobre a copa do Mundo 2014 e os Jogos Olímpicos 2016 no Rio - ...

Olavo de Carvalho e a revolta juvenil

Mídia Sem Máscara - Olavo, o sobrevivente

Mídia Sem Máscara - Olavo, o sobrevivente

olavoDaqui a 20 ou 30 anos, se a cultura brasileira conseguir sobreviver ao processo de esvaziamento espiritual que a vem degradando continuamente, o filósofo Olavo de Carvalho será lembrado como o grande líder intelectual das últimas gerações. Ainda que a mentalidade revolucionária espalhe o seu domínio absoluto sobre todos os campos do saber, sempre haverá alguém para afirmar – talvez não em voz alta, por causa da patrulha – que o célebre autor de O Imbecil Coletivo resistiu corajosamente à marcha do nosso país rumo ao brejo da barbárie ideológica.
Desde 1994/95, quando lançou os fundamentais A Nova Era e a Revolução Cultural e O Jardim das Aflições, Olavo de Carvalho tem sido uma referência para quem acredita na cultura como expressão dos mais altos valores espirituais de um povo. De 3 a 7 de junho, o professor Olavo reuniu, na sua casa-biblioteca em Richmond (EUA), cinco escritores para discutir a degradação cultural brasileira e os rumos da literatura em língua portuguesa.
Para descobrir se há luz no fim do túnel, ou mesmo se existe um túnel, estiveram em Richmond o crítico literário Rodrigo Gurgel, o cientista político e jornalista Bruno Garschagen, o poeta e ensaísta Ângelo Monteiro e o professor e filósofo português Miguel Bruno Duarte. Este cronista também teve a honra de ser convidado. Lá, ouvi muito mais do que falei; aprendi muito mais do que expressei; testemunhei muito mais do que contribuí. Meu melhor momento foi imitar a voz de Lula para o grupo. Modéstia à parte, fiz sucesso.

De certa forma, o encontro em Richmond foi o ápice de uma trajetória iniciada há 18 anos – no tempo em que eu lia escondido os artigos de Olavo, sem ter coragem de confessá-lo aos meus colegas de militância política. Graças a ele, e aos autores que ele indicava, abandonei todos os resquícios da minha mentalidade revolucionária – as escamas dos olhos e os tampões dos ouvidos.

No Evangelho de Mateus, temos a preciosa imagem do grão de mostarda. É a menor entre as sementes da terra, mas se torna a maior das hortaliças, e cria grandes ramos, de tal maneira que as aves do céu podem aninhar-se debaixo de sua generosa sombra. A vida de Olavo é plantar essa semente.

Vivemos tempos difíceis. Tempos profetizados por Gustavo Corção, nos quais “a atividade impera sobre a contemplação, o apetite domina o juízo, a opinião substitui a verdade”. Mas a existência de um pensador como Olavo de Carvalho nos faz ter a certeza de que as portas do inferno não prevalecerão. Não é por acaso que o nome Olavo quer dizer “o sobrevivente”. Já achamos o túnel; procuremos a luz. E que não seja a luz de um ônibus ou um dentista em chamas.


Publicado no Jornal de Londrina e na Gazeta do Povo.

Paulo Briguet é jornalista.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Marxismo Cultural: A estratégia da Escola de Frankfurt

 http://omarxismocultural.blogspot.com.br/2013/06/a-estrategia-da-escola-de-frankfurt.html

A estratégia da Escola de Frankfurt


O que de mais importante se pode assimilar da forma de operação da Escola de Frankfurt é que eles desenvolveram tácticas que visavam a implementação da revolução comunista. Frustrados com o facto do marxismo - economicamente - não ter o que era preciso, eles - os teóricos da Escola de Frankfurt - adicionaram aspectos culturais.

Embora existam várias sub-técnicas, aquelas que têm um peso maior são:
1. Teoria Crítica.

Esta técnica consiste em rodear e atacar a civilização ocidental e todos os seus alicerces (igrejas, família, economia) de todos os ângulos. Este ataque não é baseado na lógica e na racionalidade e nem tem como alvo aqueles que são politicamente mais informados. (É por isso que é tão fácil encontrar contradição na "lógica" esquerdista) Este ataque tem como finalidade desmoralizar as massas de modo a que elas percam - também - a vontade e a força para resistir à imposição da vontade da elite esquerdista.

Este ataque consiste na ridicularização, no envergonhar, na vitimização, na personalização da vítimas, na colectivização da culpa, nos gatilhos emocionais, na contagem de "estórias", na infiltração de instituições de comunicação (órgãos de informação, universidades, cultura popular, "peritos" científicos), no pensamento de grupo aceitável e "não-aceitável", na mobilização de grupos de interesse, no suborno , na rejeição de responsabilidades (aborto), e na repetição ad nauseum.

Os ataques levados a cabo pela Teoria Crítica não se baseiam em queixas individuais válidas, mas sim na própria existência da Civilização Ocidental em si. Tudo aquilo que promove a superioridade da cultura Ocidental é, por defeito, algo que tem que ser destruído. Os marxistas culturais atacam (apenas e só) com o propósito de desacreditar todo o edifício cultural ocidental e acelerar assim a "revolução" (isto é, a instalação da ditadura esquerdista).
2. Politicamente Correcto.

O Politicamente Correcto foi criado como forma de expandir a guerra de classes económica para a guerra de classes cultural. Foi esta forma de pensar que gerou o conceito da Raça / Sexo / Classe, que expande o conceito marxista da estruturação das classes. Fazer o papel de vítima satisfaz a natureza humana de desejar o que não lhe pertence. Isto é feito suprimindo o discurso político que não se alinha com a esquerda militante chamando-o de "discurso de ódio", e classificando preferências políticas e gostos sexuais de "direitos".

Qualquer voz que não aceite esta nova reestruturação social é classificada de "racista", "sexista", "homofóbica", "machista", "nazi" e assim por diante.

A Teoria Crítica é a espada que ataca a civilização ocidental e o Politicamente Correcto é o escudo que protege os "grupos-vítima", dando-lhes assim livre acção. É por isto que uma activista feminista pode chamar os nomes mais terríveis aos homens, ao mesmo tempo que estes mesmos homens estão ideologicamente impedidos de dizer em público que existem diferenças psicológicas e biológicas entre os homens e as mulheres.

A Teoria Crítica e o Politicamente Correcto podem facilmente ser combinados. Por exemplo, os "direitos dos homossexuais" em nada estão relacionados com os verdadeiros propósitos e desejos dos homossexuais. O que se passa é que a Teoria Crítica classificou os valores morais Cristãos como fundamentos da Civilização Ocidental, e como tal, esses valores tinham que ser destruídos. O mesmo se passa com a família.

O activismo homossexual leva a cabo o propósito da Escola de Frankfurt de destruir a Civilização Ocidental, destruindo a família e o Cristianismo (alicerces da Civilização Ocidental). A ideia de atacar a família e o Cristianismo veio primeiro. Depois disso, os teóricos buscaram formas de o fazer, identificando o activismo homossexual (e a promoção do comportamento em si) como uma táctica.

Conseguem ver a manobra? Por exemplo, eis aqui a forma de atacar a família:
a) "É só um pedaço de papel!" - Não funcionou.
b) "É a violação institucionalizada!" - Não funcionou
c) "É um direito humano que se centra no amor, e como tal, todas as pessoas deveriam ter o direito de casar!"

Espera lá. Mas eu pensava que era só um "pedaço de papel" ou que era a "violação institucionalizada"?!

Esta é a forma como funciona o Marxismo Cultural /Politicamente Correcto. O movimento homossexual e o movimento feminista em nada estão relacionados com os propósitos dos homossexuais ou das mulheres; estes movimentos são formas (armas) através das quais o esquerdismo avança na sociedade sem que as vozes conservadoras possam resistir sem serem classificadas de "homofóbicas" e "machistas".

O mesmo se passa com as igrejas; encontrem "valores" que sejam opostos aos valores do Cristianismo, e transformem-nos em "direitos". Depois digam que os Cristãos são contra os "direitos humanos". Por isso é que actualmente temos activistas homossexuais que se assumem como "defensores dos direitos humanos" (como se ter uma preferência sexual pela pessoa do mesmo sexo fosse um "direito humano").
3 - Multiculturalismo

Depois da 1ª Guerra Mundial, os teóricos comunistas que erradamente esperavam uma "revolução do proletariado" e a união da classe operária por toda a Europa, ficaram horrorizados ao observarem que os operários de cada um dos países envolvidos no confronto bélico se uniram aos burgueses do mesmo país na luta contra os operários e burgueses de outros países. Isto fez com que os marxistas se apercebessem do poder do nacionalismo - e do patriotismo - numa cultura etnicamente e culturalmente homogénea (a situação da Europa do início do século 20).

Como forma de impedir que o nacionalismo volte a bloquear o avanço da revolução, os marxistas culturais promovem o multiculturalismo. Isto consiste literalmente em diluir a cultura Ocidental ao permitir que membros de uma ou mais culturas opostas existam e aumentem o seu número no Ocidente. (Já se tornou óbvio que o Multiculturalismo só é promovido da forma que é no Ocidente. Nos países islâmicos, asiáticos ou africanos, não existem manobras da ONU ou de outra grande organização internacional a promover a "diversidade" e a "coesão".)

A imigração, o relativismo moral e o revisionismo histórico têm como propósito enfraquecer a posição única da Civilização Ocidental e não ajudar essas outras culturas. Os esquerdistas não se importam com as prácticas islâmicas levadas a cabo pelos mesmos no Ocidente; eles apenas usam os muçulmanos como arma de ataque ao Ocidente (exactamente o mesmo que é feito com o activismo homossexual e o movimento feminista).

As civilizações precisam duma identidade coerente ou então elas perdem a força e deixam de existir. O enfraquecimento da identidade cultural do Ocidente Cristão é precisamente o propósito do Marxismo Cultural.

Conclusão:

O Marxismo Cultural é a táctica primária da esquerda militante. Todos os adversários políticos são catalogados de "racistas" quando são contra a imigração em massa, de  "homofóbicos" quando defendem que o casamento é entre um homem e uma mulher, ou de "misóginos" quando defendem que existem distinções fundamentais entre o homem e a mulher. Olhando para as acções dos esquerdistas segundo este prisma, fica mais fácil entender as suas motivações, e construir rotinas de refutação mais eficazes.

