segunda-feira, 30 de novembro de 2009

No hospício do Dr. Mabuse

http://www.olavodecarvalho.org/semana/091130dc.html


Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 30 de novembro de 2009

Prepare-se, caro leitor, e prepare seus filhos e netos, para viver num mundo de alucinações e fantasias desnorteantes, onde conhecer a verdade mesmo sobre coisas simples será um desafio que só pessoas investidas de uma coragem intelectual fora do comum poderão vencer. Prepare-se para viver no hospício do Dr. Mabuse, onde o mais louco dos pacientes faz a cabeça dos médicos e os coloca a serviço de seus planos malignos. O uso maciço da fraude científica, em proporções jamais antes imaginadas, vem-se tornando o principal meio de imposição de novas políticas, a tal ponto que em breve a classe científica estará totalmente desaparelhada para servir de árbitro nas grandes questões da humanidade e se tornará uma militância política como qualquer outra, disposta a mentir até o último limite do descaramento e do cinismo, em favor de qualquer estupidez politicamente conveniente.
Antigamente isso só acontecia nos regimes tirânicos onde o terror estatal reduzia os cientistas, pela força, a servidores da propaganda oficial. Agora é a própria classe científica que, intoxicada por ideologias insanas, estimulada por patrocínios bilionários e excitada pela ambição de poder, se oferece para fazer o serviço, traindo o ideal da ciência e ludibriando a opinião pública. O que antes seria um escândalo isolado tornou-se regra geral, e não escandaliza a mais ninguém. Mesmo aqueles que opõem alguma resistência à prostituição da autoridade científica lutam contra esse mal tão-somente na esfera dos debates acadêmicos, sem pensar em mover contra seus colegas corruptos a guerra judicial que merecem e que seria a última esperança de limpar o terreno. As forças da degradação avançam a passo firme, organizadas, unidas, armadas até os dentes, sem ter de enfrentar senão alguma pedrada esporádica, desferida por mão preguiçosa e vacilante. Como sempre tem acontecido desde o advento da mentalidade revolucionária no mundo, "the best lack all conviction, while the worst are full of passionate intensity".
Todo dia -- sem exagero, todo dia -- chegam novos exemplos de falsas pesquisas, imediatamente ecoadas pela mídia cúmplice como portadoras de "fatos científicos" definitivos e incontestáveis. A coisa já virou hábito e moda, fazendo da "autoridade acadêmica" nada mais que uma superstição residual, na qual só se pode acreditar por um ato de fé, contra toda evidência.
Só nas últimas horas do dia em que escrevo recebi, por internet, duas novas amostras. Uma ostentava a redução dos casos de doenças cardíacas em alguns Estados americanos, desde a adoção de medidas drásticas contra o fumo em lugares públicos, como prova dos riscos mortíferos do "fumo passivo". Bem escondidinho no meio dos dados estatísticos comprobatórios, quase invisível ao público leigo, vinha o autodesmascaramento da fraude: a incidência de doenças cardíacas tinha diminuído também entre os fumantes. Fumantes ativos, fornedores de sua própria dose de fumo passivo...
A segunda era mais admirável ainda: "Preconceito racial alimenta oposição aos planos de Obama", proclamava a revista da Escola Superior de Administração de Negócios da prestigiosa Universidade de Stanford. Na escassez geral de manifestações de racismo ostensivo da parte dos brancos, os sábios de Stanford apelaram ao recurso -- já tradicional no Brasil -- de cavoucar indícios de "racismo inconsciente". Método adotado: selecionar umas quantas cobaias, pró-Obama e anti-Obama, e verificar se associavam evocações negativas ou positivas a "nomes típicos de brancos", como Brett, Jane, William, ou a "nomes típicos de afro-americanos", como Aisha, Jamal, Ahmed etc. Os nomes eram apresentados numa lista misturada, sem alusões raciais, de modo que a população testada nem sabia que a pesquisa era sobre racismo. Tal como era de se prever, os "nomes de brancos" ganharam longe na preferência da turma anti-Obama. Daí, concluíam os autores da pesquisa, estava provado o "racismo sutil" que inspirava a oposição ao presidente americano.
Detalhe: Jamal, Aisha, Ahmed e outros nomes da mesma lista não são "nomes típicos de negros": são nomes islâmicos, tirados do Corão. Não evocam o negão do posto de gasolina, nem celebridades negras do show business como Michael Jackson, Denzel Washington ou Oprah Winfrey, ou do esporte como Eldrick "Tiger" Woods, nem intelectuais negros como Thomas Sowell, Alice Walker ou Langston Hughes. Evocam árabes com uma granada escondida no turbante ou uma carga de dinamite sob a djellabah. É inviável esperar que os americanos, especialmente republicanos e conservadores, gostem desses personagens. O silogismo implícito que orientava as conclusões da pesquisa era, portanto: se você não gosta de terroristas, você é um racista.
Antigamente, aliás, os negros chamavam-se Brett, Jane ou William como todo mundo, e até apreciavam especialmente nomes bíblicos como Moses, Aaron, Michael e Jonah. Os mais velhos ainda se chamam Thomas, como o economista Thomas Sowell, ou Alan, como o diplomata Alan Keyes, ou James, como o pastor James D. Manning -- três entre os mais ferozes opositores de Obama. Foi só nas últimas décadas, quando as forças políticas do Islam se infiltraram no movimento de direitos civis, que nomes islâmicos começaram a aparecer entre cidadãos negros americanos, mas mesmo assim estão longe de ser os mais freqüentes ou típicos, pela simples razão de que a maioria da comunidade negra é cristã.
Uma retórica banal convidaria a chamar de "desonra" a associação da Universidade de Stanford a essa empulhação. Mas a desonra pressupõe a existência da honra, e as universidades americanas já venderam a sua faz muito tempo.

