quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Honduras contra a mentira global

Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 28 de setembro de 2009

Se algo os acontecimentos recentes em Honduras confirmam, é aquilo que venho dizendo há anos: quem quer que, sem ser esquerdista, preste algum favorzinho aos esquerdistas, acaba sendo acusado por eles de fazer exatamente o contrário do que fez, de ser um direitista feroz e intolerante que só os persegue, maltrata e atemoriza.
Em 28 de junho, a Suprema Corte de Honduras determinou a prisão do presidente Manuel Zelaya por ter infringido a Constituição e ameaçado usar a força contra o poder legislativo. Os militares, em vez de executar a ordem, deixaram-se enternecer pelo desgraçado e permitiram que ele escapasse para a Costa Rica. Resultado: a esquerda mundial inteira os acusa de ter “expulsado” Zelaya, de ter dado um “golpe”, de ter “rompido a estabilidade das instituições”.
Se tivessem prendido o delinqüente e o levado a julgamento, a esquerda mundial poderia estar tão enfezada quanto está agora, mas não teria nenhum pretexto para dizer essas coisas. Teria de inventar outras mentiras, mais trabalhosas, menos persuasivas.
Não sei quantas décadas ou séculos de experiência e de sofrimento inútil a humanidade ainda precisará para compreender que indivíduos contaminados pela mentalidade revolucionária não são pessoas normais, confiáveis, das quais se possa esperar lealdade, gratidão, bondade ou acordo racional, mesmo em doses mínimas.
A história está repleta de casos de conservadores, católicos, protestantes, judeus, que arriscaram suas vidas para salvar comunistas perseguidos. Não consta dos anais do mundo um só episódio de comunista de carteirinha que tenha feito o mesmo por um reacionário, um só exemplo de radical islâmico que tenha arriscado o pescoço para livrar um infiel das garras dos aiatolás vingadores.
A mentalidade revolucionária não admite leis ou valores acima do poder revolucionário, não conhece caridade ou humanitarismo exceto como expedientes publicitários a serviço da revolução, não admite lealdade senão ao aparato revolucionário, não aceita a existência da verdade senão como simulacro de credibilidade da mentira revolucionária.
Com toda a evidência, é assim que funciona a mente dos srs. Luís Inácio Lula da Silva, Hugo Chávez, Marco Aurélio Garcia e demais próceres do Foro de São Paulo.
O sr. Lula acaba de dar mais um exemplo da sua mendacidade revolucionária infatigável, ao afirmar que o governo brasileiro nada sabia do retorno de Manuel Zelaya a Honduras, quando o próprio Zelaya confessa que foi tudo combinado com o sr. Marco Aurélio Garcia.
Colaboracionistas em profusão, espalhados pela mídia internacional, apressam-se em alardear que a presença do presidente criminoso na embaixada brasileira desestabiliza o regime hodurenho e o predispõe a concessões. Isso é pura guerra psicológica. Quem quer trégua não priva o inimigo de água e comida, nem atira nos agentes chavistas que o apóiam, camuflados de cidadãos hondurenhos. Quem está desestabilizada é a “ordem global”, que mostrou toda a sua fraqueza, todo o seu desespero, ao ficar provado que, para destruí-la, basta um povo pequeno e corajoso dizer “Não”.
Não acreditem em jornalistas que lhes apresentam a crise hondurenha como uma questão de aceitar ou rejeitar Zelaya na presidência. Esse problema nem sequer existe. Como presidente ou como cidadão, há uma ordem de prisão contra ele. Recolocá-lo no Palácio Presidencial é apenas garantir que ele irá para a cadeia com honras de chefe de Estado. Honduras não está lutando para se livrar de um político safado, mas para assegurar que a ordem legal e constitucional do país valha mais que a opinião de bandidos e tagarelas estrangeiros autonomeados “consenso internacional”.
Para lidar com essa gente, toda precaução é pouca, toda suspeita é modesta, toda conjeturação de motivos sórdidos corre o risco de ficar muito aquém da realidade. Os hondurenhos parecem ser o primeiro povo do mundo que percebeu isso.

http://www.olavodecarvalho.org/semana/090928dc.html

domingo, 27 de setembro de 2009

Guerra comunista contra a religião

Paul Kengor
Como Mikhail Gorbachev afirmou com muito acerto, o Estado comunista empreendeu uma patente “Guerra contra a Religião.” 1 Ele lamentara que os bolcheviques, seus predecessores, mesmo após a guerra civil terminada no começo da década de 1920, durante uma época de “paz”, “continuou a demolir as igrejas, a prender e matar sacerdotes”. 2
A União Soviética, modelo do comunismo mundial como um todo, era oficialmente hostil à religião e oficialmente ateísta. A União Soviética não era irreligiosa, sem nenhuma posição quanto à religião. A União Soviética queria fazer crer que não havia Deus. Além disso, esse ateísmo se transformou numa espécie de vício anti-religioso. Essa prática começou com a alvorada do Estado comunista e hoje continua sob várias formas nos países comunistas, desde a China até a Coréia do Norte e até Cuba.

Ensinamento Comunista

A origem desse ódio e intolerância à religião está na essência da ideologia comunista. Marx alcunhou a religião como o "ópio das massas" e afirmou que "o comunismo começa onde o ateísmo começa". 3 Num discurso em prol dos bolcheviques, em 2 de Outubro de 1920, Lênin declarou abertamente: "Nós não cremos em Deus." Lênin insistiu que "Todo culto a uma divindade é uma necrofilia." 4 Ele escreveu uma carta em Novembro de 1913 dizendo "qualquer idéia religiosa, qualquer idéia de algum deus, qualquer aproximação com um deus é a idiotice mais inexpressível ... a burrice mais perigosa, a infecção mais vexatória." James Thrower, da Universidade de Virgínia (especialista em Rússia e tradutor), diz que a infecção à qual Lênin se refere é a de doença venérea. 5
"Não pode haver nada mais abominável do que a religião," escreveu Lênin em uma carta para Maxim Gorky em Janeiro de 1913. 6 N dia dia 25 de Dezembro de 1919, o Camarada Lênin, com suas próprias palavras, emitiu a seguinte ordem: "Participar do 'Nikola' (natal russo) será estúpido - toda a Cheka (futura KGB) deve estar alerta para não deixar de atirar em todo aquele que não aparecer para trabalhar por causa do 'Nikola'". 7 Estes não foram fatos isolados sob o mando de Lênin.
Com a ajuda de Trotsky, Lênin começou a se envolver na criação de grupos com nomes como A Sociedade dos Sem-Deus, também conhecida como a Liga dos Sem-Deus Militantes, que foi responsável pela disseminação da propaganda anti-religiosa na URSS. 8 Essa intolerância institucionalizada continuou a prosperar sob os discípulos de Lênin, com destaque para Stálin, e até mesmo sob os líderes mais benévolos, como Nikita Khrushchev.
Este ateísmo era endêmico para o experimento comunista. Mesmo os comunistas impedidos de se manter no poder — perdendo, portanto, a habilidade de perseguir crentes — eles deram o seu melhor para perseguir os ensinamentos da religião organizada e para ridicularizar a existência de Deus. Até nos Estados Unidos, não é surpresa parar numa banca de jornais da cidade e ver escrito na primeira página palavras como estas no Daily Worker (Diário dos Operários), o órgão comunista publicado pelo CPUSA: "NÃO HÁ DEUS". 9 Os comunistas têm orgulho do seu ateísmo e militam por ele.

Discriminação Igualitária

Este assalto à fé religiosa não foi dirigidas apenas a cristãos - protestantes, católicos, ortodoxos - mas também contra judeus, muçulmanos, budistas e outras crenças. 10 Para cada cardeal Mindszenty na Hungria havia um cardeal Wyszynski na Polônia, um Richard Wurmbrand na Romênia, um Natan Sharansky ou um Walter Ciszek na Rússia, um Vasyl Velychkovsky ou um Severian Baranyk ou um Zenobius Kovalyk na Ucrânia, um clã Moaddedi no Afeganistão, um missionário luterano ou metodista ou um seguidor do Dalai Lama na China, uma freira presa em Cuba, um monge budista forcado a renunciar seus votos no Camboja.
Fosse o déspota Fidel Castro, Pol Pot ou Stalin, o sentimento era o mesmo: "Religião é veneno", segundo disse Mao Tsé-Tung. Onde quer que eles fossem, de Leste a Oeste, da África à Ásia, de Phnom Penh a São Petesburgo, comunistas empreenderam uma luta pela extinção da religião. Os comunistas muito debateram sobre os detalhes da maneira pela qual implementariam a visão marxista, mas eram unânimes em uma coisa: a religião era a inimiga, uma rival para o controle mental marxista e deveria ser aniquilada, não importam os custos e dificuldades.
Moscou foi a fonte e o cume para a maior parte desse esforço. Mesmo assim, funcionários soviéticos desejaram repetir a campanha usando os mais ávidos camaradas que estavam em cargos de liderança em outros lugares. A repressão começara, em vários graus, por toda a Europa Ocidental. Por exemplo, a doutrinação anti-religiosa de alunos de escola foi especialmente rigorosa na Tchecoslováquia nos anos 70. A Tchecoslováquia tinha conhecida má-reputação por conta do seu ateísmo.
Entre as nações mais perseguidoras à religião no império comunista estava a Romênia. Lá o ódio à religião era evidente por causa dos terríveis meios usados na tentativa de bani-la.

