sábado, 29 de outubro de 2011

Quem é filósofo e quem não é

Fonte?: http://www.olavodecarvalho.org/semana/090507dc.html

Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 7 de maio de 2009

À medida que se espalha a consciência da debacle total das nossas universidades públicas e privadas, cresce o número de brasileiros que, valentemente, buscam estudar em casa e adquirir por esforço próprio aquilo que já compraram de um governo ladrão – ou de ladrões empresários de ensino – e jamais receberam.

Quase dez anos atrás a Fundação Odebrecht – no mais, uma instituição admirável – me perguntou o que eu achava de uma campanha para cobrar do governo um ensino de melhor qualidade. Respondi que era inútil. De vigaristas nada se pede nem se exige. O melhor a fazer com o sistema de ensino era ignorá-lo. Se queriam prestar ao público um bom serviço, acrescentei, que tratassem de ajudar os autodidatas, aquela parcela heróica da nossa população que, de Machado de Assis a Mário Ferreira dos Santos, criou o melhor da nossa cultura superior. O meio de ajudá-los era colocar ao seu alcance os recursos essenciais para a auto-educação, que é, no fim das contas, a única educação que existe. Cheguei a conceber, para isso, uma coleção de livros e DVDs que davam, para cada domínio especializado do conhecimento, não só os elementos introdutórios indispensáveis, mas as fontes para o prosseguimento dos estudos até um nível que superava de muito o que qualquer universidade brasileira poderia não só oferecer, mas até mesmo imaginar.

Minha sugestão foi gentilmente engavetada, e, com ou sem campanha de cobrança, o ensino nacional continuou declinando até tornar-se aquilo que é hoje: abuso intelectual de menores, exploração da boa-fé popular, crime organizado ou desorganizado.

Na mesma medida, o número de cartas desesperadas que me chegam pedindo ajuda pedagógica multiplicou-se por dez, por cem e por mil, transcendendo minha capacidade de resposta, forçando-me a inventar coisas como o programa True Outspeak, o Seminário de Filosofia Online e outros projetos em andamento. E ainda não dou conta da demanda. As cartas continuam vindo, e o pedido que mais se repete é o de uma bibliografia filosófica essencial. É pedido impossível. O primeiro passo nessa ordem de estudos não é receber uma lista de livros, mas formá-la por iniciativa própria, na base de tentativa e erro, até que o estudante desenvolva uma espécie de instinto seletivo capaz de orientá-lo no labirinto das bibliotecas filosóficas. O que posso fazer, isto sim, é fornecer um critério básico para você aprender a discernir à primeira vista, entre os autores que falam em nome da filosofia, quais merecem atenção e quais seria melhor esquecer.

Tive a sorte de adquirir esse critério pelo exemplo vivo do meu professor, Pe. Stanislavs Ladusãns. Quando ele atacava um novo problema filosófico – novo para os alunos, não para ele –, a primeira coisa que fazia era analisá-lo segundo os métodos e pontos de vista dos filósofos que tinham tratado do assunto, em ordem cronológica, incorporando o espírito de cada um e falando como se fosse um discípulo fiel, sem contestar ou criticar nada. Feito isso com duas dúzias de filósofos, as contradições e dificuldades apareciam por si mesmas, sem a menor intenção polêmica. Em seguida ele colocava em ordem essas dificuldades, analisando cada uma e por fim articulando, com os elementos mais sólidos fornecidos pelos vários pensadores estudados, a solução que lhe parecia a melhor.

A coisa era uma delícia, para dizer o mínimo. Num relance, compreendíamos o sentido vivo daquilo que Aristóteles pretendera ao afirmar que o exame dialético tem de começar pelo recenseamento das “opiniões dos sábios” e tentar articular esse material como se fosse uma teoria única. Cada filósofo tem de pensar com as cabeças de seus antecessores, para poder compreender o status quaestionis – o estado em que a questão chegou a ele. Fora disso, toda discussão é puro abstratismo bocó, opinionismo gratuito, amadorismo presunçoso.

A conclusão imediata era a seguinte: a filosofia é uma tradição e a filosofia é uma técnica. Chega-se ao domíno da técnica pela absorção ativa da tradição e absorve-se a tradição praticando a técnica segundo as várias etapas do seu desenvolvimento histórico.