sábado, 28 de novembro de 2009

Mário Ferreira dos Santos e o nosso futuro

http://www.olavodecarvalho.org/semana/0906dicta.html

Quando a obra de um único autor é mais rica e poderosa que a cultura inteira do seu país, das duas uma: ou o país consente em aprender com ele ou recusa o presente dos céus e inflige a si próprio o merecido castigo pelo pecado da soberba, condenando-se ao definhamento intelectual e a todo o cortejo de misérias morais que necessariamente o acompanham.
Mário Ferreira ocupa no Brasil uma posição similar à de Giambattista Vico na cultura napolitana do século XVIII ou de Gottfried von Leibniz na Alemanha da mesma época: um gênio universal perdido num ambiente provinciano incapaz não só de compreendê-lo, mas de enxergá-lo. Leibniz ainda teve o recurso de escrever em francês e latim, abrindo assim algum diálogo com interlocutores estrangeiros. Mário está mais próximo de Vico no seu isolamento absoluto, que faz dele uma espécie de monstro. Quem, num ambiente intelectual prisioneiro do imediatismo mais mesquinho e do materialismo mais deprimente – materialismo compreendido nem mesmo como postura filosófica, mas como vício de só crer no que tem impacto corporal –, poderia suspeitar que, num escritório modesto da Vila Olimpia, na verdade uma passagem repleta de livros entre a cozinha e a sala de visitas, um desconhecido discutia em pé de igualdade com os grandes filósofos de todas as épocas, demolia com meticulosidade cruel as escolas de pensamento mais em moda e sobre seus escombros erigia um novo padrão de inteligibilidade universal?
Os problemas que Mário enfrentou foram os mais altos e complexos da filosofia, mas, por isso mesmo, estão tão acima das cogitações banais da nossa intelectualidade, que esta não poderia defrontar-se com ele sem passar por uma metanóia, uma conversão do espírito, a descoberta de uma dimensão ignorada e infinita. Foi talvez a premonição inconsciente do terror e do espanto – do thambos aristotélico – que a impeliu a fugir dessa experiência, buscando abrigo nas suas miudezas usuais e definhando pouco a pouco, até chegar à nulidade completa; decerto o maior fenômeno de auto-aniquilação intelectual já transcorrido em tempo tão breve em qualquer época ou país. A desproporção entre o nosso filósofo e os seus contemporâneos – muito superiores, no entanto, à atual geração – mede-se por um episódio transcorrido num centro anarquista, em data que agora me escapa, quando se defrontaram, num debate, Mário e o então mais eminente intelectual oficial do Partido Comunista Brasileiro, Caio Prado Júnior. Caio falou primeiro, respondendo desde o ponto de vista marxista à questão proposta como Leitmotiv do debate. Quando ele terminou, Mário se ergueu e disse mais ou menos o seguinte:
– Lamento informar, mas o ponto de vista marxista sobre os tópicos escolhidos não é o que você expôs. Vou portanto refazer a sua conferência antes de fazer a minha.
E assim fez. Muito apreciado no grupo anarquista, não por ser integralmente um anarquista ele próprio, mas por defender as idéias econômicas de Pierre-Joseph Proudhon, Mário jamais foi perdoado pelos comunistas por esse vexame imposto a uma vaca sagrada do Partidão. O fato pode ter contribuído em algo para o muro de silêncio que cercou a obra do filósofo desde a sua morte. O Partido Comunista sempre se arrogou a autoridade de tirar de circulação os autores que o incomodavam, usando para isso a rede de seus agentes colocados em altos postos na mídia, no mundo editorial e no sistema de ensino. A lista dos condenados ao ostracismo é grande e notável. Mas, no caso de Mário, não creio que tenha sido esse o fator decisivo. O Brasil preferiu ignorar o filósofo simplesmente porque não sabia do que ele estava falando. Essa confissão coletiva de inépcia tem, decerto, o atenuante de que as obras do filósofo, publicadas por ele mesmo e vendidas de porta em porta com um sucesso que contrastava pateticamente com a ausência completa de menções a respeito na mídia cultural, vinham impressas com tantas omissões, frases truncadas e erros gerais de revisão, que sua leitura se tornava um verdadeiro suplício até para os estudiosos mais interessados – o que, decerto, explica mas não justifica. A desproporção evidenciada naquele episódio torna-se ainda mais eloqüente porque o marxismo era o centro dominante ou único dos interesses intelectuais de Caio Prado Júnior, ao passo que, no horizonte infinitamente mais vasto dos campos de estudo de Mário Ferreira, era apenas um detalhe ao qual ele não poderia ter dedicado senão alguns meses de atenção: nesses meses, aprendera mais do que o especialista que dedicara ao assunto uma vida inteira.
A mente de Mário Ferreira era tão formidavelmente organizada que para ele era a coisa mais fácil localizar imediatamente no conjunto da ordem intelectual qualquer conhecimento novo que lhe chegasse desde área estranha e desconhecida. Numa outra conferência, interrogado por um mineralogista de profissão que desejava saber como aplicar ao seu campo especializado as técnicas lógicas que Mário desenvolvera, o filósofo respondeu que nada sabia de mineralogia mas que, por dedução desde os fundamentos gerais da ciência, os princípios da mineralogia só poderiam ser tais e quais – e enunciou quatorze. O profissional reconheceu que, desses, só conhecia oito.
A biografia do filósofo é repleta dessas demonstrações de força, que assustavam a platéia, mas que para ele não significavam nada. Quem ouve as gravações das suas aulas, registradas já na voz cambaleante do homem afetado pela grave doença cardíaca que haveria de matá-lo aos 65 anos, não pode deixar de reparar na modéstia tocante com que o maior sábio já havido em terras lusófonas se dirigia, com educação e paciência mais que paternais, mesmo às platéias mais despreparadas e toscas. Nessas gravações, pouco se nota dos hiatos e incongruências gramaticais próprios da expressão oral, quase inevitáveis num país onde a distância entre a fala e a escrita se amplia dia após dia. As frases vêm completas, acabadas, numa seqüência hierárquica admirável, pronunciadas em recto tono, como num ditado.
Quando me refiro à organização mental, não estou falando só de uma habilidade pessoal do filósofo, mas da marca mais característica de sua obra escrita. Se, num primeiro momento, essa obra dá a impressão de um caos inabarcável, de um desastre editorial completo, o exame mais demorado acaba revelando nela, como demonstrei na introdução à Sabedoria das Leis Eternas[1], um plano de excepcional clareza e integridade, realizado quase sem falhas ao longo dos 52 volumes da sua construção monumental, a Enciclopédia das Ciências Filosóficas.
Além dos maus cuidados editoriais – um pecado que o próprio autor reconhecia e que explicava, com justeza, pela falta de tempo –, outro fator que torna difícil ao leitor perceber a ordem por trás do caos aparente provém de uma causa biográfica. A obra escrita de Mário reflete três etapas distintas no seu desenvolvimento intelectual, das quais a primeira não deixa prever em nada as duas subseqüentes, e a terceira, comparada à segunda, é um salto tão formidável na escala dos graus de abstração que aí parecemos nos defrontar já não com um filósofo em luta com suas incertezas e sim com um profeta-legislador a enunciar leis reveladas ante as quais a capacidade humana de discutir tem de ceder à autoridade da evidência universal.
A biografia interior de Mário Ferreira é realmente um mistério, tão grandes foram os dois milagres intelectuais que a moldaram. O primeiro transformou um mero ensaísta e divulgador cultural em filósofo na acepção mais técnica e rigorosa do termo, um dominador completo das questões debatidas ao longo de dois milênios, especialmente nos campos da lógica e da dialética. O segundo fez dele o único – repito, o único – filósofo moderno que suporta uma comparação direta com Platão e Aristóteles. Este segundo milagre anuncia-se ao longo de toda a segunda fase da obra, numa seqüência de enigmas e tensões que exigiam, de certo modo, explodir numa tempestade de evidências e, escapando ao jogo dialético, convidar a inteligência a uma atitude de êxtase contemplativo. Mas o primeiro milagre, sobrevindo ao filósofo no seu quadragésimo-terceiro ano de idade, não tem nada, absolutamente nada, que o deixe prever na obra publicada até então. A família do filósofo foi testemunha do inesperado. Mário fazia uma conferência, no tom meio literário, meio filosófico dos seus escritos usuais, quando de repente pediu desculpas ao auditório e se retirou, alegando que “tivera uma idéia” e precisava anotá-la urgentemente. A idéia era nada mais, nada menos que as teses numeradas destinadas a constituir o núcleo da Filosofia Concreta, por sua vez coroamento dos dez volumes iniciais da Enciclopédia, que viriam a ser escritos uns ao mesmo tempo, outros em seguida, mas que ali já estavam embutidos de algum modo. A Filosofia Concreta é construída geometricamente como uma seqüência de afirmações auto-evidentes e de conclusões exaustivamente fundadas nelas – uma ambiciosa e bem sucedida tentativa de descrever a estrutura geral da realidade tal como tem de ser concebida necessariamente para que as afirmações da ciência façam sentido.
Mário denomina a sua filosofia “positiva”, mas não no sentido comteano. Positividade (do verbo “pôr”) significa aí apenas “afirmação”. O objetivo da filosofia positiva de Mário Ferreira é buscar aquilo que legitimamente se pode afirmar sobre o conjunto da realidade à luz do que foi investigado pelos filósofos ao longo de vinte e quatro séculos. Por baixo das diferenças entre escolas e correntes de pensamento, Mário discerne uma infinidade de pontos de convergência onde todos estiveram de acordo, mesmo sem declará-lo, e ao mesmo tempo vai construindo e sintetizando os métodos de demonstração necessários a fundamentá-los sob todos os ângulos concebíveis.
Daí que a filosofia positiva seja também “concreta”. Um conhecimento concreto, enfatiza ele, é um conhecimento circular, que conexiona tudo quanto pertence ao objeto estudado, desde a sua definição geral até os fatores que determinam a sua entrada e saída da existência, a sua inserção em totalidades maiores, o seu posto na ordem dos conhecimentos, etc. Por isso é que à seqüência de demonstrações geométricas se articula um conjunto de investigações dialéticas, de modo que aquilo que foi obtido na esfera da alta abstração seja reencontrado no âmbito da experiência mais singular e imediata. A subida e descida entre os dois planos opera-se por meio da decadialética, que enfoca o seu objeto sob dez aspectos:
1. Campo sujeito-objeto. Todo e qualquer ser, seja físico, espiritual, existente, inexistente, hipotético, individual, universal, etc. é simultaneamente objeto e sujeito, o que é o mesmo que dizer – em termos que não são os usados pelo autor – receptor e emissor de informações. Se tomarmos o objeto mais alto e universal – Deus –, Ele é evidentemente sujeito, e só sujeito, ontologicamente: gerando todos os processos, não é objeto de nenhum. No entanto, para nós, é objeto dos nossos pensamentos. Deus, que ontologicamente é puro sujeito, pode ser objeto do ponto de vista cognitivo. No outro extremo, um objeto inerte, como uma pedra, parece ser puro objeto, sem nada de sujeito. No entanto, é óbvio que ela está em algum lugar e emite aos objetos circundantes alguma informação sobre a sua presença, por exemplo, o peso com que ela repousa sobre outra pedra. Com uma imensa gradação de diferenciações, cada ente pode ser precisamente descrito nas suas respectivas funções de sujeito e objeto. Conhecer um ente é, em primeiro lugar, saber a diferenciação e a articulação dessas funções. Alguns exercícios para o leitor se aquecer antes de entrar no estudo da obra de Mário Ferreira: (1) Diferencie os aspectos e ocasiões em que um fantasma é sujeito e objeto. (2) E uma idéia abstrata, quando é sujeito, quando é objeto? (3) E um personagem de ficção, como Dom Quixote?
2. Campo da atualidade e virtualidade. Dado um ente qualquer, pode-se distinguir entre o que ele é efetivamente num certo momento e aquilo em que ele pode (ou não) se transformar no instante seguinte. Alguns entes abstratos, como por exemplo a liberdade ou a justiça, podem se transformar nos seus contrários. Mas um gato não pode se transformar num antigato.
3. Distinção entre as virtualidades (possibilidades reais) e as possibilidades não-reais, ou meramente hipotéticas. Toda possibilidade, uma vez logicamente enunciada, pode ser concebida como real ou irreal. Só podemos obter essa gradação pelo conhecimento dialético que temos das potências do objeto.
4. Intensidade e extensidade. Mário toma esses termos emprestados do físico alemão Wilhelm Ostwald (1853-1932), separando aquilo que só pode variar em diferença de estados, como por exemplo o sentimento de temor ou a plenitude de significados de uma palavra, e aquilo que se pode medir por meio de unidades homogêneas, como por exemplo linhas e volumes.
5. Intensidade e extensidade nas atualizações. Quando os entes passam por mudanças, elas podem ser tanto de natureza intensiva quanto extensiva. A descrição precisa das mudanças exige a articulação dos dois pontos de vista.
6. Campo das oposições no sujeito: razão e intuição. O estudo de qualquer ente sob os cinco primeiros aspectos não pode ser feito só com base no que se sabe deles, mas tem de levar em conta a modalidade do seu conhecimento, especialmente a distinção entre os elementos racionais e intuitivos que entram em jogo.
7. Campo das oposições da razão: conhecimento e desconhecimento. Se a razão fornece o conhecimento do geral e a intuição o do particular, em ambos os casos há uma seleção: conhecer é também desconhecer. Todos os dualismos da razão – concreto-abstrato, objetividade-subjetividade, finito-infinito, etc. – procedem da articulação entre conhecer e desconhecer. Não se conhece um objeto enquanto não se sabe o que tem de ser desconhecido para que ele se torne conhecido.
8. Campo das atualizações e virtualizações racionais. A razão opera sobre o trabalho da intuição, atualizando ou virtualizando, isto é, trazendo para o primeiro plano ou relegando para um plano de fundo os vários aspectos do objeto percebido. Toda análise crítica de conceitos abstratos supõe uma clara consciência do que aí foi atualizado e virtualizado.
9. Campo das oposições da intuição. A mesma separação do atual e do virtual já acontece no nível da intuição, que é espontaneamente seletiva. Se, por exemplo, olhamos esta revista como uma singularidade, fazemos abstração dos demais exemplares da mesma tiragem. Tal como a razão, a intuição conhece e desconhece.
10. Campo do variante e do invariante. Não há fato absolutamente novo nem absolutamente idêntico a seus antecessores. Distinguir os vários graus de novidade e repetição é o décimo e último procedimento da decadialética.
Mário complementa o método com a pentadialética, uma distinção de cinco planos diferentes nos quais um ente ou fato pode ser examinado: como unidade, como parte de um todo do qual é elemento, como capítulo de uma série, como peça de um sistema (ou estrutura de tensões) e como parte do universo.
Nos dez primeiros volumes da Enciclopédia, Mário aplica esses métodos à resolução de vários problemas filosóficos divididos segundo a distinção tradicional entre as disciplinas que compõem a filosofia – lógica, ontologia, teoria do conhecimento, etc. –, compondo assim a armadura geral com que, na segunda série, se aprofundará no estudo pormenorizado de determinados temas singulares.
Aconteceu que, na elaboração dessa segunda série, ele se deteve mais demoradamente no estudo dos números em Platão e Pitágoras, o que acabou por determinar o upgrade espetacular que marca a segunda metanóia do filósofo e os dez volumes finais da Enciclopédia, tal como expliquei na introdução à Sabedoria das Leis Eternas. O livro Pitágoras e o Tema do Número, um dos mais importantes do autor, dá testemunho da mutação. O que chamou a atenção de Mário foi que, na tradição pitagórico-platônica, os números não eram encarados como meras quantidades, no sentido em que são usados nas medições, mas sim como formas, isto é, articulações lógicas de relações possíveis. O que Pitágoras queria dizer com sua famosa afirmação de que “tudo são números” não é que todas as qualidades diferenciadoras podiam se reduzir a quantidades, mas que as quantidades mesmas eram por assim dizer qualitativas: cada uma delas expressava um certo tipo de articulação de tensões cujo conjunto formava um objeto. Mas, se de fato é assim, conclui Mário, a seqüência dos números inteiros não é apenas uma contagem, mas uma série ordenada de categorias lógicas. Contar é, mesmo inconscientemente, galgar os degraus de uma compreensão progressiva da estrutura do real. Vejamos, só para exemplificar, o que acontece no trânsito do número um ao número cinco. Todo e qualquer objeto é necessariamente uma unidade. Ens et unum convertuntur, “o ser e a unidade são a mesma coisa”, dirá Duns Scot. Ao mesmo tempo, porém, esse objeto conterá em si alguma dualidade essencial. Mesmo a unidade simples, ou Deus, não escapa ao dualismo gnoseológico do conhecido e do desconhecido, já que aquilo que Ele conhece de si mesmo é desconhecido por nós. Ao mesmo tempo, os dois aspectos da dualidade têm de estar ligados entre si, o que exige a presença de um terceiro elemento, a relação. Mas a relação, ao articular os dois aspectos anteriores, estabelece entre eles uma proporção, ou quaternidade. A quaternidade, considerada como forma diferenciada do ente cuja unidade abstrata captamos no princípio, é por sua vez uma quinta forma. E assim por diante.
A mera contagem exprime, sinteticamente, o conjunto das determinações internas e externas que compõem qualquer objeto material ou espiritual, atual ou possível, real ou irreal. Os números são portanto “leis” que expressam a estrutura da realidade. O próprio Mário confessa não saber se essa sua versão muito pessoal do pitagorismo coincide materialmente com a filosofia do Pitágoras histórico. Seja uma descoberta ou uma redescoberta, a filosofia de Mário descerra diante dos nossos olhos, de maneira diferenciada e meticulosamente acabada, um edifício doutrinal inteiro que, em Pitágoras – e mesmo em Platão – estava apenas embutido de maneira compacta e obscura. Ao mesmo tempo, em A Sabedoria dos Princípios e demais volumes finais da Enciclopédia, ele dá ao seu próprio projeto filosófico um alcance incomparavelmente maior do que se poderia prever até mesmo pela magistral Filosofia Concreta. A esta altura, aquilo que começara como conjunto de regras metodológicas se transmuta num sistema completo de metafísica, a mathesis megiste ou “ensinamento supremo”, ultrapassando de muito a ambição originária da Enciclopédia e elevando a obra de Mário Ferreira ao estatuto de uma das mais altas realizações do gênio filosófico de todos os tempos.
Não tenho a menor dúvida de que, quando passar a atual fase de degradação intelectual e moral do país e for possível pensar numa reconstrução, essa obra, mais que qualquer outra, deve tornar-se o alicerce de uma nova cultura brasileira. A obra, em si, não precisa disso: ela sobreviverá muito bem quando a mera recordação da existência de algo chamado “Brasil” tiver desaparecido. O que está em jogo não é o futuro de Mário Ferreira dos Santos: é o futuro de um país que a ele não deu nada, nem mesmo um reconhecimento da boca para fora, mas ao qual ele pode dar uma nova vida no espírito.