Romênia: a experiência de Richard Wurmbrand

Como parte da educação atéia, Estados comunistas publicaram e disseminaram abertamente literatura anti-cristã. Na Romênia, o trabalho daquele que talvez seja o maior escritor romeno, Sadoveanu, "A Vida dos Santos", foi publicado novamente como "A Lenda dos Santos".
Significantemente, os comunistas não apenas tentaram bloquear ou deter a fé religiosa, mas também revertê-la. Isto foi verdade particularmente para a Romênia, mesmo antes da era Nicolai Ceasescu. Isto não implica apenas a proibição da prática religiosa e a prisão de ministros e crentes, mas o emprego de tortura para forçá-los a renunciar a fé. Nada disso foi eficiente o bastante para conter, silenciar ou punir os crentes presos; foi decidido que eles deveriam ser torturados de maneira inimaginavelmente degradante com o intuito de desfazer a fé religiosa.
Uma das melhores fontes sobre como os comunistas usaram sofrimentos extraordinários para reverter a crença é Richard Wurmbrand, um pastor que viveu um inferno na terra enquanto estava numa prisão romena. Após o ocorrido, ele detalhou algumas das crueldades testemunhadas em um relato ante ao congresso americano e em seu famoso Torturado por amor de Cristo, em 1967. A seguir há alguns trechos do emocionante livro de Wurmbrand:
Milhares de crentes de todas as denominações foram presos naquela vez. Não apenas sacerdotes foram enclausurados, mas também simples camponeses, moços e moças, que testemunharam por sua fé. Os presídios estavam lotados, e na Romênia, assim como em todos os países comunistas, estar preso significa ser torturado...
Um pastor que se chama Florescu foi torturado com tições de ferro incandescente e com facas. Ele foi agredido dolorosamente. Então ratos famintos foram conduzidos às suas celas por um largo cano. Ele não conseguia dormir porque era obrigado a se defender todo o tempo. Se ele toscanejasse por um só momento, os ratos o atacariam.
Ele foi forçado a ficar acordado por duas semanas, dia e noite... Eventualmente eles traziam seu filho de 14 anos e começavam a chicoteá-lo em frente ao seu pai, dizendo que continuariam a fazê-lo até que o pastor dissesse aquilo que eles queriam ouvir da sua boca. O pobre homem estava meio louco. Ele agüentou o tanto quanto pôde, então ele clamou ao seu filho, "Alexander, eu preciso dizer o que eles querem! Eu não posso mais agüentar seu sofrimento!" O filho então respondeu "Pai, não me faça a injustiça de ter um traidor como genitor. Resista! Se eles me matarem, eu morrerei com as palavras: 'Jesus e minha pátria'." Os comunistas, enfurecidos, investiram contra a criança e espancaram-na até a morte, com sangue espalhado pelas paredes da cela. Nosso querido irmão Florescu nunca mais foi o mesmo após ter visto isto. 11
Wurmbrand se lembrava de história após história sobre as torturas que ele testemunhou. Ele não apenas viu a tortura dos seus companheiros crentes, mas ele mesmo também as experimentou. Seus captores o entalharam em doze partes do seu corpo. Queimaram 18 buracos nele. Entre as muitas formas de torturas que ele sofreu, estava "O Refrigerador" — uma grande caixa de gelo. O crente seria preso com pouca ou nenhuma roupa. Os médicos da prisão sondavam por uma abertura até que vissem sinais de morte por hipotermia, então eles chamavam os guardas, que se apressavam para descongelar a vítima. Eles seriam descongelados e congelados novamente entre os minutos da morte. O processo era então repetido.
Tudo isso, obviamente, exigia esforços consideráveis dos carcerários. "O que os comunistas fizeram aos cristãos suplanta... o conhecimento humano," escreveu Wurmbrand. "Eu vi comunistas cujas faces mostravam alegria entusiástica enquanto torturavam crentes. Eles diziam enquanto torturavam os cristãos, 'nós somos o demônio!'". Ele chamou o comunismo de "a força do mal", que poderia ser combatido apenas por uma força espiritual, "O Espírito Santo." Ele acrescentou:
Os torturadores comunistas freqüentemente [me diziam]: "Não há Deus, nem além, nem punição pelo mal. Nós podemos fazer o que quisermos." Eu ouvi um torturador dizer, "Eu agradeço a Deus, em quem não creio, por viver até este momento em que pude expressar toda a maldade do meu coração."
Em seu testemunho de Maio de 1966 ao Subcomitê de Segurança Interna do Senado americano, Wurmbrand descreveu a crucificação pelas mãos dos comunistas. Cristãos eram atados a cruzes por dias e noites. Isto era mau o bastante. Mas os comunistas eram criativos, e queriam se assegurar de que os crucificados sofreriam maior humilhação do que o próprio Cristo:
As cruzes eram colocadas no chão e milhares de prisioneiros tinham que satisfazer suas necessidades básicas nos rostos e nos corpos dos crucificados. Então as cruzes eram argüidas novamente e os comunistas zombavam e escarneciam: "Olhe para o seu Cristo! Quão belo ele é! Que fragrância ele traz do céu!"... Após serem quase levados à loucura pelos torturadores, um padre foi obrigado a consagrar excremento e urina humanos e fazer a Santa Comunhão aos cristãos nesta forma. Isto aconteceu na prisão romena de Pitesti., Após isto, eu decidi então perguntar ao padre porque ele não preferiu morrer ao participar dessa zombaria. Ele respondeu, "Por favor, não me julgue! Eu sofri mais do que Cristo!" Todas as descrições bíblicas sobre o inferno e as dores do Inferno de Dante não são nada comparadas às torturas nas prisões comunistas.
Esta é apenas uma pequena parte daquilo que aconteceu em um domingo e em muitos outros domingos na prisão de Pitesti. Outras coisas simplesmente não podem ser ditas. Meu coração falharia se eu tivesse que contá-las repetidamente. Elas são muito terríveis e obscenas para serem escritas...
Se eu fosse continuar a contar todos os horrores das torturas comunistas e todos os auto-sacrifícios dos cristãos, eu nunca terminaria.
Nós vemos aqui uma dedicação quase inacreditável para desfazer e reverter a fé pelos comunistas. Isto envolveu não apenas abusos extraordinários, mas também a atenção do Estado. O fato de o Estado comunista devotar tanto tempo e esforço demonstra a sua notável devoção — ironicamente, uma devoção quase religiosa — em alcançar a aniquilação da fé religiosa. Estes fatos também refletem a convicção comunista que a religião era inevitavelmente uma ameaça incompatível ao marxismo-leninismo.
Às vezes, esta perseguição viciada sai pela culatra. Para cada Richard Wumrbrand, ou para cada Severian Baranyk que os comunistas mataram com um corte em forma de cruz no peito, ou um Zenobius Kovalyk, executado numa crucificação de escárnio, surgia uma albanesa chamada Agnes Gonxha Bojaxhiu (Madre Teresa), que orava por suas almas, ou um Karol Wojtyla (Papa João Paulo II), que trabalhou com homens como Ronald Reagan, Margaret Thatcher, Lech Walesa, e Vaclav Havel - entre outros — pelo colapso pacífico do império ateu.

Relevância atual

Porque estas informações são importantes hoje, sendo que a guerra fria e o império soviético comunista não mais existem? Ao nível do humano, é muito importante para aqueles que sofreram a perseguição. Muitos ainda estão vivos; eles querem que esta história seja contada; eles querem que o mundo saiba o que sofreram. Eles sabem que a História, pelo bem da História, precisa ser bem definida e não repetida. Em outro nível, a próxima geração de estudiosos da Guerra Fria tem pouco conhecimento e menos ainda reconhecimento do papel da religião na experiência da Guerra Fria. Eles não são apenas desinformados no que diz respeito às fontes e ao grau da perseguição, eles não contemplam a maneira que o ateísmo institucionalizado da URSS ajudou e propeliu oposição bipartidária americana a Moscou no começo da Guerra Fria. Democratas como Harry Trumann, John F. Kennedy e Republicanos como John Foster Dulles e Ronald Reagan condenaram o flagelo do "comunismo soviético sem-Deus assim como figuras bastante populares como Francis Cardinal Spellman, o Bispo Fulton Sheen, e o Dr. Fred Schwarz por meio de sua Cruzada Anti-Comunista Cristã. 12 Religiosamente falando, o esforço eventual para derrotar o comunismo ateu foi um esforço duplo de protestantes e católicos americanos.
Muito pouco é estudado sobre isto hoje. Nós não podemos ignorar esse componente vital da história da Guerra Fria. Tragicamente, muitas dessas informações continuam desconhecidas não apenas para o grande público, mas também para a comunidade acadêmica. Na verdade, há pessoas na academia que estão a par desse material, mas geralmente estão despreocupados, dispensando isso como curiosidade paranóica da "direita cristã" e de anti-comunistas, que eles vêem como rude e ingênuo. "Sob os [comunistas] houve perseguição à igreja," escreve Richard Pipes, professor emérito de história russa em Harvard. "E também é verdade que o assunto tem recebido pouco ou nenhuma atenção dos acadêmicos." 13
Protestantes, católicos, muçulmanos e budistas — os comunistas torturaram a todos. E membros de todas as crenças têm grande interesse em ver essa conspiração perversa recebendo a luz da verdade. Ninguém, muito menos uma organização central, contou as histórias das vítimas. Muitas delas são amargas, e estão todas frustradas porque esta vasta rede de intolerância brutal nunca foi exposta completamente. Os livros de história das escolas estão cheios de considerações sobre as Cruzadas, mas completamente caladas sobre a guerra comunista contra a religião, que é imensamente mais repressiva. 14
Mas ainda há grupos como a Fundação em Memória das Vítimas do Comunismo (Victims of Communism Memorial Foundation) para contar essa história, para revelar essa história e para honrar as vítimas.