Note-se a imensa diferença que existe entre adquirir pura informação, por mais erudita que seja, sobre as idéias de um filósofo, e levá-las à prática fielmente, como se fossem nossas, no exame de problemas pelos quais sentimos um interesse genuíno e urgente. A primeira alternativa mata os filósofos e os enterra num sepulcro elegante. A segunda os revive e os incorpora à nossa consciência como se fossem papéis que representamos pessoalmente no grande teatro do conhecimento. É a diferença entre museologia e tradição. Num museu pode-se conservar muitas peças estranhas, relíquias de um passado incompreensível. Tradição vem do latim traditio, que significa “trazer”, “entregar”. Tradição significa tornar o passado presente através da revivescência das experiências interiores que lhe deram sentido. A tradição filosófica é a história das lutas pela claridade do conhecimento, mas como o conhecimento é intrinsecamente temporal e histórico, não se pode avançar nessa luta senão revivenciando as batalhas anteriores e trazendo-as para os conflitos da atualidade.

Muitas pessoas, levadas por um amor exagerado à sua independência de opiniões (como se qualquer porcaria saída das suas cabeças fosse um tesouro), têm medo de deixar-se influenciar pelos filósofos, e começam a discutir com eles desde a primeira linha, isto quando já não entram na leitura armadas de uma impenetrável carapaça de prevenções.

Com o Pe. Ladusãns aprendíamos que, no conjunto, as influências se melhoram umas às outras e até as más se tornam boas. Incorporadas à rede dialética, mesmo as cretinices filosóficas mais imperdoáveis em aparência acabam se revelando úteis, como erros naturais que a inteligência tem de percorrer se quer chegar a uma verdade densa, viva, e não apenas acertar a esmo generalidades vazias.

Algumas regras práticas decorrem dessas observações:

1. Quando você se defrontar com um filósofo, em pessoa ou por escrito, verifique se ele se sente à vontade para raciocinar junto com os filósofos do passado, mesmo aqueles dos quais “discorda”. A flexibilidade para incorporar mentalmente os capítulos anteriores da evolução filosófica é a marca do filósofo genuíno, herdeiro de Sócrates, Platão e Aristóteles. Quem não tem isso, mesmo que emita aqui e ali uma opinião valiosa, não é um membro do grêmio: é um amador, na melhor das hipóteses um palpiteiro de talento. Muitos se deixam aprisionar nesse estado atrofiado da inteligência por preguiça de estudar. Outros, porque na juventude aderiram a tal ou qual corrente de pensamento e se tornaram incapazes de absorver em profundidade todas as outras, até o ponto em que já nada podem compreender nem mesmo da sua própria. Uma dessas doenças, ou ambas, eis tudo o que você pode adquirir numa universidade brasileira.

2. Não estude filosofia por autores, mas por problemas. Escolha os problemas que verdadeiramente lhe interessam, que lhe parecem vitais para a sua orientação na vida, e vasculhe os dicionários e guias bibliográficos de filosofia em busca dos textos clássicos que trataram do assunto. A formulação do problema vai mudar muitas vezes no curso da pesquisa, mas isso é bom. Quando tiver selecionado uma quantidade razoável de textos pertinentes, leia-os em ordem cronológica, buscando reconstituir mentalmente a história das discussões a respeito. Se houver lacunas, volte à pesquisa e acrescente novos títulos à sua lista, até compor um desenvolvimento histórico suficientemente contínuo. Depois classifique as várias opiniões segundo seus pontos de concordância e discordância, procurando sempre averiguar onde uma discordância aparente esconde um acordo profundo quanto às categorias essenciais em discussão. Feito isso, monte tudo de novo, já não em ordem histórica, mas lógica, como se fosse uma hipótese filosófica única, ainda que insatisfatória e repleta de contradições internas. Então você estará equipado para examinar o problema tal como ele aparece na sua experiência pessoal e, confrontando-o com o legado da tradição, dar, se possível, sua própria contribuição original ao debate.

É assim que se faz, é assim que se estuda filosofia. O mais é amadorismo, beletrismo, propaganda política, vaidade organizada, exploração do consumidor ou gasto ilícito de verbas públicas.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Mídia Sem Máscara - Cuba dominada pelo comunismo: podridão, crime e infâmia

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Dinossauros: ciência ou ficção-científica?

Fonte: http://roberto-cavalcanti.blogspot.com

Dinossauros: ciência ou ficção-científica?