True Outspeak - 5 de junho de 2013

Cientistas sérios

Cientistas sérios

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Nova bateria de íon de lítio pode durar mais de 25 anos

http://liberdadeeconomica.com/home/2013/06/12/nova-bateria-de-ion-de-litio-pode-durar-mais-de-25-anos/



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Recentemente um artigo ficou muito famoso aqui no Liberdade Econômica por falava de um inventor Espanhol que inventou uma lâmpada capaz de ficar acesa por mais de cem anos. Eles estaria recebendo ameaças já que denunciava a Obsolescência Programada, ou seja, o ato de fazer alguns produtos com uma péssima qualidade de propósito para que estraguem mais rápido e a pessoa tenha que adquirir um novo.
Em outro momento tivemos a notícia de uma garota chamada Eesha Khare que inventou uma bateria que recarrega em 20 segundos e que aceitaria até 10 vezes mais ciclos de carga do que uma bateria comum. Veja aqui: Eesha Khare inventa baterias que recarregam em 20 segundos
A notícia é de que alguns pesquisadores alemães desenvolveram o mesmo projeto das baterias que duram mais e estão se esforçando para colocar no mercado. Veja a notícia:
Fonte: Exame
Quantos anos dura uma bateria de carro elétrico? Essa é uma das perguntas mais levantadas por consumidores que têm interesse em comprar um carro elétrico ou híbrido. Em geral, a resposta se aproxima de algo como um “depende das condições de uso” e por “até 10 anos em média”. Durante evento anual da Sociedade Americana de Química, em abril, os cientistas chegaram a cravar um prazo ainda maior: de 5 a 20 anos. É possível ir além.
Pesquisadores alemães anunciaram a criação de uma bateria que pode durar mais de 25 anos. Desenvolvida pelo Centre for Solar Energy and Hydrogen Research Baden-Württemberg (ZSW, na sigla em alemão), a bateria é capaz de manter até 85% de sua capacidade após nada menos do que 10 mil ciclos completos de recarga.
De acordo com o estudo, publicado no site oficial do ZSW, essa bateria tem uma densidade de 1,1 mil watts por quilograma, cerca de quatro vezes o que possui as baterias convencionais usadas atualmente.
Na ponta do lápis, um carro elétrico com essas baterias poderia não só ser recarregado diariamente ao longo de 27,4 anos, mas também manteria um bom desempenho. Atualmente, considera-se que a vida útil da bateria chega o fim quando ela perde 20% de sua potência máxima.
Apesar de promissora, a tecnologia ainda está em fase de laboratório. O passo seguinte, segundo os pesquisadores e engenheiros da ZSW, é desenvolver protótipos maiores juntamente com parceiros da indústria.

sexo, pedofilia e revolução

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Teoria Materialista da História


http://sociedadechestertonbrasil.org/historia/teoria-materialista-da-historia/
G. K. Chesterton
Excerto do capítulo VII (‘The War of the Gods and Demons’ – A Guerra dos Deuses e Demônios)
Traduzido por Antonio Emilio Angueth de Araujo
A teoria materialista da história – que afirma que toda a política e a ética são expressões da economia – é uma falácia, de fato, muito simples. Ela consiste, simplesmente, em confundir as necessárias condições de vida com as normais preocupações da vida, que são coisas muito diferentes. É como dizer que porque o homem pode andar somente sobre duas pernas, então, ele só pode caminhar se for para comprar meias e sapatos. O homem não pode viver sem os amparos da comida e da bebida, que os suporta sobre duas pernas; mas, sugerir que esses têm sido os motivos para todos os seus movimentos na história é como dizer que o objetivo de todas as suas marchas militares ou peregrinações religiosas deve ter sido a Perna Dourada da Senhora Kilmansegg ou a perfeita e ideal perna do Senhor Willoughby Patterne. Mas, são esses movimentos que constituem a história da espécie humana e sem eles não haveria praticamente história. Vacas podem ser puramente econômicas, no sentido de que não podemos ver que elas façam muito mais do que pastar e procurar o melhor lugar para isso; e essa é a razão pela qual a história das vacas em doze volumes não seria uma leitura estimulante. Ovelhas e cabras podem ser economistas em suas ações externas, pelo menos; mas, essa é a razão das ovelhas dificilmente serem heróis de guerras épicas e impérios, importantes suficientes para merecerem uma narração detalhada; e mesmo o mais ativo quadrúpede não inspirou um livro para crianças intitulado Os Feitos Maravilhosos das Cabras Galantes.
Mas, com relação a serem econômicos os movimentos que fazem a historia do homem, podemos dizer que a história somente começa quando os motivos das ovelhas e das cabras deixam a cena. Será difícil afirmar que os Cruzados saíram de suas casas em direção a uma horrível selvageria da mesma forma que as vacas tendem a ir das selvas para pastagens mais confortáveis. É difícil afirmar que os exploradores do Ártico foram em direção ao norte imbuídos dos mesmos motivos materiais que fizeram as andorinhas ir para o sul. E se deixarmos, de fora da história humana, coisas tais como todas as guerras religiosas e todas a aventuras exploratórias audaciosas, ela não só deixará de ser humana, mas deixará de ser história. O esboço da história é feito dessas curvas e ângulos decisivos, determinados pela vontade do homem. A história econômica não seria sequer história
Mas há uma falácia mais profunda além deste fato óbvio; os homens não precisam viver por comida meramente porque eles não podem viver sem comida. A verdade é que a coisa mais presente na mente do homem não é a engrenagem econômica necessária a sua existência, mas a própria existência; o mundo que ele vê quando acorda toda manhã e a natureza de sua posição geral nesse mundo. Há algo que está mais próximo dele que a sobrevivência e esse algo é a vida. Pois, tão logo ele se lembre qual trabalho produz exatamente seu salário e qual salário produz exatamente sua refeição, ele reflete dez vezes que hoje é um dia lindo, ou que este é um mundo estranho, ou se pergunta se a vida vale a pena ser vivida, ou se seu casamento é um fracasso, ou se ele está satisfeito ou confuso com seus filhos, ou se lembra de sua própria juventude, ou ele, de alguma forma, vagamente revê o destino misterioso do homem.
Isso é verdade para a maioria dos homens, mesmo para os escravos assalariados de nosso mórbido industrialismo moderno, que pelo seu caráter hediondo e sua desumanidade tem, realmente, posto a questão econômica em primeiro plano. É muito mais verdade para os numerosos camponeses, caçadores e pescadores que constituem a massa real da humanidade. Mesmo aqueles áridos pedantes, que pensam que a ética depende da economia, devem admitir que a economia depende da existência. E nossos devaneios e dúvidas cotidianos são sobre a existência; não sobre como podemos viver, mas sobre porque vivemos. E a prova disso é simples; tão simples quanto o suicídio. Vire o universo de cabeça para baixo em sua mente e você virará todos os economistas de cabeça para baixo. Suponha que um homem deseje morrer e que o professor de economia se torne um tédio com sua elaborada explicação de como ele deve viver. E todas as iniciativas e decisões que fazem do nosso passado humano uma história têm esse caráter de desviar o curso direto da pura economia. Tal como o economista deve ser desculpado por calcular o salário de um suicida, ele deve também ser desculpado por prover uma pensão de aposentadoria para um mártir. Tal como ele não precisa se preocupar com a pensão de um mártir, ele não deve se preocupar com a família de um monge. O plano do economista é modificado por insignificantes e variados detalhes como no caso de um homem ser um soldado e morrer pelo seu próprio país, de um homem ser um camponês e amar especialmente sua terra, de um homem ser mais ou menos influenciado por qualquer religião que proíba ou permita isso ou aquilo. Mas tudo isso se resume não a um cálculo econômico sobre despesas, mas a uma elementar consideração sobre a vida. Tudo isso se resume ao que o homem fundamentalmente sente, quando ele contempla, dessas janelas estranhas que ele chama os olhos, essa estranha visão que ele chama o mundo.
[1] Excerto do capítulo VII (‘The War of the Gods and Demons’ – A Guerra dos Deuses e Demônios) do livro ‘The Everlasting Man’ (O Homem Eterno). Quem se interessar pode ‘baixar’ uma cópia grátis desse livro, em inglês, do sítio The On-Line Books. Até onde eu sei, há uma tradução desse livro para o português, pela Editora Quadrante, que está fora de catálogo no momento. Eu não a conheço. (N. do T.)

Em Brasília, 70 mil pessoas pediram em coro cadeia para os mensaleiros e disseram “não” ao controle da mídia. Mas, controlada pela ideologia, certa mídia procurou esconder os fatos. ENTÃO VEJAM VOCÊS MESMOS!

Em Brasília, 70 mil pessoas pediram em coro cadeia para os mensaleiros e disseram “não” ao controle da mídia. Mas, controlada pela ideologia, certa mídia procurou esconder os fatos. ENTÃO VEJAM VOCÊS MESMOS!

notalatina: As FARC já têm representante legal no Brasil

notalatina: As FARC já têm representante legal no Brasil: Entre os dias 24 e 26 de maio, a Câmara de Vereadores de Porto Alegre-RS serviu de palco para mais uma manifestação pró-FARC no “Foro...

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Água fluoretada, uma Herança Nazista

http://www.anovaordemmundial.com/2013/06/agua-fluoretada-uma-heranca-nazista.html





Em setembro de 2003, e lá se vão oito anos, uma petição internacional assinada por mais de 300 cientistas, químicos, técnicos e ambientalistas de 37 países, pediu a revisão, esclarecimento e discussão sobre os benefícios e malefícios da adição à água encanada do flúor, íon utilizado como preventivo de cáries. Atendendo à petição, foram apresentados vários estudos comprovando os riscos para a saúde geral do corpo, especialmente dos ossos, devido à ingestão desse potente agente químico que quando ultrapassa apenas 1 ppm já causa problema até nos dentes.

De lá para cá, muitas pesquisas vêm atestando ligações entre ingestão de flúor e doenças da modernidade. Autistas, por exemplo, não devem beber água fluoretada. Embora não haja confirmação de associação direta entre o flúor e a disfunção, sabe-se que ele potencializa os sintomas do autismo.

O problema da adição de uma droga, venenosa ou não, na água de todas as pessoas, é uma questão delicada. Até que ponto as autoridades têm o direito de institucionalizar um tratamento medicamentoso na água para todos os cidadãos de todas as idades? Sabendo-se da ligação entre tal produto e desencadeamento de patologias, como e por quais razões se mantêm a mesma diretriz?