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Biografia do autor: Paul Kengor é professor emérito de Ciência Política no Grove City College em Grove City, Pennsylvania. Entre seus livros estão God and Ronald Reagan: A Spiritual Life (HarperCollins, 2004), The Judge: William P. Clark, Ronald Reagan's Top Hand (Ignatius Press, 2007), and The Crusader: Ronald Reagan and the Fall of Communism (HarperPerennial, 2007).
Tradução: Rafael Resende Stival, do Blog Salmo 12.
Divulgação: www.juliosevero.com
Notas
1 Mikhail Gorbachev, Memoirs (NY: Doubleday, 1996), p. 328.
2 Mikhail Gorbachev, On My Country and the World, (NY: Columbia University Press, 2000), pp. 20-1.
3 O comentário "ópio das massas" "é bem conhecido. A fonte para a citação, "o comunismo começa onde começa o ateísmo," é Fulton J. Sheen, Communism and the Conscience of the West (Indianapolis e NY: Bobbs-Merrill, 1948). Sheen, que lia e falava várias línguas, traduziu a citação em Inglês de uma obra sem tradução de Marx.
4 Lenin escreveu isso em 13 ou 14 de novembro de 1913 em uma carta para Maxim Gorky. Veja: James Thrower, God's Commissar: Marxism-Leninism as the Civil Religion of Soviet Society (Lewiston, NY: Edwin Mellen Press, 1992), p. 39.
5 Citado em Thrower, God's Commissar, p. 39. Outra tradução desta citação vem de Robert Conquest, in his "The Historical Failings of CNN," em Arnold Beichman, ed., CNN's Cold War Documentary (Stanford, CA: Hoover Institution Press, 2000), p. 57.
6 Veja: J. M. Bochenski, "Marxism-Leninism and Religion," em B. R. Bociurkiw et al, eds., Religion and Atheism in the USSR and Eastern Europe (London: MacMillan, 1975), p. 11.
7 Este item foi publicado em um livro de 2002 pela Yale University Press. Veja: Alexander N. Yakovlev, A Century of Violence in Soviet Russia (New Haven and London: Yale University Press, 2002), p. 157.
8 Veja: Daniel Peris, Storming the Heavens: The Soviet League of the Militant Godless (Ithaca, NY: Cornell University Press, 1998).
9 Veja: Bertram D. Wolfe, A Life in Two Centuries (Stein and Day, 1981), pp. 403-4.
10 A repressão foi exercida em graus diferentes entre as nações do bloco soviético. Entre elas, Romênia, Albânia, Alemanha Oriental e Tchecoslováquia foram especialmente repressivas.
11 Richard Wurmbrand, Tortured for Christ (Bartlesville, OK: Living Sacrifice Book Company, 1998), pp. 33-8.
12 Veja: Paul Kengor, God and Ronald Reagan: A Spiritual Life (NY: HarperCollins, 2004).
13 Richard Pipes speaking at Grove City College, Grove City, Pennsylvania, September 27, 2005.
14 Paul Kengor comparou o tratamento dos dois em um exaustivo e longo projeto de um ano de pesquisa que analisou os textos de história utilizada nas escolas públicas de Wisconsin, que eram os mesmos textos utilizados em todos os estados. Veja também: Paul Kengor, "Searching for Bias: World History Texts in Wisconsin Public Schools ", Wisconsin Policy Research Institute, junho de 2002. Uma cópia do estudo está publicado no site da WPRI.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Notas para um índice


Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 21 de setembro de 2009

A semana foi tão rica em acontecimentos políticos dignos de atenção, que não resta ao comentarista senão anotar brevemente uns poucos, como num índice temático, para analisá-los com mais detalhe na primeira oportunidade, se alguma houver.
Na escala nacional, veio, em primeiro lugar, a expressão de entusiasmo do sr. Presidente da República diante do fato de que "pela primeira vez na hiftória defte paíf", uma eleição presidencial se realizará exclusivamente entre candidatos de esquerda. A memória do ilustre mandatário não é das melhores. Em 2002 os candidatos eram ele próprio, José Serra, Leonel Brizola e Ciro Gomes, cada qual esforçando-se para mostrar, nos debates, que era mais esquerdista que os outros. Em 2006 o concorrente Geraldo Alckmin, além de parasitar o estilo politicamente correto com um servilismo exemplar, evitou cuidadosamente qualquer confronto ideológico por mais mínimo que fosse e ajudou o adversário a ocultar a existência do Foro de São Paulo. Se algum direitismo havia nele, permaneceu invisível, inodoro, imperceptível. O monopólio esquerdista do discurso ideológico não foi rompido em momento algum. A única novidade, agora, é que o governo celebra esse estado de coisas em vez de lamentá-lo como prova inequívoca de que a concorrência democrática normal foi extinta, de que, eliminada toda possibilidade de divergência ideológica, só o que sobrou foi a disputa de cargos entre grupos ideologicamente afins, isto é: o regime de partido único, com suas várias subcorrentes internas nomeadas como "partidos" só como concessão verbal provisória a eventuais nostalgias democráticas remanescentes, cada vez mais débeis e conformadas. A obscena alegria presidencial diante dessa monstruosidade prova que a substituição da democracia genuína pelo "centralismo democrático" leninista tem sido o objetivo de toda a esquerda brasileira há várias décadas, finalmente realizado acima de qualquer possibilidade de reversão do estado de coisas.
Concomitantemente, apareceu, no Estado de S. Paulo do dia 13, a confissão de vários guerrilheiros dos anos 70, de que haviam sido treinados e financiados, uns pela Coréia do Norte, outros pela China comunista. Mais uma prova, se alguma faltasse, de que a "luta armada" da esquerda não foi um empreendimento heróico de resistência democrática à ditadura (como poderia sê-lo, se começou antes de 1964?), mas sim um ato de traição, uma intervenção estrangeira, a manifestação local de um movimento subversivo mundial, bilionário, orientado e subsidiado pelas ditaduras mais sangrentas e genocidas que a humanidade já conheceu (v. http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/coreia-do-norte-treinou-guerrilha-brasileira/). Hoje em dia esse movimento está mais forte do que nunca (v. Robert Chandler, Shadow World. Ressurgent Russia, The Global New Left and Radical Islam, Washington D.C., Regnery, 2008) e, no Brasil, tem o poder total, excluída toda veleidade de oposição séria e reduzida a política às disputas internas da facção dominante.
Nos EUA, a maior manifestação de protesto da história americana, reunindo mais de um milhão de pessoas (v. as fotos em http://www.midiasemmascara.com.br/index.php? option=com_content&view=article&id=8626:contra-o-humanitarismo-de-estado&catid=104:outros&Itemid=122), foi solenemente ignorada pelos jornais e TVs, com exceção da FoxNews, exatamente como tinha acontecido com as manifestações preparatórias realizadas em duas mil cidades - um movimento mais vasto e poderoso do que todos os protestos dos anos 70 contra a guerra do Vietnã. Cada vez está mais claro que a "grande mídia" se tornou mero instrumento de ocultação e desinformação a serviço do aparato partidário-estatal esquerdista, reduzindo sua própria confiabilidade a zero. O espantoso na mobilização (voltada contra a política econômica do governo e especialmente contra o plano de saúde, o Obamacare, que muitos chamam de Obamascare) é que não tem nenhum financiamento bilionário por trás e nenhum apoio partidário (os republicanos chegaram tarde, rebocados pela massa). Se alguma vez houve no mundo um "movimento popular", é esse.
Quase ao mesmo tempo, documentos divulgados pela Canadian Free Press mostram que a cúpula nacional do Partido Democrata, incluindo a sra. Nancy Pelosi, esteve consciente, desde o começo da campanha presidencial, de que Barack Obama, por falta de documentos que atestassem cabalmente sua nacionalidade americana, não tinha as qualificações legais para ocupar a presidência. Tão logo Obama foi escolhido, o Comitê Nacional Democrata redigiu uma declaração apresentando o candidato e afirmando que ele tinha essas qualificações. Em seguida esse documento foi escondido, e em seu lugar foi distribuído um outro, sem a menção às qualificações (leia a história inteira em http://canadafreepress.com/index.php/article/14583).
Logo que a questão dos documentos apareceu na internet, meses atrás, escrevi que a escolha de Obama não fora nenhum lapso, que ele tinha sido selecionado de propósito, precisamente por ser um pequeno farsante com uma história de vida totalmente inventada, portanto um sujeito fácil de chantagear e controlar e, mais ainda, um candidato ilegítimo cuja presença no mais alto cargo da nação era, por si só, um desafio aberto à Constituição - uma Constituição que há décadas os Clintons, os Gores, as Pelosis e tutti quanti sonham em destruir. Dito e feito. Hoje, oitenta por cento da equipe de governo são gente dos Clinton. Os vinte por cento restantes - a única parcela fiel a Obama - são os bandidinhos de Chicago, que, no fim das contas, não apitam nada. Obama é o instrumento perfeito para criar uma crise constitucional e, uma vez cumprido seu papel, pode ser jogado fora, restando no poder o velho esquema clintoniano. O modo de atuação dos bandidinhos também tornou-se claro no decorrer da semana, quando agentes da Acorn (a ONG que distribuiu títulos de eleitor falsos para favorecer a eleição de Obama, o qual no segundo dia de governo retribuiu o favor com uma verba federal de cinco bilhões de dólares - sim, cinco bilhões) foram flagrados ensinando cafetinas a cavar subsidios estatais para seus bordéis. São essas coisinhas que a gangue de Obama sabe fazer. A parte adulta do serviço é com os Clintons.
Ainda na mesma semana, os fatos mostraram a perfeita convergência de propósitos entre o governo Obama, a ONU e os generais da China na luta pela destruição da soberania americana e pela instauração de um governo mundial. Enquanto Obama anuncia uma política econômica que inevitavelmente traz de volta a inflação, os chineses, que têm enormes reservas de dólares, clamam pela instauração de uma moeda única em todo o planeta e são secundados nisso pelas mentes iluminadas da ONU. Só pessoas com QI inferior a 12 verão nisso um lindo encontro de coincidências. Criar dificuldades para vender facilidades é o truque mais velho do mundo, e não é a primeira vez que os globalistas o aplicam.
Por falar em articulações, vocês já repararam que as fontes do antitabagismo militante são as mesmas da campanha pela liberação das drogas pesadas? Estudem, pesquisem, raciocinem, e obterão aí uma lição inesquecível sobre como funciona o poder no mundo de hoje.