Notas:
[1] São Paulo, É-Realizações, 2001.

Bolsa Família: Lula contra Lula

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Segundo pesquisa, 87% conhecem Dilma, só 13,5% fazem questão de votar nela, e 34,4% não querem nem ouvir falar…

quinta-feira, 26 de novembro de 2009 | 18:40
Voltando à pesquisa CNT-Sensus, no que há de números lá, não de interpretação, há um dado curioso, que, obviamente, não foi explorado. Ao se investigar o limite de votos de cada candidato, com as alternativas “Único EM que votaria” (sugiro que o Sensus corrija a língua portuguesa do relatório e das fichas), “poderia votar”, “não votaria” e “não conhece”, obteve-se o seguinte resultado:
Único que votaria: Serra 16,5%, Dilma 13,5%, Ciro 10,6%, Aécio, 7,7% e Marina 5,7%;
Poderia votar: Serra 40,4%, Dilma 29,7%, Ciro 45,9%, Aécio 22,8% e Marina 17,8%;
Não votaria: Serra 27,7%, Dilma 34,4%, Ciro 25,3%, Aécio 22,8% e Marina 38,4;
Não conhece: Serra 6,2%, Dilma 13,0%, Ciro 9, 1, Aécio 29,6% e Marina 27,7%.
Comento
O resultado é, evidentemente, muito bom para Serra. E, se os números estiverem certos, também é bom para Ciro — logo, a tese de Zé Dirceu de que a pesquisa dá motivos para Ciro desistir é furada, claro. Mas eu continuo achando que ele não vai se candidatar. O centro da questão, no entanto, não está aí. Voltem lá aos números de Dilma em vermelho (homenagem singela). Se as coisas forem mesmo assim, quem tem de se preocupar é o PT.

Afinal, ela seria conhecida por 87% dois brasileiros, só 13,5% a tem convictamente como candidata, sendo rejeitada por 34,4%.
Não me parece que sejam números para soltar rojão. Mas os petistas soltam. Segundo entendi, bateu nervosismo foi no PSDB e no DEM…  Eu diria que estamos diante de um caso clássico de um partido que sabe administrar a rabeira e  de dois outros que não sabem o que fazer com a dianteira.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O debate sobre o PIB: estamos fazendo a conta errada

O debate sobre o PIB: estamos fazendo a conta errada


http://www.aguaonline.com.br/img.php?m=img2&e=ext2&id=2970Ladislau Dowbor.

PIB, como todos devem saber, é o produto interno bruto. Para o comum dos mortais que não fazem contas macroeconômicas, trata-se da diferença entre aparecerem novas oportunidades de emprego (PIB em alta) ou ameaças de desemprego (PIB em baixa). Para o governo, é a diferença entre ganhar uma eleição e perdê-la. Para os jornalistas, é uma ótima oportunidade para darem a impressão de entenderem do que se trata. Para os que se preocupam com a destruição do meio ambiente, é uma causa de desespero. Para o economista que assina o presente artigo, é uma oportunidade para desancar o que é uma contabilidade clamorosamente deformada.

Peguemos o exemplo de uma alternativa contábil, chamada FIB. Trata-se simplesmente de um jogo de siglas, Felicidade Interna Bruta. Tem gente que prefere felicidade interna líquida, questão de gosto. O essencial é que inúmeras pessoas no mundo, e técnicos de primeira linha nacional e internacional, estão cansados de ver o comportamento econômico ser calculado sem levar em conta – ou muito parcialmente – os interesses da população e a sustentabilidade ambiental. Como pode-se dizer que a economia vai bem, ainda que o povo vá mal? Então a economia serve para quê?

No Brasil a discussão entrou com força recentemente, em particular a partir do cálculo do IDH (Indicadores de Desenvolvimento Humano), que inclui, além do PIB, a avaliação da expectativa de vida (saúde) e do nível da educação. Mais recentemente, foram lançados dois livros básicos, Reconsiderar a riqueza, de Patrick Viveret, e Os novos indicadores de riqueza, de Jean-Gadrey e Jany-Catrice. Há inúmeras outras iniciativas em curso, que envolvem desde o Indicadores de Qualidade do Desenvolvimento do IPEA, até os sistemas integrados de indicadores de qualidade de vida nas cidades na linha do Nossa São Paulo. O movimento FIB é mais uma contribuição para a mudança em curso. O essencial para nós, é o fato que estamos refazendo as nossas contas.

As limitações do PIB aparecem facilmente através de exemplos. Um paradoxo levantado por Viveret, por exemplo, é que quando o navio petroleiro Exxon Valdez naufragou nas costas do Alaska, foi necessário contratar inúmeras empresas para limpar as costas, o que elevou fortemente o PIB da região. Como pode a destruição ambiental aumentar o PIB? Simplesmente porque o PIB calcula o volume de atividades econômicas, e não se são úteis ou nocivas. O PIB mede o fluxo dos meios, não o atingimento dos fins.

Na metodologia atual, a poluição aparece como sendo ótima para a economia, e o IBAMA vai aparecer como o vilão que a impede de avançar. As pessoas que jogam pneus e fogões velhos no rio Tieté, obrigando o Estado a contratar empresas para o desassoreamento da calha, contribuem para a produtividade do país. Isto é conta?