Devo frisar que a minha relutante posição em não acreditar na pré-existência de dinossauros não é de extrema firmeza. Eu não acredito na pré-existência desses bichos até que me provem o contrário. Tenho, porém, várias razões para crer que dinossauros nunca existiram. E julgo que as opiniões sobre a existência ou não de dinossauros baseiam-se muito mais em crenças do que em ciência, como passo agora a expor.
O Carbono 14: um teste sem qualquer precisão

A idade dos fósseis é calculada através do Carbono 14. Os trabalhos do Dr Louis Payen sobre Carbono 14 demonstraram que a contaminação por Carbono 12 dos esqueletos enterrados produz cifras excessivas para a idade calculada pelo Método do Carbono 14.

A idade dos fósseis é calculada através do Carbono 14. Os trabalhos do Dr Louis Payen sobre Carbono 14 demonstraram que a contaminação por Carbono 12 dos esqueletos enterrados produz cifras excessivas para a idade calculada pelo Método do Carbono 14.

O Dr Louis Payen primeiro descontaminou os ossos e depois aplicou-se o método do Carbono 14 a todos os esqueletos pré-históricos de altas idades da Califórnia (alguns eram datados com mais de 30 mil anos C-14). Porém,Payen percebeu que nenhum excedia a 4900 anos C-14!

Não é absurdo?

A Revista Isto É, do dia 15 de janeiro de 1992, publicou uma nota até cômica, sob o título: “O conto do pré-histórico”. Diz o texto: “O homem do gelo, um corpo descoberto em setembro do ano passado nas montanhas do Tirol e identificado como o mais antigo homem pré-histórico encontrado na Europa, pode ter sido um dos monumentais enganos da arqueologia em todos os tempos. Pré histórico nada. ‘O corpo é do meu pai que foi pescar ali no início dos anos 70, se perdeu e nunca mais voltou’, garantiu uma suíça em carta publicada na quinta-feira, 9, pelo diário La Suisse, de Genebra. A mulher, que não teve seu nome divulgado, reconheceu os traços de seu pai em fotografias e exigiu do governo austríaco a devolução do corpo – atualmente guardado na Universidade de Innsbruck – para sepultá-lo. Exames atribuíram ao corpo entre 4,6 e 8 mil anos”.

As fraudes em torno de dinossauros

São muitas as fraudes em torno de certos “fósseis” de dinossauros.

Por 116 anos essa fraude escapou ao escrutínio dos especialistas.

Uma das maiores fraudes da história da ciência foi o Archaeoraptor, o “dinossauro-pássaro”. O fóssil forjado enganou paleontólogos do mundo todo e expôs ao ridículo outra revista importante, a americana "National Geographic".

Este site reproduz uma verdadeira galeria de fraudes de bichos em torno da história. São fraudes a perder de vista.

Reportagem da National Geographic põe em dúvida a existência de um terço dos conhecidos dinossauros.

Muitos dos esqueletos dos dinossauros são esculpidos

1) Uma moderna iguana foi usada como modelo para o suposto dinossauro de 1868:

"The original reconstruction of Hadrosaurus foulkii featured a creature in a kangaroo stance--an animal that used its tail as a third leg. At the same time, while the excavated fossil was nearly complete, it lacked a skull. Because parts of its skeleton resembled those of an iguana, the skull of a modern iguana was used as a model for the skull created for the original display in 1868. That sculpted skull (above, right) is currently on display at the Academy of Natural Sciences in Philadelphia as a historical curiosity."

2) Certas cabeças de dinossauros foram esculpidas:

"The original reconstruction of Hadrosaurus foulkii featured a creature in a kangaroo stance--an animal that used its tail as a third leg. At the same time, while the excavated fossil was nearly complete, it lacked a skull. Because parts of its skeleton resembled those of an iguana, the skull of a modern iguana was used as a model for the skull created for the original display in 1868. That sculpted skull (above, right) is currently on display at the Academy of Natural Sciences in Philadelphia as a historical curiosity."

3) É possível fazer réplicas de dinossauros:

"The Nakasato Dinosaur Center is also in charge of making replicas (casts) of Mongolian dinosaur fossils which had been displayed in the special exhibition of Mongolian dinosaurs. Though the real fossils will be returned to where they originally belong to, their elaborate replicas will remain in Nakasato."