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Só um lembrete do Quintana ...


'A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.
Desta forma, eu digo:

 Não deixe de fazer algo que gosta, devido à falta de tempo,
pois a única falta que terá,
será desse tempo que infelizmente não voltará mais.'

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Aumenta em 51% total de parlamentares processados

Número de investigados no STF saltou de 101 para 152 na atual legislatura. Volume de processos aumentou 68%. Veja os estados com mais parlamentares processados, a que denúncias eles respondem e a lista completa dos congressistas acusados
Montagem sobre fotos de Brizza Cavalcante e Diógenis Santos/Ag.Câmara e Fábio Pozzebom/ABr
Neudo, Camarinha, Raupp e Jayme Campos estão entre os parlamentares mais processados no STF
Thomaz Pires e Edson Sardinha

Levantamento feito pelo Congresso em Foco nos últimos 13 dias mostra que os procedimentos investigativos contra deputados e senadores aumentaram 51% desde o início da atual legislatura. O número de congressistas sob investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) saltou de 101, em abril de 2007, para 152, até a última quinta-feira (17), quando foi concluída a pesquisa.

A quantidade de inquéritos (investigações preliminares) e ações penais (denúncias que podem resultar em condenações) cresceu de forma ainda mais significativa, passando de 197 para 332, um aumento de 68%. Na cota da Câmara, foram observados 290 procedimentos em andamento contra 42 no Senado.

As acusações contra os parlamentares na mais alta corte judicial do país abrangem mais de 20 tipos de crimes. Entre as mais frequentes figuram  crimes de responsabilidade, contra a Lei de Licitações, peculato (apropriação, por funcionário público, de bem ou valor de que tem a posse em razão do cargo, em proveito próprio ou alheio), formação de quadrilha, homicídio, estelionato e contra o meio ambiente.

Há também denúncias consideradas de menor gravidade, como os crimes de opinião (calúnia, injúria e difamação), que pode estar relacionado com a apresentação de denúncias e outras tarefas ligadas ao exercício da atividade parlamentar.

Os ministros do Supremo encontraram elementos suficientes em 105 investigações para colocar 46 deputados e sete senadores na condição de réus de ações penais, último passo para a condenação. Até hoje, porém, o STF jamais condenou qualquer integrante do Congresso.

Veja a lista dos parlamentares processados, por estado

Veja a lista dos parlamentares processados, por partido

Veja o que dizem os parlamentares processados

Bancadas sob suspeita

A lista dos congressistas que respondem a procedimentos no STF reúne representantes de 15 partidos, dos 26 estados brasileiros e do Distrito Federal. PMDB e DEM encabeçam a relação dos partidos com maior número de deputados e senadores com pendências judiciais.

Dos 113 peemedebistas com assento no Congresso, 32 estão na mira da Justiça. O mesmo ocorre com 22 dos 70 parlamentares do DEM. No caso do PSDB, respondem a acusações no STF 17 dos 70 parlamentares do partido. Das grandes legendas, o PT é quem tem menor número de acusados: 14, dos seus 90 congressistas.

Quatro partidos com representação no Congresso não apresentam nenhum parlamentar processado no Supremo. O maior deles é o PCdoB, que tem 13 congressistas. Os outros são o PHS, o PTC e o PTdoB, cujas bancadas variam de um a dois deputados (nenhum dos três possui senador).

Em termos proporcionais, o PMN é a bancada com mais problemas no STF: todos os seus cinco parlamentares respondem a acusações no Supremo. Em ordem decrescente, os percentuais de parlamentares processados por bancada são:

PMN - 100% (5 processados de um total de 5 parlamentares)
PP - 43,5% (17 processados de um total de 39 parlamentares)
PRB - 40% (2 processados de um total de 5 parlamentares)
PR - 33,3% (15 processados de um total de 45 parlamentares)
PSC - 33,3% (4 processados de um total de 12 parlamentares)
Psol - 33,3% (1 processado de um total de 3 parlamentares)
DEM - 31,5% (22 processados de um total de 70 parlamentares)
PTB - 29% (9 processados de um total de 31 parlamentares)
PMDB - 28% (32 processados de um total de 113 parlamentares)
PDT - 27% (8 processados de um total de 30 parlamentares)
PSDB - 24% (17 processados de um total de 70 parlamentares)
PT - 15,5% (14 processados de um total de 90 parlamentares)
PPS - 15,5% (2 processados de um total de 13 parlamentares)
PSB - 9,7% (3 processados de um total de 31 parlamentares)
PV - 7% (1 processado de um total de 15 parlamentares)
PCdoB, PHS, PTdoB e PTC - zero 

As duas maiores bancadas estaduais no Congresso lideram o ranking de parlamentares processados em números absolutos. Dos 73 parlamentares paulistas, 20 são alvo de inquérito ou ação penal. Na mesma situação encontram-se 12 dos 56 congressistas mineiros. Bahia e Rio de Janeiro aparecem na sequência, com nove cada.

Mas, proporcionalmente, ninguém supera as representações de Roraima e Tocantins. Seis dos 11 integrantes de cada bancada no Parlamento respondem à Justiça.

Campeões em ações

Seguindo a equação dos processos entre as bancadas estaduais, o deputado de Roraima Neudo Campos (PP) desponta como o campeão entre os 594 congressistas. O ex-governador acumula 21 procedimentos no Supremo: 11 ações penais e dez inquéritos. A maioria deles está relacionada à Operação Praga do Egito, da Polícia Federal, que o levou à prisão em 2003. O grupo, de cerca de 40 pessoas, é acusado de desviar R$ 230 milhões dos cofres do estado.

Ele já ocupava o posto nos últimos dois levantamentos feitos pelo Congresso em Foco e foi autuado em mais um inquérito (2823) por peculato (desvio de recursos públicos).

Questionado sobre a extensa ficha que apresenta, o parlamentar apresentou argumentos parecidos nos últimos dois levantamentos do site. “As acusações que respondo não têm fundamento algum. Não há prova apresentada ou condenação nesses processos. Tenho minha consciência tranquila de que não cometi qualquer ato ilícito em toda minha vida pública. Isso é perseguição política dos adversários”, defende-se.
Abaixo de Neudo, aparece o deputado Abelardo Camarinha (PSB-SP), com 11 processos. Logo a seguir, vêm os deputados Jader Barbalho (PMDB-PA), com nove investigações, e Jackson Barreto (PMDB-SE), com oito. No Senado, os mais processados são os senadores Valdir Raupp (PMDB-RO) e Jayme Campos (DEM-MT), ambos com quatro pendências judiciais no STF.
O levantamento apresentado pelo Congresso em Foco tem como base o acompanhamento processual disponível na página do STF até o último dia 17. A pesquisa levou em conta as investigações contra os parlamentares que exerceram o mandato na atual legislatura. Isso explica a presença do ex-deputado Barbosa Neto (PDT-PR), atual prefeito de Londrina, e parlamentares licenciados como Cássio Taniguchi (DEM-PR) e Alberto Fraga (DEM-DF). Apesar de estarem afastados da Câmara, eles ainda são investigados no Supremo.

Ao arquivo

A última pesquisa realizada pelo site, em junho, apontava um total de 318 procedimentos em andamento contra 150 parlamentares (leia mais). Desse total, 16 investigações foram arquivadas pelos ministros, fato que colaborou para a queda no somatório do número de congressistas processados.

Os arquivamentos contemplaram apenas os deputados. Na cota dos senadores não houve qualquer procedimento arquivado conforme informações repassadas pela assessoria do Supremo.

Leia ainda: STF abre dez processos por mês contra parlamentar

O arquivo é o destino mais comum dos processos contra parlamentares. A maioria dos inquéritos e das ações penais acaba arquivada por prescrição ou falta de provas. Em outros casos, as investigações se arrastam na corte por todo o mandato parlamentar até voltar às instâncias inferiores da Justiça quando o congressista deixa de se reeleger.