A retirada, diante das evidências, bate na trave econômica e política. Subproduto da indústria do alumínio, o íon, que mata um corpo adulto com apenas cinco gramas, não pode ser simplesmente jogado na natureza.

A confiança inicial de que em doses ínfimas espalhadas pelas águas e alimentos no mundo, só faria bem aos dentes, evitando cáries, fez com que as políticas se consolidassem nesse gigantesco contrato comercial mundial, agora difícil de ser desfeito, especialmente em países em desenvolvimento que têm de um lado a população ignorante que aceita as decisões públicas e privadas sem questionamentos e de outro os concentradores de renda, que defendem o status quo a qualquer preço.

Alguns países, já a partir de 2003, outros antes, retiraram o flúor da água e passaram a adicioná-lo ao sal de cozinha, já que se consome menos sal do que água, o que reduziria o risco de ingestão excessiva do íon, cumulativo no corpo humano. Diante das evidências e para reparar a visão equivocada, baseada em pesquisas que só levavam em conta a prevenção de cáries, muitos países simplesmente não utilizam mais o uso sistêmico do flúor como preventivo de cáries; apostam na educação alimentar, higiene e no uso tópico, diretamente aplicado nos dentes.

No Canadá, Áustria, Finlândia, Bélgica, Noruega, França e Cuba, alguns dos países que pararam de fluoretar suas águas, os índices de cáries continuaram caindo. Estudos sobre a ingestão do flúor, que a partir da década de 1970 também foi adicionado a alimentos, leites em pós e a alguns medicamentos, apontam malefícios graves e cumulativos para a saúde em geral. Os danos começam pela fluorose, que pode ser leve, causando manchas esbranquiçadas nos dentes ou grave, quando a dentição permanente fica com manchas marrons ou chega a ser perdida, esfacelando os dentes. Para que isso ocorra basta que crianças de zero a seis anos sejam expostas à ingestão diária do íon. O resultado visível só aparece nos dentes permanentes, já a ingestão de flúor na gravidez compromete a primeira dentição da criança.

O flúor no corpo

Quando ingerido o flúor é rapidamente absorvido pela mucosa do estômago e do intestino delgado. Sabe-se que 50% dele é eliminado pelos rins e que a outra metade aloja-se junto ao cálcio dos tecidos conjuntivos. Dentes e ossos, ao longo do tempo, passam a ficar deformados, surgem doenças e rachaduras.

A hipermineralização dos tecidos conectivos dos ossos, da pele e da parede das artérias é afetada, os tecidos perdem a flexibilidade, se tornam rígidos e quebradiços. Para que tudo isso ocorra, segundo estudo de 1977 da National Academy of Sciences, dos EUA, o corpo humano precisaria absorver durante 40 anos apenas 2 mg de flúor por dia. Parece difícil ingerir tanto, mas a fluorose já é um fato, uma doença moderna comprovada.

Diversos estudos químicos atestam que o flúor é tão tóxico como o chumbo e, como este, cumulativo. Quanto mais velhos mais aumentamos a concentração de flúor nos nossos ossos, o que traz maiores riscos de rachaduras e doenças como a osteoporose (veja o primeiro link). A versão natural do flúor, encontrada na natureza, inclusive em águas minerais, peixes, chás e vegetais tem absorção de 25% pelo corpo humano, mas a fluoretação artificial é quase que totalmente absorvida.

A maior parte se deposita nas partes sólidas do organismo, os ossos, e parte pequena vai para os dentes. Acredita-se que o fluoreto natural tenha algum papel importante para a saúde humana, mas isso ainda não foi completamente comprovado.

No Brasil a adição de flúor à água começou em 1953 em Baixo Guandu (Espírito Santo), virou lei federal (6.050/74) e a campanha da fluoretação das águas, abraçada pela odontologia em parceria com sucessivos governos desde a década de 60, continua em alta e tem como meta atingir 100% da água brasileira encanada. Águas potáveis também recebem flúor e algumas águas minerais possuem mais flúor em sua composição do que é recomendado para evitar a fluorose, que é algo situado entre 0,5 ppm e 1 ppm, dependendo da temperatura ambiente, já que no verão ou em locais mais quentes se consome mais água.

Os odontologistas que ainda defendem a adição do flúor na água potável e encanada afirmam ser a fluorose, que atingiu adolescentes nas últimas gerações com manchas brancas, um problema menor diante das evidências de redução das cáries, comprovadas por várias teses, elaboradas nos anos 1960 e 1970. Segundo eles, esse método é o mais eficaz para reduzir índices de cárie que variam entre 20% e 60%. Da década de 60 para cá, além da fluoretação das águas brasileiras, a população teve acesso maior às escovas de dentes, que tornaram-se mais baratas e populares. Na Suécia, por exemplo, onde não há fluoretação das águas, a cárie foi erradicada por meio da educação da população.

O flúor nos dentes 

A redução de cáries por acesso ao flúor ocorre em decorrência de uma regulação do ph bucal, que teria maior constância via corrente sangüínea a partir da ingestão dessa substância. Após escovarmos os dentes com creme dental fluoretado, mantemos o ph ideal por cerca de duas horas. Apesar da campanha pró-ingestão de flúor, nenhum dentista defende a água fluoretada sem a dobradinha boa higiene e boa alimentação.

Não há ph administrado pelo flúor que regule os detritos retidos entre os dentes; esses detritos desregulam o ph local, tornando-o mais ácido, o que favorece o surgimento de cáries e outras doenças periodontais. O açúcar torna o ph do sangue muito ácido e ao lado dele o outro grande vilão é o carboidrato, daí os odontologistas condenarem o abuso de doces, biscoitos e pães entre as refeições, especialmente os feitos com farinhas refinadas.

Segundo Pedro Cordeiro, odontologista em Florianópolis, uma boa alimentação e uma escovação bem feita três vezes ao dia são métodos extremamente eficazes para a prevenção de cáries. "Recomendo aos pais que não usem creme dental fluoretado em crianças até cinco anos, pois é possível que engulam o creme acidentalmente ou voluntariamente, o que acarretaria a fluorose". Uso de fio dental, escovação com água e uma boa alimentação são suficientes para evitar o surgimento de cáries em qualquer idade, garante o dentista.

Medidas seguras 

Na água potável encanada são recomendados no máximo 0,6 ppm de flúor, o que causa em crianças menores de sete anos uma fluorose mínima ao nascerem os dentes permanentes. "Acima de 1,5 ppm de flúor na água bebida por crianças menores de sete anos, a fluorose é mais agressiva e pode causar má aparência nos dentes permanentes, mas existe tratamento para essa fluorose nos consultórios dentários", garante o professor Jaime Cury, da Unicamp, defensor da adição de flúor à água. Em Cocalzinho, cidade de Santa Catarina, o flúor contido numa água natural, (1000 ppm) causou sérios danos aos dentes das crianças da região, com perdas parciais e totais dos dentes permanentes.

Profissionais de várias partes do Brasil interessaram-se pelo caso, que foi documentado no final da década de 1980. Em 2004 a água mineral Charrua, do Rio Grande do Sul, apresentava 4ppm de flúor, o que pode resultar em fluorose avançada. O flúor está presente nos cremes dentais desde 1989, inclusive nos infantis, sendo hoje difícil encontrar no mercado convencional um creme dental para uso diário sem o íon.

Normalmente os cremes dentais recebem de 1000 ppm a 1800 ppm de flúor. Não há pesquisa que ateste que o flúor aplicado, sem ingestão, cause qualquer mal, mas segundo vários estudos em odontopediatria, os problemas de fluorose verificados em todo o Brasil nos últimos anos estão relacionados ao uso de creme dental porque crianças pequenas, além de serem extremamente vulneráveis à ingestão do flúor, engolem acidentalmente ou voluntariamente o creme dental. Uma das razões da ingestão voluntária, em crianças maiores de três anos, se deve ao sabor doce dos géis dentais infantis. A fluorose aparente nos dentes de crianças e adolescentes é uma realidade no Brasil.

Diferenças de miligramas são fatais 

O argumento que sustenta a adição de flúor à água potável encanada e às águas engarrafadas baseia-se na defesa do controle da cárie infantil. Mas em 1974, quando as águas brasileiras começaram a ser fluoretadas em massa, os cremes dentais não eram fluoretados e as informações sobre os hábitos de higiene e de alimentação iniciavam nas capitais e cidades maiores. Naquela época, o flúor ainda não era adicionado a medicamentos, chicletes, biscoitos e leites em pó para bebês, que quando somados ao flúor da água ultrapassam o nível recomendado para lactantes em até 80%.

O leite humano possui cerca de 00,1ppm de flúor, uma quantidade já bastante inferior à dos leites em pó, mais isso depende, obviamente, da alimentação da mãe. Durante a década de 80, quando a fama do flúor como preventivo de cáries era inquestionável, muitas mulheres grávidas tiveram prescrição para tomar comprimidos que incluíam o íon na composição. Hoje já não se receitam suplementos de flúor para gestantes, pois as que tomaram enfrentaram problemas de fluorose na primeira dentição de seus filhos. Foi um teste "científico" que não deu certo, mas não foi o primeiro.

Flúor e o nazismo 

As primeiras pesquisas com ingestão de flúor em humanos foram feitas em campos de concentração nazistas com o intuito de acalmar os prisioneiros, que ingeriam o íon a partir da água com até 1500 ppm de flúor.

O resultado gerava uma espécie de apatetamento. Os prisioneiros cumpriam melhor suas tarefas sem questioná-las. Com o mesmo objetivo, o flúor é adicionado a alguns medicamentos psiquiátricos hoje em dia. Mais de 60 tranquilizantes largamente utilizados contêm flúor, como Diazepan, Valium e Rohypnol, da Roche, ligada à antiga I.G.Farben, indústria química que atuou a serviço da Alemanha nazista.

Essa ligação histórica desperta brigas ferrenhas entre os adeptos da adição do flúor à água e os que são contra, esses últimos acusados pelos primeiros de fazer terrorismo e estabelecer o caos social em nome da nova ordem mundial, que está aí a questionar as bases que sustentam a economia.