"Those replicas are made not only for display but also for research. They are to be used as reference specimens."

4) Muitas “espécimes” são, em realidade, “reconstruções” feitas por artistas

"Um desses paulistas pré-históricos era o Armadillosuchus arrudai, um crocodilomorfo com características de tatu, apresentado no começo deste mês no Museu do Meio Ambiente do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro. As reconstituições do esqueleto e do animal em vida foram resultado de mais de quatro anos de trabalho a partir dos fósseis originais. Ossos da cabeça, couraça e patas foram suficientes para deduzir coisas como tipo de alimentação, hábitos de caça e modo de locomoção do animal.

(...)

Ainda existem poucas imagens de animais do Cretáceo no Brasil. O processo de reconstituição dessa fauna é trabalhoso e demorado. Visite abaixo o zoológico virtual que montamos com algumas das reconstruções feitas por artistas e pesquisadores brasileiros das espécies que povoaram o país neste período.

(...)

Com essas informações, o artista, acompanhado de um paleontólogo, recria o animal inteiro ou parte dele. Em alguns casos mais recentes fez-se uma tomografia (a mesma usada em casos médicos) nos fósseis para conseguir uma imagem 3D mais exata. Mas geralmente o artista cria diretamente das informações do fóssil.

Se não há muita liberdade para interferir na estrutura do animal, detalhes como seu comportamento, a cena representada e até as cores da pele cabem ao artista. “Sempre tem espaço para o artista criar – se hoje existem lagartos azul cobalto, que brilham mais do que caneta marca-texto, por que não poderiam existir antes?”, diz Vasconcellos."

Enfim, chutes vendidos como “dogmas”.

Inconsistências lógicas em torno dos dinossauros

Cientistas costumam afirmar que poucos mamíferos teriam convivido com dinossauros. Outros discordam. Esta reportagem dá conta que os dinossauros eram caçados por mamíferos, já que um suposto fóssil de dinossauro foi encontrado no bucho de um mamífero. Mas se os dinossauros foram extintos, por que os mamíferos contemporâneos aos dinossauros não foram igualmente extintos? Este grupo de cientistas afirma que os mamíferos que deram origem aos atuais (!) conviveram com os dinossauros. Realmente, ninguém se entende!

Esta reportagem reproduz paradoxos na estrutura dinâmica dos bichos. Segundo ela, os ossos dos maiores dinossauros indicam que eles eram muito grandes para mover-se rapidamente sem se machucar. Entretanto, contrariamente a essa visão, é o fato que detalhadas reconstruções biomecânicas indicam que eles eram criaturas ágeis e ativas.

Caso os dinossauros tivessem existido e estivessem no topo da cadeia alimentar, logicamente haveria milhares de fósseis de dinossauros por ter havido assim milhões ou talvez bilhões de dinossauros. Entretanto, o número de dinossauros "achados" não é assim tão grande. Curioso é como este número começou a ser "descoberto" a partir do século XIX, logo no século do ateísmo! Por que será? Alguns argumentarão que foram por conta das perfurações de petróleo. Mas o petróleo já era conhecido pelo homem há centenas de anos. E certas "descobertas" não tiveram qualquer correlação com perfurações petrolíferas.

Esta reportagem, por fim, sugere um elo perdido entre répteis e aves (!)

As fantasiosas teorias de extinção dos dinossauros

Os primeiros “fósseis” de dinossauros oficialmente registrados foram descobertos nos primórdios do século XIX, ou seja, há cerca de dois séculos. Durante os últimos 150 anos surgiram cerca de 55 teorias sobre o seu desaparecimento como por exemplo a de uma epidemia generalizada pelo planeta ou como sugere um grupo de cientistas, a explosão de uma atividade vulcânica do Deccan Traps na Índia. A recente teoria de 1981 da extinção dos dinossauros por uma causa extraterrestre (impacto de um asteróide ou cometa) se tornou a mais popular, principalmente quando foi descoberta em 1991 uma cratera de cerca de 300 km na península de Yucatan, no Golfo do México.

Crenças religiosas?

A suposta pré-existência dos dinossauros é até mais simpática ao criacionismo do que ao evolucionismo, já que a teoria evolucionista parte do pressuposto que as espécies superiores evoluíram das inferiores. Não é, portanto, graças à aderência deste blogueiro ao criacionismo que ele põe em dúvida a pré-existência dos dinossauros, mas em razão das grosseiras mentiras que governam o mundo desde a Idade Moderna.