*A reportagem foi atualizada às 17h12 com a exclusão do nome do senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE). Apesar de constar como indiciado na página do STF, o senador foi excluído do processo pela relatora. Valadares diz que vai acionar o Supremo para a retirada de seu nome (leia mais).

Currículo: Dilma Roussef mente e Nassif omite

Essa é velha, mas merece ser lembrada...

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Jovem conservador desmascara ONGs esquerdistas nos Estados Unidos

Comentário de Julio Severo: O texto abaixo, publicado originalmente no jornal esquerdista The New York Times, foi reproduzido em português pelo portal Terra. Infelizmente, a ênfase e preocupação principal do The New York Times não são a corrupção e a malandragem dos grupos esquerdistas, mas o conservador que os está incomodando. Por pura coincidência, as ONGs desmascaradas receberam milhões de dólares de Obama.
A seguir, matéria do The New York Times com todo o seu peso esquerdista em cima do jovem que está irritando os esquerdistas americanos:

Provocador político irrita esquerda nos EUA pelo YouTube

James E. O'Keefe é um ativista norte-americano de 25 anos cuja câmera escondida eletrizou o Congresso dos Estados Unidos na semana passada ao apresentar vídeos polêmicos mostrando comportamentos impróprios de funcionários de uma associação nacional, a Acorn, que reúne organizações comunitárias e recebe verbas do governo federal. Até mesmo o presidente Barack Obama comentou o fato neste final de semana.
É a pegadinha na era da internet, um instrumento político fatalmente efetivo que O'Keefe ajudou a iniciar entre seus colegas universitários. Ele irritou liberais ao convidá-los a serem amigos de correspondência de terroristas detidos e, mais morbidamente, gravou a equipe da organização de planejamento familiar Planned Parenthood concordando com a condição de que sua doação serviria apenas para o aborto de bebês negros.
Mas nunca seu trabalho teve tanto impacto quanto desta vez em que expôs funcionários da Acorn. Disfarçados de cafetão e prostituta, O’Keefe e uma amiga que conheceu pelo Facebook, Hanna Giles, de 20 anos, realizaram visitas a vários escritórios da organização Acorn e mostraram seus funcionários de baixo-escalão em cinco diferentes cidades ávidos por ajudar em evasão fiscal, tráfico humano e prostituição infantil.
Os vídeos começaram incendiando programas de entrevista conservadores e se disseminaram pela imprensa dos Estados Unidos e pelo Congresso, enquanto O’Keefe e Giles revelavam outros vídeos de mais cidades onde funcionários da Acorn haviam se portado mal. O apresentador Jon Stewart, do célebre programa de TV "Daily Show", do canal Comedy Central, deu destaque para os vídeos e, na quinta-feira, uma proposta na Câmara de Deputados de cortar todo o dinheiro federal para a ACORN foi aprovada por 345 a 75 votos.
Em entrevista telefônica na noite de quinta-feira, enquanto ele editava ainda mais gravações sobre a Acorn, O’Keefe disse que quando aceitou a ideia de Giles para visitarem a associação, "pensei que conseguiríamos alguns trechos" que valeriam a pena postar na web. "Sou um nerd magrelo, o cafetão menos convincente do mundo", disse.
Apesar disso, uma sucessão de funcionários da Acorn aconselhou o casal sobre como traficar garotas salvadorenhas para os Estados Unidos, falsificar um pedido de empréstimo para comprar uma casa que seria usada como bordel e até declarar as prostitutas menores de idade como dependentes, para retornos fiscais.
"Foi uma surpresa absoluta", disse O'Keefe. Mas isso é um padrão frequente em suas excêntricas operações, disse ele: "As pessoas me falam, 'Eles nunca vão dizer sim', mas sempre dizem". Repetidas vezes, seus pedidos encontraram respostas crédulas, ignorantes ou incriminadoras, criando minutos instigantes na internet.
Quando ligou para um escritório da Planned Parenthood em Columbus, Ohio, para dizer que queria financiar abortos de minorias, afirmando que "havia negros demais em Ohio", o assistente administrativo riu ao telefone e concordou com seus termos.
Quando ligou para a filial de Idaho, um prestativo oficial de desenvolvimento lhe disse que "com certeza" poderia direcionar sua doação somente a abortos de bebês afro-americanos, não levantando qualquer objeção mesmo após a explicação de que seu objetivo era proteger seu filho de competição futura no vestibular devido a ações afirmativas.
Em nota na sexta-feira, a Planned Parenthood afirmou que "gravações fortemente editadas e sem consistência foram parte de uma campanha para macular a imagem da Planned Partenhood através de alegações falsas".
A Acorn respondeu inicialmente de maneira semelhante, mas mudou de tom esta semana, dizendo que havia afastado funcionários e melhoraria o treinamento e a supervisão.
O'Keefe já está sendo comparado até mesmo ao célebre documentarista americano Michael Moore. Mas nem todos os conhecidos de O'Keefe concordam. "Michael Moore vai atrás dos ricos e poderosos. James não está fazendo isso. Ele vai atrás de burocratas de baixo escalão e pessoas que estão tentando ajudar pessoas de baixa renda", afirmou um ex-colega da universidade de O'Keefe, Liz Farkas.
Filho de um engenheiro de materiais e uma fisioterapeuta, O'Keefe cresceu em Westwood, Nova Jersey, tornou-se escoteiro e estrelou no musical "Crazy for You" no último ano do colégio. Após se formar em Filosofia da Universidade de Rutgers em 2006, ele trabalhou por um ano no Leadership Institute, grupo sediado nos arredores de Washington que treina jovens conservadores em campi universitários. O'Keefe era "muito eficaz e muito entusiasmado", disse Morton Blackwell, fundador do instituto.
Mas Blackwell conta que O'Keefe foi convidado a se retirar porque havia a preocupação de que seu trabalho em vídeo pudesse violar regras da agência de fiscalização tributária americana que impedem que grupos sem fins lucrativos tentem influenciar a legislação.
O'Keefe disse considerar o escritor britânico G. K. Chesterton sua "referência intelectual" e se chama de "radical progressivo", não um conservador, porque quer mudar as coisas, "não mantê-las". Mas suas opiniões, descritas por ele como pró-mercado e antigoverno, se parecem com o conservadorismo tradicional.
Será que toda cobertura da mídia sobre seu último projeto o tornou célebre demais para se disfarçar novamente? O'Keefe descartou a ideia. "Francamente, estou só começando", disse ele.
Tradução: Amy Traduções
Fonte: The New York Times e Terra
Divulgação: www.juliosevero.com

domingo, 20 de setembro de 2009

PT usa o código de ética e pune dois parlamentares seus com raro rigor

O que foi que eles fizeram?

Reinaldo Azevedo
Na noite de ontem, o Diretório Nacional do PT decidiu punir os deputados federais Luiz Bassuma (BA) e Henrique Afonso (AC). Por unanimidade, ambos tiveram seus direitos políticos suspensos por um ano e 90 dias, respectivamente. Não poderão votar nem ser votados nas instâncias partidárias ou discursar em nome do partido. É possível que Bassuma, nessas condições, não consiga nem mesmo se candidatar à reeleição. Uau! Será que este partido está, finalmente, se emendando? Afinal, o que ambos fizeram? Abaixo, segue um diálogo imaginário com um leitor otimista. Ele pergunta (em negrito) e eu respondo.
Será, Reinaldo, que eles foram pegar dinheiro de Marcos Valério no Banco Rural?
— Besteira! Isso é permitido. Não dá punição.

— Então usaram recursos “não contabilizados” de campanha. Acertei?
— Bobagem! Isso é do jogo. Como você sabe, a campanha de Lula foi paga em moeda estrangeira, no exterior, com dinheiro de origem desconhecida.

— Já sei! Então integraram algum grupo de aloprados para fazer um dossiê falso contra adversários! Na mosca?
— Claro que não! Integrar grupo de aloprados é coisa tão importante, que todos aqueles que participaram daquela aventura eram do entorno do próprio presidente Lula. É coisa para gente graduada.

— Ah, então vamos ver: usaram, sei lá, a estrutura de um ministério, da Casa Civil por exemplo, para fazer outro dossiê contra adversários do governo.
— Errado! Quem faz isso acaba sendo considerado candidato natural à Presidência da República. Isso rende promoção no PT, jamais punição.

— Ah, então vai ver eles violaram o sigilo bancário de um caseiro. Coisa feia!
— Tolice. Isso não tem importância. Quem dá bola para caseiro?