A Associação Brasileira de Odontologia recomenda a adição de flúor à água potável como método preventivo fundamental para o Brasil, país grande, de população pobre e desinformada sobre os hábitos de higiene e de alimentação. Segundo o professor Jaime Cury,que passou mais de 20 anos estudando a prevenção da cárie, o flúor adicionado à água tem uma importância social inquestionável. "Gostaria de ser o primeiro a anunciar que o flúor não precisa mais ser adicionado à água. Mas o povo brasileiro, a maior parte da população, a que é pobre e desinformada, não escova os dentes corretamente, não pode cuidar da alimentação e é beneficiada pela adição de flúor na água".

Para ele, "a fluorose leve que não causa mal-estar social, nem deveria ser considerada um problema ou doença porque as crianças com fluorose leve, manchinhas brancas, têm dentes mais fortes".

Questões políticas 

A ciência odontológica vê a fluorose média ou grave como problema principal em conseqüência da adição de flúor à água, mas médicos, químicos e toxicologistas afirmam que a fluorose é apenas o começo de um problema espalhado por todos os ossos do corpo, sobrecarregando a glândula pineal e acarretando outras conseqüências na saúde devido a alteração do funcionamento bioquímico. Eles alertam que as doenças podem demorar anos para surgir, pois o flúor é cumulativo.

Nunca houve uma denúncia formal ligando o flúor à indústria de alumínio; as pesquisas feitas por químicos e neurologistas focam exclusivamente os danos do íon à saúde humana. Polêmica à parte, algo não está sendo levado em conta: é praticamente impossível encontrar água que não tenha sofrido adição de flúor. Por uma convenção entre sucessivos governos, a ciência odontológica e a indústria de alumínio, o brasileiro perdeu o direito de beber água sem o aditivo.

por Cláudia Rodrigues

Fonte:
UOL - Ópera Mundi: Água fluoretada, uma Herança Nazista

quinta-feira, 6 de junho de 2013

quarta-feira, 5 de junho de 2013

LIBERTATUM: QUEM VAI APURAR A VERDADE SOBRE AS MORTES DOS LISTADOS

LIBERTATUM: QUEM VAI APURAR A VERDADE SOBRE AS MORTES DOS LISTADOS?:

QUEM VAI APURAR A VERDADE SOBRE AS MORTES DOS LISTADOS?


 Uma Grande Parte de Executores Identificada e daí??? VEJAM: 119 execuções.

Será que isto interessa para apurar a verdade....
Divulgar é preciso...

           Talvez alguém possa aproveitar a lista para instruir a  Comissão da Verdade (sic)ou fazer que a nossa presidANTA
("dama de lata") se identifique com alguns dos crimes praticados.





",,As famílias destas vítimas não recebem as polpudas reparações que hoje todos pagamos aos denominados "perseguidos políticos".


1) 12/11/64 - Paulo Macena,  Vigia – RJ
Explosão de bomba deixada por uma organização comunista nunca identificada, em protesto contra a aprovação da Lei  que extinguiu a UNE e a UBES. No Cine Bruni, Flamengo, com seis feridos graves e 1 morto.

2) 27/03/65- Carlos Argemiro Camargo, Sargento do Exército – Paraná
Emboscada de um grupo de militantes da Força Armada de Libertação Nacional (FALN), chefiado pelo ex-coronel Jeffersom Cardim de Alencar Osorio. Camargo foi morto a tiros. Sua mulher estava grávida de sete meses.

3) 25/07/66 - Edson Régis de Carvalho, Jornalista – PE


4) 25/07/66 - Nelson Gomes Fernandes, almirante – PE
Explosão de bomba no Aeroporto Internacional de Guararapes, com 17 feridos e 2 mortos. Além das duas vítimas fatais, ficaram feridas 17 pessoas, entre elas o então coronel do Exército Sylvio Ferreira da Silva. Além de fraturas expostas, teve amputados quatro dedos da mão esquerda. Sebastião Tomaz de Aquino, guarda civil, teve a perna direita amputada.

5) 28/09/66 - Raimundo de Carvalho Andrade - Cb PMGO
Morto durante uma tentativa de desocupação do Colégio Estadual Campinas, em Goiânia, que havia sido ocupado por estudantes de esquerda. O grupo de soldados convocado para a tarefa era formado por burocratas, cozinheiros etc. Estavam armados com balas de festim. Andrade, que era alfaiate da Polícia Militar, foi morto por uma bala de verdade disparada de dentro da escola.

6) 24/11/67 - José Gonçalves Conceição (Zé Dico) - Fazendeiro – SP
Morto por Edmur Péricles de Camargo, integrante da Ala Marighella, durante a invasão da fazenda da Bandeirante, em Presidente Epitácio. Zé Dico foi trancado num quarto, torturado e, finalmente, morto com vários tiros. O filho do fazendeiro que tentara socorrer o pai foi baleado por Edmur com dois tiros nas costas.

7) 15/12/67 - Osíris Motta Marcondes,  bancário – SP
Morto quando tentava impedir um assalto terrorista ao Banco Mercantil, do qual era o gerente.

8) 10/01/68 - Agostinho Ferreira Lima - Marinha Mercante - Rio Negro/AM
No dia 06/12/67, a lancha da Marinha Mercante “Antônio Alberto” foi atacada por um grupo de nove terroristas, liderados por Ricardo Alberto Aguado Gomes, “Dr. Ramon”, que, posteriormente, ingressou na Ação Libertadora Nacional (ALN). Neste  ataque, Agostinho Ferreira Lima foi ferido gravemente, vindo a morrer no dia 10/01/68.

9) 31/05/ 68 - Ailton de Oliveira,  guarda Penitenciário – RJ
O Movimento Armado Revolucionário (MAR) montou uma ação para libertar nove de seus membros que cumpriam pena na Penitenciária Lemos de Brito (RJ) e que, uma vez libertados, deveriam seguir para a região de Conceição de Jacareí, onde o MAR pretendia estabelecer o “embrião do foco guerrilheiro”. No dia 26/05/68, o estagiário Júlio César entregou à funcionária da penitenciária Natersa Passos, num pacote, três revólveres calibre 38. Às 17h30, teve início a fuga. Os terroristas foram surpreendidos pelos guardas penitenciários Ailton de Oliveira e Jorge Félix Barbosa. Foram feridos, e Ailton morreu no dia 31/05/68. Ainda ficou gravemente ferido o funcionário da Light João Dias Pereira, que se encontrava na calçada da penitenciária. O autor dos disparos que atingiram o guarda Ailton foi o terrorista Avelino Brioni Capitani.

10) 26 /06/68-  Mário Kozel Filho - Soldado do Exército – SP
No dia 26/06/68, Kozel atua como sentinela do Quartel General do II Exército. Às 4h30, um tiro é disparado por um outro soldado contra uma camioneta que, desgovernada, tenta penetrar no quartel. Seu motorista saltara dela em movimento, após acelerá-la e direcioná-la para o portão do QG. O soldado Rufino, também sentinela, dispara 6 tiros contra o mesmo veículo, que, finalmente, bate na parede externa do quartel. Kozel sai do seu posto e corre em direção ao carro para ver se havia alguém no seu interior. Havia uma carga com 50 quilos de dinamite, que, segundos depois, explode. O corpo de Kozel é dilacerado. Os soldados João Fernandes, Luiz Roberto Julião e Edson Roberto Rufino ficam muito feridos.
É mais um ato terrorista da organização chefiada por Lamarca, a VPR. Participaram do crime os terroristas Diógenes José de Carvalho Oliveira, Waldir Carlos Sarapu, Wilson Egídio Fava, Onofre Pinto, Edmundo Coleen Leite, José Araújo Nóbrega, Oswaldo Antônio dos Santos, Dulce de Souza Maia, Renata Ferraz Guerra Andrade e José Ronaldo Tavares de Lima e Silva. Ah, sim: a família de Lamarca recebeu indenização. De Kozel, quase ninguém mais se lembra.

11) 27/06/68 - Noel de Oliveira Ramos - civil – RJ
Morto com um tiro no coração em conflito na rua. Estudantes distribuíam, no Largo de São Francisco, panfletos a favor do governo e contra as agitações estudantis conduzidas por militantes comunistas. Gessé Barbosa de Souza, eletricista e militante da VPR, conhecido como “Juliano” ou “Julião”, infiltrado no movimento, tentou impedir a manifestação com uma arma. Os estudantes, em grande maioria, não se intimidaram e tentaram segurar Gessé que fugiu atirando, atingindo mortalmente Noel de Oliveira Ramos e ferindo o engraxate Olavo Siqueira.

12) 27/06/68 - Nelson de Barros - Sargento PM -  RJ
No dia 21/06/68, conhecida como a “Sexta-Feira Sangrenta”, realizou-se no Rio uma passeata contra o regime militar. Cerca de 10.000 pessoas ergueram barricadas, incendiaram carros, agrediram motoristas, saquearam lojas, atacaram a tiros a embaixada americana e as tropas da Polícia Militar. No fim da noite, pelo menos 10 mortos e centenas de feridos. Entre estes, estava o sargento da PM Nelson de Barros, que morreu no dia 27.

13) 01/07/68 - Edward Ernest Tito Otto Maximilian Von Westernhagen - major do Exército Alemão – RJ
Morto no Rio, onde fazia o Curso da Escola de Comando e Estado Maior do Exército. Assassinado na rua Engenheiro Duarte, Gávea, por ter sido confundido com o major boliviano Gary Prado, suposto matador de Che Guevara, que também cursava a mesma escola. Autores: Severino Viana Callou, Jo ão Lucas Alves e um terceiro não-identificado. Todos pertenciam à organização terrorista COLINA- Comando de Libertação Nacional.

14) 07/09/68 - Eduardo Custódio de Souza - Soldado PM – SP
Morto com sete tiros por terroristas de uma organização não identificada quando de sentinela no DEOPS, em São Paulo.

15) 20/09/68 - Antônio  Carlos  Jeffery - Soldado PM – SP
Morto a tiros quando de sentinela  no quartel da então Força Pública de São Paulo (atual PM) no Barro Branco. Organização terrorista que praticou o assassinato: Vanguarda Popular Revolucionária. Assassinos: Pedro Lobo de Oliveira, Onofre Pinto, Diógenes José Carvalho de Oliveira, atualmente conhecido como “Diógenes do PT”, ex-auxiliar de Olívio Dutra no Governo do RS.