Enfim, até que me provem o contrário, acredito que dinossauros nunca existiram.

O Brasil de mentira das telenovelas

Fonte: https://www.midiaamais.com.br/brasil/6982-o-brasil-de-mentira-das-telenovelas

por Felipe Atxa em 16 de setembro de 2011


https://www.midiaamais.com.br/images/outros/novelas.jpg

Novelas brasileiras: retratando tudo, menos a realidade nacional

Se é fato que a dramaturgia de TV está para a dramaturgia audiovisual em geral assim como a lista de compras de supermercado está para a literatura, nada impede seus autores de querer “discutir” problemas sociais e aspectos observados da realidade. A crônica da telenovela é um recurso vivo, presente o tempo todo. Mas é impossível dramatizar a realidade social quando a mesma é substituída por um simulacro inspirado em ideologia e agenda da militância. O Brasil das novelas é outro.

Novelas são vistas por milhões no Brasil. Os temas propostos têm a capacidade de mobilizar discussões e obter relevância jornalística. Todos querem envolver-se nas “polêmicas” das novelas. Polêmica é uma discussão viva, embora muitas vezes formal e vazia. O sentido da vida certamente não é uma “questão polêmica” da maneira como esta é compreendida pela mídia. Polêmica é beijo gay e ménage à trois. No país das novelas, violência e corrupção do Estado – provavelmente os maiores flagelos brasileiros – são questões que simplesmente não existem. Ignorar é solucionar.

Problemas brasileiros, nas telenovelas, compreendem um território bastante restrito. Brasileiros em geral estão envolvidos em conflitos eternos de paternidade e adultério. Ninguém nunca sabe quem é filho de quem realmente. Todos podem ser parentes de todos. Casamentos são insatisfatórios por princípio. Violência urbana? Não existe além de meia dúzia de valentões querendo bater em homossexuais na orla da praia. Não há crimes em geral: invasões, assaltos, estupros, latrocínios. Bandidos? Só aqueles de desenho animado, que riem para a câmera após mais uma elucubração infalível. Desconhecidos entram e saem de casas alheias em clima de absoluta cordialidade. Nas novelas, há viciados em drogas, mas jamais traficantes. O comércio eventual de drogas está, necessariamente, ligado a mais vício e – provavelmente – disfunção familiar.

A cobiça brasileira resume-se ao arrivismo de melodrama e à ganância dos capitalistas. Banqueiros roubam e madames tratam os empregados como escravos. Representantes de minorias não têm defeitos mensuráveis: suas falhas de comportamento estão geralmente relacionadas a excessos virtuosos – amam demais ou fazem sexo como verdadeiros artistas. Sua ruína está, necessariamente, relacionada a sua incapacidade de lidar com as limitações dos outros. “Dão demais” e não são correspondidos.

Não há partidos políticos nas telenovelas, da mesma forma como não há sindicatos corruptos ou “favelas” (substituídas por “comunidades”). As exceções assustam e funcionam como notas dissonantes. Alertam quando alguma coisa está errada: é como se de repente um marciano aterrissasse numa ópera italiana.

O testemunho histórico oscila entre a alegoria e o pastelão. Militares e policiais são torturadores incorrigíveis em novelas ambientadas em qualquer época. E cristãos? Bem, eles praticamente não existem. Quando estão presentes, o fazem em seus formatos desfigurados: o “liberal consciente” e a “beata psicótica e hipócrita”. Não há nada de bom relacionado ao cristianismo. O padre da novela é “gente boa” não pela fé que deveria professar, mas sim porque dá abrigo a terroristas fugitivos, por exemplo, ou está posicionado em conflitos de terra. A mulher religiosa é uma traiçoeira reprimida sexual. Uma maluca com histeria freudiana.