Que diabo, então, fizeram esses dois para que toda a cúpula petista, sem exceção, decidisse ser tão severa? Bem, eles resolveram tornar pública a sua posição contrária à descriminação do aborto. Vocês entenderam direito e não precisam ler de novo. Alguns pecadilhos, no PT, como os listados acima, não têm grande importância. Mas defender o direito de um feto à vida, a depender de como seja feito, é incompatível com a ética petista. Eu já desconfiava que fosse assim. De fato, não sei o que ambos fazem no PT sendo o partido tão escancaradamente favorável à descriminação do aborto.
Como a gente nota, no PT, os que cometeram todos aqueles crimes, merecem uma segunda chance. Mas o feto não merece a única chance que tem. É a forma que a esquerda tem de ser humanista, de ser progressista. A direção recomendou ainda que Afonso não seja reconduzido à Comissão de Seguridade Social e da Família na Câmara dos Deputados. Só pode pertencer a uma comissão de família quem é favorável à morte dos fetos, entenderam?
É o PT aplicando o seu Código de Ética. Ele comporta, por exemplo, Ideli Salvatti a defender Sarney com todos os “esses” e “erres”, mas não parlamentares que participam de uma marcha contra o aborto. Vejam que engaçado: a tal manifestação, sabe-se, teve o apoio de uma ONG que conseguiu dinheiro público para a sua realização etc — vocês conhecem aquela rotina típica de petistas e ONGs. Pô, aí já é demais, não é? Dinheiro público bem utilizado é aquele que financia marchas em defesa do aborto.
Um dia essa gente há de encontrar o lugar certo na história. Que seja logo!
Fonte: Blog Reinado Azevedo
Divulgação: www.juliosevero.com

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Estudantes vão à OAB contra restrição de acesso no Senado

17/09/2009 - 16h54
Estudantes vão à OAB contra restrição de acesso no Senado
Integrantes do movimento Fora Sarney querem apoio da Ordem dos Advogados do Brasil para representar contra a Casa por cercear o direito de livre expressão e o de ir e vir. Manifestantes dizem que sofreram represália de peemedebista
Renata Camargo

Estudantes ligados ao movimento Fora Sarney anunciaram hoje (17) que vão recorrer ao Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para pedir providências em relação à posição do Senado de cercear os direitos de ir e vir e de expressão. Um grupo que participou nesta quinta-feira de audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado quer que a OAB entre com representação contra o Senado pelo constrangimento sofrido por estudantes durante uma manifestação pela saída do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP).

No dia 13 de agosto, integrantes do movimento Fora Sarney fizeram um protesto no edifício principal do Senado. A manifestação terminou com a detenção de nove estudantes pela Polícia Legislativa do Congresso. Os manifestantes alegam que tiveram cerceados direitos garantidos pela Constituição Federal e previstos na Declaração Universal dos Direitos Humanos.

“Nós não fizemos nada que contradiz a lei. Era uma manifestação com faixas e cartazes e que não atrapalhava o acesso das pessoas. Mas para um político como o Sarney é muito ruim ter o nome na boca de manifestantes, então quanto menos se falar melhor. E para isso o melhor é reprimir. Assim o Sarney vai se blindando”, disse o estudante André Dutra, um dos integrantes do grupo Coletivo Independente de Manifestação e Ativismo (Cima), que engloba o movimento Fora Sarney.

Veja aqui filmagens feitas pelos estudantes:


Desde o episódio, a segurança do Senado vem dificultando a entrada de pessoas no prédio. A Diretoria Geral chegou a suspender, no auge da pressão pelo afastamento de Sarney, as visitas na Casa sob o argumento de que o esvaziamento fazia parte das medidas de prevenção à gripe A H1N1. A liberação para as visitas guiadas só foi retomada esta semana, quando os senadores retomaram o ritmo das votações em plenário. Apesar de ter número maior de funcionários e registro da doença inclusive entre deputados, a Câmara manteve normalmente o acesso dos visitantes nesse mesmo período.

“Eu nunca tinha visto esse tipo de coisa aqui no Senado. As pessoas ao redor do presidente [do Senado] decidiram isolá-lo do contato com os outros. Acho que se criou uma paranóia. E isso é desnecessário tecnicamente e antidemocrático politicamente”, disse ao Congresso em Foco o presidente da Comissão de Direitos Humanos, senador Cristovam Buarque (PDT-DF).

Cristovam acompanhou os estudantes no dia em que foram detidos. Também estiveram na Polícia Legislativa intercedendo a favor dos estudantes os senadores Valter Pereira (PMDB-MS), Eduardo Suplicy (PT-SP) e José Nery (Psol-PA) e a deputada Janete Capiberibe (PSB-AP).

Veja imagens:


Segundo Cristovam, o grupo de estudantes quer que o presidente da OAB, Cezar Britto, se manifeste sobre o ocorrido. “Vamos conversar com a OAB para saber o que eles podem fazer nesse sentido. A princípio irão só os estudantes, mas vou avaliar se irei também”, considerou o senador.
Além dos constrangimentos, dois dos estudantes que atuaram no protesto alegam que foram ameaçados pelo presidente do Senado. Sarney encaminhou pedido de providência para que os estudantes Ugo Todde Nogueira – que trabalha em um gabinete na Câmara – e Rodrigo Cademartori – conhecido como Rodrigo Pilha, que trabalha com a deputada distrital Erika Kokay (PT) – fossem punidos por causa da participação no protesto. O presidente da Casa argumentou que os jovens deveriam ser exonerados por terem causado “distúrbio, perturbação e desobediência a ordem legal”.

O site entrou em contato com a OAB e com a Diretoria Geral do Senado. De acordo com a assessoria da OAB, assim que receber a denúncia, o presidente Cezar Britto irá analisar o caso e ver que medidas podem ser tomadas e se serão tomadas. A Diretoria Geral, por meio da Secretaria de Relações Públicas, apenas reforçou que a autorização para retomar as visistas ao Senado já foi dada.

ONU defende moeda internacional


ONU quer moeda global no lugar do dólar
Unctad avalia que sistema atual de reserva internacional é um dos culpados pela crise econômica e pede reforma abrangente
Estudo do órgão também mostra que, em proporção do PIB, Brasil gastou mais que os EUA e os demais países ricos em estímulo à economia
A ONU defendeu a criação de uma nova moeda global para proteger os mercados emergentes do “jogo de confiança” da especulação financeira, em mais um dos golpes recentes contra o papel do dólar como divisa de reserva internacional.
Para a Unctad (o braço das Nações Unidas para o comércio e o desenvolvimento), uma das hipóteses é a criação de uma espécie de banco central global (que também poderia ser o FMI, reformado), que emitiria uma moeda de reserva “artificial” -como o bancor, proposto por John Keynes, em Bretton Woods, em 1944.
O bancor seria uma moeda internacional destinada a ajustar os desequilíbrios nos balanços de pagamento dos países (que, no entanto, continuariam com suas próprias divisas).
“Uma possibilidade é que os países concordem em trocar suas próprias moedas por uma nova, de modo que a moeda global seria lastreada por uma cesta de divisas de todos os membros”, diz relatório da entidade, que considera o atual sistema de moeda de reserva (em que predomina o dólar) como um dos culpados da atual crise.
Pela proposta, serão necessárias regras que determinem que os BCs mundiais intervenham no mercado de câmbio (para que suas moedas se valorizem ou fiquem mais baratas), dependendo do comportamento da economia global.
A Unctad afirma ainda que, ao contrário de hoje, tanto países que têm grande deficit (como os Estados Unidos) como os que possuem enormes superavit (caso da China) terão que ajustar as suas contas, não ficando mais a responsabilidade apenas com os primeiros.
Segundo a entidade, o modelo atual tem um viés deflacionário, já que os países deficitários são obrigados a reduzir as suas compras no exterior quando não conseguem mais financiamento, enquanto os superavitários não têm o dever de aumentar as suas importações. A demanda menor, portanto, reduz o preço dos produtos.
Críticas ao dólar
As críticas ao dólar como divisa de reserva e a necessidade da criação de uma moeda global para substituí-lo não são novidades, com países como China e Rússia aparecendo na linha de frente dos ataques, mas a posição do organismo das Nações Unidas é a mais forte de uma instituição multilateral.
Ao contrário, porém, da maioria dos críticos, o relatório da Unctad não defende a substituição do dólar pelo SDR (Direito Especial de Saque, na sigla em inglês, a moeda do FMI que é composta por quatro divisas: dólar, iene, libra e franco suíço). Para a Unctad, a valorização do SDR não é suficiente para ajudar os países emergentes em busca de liquidez.
Isso porque os países em desenvolvimento, diz, estão sub-representados no Fundo, o que reduz os efeitos de uma maior emissão de SDRs -cada país recebe um montante proporcional à sua cota no FMI.
Na semana passada, o diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, defendeu o papel do dólar como a moeda de reserva internacional, mas disse que a sua importância deve ser reduzida. Para ele, porém, essa mudança deve ocorrer na próxima década, e não nos próximos meses.
Estímulo fiscal
O estudo da Unctad mostrou ainda que, em porcentagem do PIB, o Brasil gastou mais em estímulo fiscal do que os EUA e os demais países desenvolvidos.
Segundo o organismo, o governo usou 5,6% do PIB brasileiro (de cerca de US$ 1,6 trilhão) em programas como o corte do IPI sobre carros, eletrodomésticos e material de construção, enquanto o dos EUA gastou 5,5% do maior PIB mundial (de mais de US$ 14 trilhões) em planos para estimular a sua economia -porém, os americanos gastaram 81,1% do seu PIB com ajuda a bancos, ante 1,5% do Brasil.
Na média, os países ricos gastaram 3,7% do PIB com planos de estímulo à economia. Nos emergentes, esses gastos representaram 4,7% do PIB.
Com agências internacionais
Fonte: Folha de São Paulo

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Câmara quer ignorar Senado na reforma eleitoral