Mais importante ainda, é o fato do PIB não levar em conta a redução dos estoques de bens naturais do planeta. Quando um país explora o seu petróleo, isto é apresentado como eficiência econômica, pois aumenta o PIB. A expressão “produtores de petróleo” é interessante, pois nunca ninguém conseguiu produzir petróleo: é um estoque de bens naturais, e a sua extração, se der lugar a atividades importantes para a humanidade, é positiva, mas sempre devemos levar em conta que estamos reduzindo o estoque de bens naturais que entregaremos aos nossos filhos.

Todos sabemos que a saúde preventiva é muito mais produtiva, em termos de custo-benefício, do que a saúde curativa-hospitalar. Mas se nos colocarmos do ponto de vista de uma empresa com fins lucrativos, que vive de vender medicamentos ou de cobrar diárias nos hospitais, é natural que prevaleça a visão do aumento do PIB, e do aumento do lucro. É a diferença entre os serviços de saúde e a indústria da doença.

Na visão privatista, a falta de doentes significa falta de clientes. Nenhuma empresa dos gigantes chamados internacionalmente de “big pharma” investe seriamente em vacinas, e muito menos em vacinas de doenças de pobres. Ver este ângulo do problema é importante, pois nos faz perceber que a discussão não é inocente, e os que clamam pelo progresso identificado com o aumento do PIB querem, na realidade, maior dispêndio de meios, e não melhores resultados. Pois o PIB não mede resultados, mede o fluxo dos meios.

É igualmente importante levar em consideração que o trabalho das 450 mil voluntárias da Pastoral da Criança não é contabilizado como contribuição para o PIB. Para o senso comum, isto parece uma atividade que não é propriamente econômica, como se fosse um band-aid social. Os gestores da Pastoral, no entanto, já aprenderam a corrigir a contabilidade oficial. Contabilizam a redução do gasto com medicamentos, que se traduz em dinheiro economizado na família, e que é liberado para outros gastos. Nesta contabilidade corrigida, o não-gasto aparece como aumento da renda familiar. As noites bem dormidas quando as crianças estão bem representam qualidade de vida, coisa muitíssimo positiva, e que é afinal o objetivo de todos os nossos esforços. O fato da mãe ou do pai não perderem dias de trabalho pela doença dos filhos também ajuda a economia.

O Canadá, centrado na saúde pública e preventiva, gasta 3.000 dólares por pessoa em saúde, e está em primeiro lugar no mundo neste plano. Os Estados Unidos, com saúde curativa e dominantemente privada, gastam 6,5 mil, e estão longe atrás em termos de resultados. Mas ostentam orgulhosamente os 16% do PIB gastos em saúde, para mostrar quanto esforço fazem. Estamos medindo meios, esquecendo os resultados. Neste plano, quanto mais ineficientes os meios, maior o PIB.

Uma outra forma de aumentar o PIB é reduzir o acesso a bens gratuitos. Na Riviera de São Lourenço, perto de Santos, as pessoas não têm mais livre acesso à praia, a não ser através de uma séria de enfrentamentos constrangedores. O condomínio contribui muito para o PIB, pois as pessoas têm de gastar bastante para ter acesso ao que antes acessavam gratuitamente. Quando as praias são gratuitas, não aumentam o PIB. Hoje os painéis publicitários nos “oferecem” as maravilhosas praias e ondas da região, como se as tivessem produzido. A busca de se restringir a mobilidade, o espaço livre de passeio, o lazer gratuito oferecido pela natureza, gera o que hoje chamamos de “economia do pedágio”, de empresas que aumentam o PIB ao restringir o acesso aos bens. Temos uma vida mais pobre, e um PIB maior.

Este ponto é particularmente grave no caso do acesso ao conhecimento. Trata-se de uma área onde há excelentes estudos recentes, como A Era do Acesso, de Jeremy Rifkin; The Future of Ideas, de Lawrence Lessig; O imaterial, de André Gorz, ou ainda Wikinomics, de Don Tapscott.

Um grupo de pesquisadores da USP Leste, com Pablo Ortellado e outros professores, estudou o acesso dos estudantes aos livros acadêmicos: o volume de livros exigidos é proibitivo para o bolso dos estudantes (80% de famílias de até 5 salários mínimos), 30% dos títulos recomendados estão esgotados. Na era do conhecimento, as nossas universidades de linha de frente trabalham com xerox de capítulos isolados do conjunto da obra, autênticos ovnis científicos, quando o MIT, principal centro de pesquisas dos Estados Unidos, disponibiliza os cursos na íntegra gratuitamente online, no quadro do OpenCourseWare (OCW). Hoje, os copyrights incidem sobre as obras até 90 anos após a morte do autor. E se fala naturalmente em “direitos do autor”, quanto se trata na realidade de direitos das editoras, dos intermediários.

É impressionante investirmos por um lado imensos recursos públicos e privados na educação, e por outro lado empresas tentarem restringir o acesso aos textos. O objetivo, é assegurar lucro das editoras, aumentando o PIB, ou termos melhores resultados na formação, facilitando, e incentivando (em vez de cobrar) o aprendizado? Trata-se, aqui também, da economia do pedágio, de impedir a gratuidade que as novas tecnologias permitem (acesso online), a pretexto de proteger a remuneração dos produtores de conhecimento.[1]

Alternativas? Sem dúvida, e estão surgindo rapidamente. Não haverá o simples abandono do PIB, e sim a compreensão de que mede apenas um aspecto, muito limitado, que é o fluxo de uso de meios produtivos. Mede, de certa forma, a velocidade da máquina. Não mede para onde vamos, só nos diz que estamos indo depressa, ou devagar. Não responde aos problemas essenciais que queremos acompanhar: estamos produzindo o quê, com que custos, com que prejuízos (ou vantagens) ambientais, e para quem? Aumentarmos a velocidade sem saber para onde vamos não faz sentido. Contas incompletas são contas erradas.

Em vez de tentar impedir a aplicação de novas tecnologias, como aliás é o caso das empresss de celular que lutam contra o wi-fi urbano e a comunicação quase gratuita via skype, as empresas devem pensar em se reconverter, e prestar serviços úteis ao mercado.

Como trabalhar as alternativas? Há os livros mencionados acima, o meu preferido é o de Jean Gadrey, foi editado pelo Senac. E pode ser utilizado um estudo meu sobre o tema, intitulado Informação para a Cidadania e o Desenvolvimento Sustentável. Porque não haverá cidadania sem uma informação adequada. O PIB, tão indecentemente exibido na mídia, e nas doutas previsões dos consultores, merece ser colocado no seu papel de ator coadjuvante. O objetivo é vivermos melhor. A economia é apenas um meio. É o nosso avanço para uma vida melhor que deve ser medido.

Fonte: Site Crise e Oportunidade

http://criseoportunidade.wordpress.com
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Paciência da incompetência

24 de novembro de 2009 às 16:05

O dicionário Aurélio define paciência como a virtude que faz suportar com resignação à maldade, as injúrias e as importunações. Enfim é a capacidade de suportar incômodos e dificuldades de toda ordem, de qualquer hora ou em qualquer lugar.

Já incompetência o Aurélio define como a falta de competência, ausência de conhecimentos suficientes, inabilidade e ignorância.

Apesar de não ser abençoado com o dom da paciência, todos que me conhecem sabem disso, tenho plena consciência do valor e da importância que ela tem.

Mas em minha opinião tem limite, até o Dali Lhama teria dificuldade em manter-se paciente diante da incompetência explicita daquele funcionário fingindo não estar lhe vendo ou daquele atendendo com má vontade, parece que você é que depende dele e não ele de você que é o cliente. Ou de pessoas que insistem em fumar em lugares proibidos. Ou ainda do sujeito que se julga “muito esperto” furando a fila ou se dirigindo ao caixa reservado á idosos ou mesmo ao caixa rápido com o carrinho lotado de itens. Tolerar essas situações não é uma demonstração de paciência, e sim de submissão.

Submissão não tem relação alguma com paciência, mas com passividade. Quantas vezes confundimos passividade com paciência? Permitindo assim abusos e disseminação da incompetência alheia.

Todos somos incompetentes em alguma área, mas isso não nós dá o direito de ignorar o fato e martirizar as pessoas ao nosso redor.

Meu dilema é: Quanta paciência devemos ter com a incompetência alheia, ou mesma a nossa, antes de confrontá-la. Não estou promovendo a intransigência, mas o que fazer com aquela pessoa, ou nós, que mesmo depois de ser alertada “n” vezes sobre sua incompetência não toma atitude alguma sobre o fato.

Estou sem paciência com tantos profissionais e empresas medianas atuando no Brasil e no exterior.

Estou sem paciência com intervenção freqüente do Estado em mega-instituições como bancos, montadoras, estatais cabides de emprego que nem sei a função exata e tantas outras que sugam o sistema enquanto os verdadeiros empreendedores subsidiam estas ações através de uma carga tributaria injusta que limita o seu próprio crescimento.

Estou sem paciência de escutar as mesmas palavras, frases e lugares-comuns ditos pelos políticos, C.E.Os, diretores , atendentes de call centes , fornecedores , palestrantes e consultores técnicos vaidosos e prepotentes. Poucos dão explicações claras e sinceras sobre o mercado, clientes, recalls. A maioria enrola com palavras pomposas sem valor algum.

Estou sem paciência em assistir o mesmo apelo capitalista e sem criatividade das campanhas publicitárias que tem como alvo apenas o seu bolso. Das campanhas de marketing corporativas que seguem o ditado popular “que nada se cria, tudo se copia”, se resumem apenas a spans, folders coloridos e programas de fidelização que somente beneficiam a empresa, pois estão recheados de exceções.

Estou sem paciência com a conversa mole de vendedores incompetentes que não enxergam alem dos seus próprios umbigos e assim não conseguem identificar as necessidades do seu cliente que estão a um palmo do seu nariz. Que utilizam uma apresentação padrão dos seus produtos acreditando que irão convencer o cliente através dos shows pirotécnicos em seu datashow e notebook. De vendedores que não param de falar para ouvir.