16) 12/10/68 - Charles Rodn ey Chandler - Cap. do Exército dos Estados Unidos – SP
Herói na guerra com o Vietnã, veio ao Brasil para fazer o Curso de Sociologia e Política, na Fundação Álvares Penteado, em São Paulo/SP. No início de outubro de 68, um “Tribunal Revolucionário”, composto pelos dirigentes da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária), Onofre Pinto (Augusto, Ribeiro, Ari), João Carlos Kfouri Quartin de Morais (Maneco) e Ladislas Dowbor (Jamil), condenou o capitão Chandler à morte, porque ele “seria um agente da CIA”. Os levantamentos da rotina de vida do capitão foram realizados por Dulce de Souza Maia (Judite). Quando retirava seu carro das garagem para seguir para a Faculdade, Chandler foi assassinado com 14 tiros de metralhadora e vários tiros de revólver,  na frente da sua mulher, Joan,  e de seus 3 filhos. O grupo de execução era constituído pelos terroristas Pedro Lobo de Oliveira (Getúlio), Diógenes José de Carvalho Oliveira (Luis, Leonar do, Pedro) e Marco Antônio Bráz de Carvalho (Marquito).

17) 24/10/68 - Luiz Carlos Augusto - civil – RJ
Morto, com 1 tiro, durante uma passeata estudantil.

18) 25/10/68 - Wenceslau Ramalho Leite - civil – RJ
Morto, com quatro tiros de pistola Luger 9mm durante o roubo de seu carro, na avenida 28 de Setembro, Vila Isabel, RJ. Autores: Murilo Pinto da Silva (Cesar ou Miranda) e Fausto Machado Freire (Ruivo ou Wilson), ambos integrantes da organização terrorista COLINA (Comando de Libertação Nacional).

19) 07/11/68 - Estanislau Ignácio Correia - Civil – SP
Morto pelos terroristas Ioshitame Fugimore, Oswaldo Antônio dos Santos e Pedro Lobo Oliveira, todos integrantes da Vanguarda Popular Revolucionária(VPR), quando roubavam seu automóvel na esquina das ruas Ca rlos Norberto Souza Aranha e Jaime Fonseca Rodrigues, em São Paulo.




20) 07/01/69 - Alzira Baltazar de Almeida  - dona de casa - Rio de Janeiro/RJ
Uma bomba jogada por terroristas embaixo de uma viatura policia, estacionada em frente à 9ª Delegacia de Polícia, ao explodir, matou Alzira, que passava pela rua

21) 11/01/69 - Edmundo Janot  - Lavrador - Rio de Janeiro / RJ
Morto a tiros, foiçadas e facadas por um grupo de terroristas que haviam montado uma base de guerrilha nas  proximidades da sua fazenda.

22) 29/01/69 - Cecildes Moreira de Faria  - Subinspetor de Polícia - BH/ MG


23) 29/01/69 - José Antunes Ferreira - guarda civil - BH/MG
Policiais chegaram a um “aparelho” do Comando de Lib ertação Nacional (Colina), na Rua Itacarambu nº 120, bairro São Geraldo. Foram recebidos por rajadas de metralhadora, disparadas por Murilo Pinto Pezzuti da Silva, “Cesar’ ou “Miranda”, que mataram o subinspetor Cecildes Moreira da Silva (ver acima), que deixou viúva e oito filhos menores. Ferreira também morreu. Além do assassino, foram presos os seguintes terroristas: Afonso Celso L.Leite (Ciro), Mauricio Vieira de Castro (Carlos), Nilo Sérgio Menezes Macedo, Júlio Antonio Bittencourt de Almeida (Pedro), Jorge Raimundo Nahas (Clovis ou Ismael) e Maria José de Carvalho Nahas (Celia ou Marta). No interior do “aparelho”, foram apreendidos 1 fuzil FAL, 5 pistolas, 3 revólveres, 2 metralhadoras, 2 carabinas, 2 granadas de mão, 702 bananas de dinamite, fardas da PM e dinheiro de assaltos..


24) 14/04/69 - Francisco Bento da Silva - motorista – SP




25) 14/04/69 - Luiz Francisco da Silva - guarda bancário –SP
Mortos durante um assalto, praticado pela Ala Vermelha do PC do B ao carro pagador (uma Kombi) do Banco Francês-Italiano para a América do Sul, na Alameda Barão de Campinas, quando foram roubados vinte milhões de cruzeiros. Participaram desta ação os seguintes terroristas: Élio Cabral de Souza, Derly José de Carvalho, Daniel José de Carvalho, Devanir José de Carvalho, James Allen Luz, Aderval Alves Coqueiro, Lúcio da Costa Fonseca, Gilberto Giovanetti, Ney Jansen Ferreira Júnior, Genésio Borges de Melo e Antônio Medeiros Neto

26) 08/05/69 - José de Carvalho - Investigador de Polícia -  SP
Atingido com um tiro na boca durante um assalto ao União de Bancos Brasileiros, em Suzano, no dia 07 de maio, vindo a falecer no dia seguinte. Nessa ação, os terroristas feriram, também, Antonio Maria Comenda Belchior e Ferdinando Eiamini. Participaram os seguintes terroristas da Ação Libertadora Nacional (ALN): Virgílio Gomes da Silva, Aton Fon Filho, Takao Amano, Ney da Costa Falcão, Manoel Cyrilo de Oliveira Neto e João Batista Zeferino Sales Vani. Takao Amano foi baleado na coxa e operado, em um “aparelho médico” por Boanerges de Souza Massa, médico da ALN.

27) 09/05/69 - Orlando Pinto da Silva - Guarda Civil – SP
Morto com dois tiros, um na nuca e outro na testa, disparados por Carlos Lamarca, durante assalto ao Banco Itaà º, na rua Piratininga, Bairro da Mooca. Na ocasião também foi esfaqueado o gerente do Banco, Norberto Draconetti. Organização responsável por esse assalto: Vanguarda Popular Revolucionária (VPR).

28) 27/05/69 - Naul José Montovani - Soldado PM – SP
Em 27/05/69 foi realizada uma ação contra o 15º Batalhão da Força Pública de São Paulo, atual PMESP, na Avenida Cruzeiro do Sul, SP/SP. Os terroristas Virgílio Gomes da Silva, Aton Fon Filho, Carlos Eduardo Pires Fleury, Maria Aparecida Costa, Celso Antunes Horta e Ana Maria de Cerqueira César Corbusier metralharam o soldado Naul José Montovani, que estava de sentinela e que morreu instantaneamente. O soldado Nicário Conceição Pulpo, que correu ao local ao ouvir os disparos, foi gravemente ferido na cabeça, tendo ficado paralítico.

29)  04/06/69 - Boaventura Rodrigues da Silva - Solda do PM – SP
Morto por terroristas durante assalto ao Banco Tozan.

30) 22/06/69 - Guido Boné - Soldado PM – SP




31) 22/06/69 - Natalino Amaro Teixeira - Soldado PM – SP
Mortos por militantes da ALN que atacaram e incendiaram a rádio-patrulha RP 416, da então Força Pública de São Paulo, hoje Polícia Militar, matando os seus dois ocupantes, os soldados Guido Bone e Natalino Amaro Teixeira, roubando suas armas.

32) 11/07/69 - Cidelino Palmeiras do Nascimento - Motorista de táxi – RJ
Morto a tiros quando conduzia, em seu carro, policiais que perseguiam terroristas que haviam assaltado o Banco Aliança, agência Muda. Participaram deste assassinato os terroristas Chael Charles Schreier, Adilson Ferreira da Silva, Fernando Borges de Paula Ferreira, Flávio Robert o de Souza, Reinaldo José de Melo, Sônia Eliane Lafóz e o autor dos disparos Darci Rodrigues, todos pertencentes a organização terrorista VAR-Palmares. 
33) 24/07/69 - Aparecido dos Santos Oliveira - Soldado PM – SP
O Banco Bradesco, na rua Turiassu, no Bairro de Perdizes, foi assaltado por uma frente de grupos de esquerda. Foram roubados sete milhões de cruzeiros. Participaram da ação:
- Pelo Grupo de Expropriação e Operação: Devanir José de Carvalho, James Allen Luz, Raimundo Gonçalves de Figueiredo, Ney Jansen Ferreira Júnior, José Couto Leal;
- Pelo Grupo do Gaúcho: Plínio Petersen Pereira, Domingos Quintino dos Santos, Chaouky Abara;
- Pela VAR-Palmares: Chael Charles Schreier, Roberto Chagas e Silva, Carmem Monteiro dos Santos Jacomini e Eduardo Leite.

Raimundo Gonçalves Figueiredo baleou o soldado Oliveira. Já caído, ele recebeu mais quatro tiros dispa rados por Domingos Quintino dos Santos.
20/08/69 - José Santa Maria - Gerente de Banco – RJ 

34) Morto por terroristas que assaltaram o Banco de Crédito Real de Minas Gerais, do qual era gerente.

35) 25/08/69 - Sulamita Campos Leite - dona de casa, PA
Parente do terrorista Flávio Augusto Neves Leão Salles. Morta na casa dos Salles, em Belém, ao detonar, por inadvertência ,uma carga de explosivos escondida pelo terrorista

36) 31/08/69 - Mauro Celso Rodrigues - Soldado PM – MA
Morto quando procurava impedir a luta entre proprietários e posseiros, incitada por movimentos subversivos.

37) 03/09/69 - José Getúlio Borba - Comerciário – SP


38) 03/09/69 - João Guilherme de Brito - Soldado da Força Pública/SP
Os terroristas da Ação Libertadora Nacional (ALN) Antenor Meyer, José Wilson Lessa Sabag, Francisco José de Oliveira e Maria Augusta Tomaz resolveram comprar um gravador na loja Lutz Ferrando, na esquina da Avenida Ipiranga com a Rua São Luis. O pagamento seria feito com um cheque roubado num assalto. Descobertos, receberam voz de prisão e reagiram. Na troca de tiros, o guarda civil João Szelacsak Neto ficou ferido com um tiro na coxa, e o funcionário da loja, José Getúlio Borba, foi mortalmente ferido. Perseguidos pela polícia, o terrorista José Wilson Lessa Sabag matou a tiros o soldado da Força Pública (atual PM) João Guilherme de Brito.

39) 20/09/69 - Samuel Pires - Cobrador de ônibus – SP
Morto por terroristas quando assaltavam uma empresa de ônibus.

40) 22/ 09/69 - Kurt Kriegel - Comerciante - Porto Alegre/RS
Comerciante Kurt Kriegel, morto pela Var-Palmates em Porto Alegre.