PRA MIN ISSO NÃO PASSA DE ARMAÇÃO DESSES POLÍTICOS PODRES...
16/09/2009 - 20h08
Câmara quer ignorar Senado na reforma eleitoral
Deputados tendem a rejeitar emendas feitas ontem por senadores e acolher apenas liberação da internet para a campanha política. “Reforma é o texto da Câmara, menos a internet”, diz relator
Eduardo Militão
Deputados entendem que a maioria das emendas feitas pelos senadores na reforma eleitoral deve ser rejeitada pela Câmara. Para os parlamentares consultados pelo Congresso em Foco, a tendência é que deve ser mantido apenas o texto referente à liberdade da internet durante as eleições. A votação pode começar na noite desta quarta-feira (16).
Nesse caso, prevaleceria grande parte do texto feito originalmente pelos deputados. “A reforma é o texto da Câmara, menos a internet”, avalia Flávio Dino (PCdoB-MA), relator da matéria na Câmara.
O segundo vice-presidente da Casa, ACM Neto (DEM-BA), também entende que as emendas feitas pelo Senado devem ser rejeitadas. A reportagem apurou que o PTB pretende rejeitar também as alterações sobre a internet, mantendo o trabalho da Câmara exatamente como feito originalmente.
O líder do PT, Cândido Vaccarezza (SP), pensa diferente. Ele avalia que o momento é de discutir. E não rejeitar sumariamente dezenas de emendas feitas desde que a reforma eleitoral chegou ao Senado, ainda em julho.
Acordo
Em conversas reservadas, alguns deputados dizem que os senadores quebraram um acordo feito com líderes na Câmara. Pelo suposto acordo, as demandas do Senado seriam incluídas pelos deputados na proposta original. Em contrapartida, os senadores se comprometeriam a praticamente não mexer no texto.
“Mas eles fizeram um monte de coisas lá. Quebraram o acordo”, afirma um deputado. Segundo ele, os senadores haviam prometido alterar basicamente um ponto: aumentar o tempo de TV no horário eleitoral dos candidatos ao Senado.
A reforma precisa ser aprovada na Câmara e sancionada pelo presidente Lula até o dia 2 de outubro para valer paras as eleições de 2010.
Vaccarezza diz que o presidente não deve atrapalhar os planos dos parlamentares. A pressa de começar a votar ainda hoje é porque, na semana que vem, a pauta da Câmara estará trancada por projetos com urgência constitucional, diz o líder do PT.

http://congressoemfoco.ig.com.br/noticia.asp?cod_publicacao=29753&cod_canal=1

domingo, 13 de setembro de 2009

Ser sustentável não é mais uma questão de opção

Ser sustentável não é mais uma questão de opçãoSegundo o Relatório Brundtland, da Comissão Mundial de Meio Ambiente e Desenvolvimento, desenvolvimento sustentável é aquele que “satisfaz as necessidades da geração presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras satisfazendo as suas próprias necessidades“. Isso significa garantir às próximas gerações o acesso aos mesmos recursos que nós temos. Ou seja, promover uma sociedade que seja capaz de se manter ao longo do tempo. Só que encontrar o equilíbrio entre satisfazer os desejos ilimitados de nosso estilo de vida e preservar os recursos para as futuras gerações é tarefa quase impossível.
Embora acreditemos que os recursos renováveis possam existir indefinidamente em sua máxima expressão, cabe lembrar que eles dependem de um delicado sistema natural. Como esse sistema tem sido cada vez mais afetado pela intervenção humana, estamos observando alterações climáticas nunca sentidas antes. Assim, embora a natureza não nos envie uma fatura mensal dos serviços de suporte à vida, isso não significa que podemos explorá-la sem pagar o preço devido. Então pergunto: quanto estamos dispostos a pagar por nossas escolhas?
A terceira lei de Newton afirma que para cada ação existe uma reação oposta, de igual intensidade – isso se aplica diretamente às nossas escolhas. Quando adquirimos quaisquer produtos, causamos tanto impactos ambientais, quanto sociais. Por exemplo, quando compramos um celular[bb] novo pagamos não só pelo produto, mas também por todas as etapas produtivas que permitiram sua criação. A compra representa um aceite de tudo o que foi feito para que aquele item chegasse até nós, seja sustentável, social e ambientalmente responsável, ou não. Dessa forma, não temos somente que planejar nosso consumo; precisamos também reavaliá-lo.
A reavaliação de nossos hábitos de consumo é uma tarefa que exige a concordância de todos os membros da família. Sim, porque estamos falando de alterar rotinas em relação ao uso da água, energia, alimentos, transporte e compras em geral. Embora essas alterações representem economias significativas no orçamento, nem sempre elas são bem vindas. Por essa razão, apresento em seguida não só o reflexo das mudanças de hábitos no orçamento doméstico, como também seu impacto para com a sustentabilidade[bb] do nosso estilo de vida.
Água
A água é um recurso essencial para a vida no planeta. Apenas cerca de 2,5% da água no mundo é potável. Em torno de 70% de toda água consumida é destinada à agricultura, 22% é usado pelas indústrias e 8% para uso doméstico. O Brasil abriga 13,7% da água potável disponível, sendo que 73% dessa água estão na bacia amazônica, que abriga menos de 5% da população brasileira. Os estados onde habitam 95% da população possuem aproximadamente de 27% da água disponível.
Além disso, não só a distribuição da água não é uniforme como também o desperdício ainda é muito alto. De 20% a 60% da água tratada se perde na distribuição, em função das condições de conservação das redes de abastecimento; isso sem considerar as perdas no consumo, inerentes ao mau uso do recurso. Como a quantidade de água no mundo não aumenta e nem diminui, sem investimentos e cooperação para a redução dos desperdícios a tendência do custo da água é aumentar, o que também dificulta seu acesso às populações mais carentes.
Confira algumas dicas para melhorar o consumo e diminuir o desperdício de água em seu dia a dia:
  • Use a máquina de lavar na capacidade máxima ou opte por aquelas com controle do nível da água. Sempre que possível, reutilize a água da máquina para deixar as outras roupas de molho, lavar o quintal, limpar a casa, etc.;
  • Analise instalar algum sistema para captação da água da chuva. Um tambor posicionado abaixo da calha pode ser muito útil e econômico ao regar as plantas do jardim, canteiro, horta ou vasos;
  • Evite o uso dos produtos de limpeza tradicionais. Podem até ser mais eficientes, mas poluem as águas e dificultam seu tratamento. Prefira produtos biodegradáveis;
  • Recicle o óleo de cozinha. Um litro de óleo contamina cerca de um milhão de litros de água e o óleo de cozinha leva cerca de um ano para ser absorvido pelo meio ambiente;
  • Opte por produtos orgânicos. Seu processo de plantio não utiliza agrotóxicos que podem contaminar os lençóis freáticos;
  • Não use água como vassoura. Prefira varrer a usar a mangueira.
Energia
A energia elétrica que usamos pode ter sua origem a partir de fontes renováveis ou não renováveis. Por fontes renováveis temos o sol, a água, os ventos, o calor da terra e o uso de biomassa. Por não renováveis, temos o petróleo, o carvão mineral, o gás natural e as usinas nucleares. No Brasil, predomina o sistema hidráulico, que usa o movimento das águas para geração de energia. Mas, apesar de depender de uma fonte renovável, o sistema de geração hidráulico não está desprovido de impactos ambientais e sociais. Como esse sistema depende de um grande reservatório de água para conseguir a força necessária, é preciso inundar uma vasta área de terra, provocando significativas alterações no ecossistema.
Além disso, essa inundação também pode provocar o deslocamento de populações ribeirinhas. Outro fator colateral antes desconsiderado é a geração de gases do efeito estufa, originados pela decomposição da vegetação submersa. Por essa razão, a economia de energia não só faz bem ao bolso[bb] como também ajuda a diminuir a pressão sobre os recursos produtivos, evitando os impactos associados.
Confira algumas dicas para melhorar o consumo e os impactos associados ao uso da energia elétrica:
  • Ao construir ou reformar, opte por projetos que privilegiem a iluminação natural, bem como materiais que permitam um melhor isolamento térmico. Isso vai economizar energia com o ar condicionado no verão e com aquecimento no inverno;
  • Opte por equipamentos eficientes. Sempre atente para o selo PROCEL ao comprar um equipamento;
  • Avalie instalar um sistema de aquecimento solar para o chuveiro. O uso desse tipo de sistema pode representar uma economia de até 35% no consumo elétrico da residência;
  • Informe-se sobre sistemas de captação solar fotovoltaica. Optar por gerar uma parte da energia necessária à residência não só reduz custos como também diminui a dependência dos sistemas públicos.
Transporte
Ter um automóvel é um dos sonhos de muitas pessoas e, com a flexibilização do crédito, adquirir um meio de transporte próprio está cada vez mais acessível. Diante de todas essas facilidades, é preciso ter ainda mais critério antes de optar pela compra. Primeiro, porque não é só o investimento para adquirir um automóvel que deve ser considerado. Há também as despesas com IPVA, seguro, combustível, eventuais multas, pedágio, estacionamento, entre outros, conforme palavras do Navarro no artigo “Financiar o carro é fácil. Pagar, nem tanto!”. Segundo, os veículos são responsáveis por cerca de 70% da poluição que lança na atmosfera os temíveis gases do efeito estufa.
Confira algumas dicas para melhorar o consumo e os gastos no dia a dia do transporte:
  • Se precisar de um veículo, opte por aqueles que usam combustíveis menos poluentes, como o álcool. Isso ajudar a reduzir as emissões de gases do efeito estufa (gasolina). (esse trecho não se aplica ao item e deve ser retirado “e a necessidade de uso do petróleo (lubrificantes, plástico, entre outros”);
  • Sempre que possível, dê carona. Isso aumenta a eficiência do veículo em relação ao seu consumo de energia;
  • Dê preferência para o transporte público. Quanto menos automóveis nas ruas, melhor será o trânsito e menor será a poluição atmosférica;
  • Para pequenas distâncias, prefira andar ou usar a bicicleta. Além de ser um hábito saudável, também poupa combustível.
Alimentação
Segundo o Instituto Akatu, o Brasil tem 44 milhões de pessoas passando fome enquanto descarta mais da metade do alimento que produz. Em torno de 44% do que é plantado se perde entre a colheita, o transporte e armazenamento, a indústria, o processamento e o varejo. Já em casa, aproximadamente de 20% a 30% de tudo o que se compra vai para o lixo pela não adoção de algumas rotinas simples. O desperdício é muito alto!
Confira algumas dicas para melhorar o consumo e reduzir o desperdício no consumo dos alimentos:
  • Planeje os cardápios semanalmente e opte por fazer várias compras. Isso evita que os alimentos estraguem, reduzindo o desperdício;
  • Prefira produtos orgânicos, provenientes de redes de economia solidária ou de produções locais. A produção orgânica privilegia o uso adequado do solo, respeitando seu ciclo natural, bem como preservando a qualidade da água, diferentemente das produções tradicionais que fazem uso de fertilizantes e pesticidas;
  • Convide a família para preparar as refeições. Isso torna mais interessante o ato de preparar os alimentos, diminuindo o impulso para se gastar em restaurantes e lanchonetes;
  • Avalie a possibilidade de fazer a compostagem do lixo orgânico em casa. Isso reaproveita os resíduos para serem usados como adubo orgânico.
Compras
Estamos tão acostumados a comprar que às vezes não nos damos conta do por quê o fazemos. Será que realmente precisamos trocar de carro, computador[bb], bicicleta e celular todos os anos? Ou será essa mais uma forma de manter nosso status? Se for essa a razão, saiba que status não é nada mais do que “comprar o que você não quer, com um dinheiro que você não tem, para mostrar a quem você não gosta, uma pessoa que você não é”, como comenta o Ricardo em seu artigo “Crédito pessoal é sinônimo de dívida?”.
Por isso, saber nossas reais motivações é fundamental para evitar gastos desnecessários. Um bom planejamento das compras ajuda a reduzir tanto o impacto na cadeia de recursos naturais quando o impacto no orçamento doméstico.
Confira algumas dicas para melhorar as compras e reduzir gastos desnecessários:
  • Tenha o mínimo possível de cartões de crédito. Tal atitude, além de limitar o consumo, reduz os rompantes consumistas;
  • Planeje sempre, avalie as suas reais necessidades e pesquise antes de comprar. Isso evita gastos desnecessários e ajuda a escolher o melhor produto considerando seu impacto social e ambiental;
  • Privilegie o uso à posse. Nem sempre é preciso comprar alguma coisa para fazer uso de seu benefício. Às vezes, o que está nos impulsionando é somente a necessidade de possuir aquele item, e não de fazer uso de seus recursos;
  • Sempre que possível, opte por adquirir as versões virtuais de músicas, livros, filmes e entretenimento. Além de mais baratos, não precisam de papel, plástico ou metal para serem usados;
  • Alugue ao invés de comprar, tais como livros, filmes, jogos, equipamentos e outros. Evite gastar com itens que serão de uso restrito ou sazonal;
  • Participe e promova feiras de trocas. É uma ótima opção para o orçamento doméstico e para o meio ambiente.
Conclusões importantes, mas não definitivas.
A mudança de atitude, abraçando hábitos mais equilibrados, não é mais uma opção só para aqueles que desejam reduzir custos. É, antes de tudo, uma decisão que deve ser adotada por mais e mais pessoas, especialmente se quisermos manter nossa sociedade ao longo do tempo. Ser sustentável não está ligado somente à preservação do meio ambiente; refere-se principalmente à capacidade dos países de viver conforme seus limites naturais, não consumindo além do que possuem ou do que a natureza é capaz de renovar.
Essa idéia é muito semelhante à da pessoa que faz uma poupança que rende o suficiente para pagar seu estilo de vida atual. Caso essa pessoa deseje aumentar seu padrão, mantendo a mesma poupança, passará a usar uma parte do montante principal para pagar suas contas. Assim, após certo período, o principal se acabará e a pessoa ficará sem rendimentos.
Por fim, pensar que é responsabilidade das futuras gerações lidar com os problemas que a nossa geração criou é tão inconseqüente quanto criar nossos filhos sem educá-los, esperando que descubram sozinhos como cuidar de seu futuro pessoal, profissional e financeiro.
Referência utilizada para parte do material publicado: Manual de Educação para o Consumo Sustentável – IDEC
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Elaine Maria Costa é administradora pós-graduada em Administração Industrial. Trabalha a mais de cinco anos com Clima Organizacional e Sistemas de Gestão para Qualidade, Meio ambiente, Saúde e Segurança. É fundadora do blog Mais Com Menos – www.maiscommenos.net – e apaixonada por tudo o que ajuda o ser humano em sua caminhada evolutiva.