Estou sem paciência com o excesso de informações dos produtos que informam tudo menos o que precisamos realmente saber. De empresas que acreditam que o sucesso passado garante o sucesso futuro e continuam com as mesmas praticas de gestão. As informações do passado apenas são importantes quando ajudam a entender o presente e transformar o futuro.

Estou sem paciência com a incompetência e falta de transparência da maioria dos gerentes que se comportam como “papagaios de pirata” da diretoria, não agregam nada em suas visitas á campo, alem de muitas vezes envergonhar a sua equipe, já que vivem prometendo o que não podem cumprir. Nas reuniões parecem ter prazer na cobrança que fazem onde todos estão errados menos ele.

Estou sem paciência com aqueles que não retornam as ligações, não respondem e-mails, são acometidos pela “síndrome da noiva”, pois sempre deixam os outros esperando, prometem o que não realizam e ainda assim vivem esperando que você os desculpe. Mas por outro lado quando fazem contato querem que estejamos inteiramente a sua disposição.

Estou sem paciência com celebridades e pseudo-celebridades que emitem opinião sobre assuntos que desconhecem realizando assim um desserviço social e educacional, pois infelizmente existem pessoas que acreditam nelas. Celebridades que mentem descaradamente quando anunciam produtos que não usam e nunca vão utilizar em troca de um polpudo cachê ou comissão.

Estou sem paciência com pessoas que tem marca de roupa, relógio, sapato, carro da moda e confundem isso com sucesso. Pessoas que tem dinheiro, mas não tem bom gosto. Acham-se bem sucedidas na área que atuam e por isso se julgam “donas da verdade”.

Estou sem paciência em fazer parte do grupo que está na moda e pensa que está na liderança freqüentado por uma orla de bajuladores profissionais que na sua frente falam uma coisa e pelas costas diz outra. Um grupo que representa quase o pensamento único onde às pessoas da “turma” só escolhem, citam e elogiam os que fazem parte ou têm algum vinculo com a mesma “turma”. Pessoas que não lêem e apenas repetem a opinião dos outros já que não possuem opinião própria ou não tem coragem de apresentar a sua.

Estou sem paciência com as coisas que escrevo. Preciso repensar o meu trabalho. Repito demais palavras e conceitos. Pelo menos, posso escrever o que desejo. Se eu estivesse ainda trabalhando numa corporação provavelmente estaria limitado aos jargões e idéias permitidas pelo contrato psicológico e teria de concordar com as muitas coisas inúteis, redundantes e ineficientes que existem ás quatro paredes de uma empresa.

Espero que você ainda não tenha perdido a paciência comigo, pois ainda tenho muitas outras coisas as quais estou sem paciência, mas talvez esta crônica se torne cansativa, por isso lhe convido para compartilhar conosco aquilo que deixa você SEM PACIENCIA atualmente, envie-nos sua contribuição para o endereço sucesso@projetosolemio.com.br para publicarmos uma lista com todas as situações em que ficamos sem paciência.



Aguardo sua contribuição.


Suce$$o


Roberto Recinella


http://www.administradores.com.br/artigos/paciencia_da_incompetencia/36074/ 

terça-feira, 24 de novembro de 2009

O socialismo, o islamismo e o inferno

Julio Severo

Atualmente, a ideologia politicamente correta (que é mais uma das muitas máscaras do socialismo) condena não os criminosos, mas os crimes. Quando um maometano entra num lugar, grita "Alá é grande" e mata com bomba ou arma de fogo muitas pessoas, os jornalistas PCs (politicamente corretos) se limitam a dizer que "uma bomba" matou várias pessoas… Ou que a violência matou várias pessoas… Ou então, de forma igualmente genérica, que o terrorismo matou várias pessoas…

Protegendo os islâmicos e tirando a proteção de cristãos

Aliás, o mesmo socialismo que condena os cristãos conservadores como "fundamentalistas" e "fanáticos", protege o islamismo chamando-o de "religião de paz" — enquanto seus adeptos persistentemente tiram a paz e a vida de centenas de milhares de pessoas inocentes todos os anos.

Essa proteção, em boa parte, é um efeito da luta de alguns judeus socialistas ocidentais, que conseguiram estabelecer leis de proteção às minorias. Essas leis são hoje usadas por ativistas homossexuais e islâmicos para proteger seus próprios interesses e impor sobre as sociedades ocidentais a ideologia homossexual e islâmica. Quem paga a conta de tudo isso são os cristãos, que acabam sofrendo pressões e opressões de grupos diametralmente opostos.

Em contraste, os cristãos são rotineiramente perseguidos em países islâmicos. Mas, por incrível que pareça, agora os maometanos exigem uma lei internacional contra a "islamofobia", pois eles dizem que o islamismo precisa ser protegido das pessoas que não gostam do terrorismo e de terroristas criados pela "religião da paz". Os maometanos, com o apoio dos socialistas, aprenderam a tirar proveito da paranóia ocidental contra a intolerância, preconceito e discriminação e estão conseguindo perseguir e oprimir cristãos e judeus em seu próprio território.

Em matéria de paranóia, a mente islâmica radical em nada deixa a desejar à mentalidade socialista.

Mahmoud Ahmadinejad, o presidente do Irã que nega o Holocausto e diz querer destruir Israel, tem um governo que não vê problema algum em torturar e matar homossexuais. Mas Ahmadinejad nunca foi incomodado pelos mesmos grupos socialistas de direitos humanos que rotineiramente acusam os cristãos de "crimes" contra os homossexuais. Esses "crimes" cristãos não se referem a atos de violência real, mas exclusivamente opiniões que refletem a condenação da Bíblia às práticas homossexuais. Essa é a realidade socialista: silêncio para com o que o Irã islâmico faz, e muitas mentiras covardes contra os cristãos.

A visita do presidente do Irã ao amigo Lula no Brasil

Por falar em Ahmadinejad, ele estará visitando o Brasil no final de novembro. Ele será recebido de braços abertos pelo amigo socialista Lula.

Ahmadinejad financia grupos terroristas contra Israel, porque desconhece e rejeita a aliança de Deus com Abraão, Isaque e Jacó. Lula mantém amizade com Ahmadinejad porque… Por que? Escolha você a razão:

Lula não se importa com a aliança de Deus com Abraão, Isaque e Jacó.

Lula não se importa com as violações de direitos humanos dos cristãos no Irã.

Lula não se importa com as violações de direitos humanos dos judeus no Irã.

Lula não se importa com a tortura e assassinatos de homossexuais no Irã.

Lula não se importa com o patrocínio iraniano aos grupos terroristas muçulmanos contra Israel.

Você poderia apresentar uma lista longa de problemas na Ditadura Islâmica do Irã, mas Lula não se importa. Os socialistas são assim: eles não se importam com Deus, com valores morais, com inferno e até com seus próprios amigos socialistas — a não ser que tenham grandes interesses pessoais envolvidos. Não há nada mais importante para um socialista ambicioso do que promover a glória de seu próprio umbigo.

Socialista Shimon Peres visita socialista Lula

Tentando talvez amenizar a visita de Ahmadinejad ao Brasil, o presidente de Israel, Shimon Peres, tomou a iniciativa de visitar o Brasil antes de Ahmadinejad, no dia 10 de novembro. Contudo, Lula também não se importa com o fato de que Peres tenha os mesmos sentimentos "democráticos" socialistas com relação ao aborto e o homossexualismo.

Apesar da afinidade ideológica, moral, política e ética com Peres, Lula prefere a amizade de Ahmadinejad, que tem posições opostas a Lula e a Peres nas questões do aborto e homossexualismo. Lula deixaria de abraçar Ahmadinejad só porque o camarada socialista Peres não se sente bem com o desejo de Ahmadinejad de destruir Israel? Por algum motivo, Lula vê em Ahmadinejad mais um meio de promover sua própria glória.

Por sua vez, Shimon Peres pouco se importa com o fato de que, em quase oito anos de governo e tendo visitado vários países islâmicos vizinhos de Israel, Lula nunca tenha tido a menor disposição de visitar Israel. Em resposta ao descaso óbvio de Lula para com Israel, Peres disse: "Ele tem sua agenda e suas prioridades. Não tenho que lhe dar lições. Nós o consideramos um amigo. Nós nos conhecemos há muito tempo. Começamos na mesma trilha socialista. Então posso dizer que lembro dele 'desde a infância'. Ele tem seu próprio jeito de priorizar as coisas".

A mente socialista anda de mãos dadas com a paranóia — seja no Brasil, nos EUA e até mesmo em Israel. A mente socialista não se importa com o mal quando o vê. Quando um homossexual estupra um menino de 6 anos, o jornalismo socialista vê apenas um genérico "estupro contra uma criança", sem trazer identificações específicas comprometedoras para o movimento homossexual. Quando um terrorista islâmico mata inocentes, o jornalismo socialista aplica a mesma medida, noticiando apenas "a bomba que matou várias pessoas", ou o "terrorismo que matou várias pessoas", deixando o islamismo radical totalmente isento e protegido.

De forma oposta, qualquer crime contra um homossexual vira oportunidade para lançar sobre os cristãos uma culpa específica e detalhada pelo crime, mesmo que nenhum cristão esteja envolvido e mesmo que as circunstâncias do crime indiquem possibilidade de violência entre os próprios homossexuais. Isso faz parte da paranóia socialista.

A paranóia da ideologia da diversidade e tolerância

Em países em que o socialismo domina em plenitude, os inimigos do sistema são eliminados por qualquer e todo motivo. Veja Cuba, Coréia do Norte, etc. Em países em que a população está gradativamente sendo condicionada a abraçar o socialismo, a sociedade é primeiramente levada à paranóia. É pura paranóia aprovar leis que condenam cristãos pelo crime fictício de "homofobia", pois os cristãos não têm uma tradição de matar homossexuais. Mas assim agem Obama e Lula.