41) 30/09/69 - Cláudio Ernesto Canton - Agente da Polícia Federal – SP
Após ter efetuado a prisão de um terrorista, foi atingido na coluna vertebral, vindo a falecer em conseqüência desse ferimento.

42) 04/10/69 - Euclídes de  Paiva Cerqueira - Guarda particular – RJ
Morto por terroristas durante assalto ao carro transportador de valores do Banco Irmãos Guimarães

43) 06/10/69 - Abelardo Rosa Lima - Soldado PM – SP
Metralhado por terroristas numa tentativa de assalto ao Mercado Peg-Pag. Autores: Devanir José de Carvalho (Henrique), Walter Olivieri, Eduardo Leite (Bacuri), Mocide Bucherone e Ismael Andrade dos Santos. Organi zações Terroristas: REDE (Resistência Democrática) e MRT (Movimento Revolucionário Tiradentes).

44) 07/10/69 - Romildo Ottenio - Soldado PM – SP
Morto quando tentava prender um terrorista.

45) 31/10/69 - Nilson José de Azevedo Lins- civil – PE
Gerente da firma Cornélio de Souza e Silva, distribuidora da Souza Cruz, em Olinda. Foi assaltado e morto quando ia depositar, no Banco, o dinheiro da firma. Organização: PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário). Autores: Alberto Vinícius Melo do Nascimento, Rholine Sonde Cavalcante Silva, Carlos Alberto Soares e João Maurício de Andrade Baltar.

46) 04/11/69 - Estela Borges Morato - Investigadora do DOPS – SP


47) 04/11/69 - Friederich Adolf Rohmann - Protético – SP
Mortos durante a operação que resultou na morte do terrorista Carlos Marighela.

48) 14/11/69 - Orlando Girolo - Bancário – SP
Morto por terroristas durante assalto ao Bradesco.

49) 17/11/69 - Joel Nunes - Subtenente PM – RJ
Neste dia, o PCBR assaltou o Banco Sotto Maior, na Praça do Carmo, no subúrbio carioca de Brás de Pina, de onde foram roubados cerca de 80 milhões de cruzeiros. Na fuga, obstados por uma viatura policial, surgiu um violento tiroteio no qual Avelino Bioni Capitani matou o sargento da PM Joel Nunes. Na ocasião, foi preso o terrorista Paulo Sérgio Granado Paranhos.

50) 18/12/69 - Elias dos Santos - Soldado do Exército – RJ
Havia um aparelho do PCBR na rua Baronesa de Uruguaiana nº 70, no bairro de Lins de Vasconcelos. Ali, Prestes de Paula, ao fugir pelos fundos da casa, disparou um tiro de pistola 45 contra Elias dos Santos.

51) 17/01/70 - José Geraldo Alves Cursino  - Sargento PM - São Paulo / SP
Morto a tiros por terroristas.

52) 20/02/70 - Antônio  Aparecido Posso  Nogueró - Sargento PM - São Paulo
Morto pelo terrorista Antônio Raimundo de Lucena quando tentava impedir um ato terrorista no Jardim Cerejeiras, Atibaia/SP.

53) 11/03/70 - Newton de  Oliveira Nascimento - Soldado PM - Rio de Janeiro
No dia 11/03/70, os militantes do grupo tático armado da ALN Mário de Souza Prata, Rômulo Noronha de Albuquerque e Jorge Raimundo Júnior deslocavam-se num carro Corcel azul, roubado, dirigido pelo último, quando foram interceptados no bairro de Laranjeiras- RJ por uma patrulh a da PM. Suspeitando do motorista, pela pouca idade que aparentava, e verificando que Jorge Raimundo não portava habilitação, os policiais ordenaram-lhe que entrasse no veículo policial, junto com Rômulo Noronha Albuquerque, enquanto Mauro de Souza Prata, acompanhado de um dos soldados, iria dirigindo o Corcel até a delegacia mais próxima. Aproveitando-se do descuido dos policiais, que não revistaram os detidos, Mário, ao manobrar o veículo para colocá-lo à frente da viatura policial, sacou de uma arma e atirou, matando com um tiro na testa o soldado da PM Newton Oliveira Nascimento, que o escoltava no carro roubado. O soldado Newton deixou a viúva dona Luci e duas filhas menores, de quatro e dois anos.

54) 31/03/70 - Joaquim Melo - Investigador de Polícia – Pernambuco
Morto por terroristas durante ação contra um “aparelho”.

55) 02 /05/70 - João Batista de Souza - Guarda de Segurança – SP
Um comando terrorista, integrado por Devanir José de Carvalho, Antonio André Camargo Guerra, Plínio Petersen Pereira, Waldemar Abreu e José Rodrigues Ângelo, pelo Movimento Revolucionário Tiradentes (MRT), e mais Eduardo Leite (Bacuri), pela Resistência Democrática (REDE), assaltaram a Companhia de Cigarros Souza Cruz, no Cambuci/SP. Na ocasião Bacuri assassinou o guarda de segurança João Batista de Souza.

56) 10/05/70 - Alberto Mendes Junior- 1º Tenente PM – SP
Esta é uma das maiores expressões da covardia e da violência de que era capaz o terrorista Carlos Lamarca. No dia 08/05/70, 7 terroristas, chefiados por ele, estavam numa pick-up e pararam num posto de gasolina em Eldorado Paulista. Foram abordados por policiais e reagiram a bala, conseguindo fugir. Ciente do ocorrido, o Tenente Mendes organizou uma patrulha . Em duas viaturas, dirigiu-se de Sete Barras para Eldorado Paulista. Por volta das 21h, houve o encontro com os terroristas, que estavam armados com fuzis FAL, enquanto os PMs portavam o velho fuzil Mauser modelo 1908. Em nítida desvantagem bélica, vários PMs foram feridos, e o Tenente Mendes verificou que diversos de seus comandados estavam necessitando de urgentes socorros médicos. Julgando-se cercado, Mendes aceitou render-se desde que seus homens pudessem receber o socorro necessário. Tendo os demais componentes da patrulha permanecido como reféns, o Tenente levou os feridos para Sete Barras.

De madrugada, a pé e sozinho, Mendes buscou contato com os terroristas, preocupado que estava com o restante de seus homens. Encontrou Lamarca, que decidiu seguir com seus companheiros e com os prisioneiros para Sete Barras. Ao se aproximarem dessa localidade, foram surpreendidos por um tiroteio, ocasião em que dois terroristas - Edmauro Gopfert e José Araújo Nóbrega - desgarraram-se do grupo, e os cinco terroristas restantes embrenharam-se no mato, levando junto o Tenente Mendes. Depois de caminharem um dia e meio na mata, os terroristas e o tenente pararam para descansar. Carlos Lamarca, Yoshitame Fujimore e Diógenes Sobrosa de Souza afastaram-se e formaram um “tribunal revolucionário”, que resolveu assassinar o Tenente Mendes. Os outros  dois, Ariston Oliveira Lucena e Gilberto Faria Lima, ficaram vigiando o prisioneiro.

Poucos minutos depois, os três terroristas retornaram. Yoshitame Fujimore desfechou-lhe violentos golpes na cabeça, com a coronha de um fuzil. Caído e com a base do crânio partida, o Tenente Mendes gemia e se contorcia em dores. Diógenes Sobrosa de Souza desferiu-lhe outros golpes na cabeça, esfacelando-a. Ali mesmo, numa pequena vala e com seus coturnos ao lado da cabeça ensangüentada, o Tenente Mendes foi enterrado. Em 08/09/70, Ariston Lucena foi preso pelo DOI-CODI e apontou o l ocal onde o tenente estava enterrado.

57) 11/06/70 - Irlando de Moura Régis - Agente da Polícia Federal – RJ
Foi assassinado durante o seqüestro do embaixador da Alemanha, Ehrendfried Anton Theodor Ludwig Von Holleben. A operação foi executada pelo Comando Juarez Guimarães de Brito. Participaram Jesus Paredes Soto, José Maurício Gradel, Sônia Eliane Lafóz, José Milton Barbosa, Eduardo Coleen Leite (Bacuri), que matou Irlando, Herbert Eustáquio de Carvalho, José Roberto Gonçalves de Rezende, Alex Polari de Alverga e Roberto Chagas da Silva.

58) 15/07/70 - Isidoro Zamboldi - segurança – SP
Morto pela terrorista Ana Bursztyn durante assalto à loja Mappin.

59) 12/08/70 - Benedito Gomes - Capitão do Exército – SP
Morto por terroristas, no interior do seu carro, na Estrada Velha de Campinas.

60) 19/08/70 - Vagner Lúcio Vitorino da Silva - Guarda de segurança – RJ
Morto durante assalto do Grupo Tático Armado da organização terrorista MR-8 ao Banco Nacional de Minas Gerais, no bairro de Ramos. Sônia Maria Ferreira Lima foi quem fez os disparos que o mataram. Participaram, também, dessa ação os terroristas Reinaldo Guarany Simões, Viriato Xavier de Melo Filho e Benjamim de Oliveira Torres Neto, os dois últimos recém-chegados do curso em Cuba.




61) 29/08/70 - José Armando Rodrigues - Comerciante – CE
Proprietário da firma Ibiapaba Comércio Ltda. Após ter sido assaltado em sua loja, foi seqüestrado, barbaramente torturado e morto a tiros por terroristas da ALN. Após seu assassinato, seu carro foi lançado num precipício na serra de Ibiapaba, em São Benedito, CE. Autores: Ex-seminaristas Antônio Espiridião Neto e Waldemar Rodrigues Menezes (autor dos disparos), José Sales de Oliveira, Carlos de Montenegro Medeiros, Gilberto Telmo Sidney Marques, Timochenko Soares de Sales e Francisco William.

62) 14/09/70 - Bertolino Ferreira da Silva - Guarda de segurança – SP
Morto durante assalto praticado pelas organizações terroristas ALN e MRT ao carro pagador da empresa Brinks, no Bairro do P araíso em São Paulo.

63) 21/09/70 - Célio Tonelly - soldado da PM – SP
Morto em Santo André. Quando de serviço em uma rádio-patrulha, tentou deter terroristas que ocupavam um automóvel.