http://dinheirama.com/blog/2009/09/11/ser-sustentavel-nao-e-mais-uma-questao-de-opcao

A FRUTA CAMPEÃ DE VITAMINA C

29/03 - A FRUTA CAMPEÃ DE VITAMINA C
 



Abacaxi, goiaba, manga, uva, maracujá, acerola. O Brasil produz mais frutas do que o brasileiro consegue consumir. Mas isso está mudando. Nas grandes cidades, as frutas estão deixando de ser apenas sobremesa. Aos poucos, estão sendo consideradas um alimento que faz muito bem à saúde. E como faz.
Na Faculdade de Farmácia da Universidade Federal da Bahia, a professora Maria Spínola pesquisa as propriedades nutracêuticas, quer dizer, o poder nutritivo e medicinal das frutas mais consumidas no Nordeste.

O estudo derrubou alguns mitos. Por exemplo: quanto tempo dura um suco de laranja sem perder suas propriedades?

"A gente verificou que entre três e quatro horas depois ele pode perder no máximo 6%. E de um dia pro outro, em torno de 30%”, responde Maria Spínola.

Outra constatação: as frutas reforçam a defesa do nosso organismo, ajudam a evitar doenças graves.

"Todos os frutos avermelhados, cor de laranja e amarelos possuem carotenóides, principalmente betacaroteno e licopeno. Eles podem reforçar a nossa defesa imunológica, evitando que a pessoa chegue a ter ou desenvolver um câncer ou outra doença degenerativa", revela a professora.

A grande novidade da pesquisa surgiu no exame das polpas. A concentração de vitaminas encontrada foi a mesma ou até maior do que a da fruta natural.

"Nós encontramos polpas no mercado com teor de vitamina C acima da acerola, que foi a variedade que nós analisamos”, diz Maria Spínola.

A pesquisa vai examinar todas as propriedades medicinais das polpas. Mais uma revelação: a laranja é sinônimo de vitamina C? Nem tanto.

"A acerola tem 40 vezes mais vitamina C do que a laranja. Para um suco de laranja, você necessitaria de um copo de 200ml. E de acerola somente uma pequena quantidade. Nós precisamos de 60 miligramas de vitamina C por dia, sendo que as pessoas que têm estresse, estão submetidas a um estresse muito elevado ou que fumam, essa quantidade pode aumentar", comenta a professora.

Na classificação da vitamina C, depois da acerola vem o caju, a manga, a goiaba. A laranja está em quinto lugar, conforme os números abaixo:

Concentração de vitamina C

Acerola - 1.500 mg
Caju - 200 mg
Manga - 84 mg
Goiaba - 67 mg
Laranja - 40 mg

Que a acerola tem mais vitamina C que a laranja, isso já se sabia. Mas a manga e a goiaba na frente da laranja foi uma surpresa. E um suco de caju, com 200 miligramas de vitamina C num único copo.

O caju é curioso. A fruta mesmo é a castanha, que vira tira-gosto, torrada e salgada. A parte que se come e de onde se faz o suco é uma haste mais cheinha, que tem muito mais do que vitamina.
Os pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, que já estudaram a castanha, se dedicam agora à polpa e ao suco do caju.

A nutricionista pernambucana Elma Warta, da Universidade de São Paulo (USP), quer estimular o consumo na população mais pobre. O estudo está mostrando que a polpa do caju é rica em compostos fenólicos, que são antioxidantes, fazem bem à saúde de quem come a fruta.

“A pessoas estaria se prevenindo de doenças como o câncer, doenças do coração, cardiovasculares, e até mesmo em alguns processos antiinflamatórios. Sem gastar nada”, explica Elma.

O professor Jorge Mancini Filho, farmacêutico-bioquimíco da USP, explica como nosso organismo sofre com a oxidação das células, que provoca envelhecimento e doenças:

“Se você tiver uma situação de estresse no organismo, um ambiente de elevado grau de poluição ou alguns quadros como viroses, e puder prevenir isso, você vai favorecer o organismo ao ter uma condição de vida melhor”.

É por isso que o estudo das frutas cresce em todo o mundo. Na USP, até a romã, pouco consumida, está sendo alvo de uma pesquisa.

A curiosidade da farmacêutica Fernanda Jardini vem da infância. Será que a romã só serve de enfeite ou para fazer simpatia com as sementes?

“Pesquisando a romã a gente descobriu que ela é muito rica em compostos antioxidantes. Ela é rica em ácidos fenólicos e também em flavonóides, que dão uma cor avermelhada ao suco. O consumo de romã pode trazer muitos benefícios. Isso é comprovado cientificamente”, diz Fernanda Jardini.