Nos EUA, o Ministério de Segurança Nacional de Obama diz que um terrorista verdadeiro se destaca por algumas características especiais: ele pode ser alguém que se opõe ao aborto e ao homossexualismo. A adesão ao islamismo não pode ser classificada como característica de terrorismo, pois os maometanos são minoria e merecem proteção. Portanto, embora todos os terroristas que atacaram os EUA em 11 de setembro de 2001 fossem islâmicos, e embora todos os terroristas que atacam Israel sejam islâmicos, a ética socialista manda ignorar esse fato, assim como manda esconder no noticiário a palavra "homossexual" ou "homossexualismo" em todos os crimes violentos em que meninos foram vítimas de um homossexual.

Proteger a diversidade e a tolerância à perversão no Brasil, EUA e Europa enquanto apoiando o Irã e outros países islâmicos que detestam a diversidade e a tolerância é marca registrada da paranóia socialista. Os socialistas podem criticar, condenar e xingar Deus e seus seguidores, mas para eles a diversidade e a tolerância são sagradas — apenas no Brasil, EUA e Europa, e jamais no Irã, Cuba, Arábia Saudita, etc. Sei disso por experiência, pois meu blog já esteve na mira do Ministério Público Federal (MPF) por críticas ao homossexualismo e ao islamismo. Em março de 2008, quatro jornalistas islâmicos de São Paulo entraram com queixa no MPF pedindo o fechamento do meu blog por preconceito ao islamismo, porque denunciei terroristas islâmicos.

Direito de livre expressão de criticar o homossexualismo e o islamismo? Isso é conversa de capitalista!

Em julho de 2007, na mesma época em que meu blog foi fechado por alguns dias por causa de acusações e calúnias dos ativistas homossexuais, denunciei que o site homossexual ParouTudo havia publicado um artigo defendendo abertamente a pedofilia. (Veja o texto pedófilo aqui: http://juliosevero.blogspot.com/2007/07/pedofilia-e-homossexualismo.html) Eu pedi que as autoridades investigassem e se mobilizassem, mas hoje, mais de dois anos depois, absolutamente nada foi feito. Esse é o vale-tudo da diversidade e tolerância onde até a pedofilia defendida por homossexuais é beneficiada?

O site ParouTudo continua no ar, sem nenhum problema, mas paira sobre meu blog o risco de ser fechado pelo MPF. Não é vergonhoso o Blog Julio Severo ser alvo de ações do MPF enquanto ativistas homossexuais defendem a pedofilia bem debaixo do nariz da "justiça" literalmente cega? É ou não é paranóico tirar o direito de livre expressão do Blog Julio Severo e manter o direito de livre expressão de sites homossexuais que defendem abertamente a pedofilia?

Por isso, se você acha paranóico Lula abraçar Ahmadinejad (cujo governo odeia cristãos, Israel e homossexuais), isso é socialismo. Se você acha paranóico Obama mirar com exclusividade cristãos conservadores que se opõem ao aborto e ao homossexualismo e isentar terroristas cuja identificação comum é a "religião da paz", isso é socialismo. Se você acha paranóico Shimon Peres se humilhar diante de um Lula que se alia a Ahmadinejad, isso é socialismo.

O Israel moderno, dominado pelo socialismo, tem paradas gays e aborto legalizado. Mas com toda essa incrível afinidade ideológica, Lula prefere Ahmadinejad, que não permite nem aborto nem homossexualismo na ditadura islâmica do Irã. Por amor à sua própria glória, um socialista — seja ateu, católico, islâmico ou evangélico — poderia entregar a própria mãe e a própria pátria ao diabo.

Os judeus rebeldes de Israel no passado, cujo testemunho de apostasia se encontra no Antigo Testamento, faziam pouco caso do inferno, para onde acabaram indo. Hoje, mesmo conhecendo em menor ou maior grau esse testemunho, Lula, Obama e Shimon Peres igualmente fazem pouco caso do inferno e se prostram diante do mesmo socialismo que está vendendo suas nações aos enganos mortais da ideologia homossexual, abortista e islâmica.

Fonte: www.juliosevero.com

domingo, 22 de novembro de 2009

Teoria da relatividade resultou de dificuldade de aprendizagem

http://inconscientecoletivo.net/teoria-da-relatividade-resultou-de-dificuldade-de-aprendizagem/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+InconscienteColetivonet+%28Inconsciente+Coletivo.net%29

Pois é gente. Einstein acreditava que sua visão de mundo e realidade singulares era devido ao fato de ter tido um lento desenvolvimento na infância, o que fez com que tivesse menos “preconceitos” (ideias já estabelecidas) a respeito de assuntos que a maioria dos jovens pára de se ocupar quando chega à idade adulta. Assuntos como a questão do espaço e do tempo…
E pensar que tantas vezes os pais se preocupam por que o filho não se “desenvolve” no mesmo ritmo das outras crianças, como se isso automaticamente significasse um “problema” ou “defeito”… (interessante notar que, segundo a revista Forbes, por exemplo, mais de 80% dos milionários do mundo não tem sequer ensino superior… muitos não eram nem bons alunos na época do colégio. O que a vida mostra, frequentemente, é que os estudantes média baixa – os tais “alunos problema” – são aqueles que vão criar as empresas onde os estudantes de nota média e alta irão trabalhar… curioso, não?)
Lembram daquela época em que se uma criança começasse a escrever com a mão esquerda era logo reprimida e “reeducada” a escrever “direito”, ou seja, com a mão direita?
Essa obsessão com o ser “normal”, com o não se distanciar da “média”, da maioria, que resulta em tantos problemas na juventude e fase adulta. É como dizia Jung, “nascemos originais e morremos cópias“. Sinceramente, qual a graça de ser cópia? De ser mais um na multidão? De fazer o que todos fazem, somente por que todos estão fazendo??? A voz do povo NÃO é a voz de Deus. Nós nascemos para sermos originais.
Abaixo, colo uma foto que é a foto que mais gosto de Einstein (e uma das minhas preferidas de todas as fotos que já vi na minha vida). Fica como estímulo e inspiração para que você seja sempre você mesmo, não importa o quê
Einstein de bicicleta!!!
Nenhuma pessoa “normal” jamais faz, fez ou fará História gente. Vide Einstein… ;-)
+++
As noções clássicas de espaço e de tempo, intocáveis ao longo dos séculos, baseavam-se em conceitos de tempo e comprimento absolutos, isto é, o movimento não influenciava o tempo nem o comprimento linear dos objetos. A teoria da relatividade de Einstein surge como um novo estudo do espaço e do tempo, substituindo as noções ditas clássicas.
A criação da Relatividade
Durante sua permanência em Berna, Suiça, Einstein conheceu Michele Angelo Besso, engenheiro italiano, casado com Ana, cujo irmão, Paul Winteler, esposa mais tarde, Maja, irmã de Einstein. Além destas relações familiares, foi o trabalho conjunto de ambos, no Departamento de Patentes, que possibilitou a concretização de uma longa e profunda amizade, fácil de se comprovar pela correspondência que mantiveram no período de 1903 a 1955, e recentemente, publicada pela editora Hermann de Paris, em 1972.
Michele Besso, com quem Einstein gostava de trocar idéias, possuia profundos conhecimentos enciclopédicos em filosofia, sociologia, matemática e física. Segundo Einstein, Besso constituia o melhor banco de ensaio para as idéias novas em toda a Europa. Aliás, quando Einstein lhe expôs as suas idéias sobre a teoria da relatividade, Besso logo compreendeu a sua importância científica procurando atrair a atenção de Einstein para inúmeros outros pontos novos. Algumas dessas sugestões foram utilizadas, no desenvolvimento desta teoria, como consta nos primeiros artigos que Eintein publicou sobre a relatividade.
Numa das célebres reuniões de grupo de Berna, sugestivamente conhecido por Academia Olímpia, a irmã de Besso certa vez interrogou Einstein: “Porque Michele (Besso) não fez nenhuma descoberta importante em matemática?” Sorrindo, Einstein respondeu: “Isto é um bom sinal. Michele é um humanista, um espírito universal, muito interessado em diversos assuntos para se tornar um monomaníaco. Só os monomaníacos conseguem aquilo que denominamos de resultados.”
Besso que se encontrava próximo, forçou uma explicação mais minuciosa, ao que juntou Eintein: “Persisto em acreditar que você poderia ter provocado o surgimento de idéias de grande valor, no domínio científico, se tivesse se tornado bastante monomaníaco. Uma borboleta não é uma toupeira mas nenhuma borboleta deve se lamentar.”
Outra vez comentando sobre o aspecto revolucionário das suas teorias teria afirmado Eintein: “O que se aprende antes dos dezoito anos, acredita-se proveniente da experiência. Tudo o que aprendemos, mais tarde, tem muito de teoria e expeculações.”
Na realidade, em suas conversas com James Flanck, vamos encontrar as próprias explicações de como havia chegado a sua tão original concepção de tempo e espaço: “Pergunto, às vezes, como se fez que fui o único a desenvolver a teoria da relatividade?” Segundo afirmava Eintein, a razão e que todo adulto normal não se preocupa com os problemas propostos pela conceituação de espaço e tempo. Tudo o que precisamos saber além sobre este assunto imaginamos já do nosso conhecimento desde a infância. “Para mim, dizia Einstein, ao contrário, como me desenvolvi muito lentamente, somente comecei a propor tais questões sobre o espaço e o tempo, quando já havia crescido. Em consequência, pude penetrar mais profundamente no interior do problema, o que uma criança de desenvolvimento normal não teria feito”.
Esta surpreendente declaração contém uma valiosa crítica como um todo. Uma criança que se desenvolve normalmente, no processo educativo, assimila e ou aceita, como natural, um determinado número de conceitos e interpretações relativos ao que denominamos de realidade. Tal evolução educativa os tornam conformistas e submissos – o que os priva da possibilidade de questionar sobre os pressupostos, em geral implícitos, e sobre os quais se baseiam os conhecimentos a serem transmitidos.
Pode-se afirmar que o processo mental de inúmeras crianças e adolescentes repete, em determinado sentido, o desenvolvimento do pensamento humano em seu conjunto. Assim, as idéias sobre a realidade física uma vez aceitas são, imediatamente, substituídas por outros interesses mais específicos.
Depois destas considerações, é mais fácil deduzir como foi importante a monomania de Eintein, aliada a sua capacidade de olhar sempre o mundo sobre pontos de vista diferentes e novos. Aliás, estes parecem os grandes segredos dos pensadores e artistas que, não possuindo jamais uma firme convicção dos problemas fundamentais do mundo, os consideram ainda insolíveis.
Foi a dificuldade de aprendizagem (segundo afirmam na infância, deve ter tido muita dificuldade em aprender a falar) que permitiu que Eintein desenvolvesse a sua faculdade em adotar atitudes críticas, com relação aos problemas quase sempre aceitos como resolvidos.
Fonte: Colégio Web
As noções clássicas de espaço e de tempo, intocáveis ao longo dos séculos, baseavam-se em conceitos de tempo e comprimento absolutos, isto é, o movimento não influenciava o tempo nem o comprimento linear dos objetos. A teoria da relatividade de Einstein surge como um novo estudo do espaço e do tempo, substituindo as noções ditas clássicas.
A criação da Relatividade
Durante sua permanência em Berna, Suiça, Einstein conheceu Michele Angelo Besso, engenheiro italiano, casado com Ana, cujo irmão, Paul Winteler, esposa mais tarde, Maja, irmã de Einstein. Além destas relações familiares, foi o trabalho conjunto de ambos, no Departamento de Patentes, que possibilitou a concretização de uma longa e profunda amizade, fácil de se comprovar pela correspondência que mantiveram no período de 1903 a 1955, e recentemente, publicada pela editora Hermann de Paris, em 1972.
Michele Besso, com quem Einstein gostava de trocar idéias, possuia profundos conhecimentos enciclopédicos em filosofia, sociologia, matemática e física. Segundo Einstein, Besso constituia o melhor banco de ensaio para as idéias novas em toda a Europa. Aliás, quando Einstein lhe expôs as suas idéias sobre a teoria da relatividade, Besso logo compreendeu a sua importância científica procurando atrair a atenção de Einstein para inúmeros outros pontos novos. Algumas dessas sugestões foram utilizadas, no desenvolvimento desta teoria, como consta nos primeiros artigos que Eintein publicou sobre a relatividade.
Numa das célebres reuniões de grupo de Berna, sugestivamente conhecido por Academia Olímpia, a irmã de Besso certa vez interrogou Einstein: “Porque Michele (Besso) não fez nenhuma descoberta importante em matemática?” Sorrindo, Einstein respondeu: “Isto é um bom sinal. Michele é um humanista, um espírito universal, muito interessado em diversos assuntos para se tornar um monomaníaco. Só os monomaníacos conseguem aquilo que denominamos de resultados.”
Besso que se encontrava próximo, forçou uma explicação mais minuciosa, ao que juntou Eintein: “Persisto em acreditar que você poderia ter provocado o surgimento de idéias de grande valor, no domínio científico, se tivesse se tornado bastante monomaníaco. Uma borboleta não é uma toupeira mas nenhuma borboleta deve se lamentar.”
Outra vez comentando sobre o aspecto revolucionário das suas teorias teria afirmado Eintein: “O que se aprende antes dos dezoito anos, acredita-se proveniente da experiência. Tudo o que aprendemos, mais tarde, tem muito de teoria e expeculações.”
Na realidade, em suas conversas com James Flanck, vamos encontrar as próprias explicações de como havia chegado a sua tão original concepção de tempo e espaço: “Pergunto, às vezes, como se fez que fui o único a desenvolver a teoria da relatividade?” Segundo afirmava Eintein, a razão é que todo adulto normal não se preocupa com os problemas propostos pela conceituação de espaço e tempo. Tudo o que precisamos saber além sobre este assunto imaginamos já do nosso conhecimento desde a infância. “Para mim, dizia Einstein, ao contrário, como me desenvolvi muito lentamente, somente comecei a propor tais questões sobre o espaço e o tempo, quando já havia crescido. Em consequência, pude penetrar mais profundamente no interior do problema, o que uma criança de desenvolvimento normal não teria feito“.
Esta surpreendente declaração contém uma valiosa crítica como um todo. Uma criança que se desenvolve normalmente, no processo educativo, assimila e ou aceita, como natural, um determinado número de conceitos e interpretações relativos ao que denominamos de realidade. Tal evolução educativa os tornam conformistas e submissos – o que os priva da possibilidade de questionar sobre os pressupostos, em geral implícitos, e sobre os quais se baseiam os conhecimentos a serem transmitidos.
Pode-se afirmar que o processo mental de inúmeras crianças e adolescentes repete, em determinado sentido, o desenvolvimento do pensamento humano em seu conjunto. Assim, as idéias sobre a realidade física uma vez aceitas são, imediatamente, substituídas por outros interesses mais específicos.
Depois destas considerações, é mais fácil deduzir como foi importante a monomania de Eintein, aliada a sua capacidade de olhar sempre o mundo sobre pontos de vista diferentes e novos. Aliás, estes parecem os grandes segredos dos pensadores e artistas que, não possuindo jamais uma firme convicção dos problemas fundamentais do mundo, os consideram ainda insolíveis.
Foi a dificuldade de aprendizagem (segundo afirmam na infância, deve ter tido muita dificuldade em aprender a falar) que permitiu que Eintein desenvolvesse a sua faculdade em adotar atitudes críticas, com relação aos problemas quase sempre aceitos como resolvidos.
Fonte: Colégio Web/Terra