64) 22/09/70 - Autair Macedo - Guarda de segurança – RJ
Morto por terroristas, durante assalto a empresa de ônibus Amigos Unidos

65) 27/10/70 - Walder Xavier de Lima - Sargento da Aeronáutica – BA
Morto quando, ao volante de uma viatura, conduzia terroristas presos, em Salvador. O assassino, Theodomiro Romeiro dos Santos (Marcos) o atingiu com um tiro na nuca. Organização: PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário).

66) 10/11/70 - José Marques do Nascimento - civil – SP
67) 10/11/70 - Garibaldo de Queiroz - Soldado PM – SP
68) 10/11/70 - José Aleixo Nunes - soldado PM – SP
Mortos em confronto com terroristas da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) que faziam uma panfletagem armada na Vila Prudente, São Paulo.

69) 10/12/70 - Hélio de Carvalho Araújo - Agente da Polícia Federal – RJ
No dia 07/12, o embaixador da Suíça no Brasil, Giovanni Enrico Bucher, foi seqüestrado pela VPR. Participaram da operação os terroristas Adair Gonçalves Reis, Gerson Theodoro de Oliveira, Maurício Guilherme da Silveira, Alex Polari de Alverga, Inês Etienne Romeu, Alfredo Sirkis, Herbert Eustáquio de Carvalho e Carlos Lamarca. Após interceptar o carro que conduzia o Embaixador, Carlos Lamarca bateu com um revólver Smith-Wesson, cano longo, calibre 38, no vidro do carro. Abriu a porta traseira e, a uma distância de dois metros, atirou, duas vezes contra o agente Hélio. Os terroristas levaram o embaixador e deixaram o agente agonizando. Transferido para o hospital Miguel Couto, morreu no dia 10/12/70.

70) 07/01/71 - Marcelo Costa Tavares - Estudante – MG
Morto por terroristas durante um assalto ao Banco Nacional de Minas Gerais.
Autor dos disparos: Newton Moraes.

71) 12/02/71 - Américo Cassiolato - Soldado PM - São Paulo
Morto por terroristas em Pirapora do  Bom Jesus.

72) 20/02/71 - Fernando Pereira - Comerciário - Rio de Janeiro
Morto por terroristas quando tentava impedir um assalto ao estabelecimento “Casa do Arroz”, do qual era gerente.

73) 08/03/71 - Djalma Peluci Batista - Soldado PM - Rio de Janeiro
Morto por terroristas, durante assalto ao Banco do Estado do Rio de Janeiro..

74) 24/03/71 - Mateus Levino dos Santos - Tenente da FAB – Pernambuco
O PCBR necessitava roubar um carro para participar do seqüestro do cônsul norte-americano, em Recife.  No dia 26/06/70, o grupo decidiu roubar um Fusca, estacionado em Jaboatão dos Guararapes, na Grande Recife, nas proximidades do Hospital da Aeronáutica. Ao tentarem render o motorista, descobriram tratar-se de um tenente da Aeronáutica. Carlos Alberto disparou dois tiros contra o militar: um na cabeça e outro no pescoço. Depois de nove meses de intenso sofrimento, morreu no dia 24 de março de 1971, deixando viúva e duas filhas menores. O imprevisto levou o PCBR a desistir do seqüestro.

75) 04/04/71 - José Julio Toja Martinez - Major do Exército -  Rio de Janeiro
No início de abril, a Brigada PáraQuedista recebeu uma denúncia de que um casal de terroristas ocupara uma casa localizada na rua Niquelândia, 23, em Campo Grande/RJ. Não desejando passar esse informe à 2ª Seção do então I Exército, sem aprofundá-lo, a 2ª Seção da Brigada, chefiada pelo major Martinez, montou um esquema de vigilância da casa. Por volta das 23h, chega um casal de táxi. A mulher ostentava uma volumosa barriga, sugerindo gravidez.

O major Martinez acabara de concluir o curso da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, onde, por três anos, exatamente o período em que a guerra revolucionária se desenvolvera, estivera afastado desses problemas em função da própria vida escolar bastante intensa. Estagiário na Brigada PáraQuedista, a quem também não estava afeta a missão de combate à subversão, não se havia habituado à virulência da ação terrorista..

Julgando que o casal nada tinha a ver com a subversão, Martinez iniciou a travessia da rua, a fim de solicitar-lhe que se afastasse daquela área. Ato contínuo, da barriga, formada por uma cesta para pão com uma abertura para saque da arma ali escondida, a “grávida” retirou um revólver, matando-o antes que pudesse esboçar qualquer reação. O capitão Parreira, de sua equipe, ao sair em sua defesa, foi gravemente ferido por um tiro desferido pelo terrorista. Nesse momento, os demais agentes desencadearam cerrado tiroteio, que causou a morte do casal de terroristas.

Eram os militantes do MR-8 Mário de Souza Prata e Marilena Villas-Bôas Pinto, responsáveis por uma extensa lista de atos terroristas.  No “aparelho” do casal, foram encontrados explosivos, munição e armas, além de dezenas de levantamentos de bancos, de supermercados, de diplomatas estrangeiros e de generais do Exército. Martinez deixou viúva e quatro filhos, três meninas e um menino, a mais velha, à época, com 11 anos.

76) 07/04/71 - Maria Alice Matos - Empregada doméstica - Rio de Janeiro
Morta por terroristas quando do assalto a um depósito de material de construção.

77) 15/04/71 - Henning Albert Boilesen - (Industrial - São Paulo)
Quando da criação da Operação Bandeirante, o então comandante do II Exército, general Canavarro, reuniu-se com o governador do Estado de São Paulo, com várias autoridades federais, estaduais, municipais e com industriais paulistas para solicitar o apoio para um órgão que necessitava ser criado com rapidez, a fim de fazer frente ao crescente terrorismo que estava em curso no estado de São Paulo. Assim, vários industriais, entre eles Boilesen, se cotizaram para atender ao pedido daquela autoridade militar.

Por decisão de Lamarca, Boilesen, um dinamarquês naturalizado brasile iro, foi assassinado. Participaram da ação os terroristas Yuri Xavier Pereira, Joaquim Alencar Seixas, José Milton Barbosa, Dimas Antonio Casimiro e Antonio Sérgio de Matos.  No relatório escrito por Yuri, e apreendido pela polícia, aparecem as frases “durante a fuga trocávamos olhares de contentamento e satisfação. Mais uma vitória da Revolução Brasileira”. Vários carros e casas foram atingidos por projéteis. Duas mulheres foram feridas. Sobre o corpo de Boilesen, atingido por 19 tiros, panfletos da ALN e do MRT, dirigidos “Ao Povo Brasileiro”, traziam a ameaça: “Como ele, existem muitos outros e sabemos quem são. Todos terão o mesmo fim, não importa quanto tempo demore; o que importa é que eles sentirão o peso da JUSTIÇA REVOLUCIONÁRIA. Olho por olho, dente por dente”.

78) 10/05/71 -  Manoel da Silva Neto - Soldado PM – SP
Morto por terroristas durante assalto à Empresa de Transporte Tusa.

79) 14/05/71 - Adilson Sampaio - Artesão – RJ
Morto por terroristas durante assalto às lojas Gaio Marti.

80) 09/06/71 - Antônio Lisboa Ceres de Oliveira - Civil – RJ
Morto por terroristas durante assalto à boate Comodoro.

81) 01/07/71 - Jaime Pereira da Silva - Civil – RJ 
Morto por terroristas na varanda de sua casa durante tiroteio entre terroristas e policiais.

82) 02/09/71 - Gentil Procópio de Melo -Motorista de praça – PE
A organização terrorista denominada Partido Comunista Revolucionário determinou que um carro fosse roubado para realizar um assalto. Cumprindo a ordem recebida, o terrorista José Mariano de Barros tomou um táxi em Madalena, Recife. Ao cheg ar ao Hospital das Clínicas, quando fingia que ia pagar a corrida, apareceram seus comparsas, Manoel Lisboa de Moura e José Emilson Ribeiro da Silva, que se aproximaram do veículo. Emilson matou Procópio com dois tiros.

83) 02/09/71 - Jayme Cardenio Dolce - Guarda de segurança – RJ




84) 02/09/71 - Silvâno Amâncio dos Santos - Guarda de segurança – RJ




85) 02/09/71 - Demerval Ferreira dos Santos - Guarda de segurança – RJ
Assassinados pelos terroristas Flávio Augusto Neves Leão Salles, Hélio Pereira Fortes, Antônio Carlos Nogueira Cabral, Aurora Maria do Nascimento Furtado, Sônia Hipólito e Isis Dias de Oliveira, durante assalto à Casa de Saúde Dr. Eiras.

86) ...../10/71 - Alberto da Silva Machado - Civil – RJ< br />Morto por terroristas durante assalto à Fábrica de Móveis Vogal Ltda, da qual era um dos proprietários.

87 ) 22/10/71 - José do Amaral - Sub-oficial da reserva da Marinha – RJ
Morto por terroristas da VAR-PALMARES e do MR-8 durante assalto a um carro transportador de valores da Transfort S/A. Foram feridos o motorista Sérgio da Silva Taranto e os guardas Emílio Pereira e Adilson Caetano da Silva.
Autores: James Allen Luz (Ciro), Carlos Alberto Salles (soldado), Paulo Cesar Botelho Massa, João Carlos da Costa.

88) 01/11/71 - Nelson Martinez Ponce - Cabo PM – SP
Metralhado por Aylton Adalberto Mortati durante um atentado praticado por cinco terroristas do MOLIPO (Movimento de Libertação Popular) contra um ônibus da Empresa de Transportes Urbano S/A, em Vila Brasilândia, São Paulo

89) 10/11/71 - João Campos - Cabo PM – SP
Morto na estrada de Pindamonhangaba, ao interceptar um carro que conduzia terroristas armados.

90) 22/11/71 - José Amaral Vilela - Guarda de segurança  - RJ
Neste dia os terroristas Sérgio Landulfo Furtado, Norma Sá Ferreira, Nelson Rodrigues Filho, Paulo Roberto Jabour, Thimothy William Watkin Ross e Paulo Costa Ribeiro Bastos assaltaram um carro-forte da firma Transfort, na Estrada do Portela, em Madureira.

91) 27/11/71 - Eduardo Timóteo Filho - Soldado PM – RJ
Morto por terroristas, durante assalto contra as Lojas Caio Marti.

92) 13/12/71 - Hélio Ferreira de Moura - Guarda de Segurança – RJ
Morto, por terroristas, durante assalto contra um carro transportador de valores da Brink’s, na Via Dutra.

93) 18/01/72 - Tomaz Paulino de Almeida - Sargento PM - São Paulo / SP
Morto a tiros de metralhadora no bairro Cambuci quando um grupo terrorista roubava o seu carro. Autores do assassinato: João Carlos Cavalcante Reis, Lauriberto José Reyes e Márcio Beck Machado, todos integrantes do Molipo.

94) 20/01/72 - Sylas Bispo Feche - Cabo PM São Paulo / SP
O cabo Sylas Bispo Feche integrava uma Equipe de Busca e Apreensão do DOI/CODI/II Exército. Sua equipe executava  uma ronda quando um carro VW, ocupado por duas pessoas, cruzou um sinal fechado quase atropelando uma senhora que atravessava a rua com uma criança no colo. A sua equipe saiu em perseguição ao carro suspeito, que foi interceptado. Ao tentar aproximar-se para pedir os documentos dos dois ocupantes do veículo, o cabo Feche foi metralhado. Dois terroristas, membros da ALN, morreram.

95) 25/01/72 - Elzo Ito - Estudante - São Paulo / SP
Aluno do Centro de Formação de Pilotos Militares, morto por terroristas que roubaram seu carro.

96) 01/02/72 - Iris do Amaral - Civil - Rio de Janeiro
Morto durante um tiroteio entre terroristas da ALN e policiais. Ficaram feridos nesta ação os civis Marinho Floriano Sanches, Romeu Silva e Altamiro Sinzo. Autores: Flávio Augusto Neves Leão Salles (”Rogério”, “Bibico”) e Antônio Carlos Cabral Nogueira (”Chico”, “Alfredo”.)

97) 05/02/72 - David A. Cuthberg - Marinheiro inglês - Rio de Janeiro
A respeito desse assassinato, sob o título “REPULSA”, o jornal “O Globo” publicou:

“Tinha dezenove anos o marinheiro inglês David  A. Cuthberg que, na



madrugada de sábado, tomou um táxi com um companheiro para conhecer o Rio, nos seus aspectos mais alegres. Ele aqui chegara como amigo, a bordo da flotilha que nos visita para comemorar os 150 anos de Independência do Brasil. Uma rajada de metralhadora tirou-lhe a vida, no táxi que se encontrava. Não teve tempo para perceber o que ocorria e, se percebesse, com certeza não poderia compreender.

Um terrorista, de dentro de outro carro, apontara friamente a metralhadora antes de desenhar nas suas costas o fatal risco de balas, para, logo em seguida, completar a infâmia, despejando sobre o corpo, ainda palpitante, panfletos em que se mencionava a palavra liberdade. Com esse crime repulsivo, o terror quis apenas alcançar repercussão fora de nossas fronteiras para suas atividades, procurando dar-lhe significação de atentado político contra jovem inocente, em troca da publicação da notícia num jornal inglês.

O terrorismo cumpre, no Brasil, com cr imes como esse, o destino inevitável dos movimentos a que faltam motivação real e consentimento de qualquer parcela da opinião pública: o de não ultrapassar os limites do simples banditismo, com que se exprime o alto grau de degeneração dessas reduzidas maltas de assassinos gratuitos”.

98) 15/02/72 - Luzimar Machado de Oliveira - Soldado PM – Goiás
O terrorista Arno Preiss encontrava-se na cidade de Paraiso do Norte, que estava incluída no esquema de trabalho de campo do MOLIPO. Usava o nome falso de Patrick McBundy Comick. Arno tentou entrar com sua documentação falsa no baile carnavalesco do clube social da cidade. Sua documentação levantou suspeita nos policiais, que o convidaram a comparecer à delegacia local. Ao deixar o clube, julgando-se desmascarado, Arno sacou seu revólver e disparou à queima roupa contra os policiais, matando o PM Luzimar Machado de Oliveira e ferindo gravemente o outro PM que o conduzia, Gentil Ferreira Mano. Acabou morto.

99) 18/02/72 - Benedito Monteiro da Silva - Cabo PM - São Paulo
Morto quando t entava evitar um assalto terrorista a uma agencia bancária em Santa Cruz do Rio Pardo.

100) 27/02/72 - Napoleão Felipe Bertolane Biscaldi - Civil - São Paulo
Morto durante um tiroteio entre os terroristas Lauriberto José Reyes e José Ibsem Veroes com policiais, na rua Serra de Botucatu, no bairro Tatuapé. Nesta ação, um policial foi ferido a tiros de metralhadoras por Lauriberto. Os dois terroristas morreram no local.

101) 06/03/72 - Walter César Galleti - Comerciante - São Paulo
Terroristas da ALN assaltaram a firma F. Monteiro S/A. Após o assalto, fecharam a loja, fizeram um discurso subversivo e assassinaram o gerente Walter César Galetti e feriram o subgerente Maurílio Ramalho e o despachante Rosalindo Fernandes.

102) 12/03/72 - Manoel dos Santos - Guarda de Segurança - São Paulo
Morto durante assalto terrorista à fábrica de bebidas Charel Ltda..

103) 12/03/72  - Aníbal Figueiredo de Albuquerque - Cel R1 do Exército - SP
Morto durante assalto à fábrica de bebidas Charel Ltda., da qual era um dos proprietários.

104) 08/05/72 - Odilo Cruz Rosa - Cabo do Exército – PA
Morto na região do Araguaia quando uma equipe comandada por um tenente e composta ainda, por dois sargentos e pelo Cabo Rosa foram emboscados por terroristas comandados por Oswaldo Araújo Costa, o “Oswaldão”, na região de Grota Seca, no Vale da Gameleira. Neste tiroteio foi morto o Cabo Rosa e feridos o Tenente e um Sargento.

105) 02/06/72 - Rosendo - Sargento PM – SP
Morto ao interceptar 04 terroristas que assaltaram um bar e um carro da Distribuidora de Cigarros Oeste LTDA.

106) 29/06/72 - João Pereira - Mateiro-região do Araguaia – PA
“Justiçado exemplarmente” pelo PC do B por ter servido de guia para as forças legais que combatiam os guerrilheiros. A respeito, Ângelo Arroyo declarou em seu relatório: “A morte desse bate-pau causou pânico entre os demais da zona”.

107) 09/09/72 - Mário Domingos Panzarielo - Detetive Polícia Civil – RJ
Morto ao tentar prender um terrorista da ALN.

108) 23/09/72 - Mário Abraim da Silva - Segundo Sargento do Exército – PA
Pertencia ao 2º Batalhão de Infantaria de Selva, com sede em Belém. Sua Companhia foi deslocada para combater a guerrilha na região do Araguaia. Morto em combate, durante um ataque guerrilheiro no lugarejo de Pavão, base do 2 º Batalhão de Selva.

109) 27/09/72 - Sílvio Nunes Alves - Bancário – RJ
Assassinado em assalto ao Banco Novo Mundo, na Penha, pelas organizações terroristas PCBR - ALN - VPR - Var Palmares e MR8. Autor do assassinato: José Selton Ribeiro.

110) ...../09/72 - Osmar… - Posseiro – PA
“Justiçado” na região do Araguaia pelos guerrilheiros por ter permitido que uma tropa de pára-quedistas acampasse em suas terras.

111) 01/10/72 - Luiz Honório Correia - Civil – RJ
Morto por terroristas no assalto à empresa de Ônibus Barão de Mauá.

112) 06/10/72 - Severino Fernandes da Silva - Civil – PE
Morto por terroristas durante agitação no meio rural.

113) 06/10/72 - José Inocêncio Barreto - Civil – PE
Morto por terroristas durante agitação no meio rural.

114) 21/02/73 - Manoel Henrique de Oliveira - Comerciante - São Paulo
No dia 14 de junho de 1972, as equipes do DOI de São Paulo, como já faziam há vários dias, estavam seguindo quatro terroristas da ALN que resolveram almoçar no restaurante Varela, no bairro da Mooca. Quando eles saíram do restaurante, receberam voz de prisão. Reagindo, desencadearam tiroteio com os policiais. Ao final, três terroristas estavam mortos, e um conseguiu fugir. Erroneamente, a ALN atribuiu a morte de seus três companheiros à delação de um dos proprietários do restaurante e decidiu justiçá-lo.

O comando “Aurora Maria do Nascimento Furtado”, constituído por Arnaldo Cardoso Rocha, Francisco Emanuel Penteado, Francisco Seiko Okama e Ronaldo Mouth Queiroz, foi en carregado da missão e assassinou, no dia 21 de fevereiro, o comerciante Manoel Henrique de Oliveira, que foi metralhado sem que pudesse esboçar um gesto de defesa. Seu corpo foi coberto por panfletos da ALN, impressos no Centro de Orientação Estudantil da USP por  interveniência do militante Paulo Frateschi.

115) 22/02/73 - Pedro Américo Mota Garcia - Civil - Rio de Janeiro
Por vingança, foi “justiçado” por terroristas por haver impedido um assalto contra uma agência da Caixa Econômica Federal.

116) 25/02/73 - Octávio Gonçalves Moreira Júnior - Delegado de Polícia – SP
Com a tentativa de intimidar os integrantes dos órgãos de repressão, um “Tribunal Popular Revolucionário” decidiu “justiçar” um membro do DOI/CODI/II Exército. O escolhido foi o delegado de polícia Octávio Gonçalves Moreira Júnior.

117) 12/03/73 - Pedro Mineiro - Capataz da Fazenda Capingo
“Justiçado” por terroristas na Guerrilha do Araguaia.

118) Francisco Valdir de Paula - Soldado do Exército-região do Araguaia – PA
Instalado numa posse de terra, no município de Xambioá, fazendo parte de uma rede de informações montada na área de guerrilha, foi identificado pelos terroristas e assassinado. Seu corpo nunca foi encontrado.

119) 10/04/74 -Geraldo José Nogueira - Soldado PM - São Paulo
Morto numa operação de captura de terroristas.


(*) 120) 31/03/69 – Manoel Da Silva Dutra – Civil – Rio de Janeiro / RJ
Morto durante assalto ao banco Andrade Arnaud. O caso é particularmente importante porque um dos então terroristas que participaram da operação se chamava Carlos Minc. Ele vinha do Colina, que se fundiu com a VPR para formar a VAR-PALMARES. 

Lista organizada pelo jornalista Reinaldo de Azevedo - Revista Veja