Tribunal Europeu de Direitos Humanos proíbe crucifixos nas escolas da Itália

Thaddeus M. Baklinski

ESTRASBURGO/ROMA, 3 de novembro de 2009 (Notícias Pró-Família) — O Tribunal Europeu de Direitos Humanos decidiu hoje que a exposição de crucifixos nas salas de aulas da Itália viola os direitos dos pais à educação laica para seus filhos.

O tribunal de Estrasburgo mostrou que, "A exibição compulsória de um símbolo de determinada religião em dependências usadas por autoridades públicas… restringe o direito dos pais de educar seus filhos em conformidade com suas convicções".

"A presença do crucifixo… poderia facilmente ser interpretada pelos alunos de todas as idades como um sinal religioso e eles poderiam sentir que estão sendo educados num ambiente escolar que leva a marca de determinada religião", disse o tribunal numa declaração, acrescentando que a presença de tais símbolos poderia ser "perturbante para alunos que praticam outras religiões ou que são ateus".

Os sete juízes que decidiram o caso acrescentaram que os crucifixos nas salas de aula também restringem "o direito de as crianças crerem ou não crerem", de acordo com a declaração citada pela agência noticiosa AFP.

O caso foi levado ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos por Soile Lautsi, mãe de dois filhos de Abano Terme, perto de Pádua. Ela alegou que seus filhos estavam sendo influenciados ao ter de freqüentar uma escola que tinha crucifixos em todas as salas.

Decidindo que isso contradiz a separação de Igreja e Estado na Itália, o tribunal a premiou com 5.000 euros (7.400) em danos.

O tribunal, porém, não ordenou que as autoridades italianas removessem os crucifixos, e o governo italiano disse que apelaria para a Grande Câmara do Tribunal Europeu de Direitos Humanos, de acordo com a agência noticiosa ANSA.

A decisão provocou revolta em toda a Itália, com líderes religiosos e políticos condenando a decisão usando palavras como "horrorosa", "repulsiva", "pagã" e "fraca".

"Essa é uma decisão nojenta", disse Rocco Buttiglione, ex-ministro da cultura.

"Temos de rejeitá-la firmemente. A Itália tem sua cultura, suas tradições e sua história. Aqueles que vêm para este país precisam compreender e aceitar esta cultura e esta história", disse ele.

Mariastella Gelmini, ministra da educação, disse que a decisão é "uma ofensa às nossas tradições".

"A presença de um crucifixo na sala de aula não significa adesão ao catolicismo romano, mas sim é um símbolo de nossa tradição", disse Gelmini para a agência noticiosa ANSA. Ela apontou para o fato de que, "A história da Itália é marcada por símbolos e se apagarmos os símbolos, apagamos parte de nós mesmos. Ninguém, e certamente não um tribunal europeu ideológico, terá sucesso em apagar nossa identidade".

"Não é eliminando as tradições de países individuais que uma Europa unida será construída", declarou Gelmini.

Mario Baccini, senador no governo do primeiro-ministro Silvio Berlusconi, disse que o Tribunal Europeu de Direitos Humanos "está à deriva no paganismo", enquanto Pierferdinando Casini do partido de oposição União dos Democratas Cristãos disse que a decisão mostra que as instituições da União Européia são "impotentes" em sua negligência de reconhecer as raízes cristãs da Europa.

O porta-voz do Vaticano, o Rev. Federico Lombardi, disse que queria ver a decisão e as razões por trás dela antes de comentar, ao passo que a Conferência dos Bispos da Itália disse que o veredicto é "parcial e ideológico" e "desperta tristeza e pasmo".

Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com

domingo, 15 de novembro de 2009

Sexo e socialismo

Sexo e socialismo

Jayme S. Sellards
Sei que isso é esquisito, e até um pouco vergonhoso, mas é hora. Isso mesmo: É hora de falarmos sobre sexo.
Primeiro, quero deixar claro que o sexo é simplesmente outra função física, e não há nada de importante por trás dele. Segundo, o amor não existe. Por isso, não se preocupe sobre esperar até achar a pessoa certa. Aliás, você deveria se envolver em sexo indiscriminado com qualquer pessoa que por acaso apareça no seu caminho. Resumindo: todo sexo é aceitável, em qualquer tempo, em qualquer idade, com qualquer um.
O que? Você ficou ofendido com o que acabei de dizer? Olha, tenho de ser sincero e confessar que essa conversa de sexo não é realmente de minha autoria original. Estou apenas parafraseando Karl Marx. O que é importante entender, porém, é que embora o que acabei de dizer pode parecer loucura para você, é a perspectiva socialista exata acerca do sexo. Entenda: a promiscuidade e os desvios sexuais desempenham um papel no estabelecimento de um sistema socialista de governo.
Quando ouvem a palavra “socialismo”, a maior parte das pessoas acha que é uma filosofia econômica. As pessoas comuns associam o termo com a destruição do capitalismo e o governo tomando o setor privado. Embora isso seja certamente verdade, há também um componente social correspondente que é muitas vezes ignorado. É, afinal de contas, chamado “social”-ismo.
Marx entendia que o capitalismo não se sustenta sozinho. A idéia do livre mercado foi inventada por países ocidentais com valores éticos judaico-cristãos. Assim, ele sabia que qualquer um interessado em destruir o capitalismo tem também de erradicar os alicerces fundamentais da sociedade que o sustentam.
O componente mais fundamental de todas as sociedades é a família. Na civilização ocidental, a família começa no casamento de um homem e uma mulher. Durante esse casamento, o marido é tradicionalmente o líder da família e o provedor de alimento, roupas e abrigo. A esposa cria um lar amoroso e cria os filhos.
Os laços entre marido e esposa são vistos como espirituais, emocionais e exclusivos. O sexo é a expressão máxima desses laços e, de forma importante, o casamento só é consagrado depois que o marido e a esposa tiveram sua experiência física íntima. Como tal, o sexo pré-conjugal é desencorajado na cultura ocidental, pois barateia e desvaloriza os laços entre marido e esposa e, consequentemente, o significado do casamento e família.
O socialismo não consegue funcionar sob o modelo de família da civilização ocidental. Sob um regime socialista, não pode haver família tradicional, pois o Estado é o líder e provedor de todos. Além disso, toda espiritualidade e emoção têm de ser reservadas exclusivamente para o Estado. Portanto, Marx sabia que a fim de que o socialismo tivesse êxito, ele tinha de achar um jeito de destruir a família.
O modo mais fácil de alcançar essa meta, ele descobriu, era incentivando todos os tipos de sexo. Se o sexo fosse comum e indivíduos solteiros tivessem relações com quantos parceiros quisessem, o sexo perderia todo o seu sentido espiritual e emocional. Assim, o casamento se tornaria irrelevante, e as famílias acabariam deixando de existir.
Com esse propósito, Marx aplicou sua filosofia econômica à sua perspectiva acerca do casamento. Exatamente como ele pregava que toda propriedade privada tinha de ser abolida, da mesma forma ele pregava que todos os relacionamentos privados tinham de ser abolidos. No “Manifesto Comunista”, Marx exigiu “mulheres abertas para todos”, o que significava que nenhuma mulher deveria ser sexualmente exclusiva para um só homem. Em vez disso, as mulheres tinham de se repartir com todos os homens, sem nenhum compromisso. Essa é a origem do movimento de “amor livre” popularizado na década de 1960.
Aliás, não é por acaso que o aumento de programas assistencialistas de linha socialista na década de 1960 tenha coincidido com o aumento do movimento de “amor livre”. Foi um golpe socialista duplo contra nossa cultura tradicional. A “liberação sexual” desvalorizaria o sentido do sexo e família, e o Estado interviria para preencher o vazio, substituindo o marido como líder e provedor.
Durante os 40 anos passados, testemunhamos o sucesso desse plano. Ano após ano, permitimos gradualmente que o governo ganhe mais e mais controle sobre nossas vidas. Ao mesmo tempo, estamos também gradualmente abandonando nossa moralidade sexual tradicional e estamos aceitando o sexo antes do casamento, a criação de filhos sem pais, o casamento gay e até mesmo a pornografia como tendência atual e normal.
À medida que lutamos e resistimos à radical agenda econômica da esquerda, não nos esqueçamos de lutar contra sua radical agenda social também. Compreenda, como compreende a esquerda, que as famílias tradicionais intactas não entregam seu sustento nas mãos do governo. As famílias mesmas se sustentam. 
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Fonte: WND

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Surpresa! PLC 122 é aprovado na Comissão de Assuntos Sociais do Senado

Enquanto a população está distraída com a novela da enquete do Senado, PLC 122/06 é levado à votação apressada, sem passar por pauta

Julio Severo
Hoje, dia 10 de novembro, foi dia de susto no Congresso Nacional. Foi repentinamente aprovado na Comissão de Assuntos Sociais do Senado o PLC 122/06, que estava programado para passar por mais duas audiências nessa comissão. Essas duas audiências agora são desnecessárias, pois a senadora petista Fátima Cleide conseguiu colocar o projeto para votação sem comunicar na pauta normal de votação de hoje.
Enquanto a bancada evangélica estava elaborando seus argumentos para os debates das audiências e enquanto o Brasil estava distraído com a enquete do Senado e suas desculpas, Fátima Cleide e seus aliados passaram a perna em todos.
O sistema automático do Senado, que avisa os assinantes das votações a se realizar, nada comunicou ao Brasil.
O esquema de Cleide foi tão ardiloso que até mesmo no Senado os opositores do PLC 122/06 não tinham a mínima consciência de que sua votação ocorreria hoje, descansando tranquilamente na idéia de que havendo mais duas audiências programadas, seria impossível uma votação repentina.
O PLC 122/06 que foi maliciosamente aprovado hoje contém modificações elaboradas juntamente com o Senado Marcelo Crivella, pois em sua forma anterior o projeto estava enfrentando mais dificuldades para avançar. A fim de facilitar seu avanço, a negociação com Crivella adicionou idosos, deficientes e até evangélicos ao projeto, que mesmo assim continua com sua carga explosiva de favorecimento ao homossexualismo e ameaça de perseguição ao direito de livre expressão contra a conduta homossexual.
Se o PLC 122/06 for totalmente aprovado no Congresso, pregações contra o homossexualismo cairão na categoria de “incitação à homofobia”, e mesmo sem nenhuma lei semelhante ao PLC 122/06, pastores e padres já estão sendo ameaçados no Brasil. O Pr. Ademir Kreutzfeld, da Igreja Luterana de Santa Catarina, recebeu uma intimação em 2007 apenas por se opor ao homossexualismo.
O PLC 122/06 seguirá agora para a Comissão de Direitos Humanos e, se a senadora petista prosseguir nas suas ações “honestas”, terça-feira próxima (17 de novembro) haverá mais uma votação surpresa. Mesmo com a população brasileira sendo 99% contra o homossexualismo e mesmo sendo normal que haja debates, é impossível predizer quantos truques na manga Fátima Cleide irá usar para vencer esses “obstáculos”.
Com a ajuda dela, os ativistas homossexuais estão dispostos a usar qualquer manobra para aprovar o PLC 122/06, inclusive adicionando idosos, deficientes e evangélicos e inclusive colocando-o para votação sem pauta e sem a participação democrática de parlamentares que poderiam votar contrariamente aos interesses dos que têm um único objetivo: impor goela abaixo da população a ideologia homossexual.
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Posted: 10 Nov 2009 08:13 AM PST

Enquete do Senado: Senado isenta-se de negligências culpando hackers

Imprensa esquerdista também acusa hackers usando como base a opinião do site homossexual ParouTudo, que publicou artigo defendendo pedofilia

Julio Severo
Em matéria intitulada “Hackers atacam enquete do Senado sobre lei contra discriminação de gays”, o Portal Imprensa diz: “Um resultado incomum em uma enquete do site do Senado Federal suscitou investigação do departamento de tecnologia da Casa nesta segunda-feira (9). Na última quarta-feira (4), foi aberta a votação referente a criação de uma lei que torna crime a discriminação homossexual. Em um hora e meia, a enquete obteve cerca de 250 mil votos”.
Embora não tenha dito que houve ataques de hackers de ambos os lados, o Portal Imprensa cita a opinião do “site ParouTudo, ligado às causas do movimento GLS em Brasília (DF)”. Na matéria, ParouTudo acusa que “a alternativa ‘não’ manteve absoluta liderança enquanto a questão esteve aberta à votação”.
Dois anos atrás, na mesma época em que meu blog foi fechado por alguns dias por causa de acusações e calúnias dos ativistas homossexuais, denunciei que o mesmo site ParouTudo havia publicado um artigo defendendo abertamente a pedofilia. (Veja o texto pedófilo aqui: http://juliosevero.blogspot.com/2007/07/pedofilia-e-homossexualismo.html) Eu pedi que as autoridades investigassem e se mobilizassem, mas hoje, mais de dois anos depois, absolutamente nada foi feito. Será que isso é o vale-tudo homossexual? A pedofilia só não é crime quando é defendida por homossexuais?
O site ParouTudo continua no ar, sem nenhum problema, mas paira sobre meu blog o risco de ser fechado pelo Ministério Público Federal. Esse é o Brasil de Lula, onde um site homossexual pró-pedofilia não enfrenta nenhum problema do MPF, enquanto meu blog que denuncia a pedofilia sofre acusações legais preconceituosas.
Com relação à enquete do Senado, se houve ataques de hackers, houve dos dois lados, mas duvido muito que o Senado e a imprensa se importassem se o ataque tivesse sido cometido apenas por hackers satisfazendo os caprichos pró-homossexualismo do governo.
E mesmo agora que o Senado invalidou as votações anteriores, a pergunta da enquete continua tendenciosa, Quando visitei a enquete ontem e hoje, havia problemas para votar e ver os resultados.
Suspeito que o Senado se sentiria mais tranqüilo se os brasileiros votassem em grande parte a favor do PLC 122 — o que é extremamente improvável, pois uma pesquisa realizada por um instituto ligado ao PT já comprovou que 99% dos brasileiros não aprovam o homossexualismo.
Receio que o Senado só ficará satisfeito quando hackers pró-homossexualismo inclinarem os resultados da enquete para dizer exatamente aquilo que o governo Lula quer ver. Aí as acusações e desculpas terminarão, e os resultados da enquete serão usados como evidência de que o povo brasileiro quer a aprovação de leis que punem as pessoas que têm opiniões contrárias ao homossexualismo.