Quer ver a “realidade brasileira” retratada na TV? Ignore as novelas. Esqueça os jornalísticos chapa branca, os canais de “News”, os “jornais nacionais” da vida, clippings coloridos elaborados por publicitários-funcionários-públicos. Concentre-se nos humorísticos e nos reality shows. O impasse da picardia brasileira está todo concentrado, presente e escancarado, em atrações como “Legendários” e “Pânico na TV”. A piscadela “isssperta”, a malícia juvenil, a obsessão por nádegas e fisiologia humana – todo um tratado de duplos sentidos. E não esqueça os big brothers e fazendas. A busca brasileira pela “verdade” está lá. Cinquenta câmeras e ninguém consegue compreender coisa alguma. Tudo gravado, exibido e reprisado, mas as “máscaras não caíram ainda”. Todos duvidam de todos. Quais serão vilões? Quais serão mocinhos? Reality shows brasileiros expressam magistralmente nossa incapacidade crônica de discernimento. Vigiados 24 horas por dia, os participantes ainda assim parecem dotar-se de mistério, de vacuidade. Eles não entendem a si mesmos, aos companheiros, e o público tem “dúvidas”. Espera por uma revelação que não chega. A verdade. A realidade, talvez? Melhor trocar de canal.

domingo, 9 de outubro de 2011

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Pesquisadores detectaram substâncias perigosas na água potável nas cidades brasileiras

Fonte: http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/7273/Pesquisadores-detectaram-substancias-perigosas-na-agua-potavel-nas-cidades-brasileiras

27.05.2009 - Atenção: tem café na sua água. Café e mais: resíduos de colesterol, hormônios sexuais, produtos industriais e uma infinidade de substâncias microscópicas que passam pelo sistema de tratamento das cidades brasileiras. Isso não quer dizer que a água seja imprópria para o consumo. Segundo todos os padrões internacionais de potabilidade, a água que chega às torneiras dos brasileiros é limpa e está pronta para beber. O problema é que, até hoje, a Organização Mundial de Saúde (OMS) não avaliou os riscos para a saúde desses resíduos.
O alerta sobre a presença desses compostos vem de cientistas no Brasil e no exterior e tem sido feito há cerca de dez anos. As companhias de saneamento, no entanto, afirmam que não podem fazer nada enquanto não existir uma legislação sobre o assunto. Essas empresas seguem recomendações do Ministério da Saúde, que, por sua vez, segue as orientações da Organização Mundial de Saúde.
Os pesquisadores da OMS ainda estão investigando o assunto. Segundo a assessoria de imprensa do órgão em Brasília, não existem informações sobre o tema no Brasil. Por enquanto nem ao menos se sabe se essas substâncias fazem ou não mal à saúde e em que concentrações poderia morar o perigo.
"Os cientistas começaram a pesquisar e a detectar pequenas quantidades de substâncias perigosas na água que sai da torneira, aquela que já passou por todo o sistema de tratamento e está pronta para o consumo da população”, explicou o chefe do departamento de desenvolvimento técnico e inovação da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Américo Sampaio, ao G1.
“Temos [esses] estudos, mas não temos um padrão”, afirma ele. “A água que entregamos na casa das pessoas obedece todos os padrões nacionais e internacionais de potabilidade. Ela é pronta para beber. Mas não temos ainda uma legislação sobre essas substâncias e sem ela não podemos fazer nada a respeito”, explica Sampaio.
Entenda
Toda vez que você toma uma medicação, parte dela é absorvida pelo seu organismo e parte é expelida, através da urina e das fezes. Isso não desaparece magicamente no ar. Vai até o sistema de esgoto, passa pelo tratamento e é liberado no ambiente. Depois, é capturado novamente pelo sistema de tratamento de água, passa por tudo e volta para a torneira da sua casa. Ou seja, parte (uma parte muito reduzida, é claro) do remédio para dor de cabeça que você tomou hoje pode voltar para sua torneira daqui alguns dias.
É preciso explicar que estamos falando de uma parte muito reduzida, mas muito reduzida mesmo, do remédio, café e afins. “Estamos falando de uma concentração muito pequena”, explica o professor Ivanildo Hespanhol, diretor do Centro Internacional de Referência em Reúso de Água (Cirra) da Universidade de São Paulo (USP). Mas não faz mal? Aí é que fica a interrogação.
É uma concentração muito pequena, mas que está aumentando ano a ano, graças ao crescimento da população brasileira. E enquanto a Organização Mundial de Saúde não tiver o que os cientistas chamam de “padrão de potabilidade de fármacos” – ou seja, uma definição do que seria considerada uma quantidade segura de remédios na água – as companhias não sabem como agir.
“Nós estamos em um nível de pesquisa muito inicial sobre isso, ainda restrito às universidades”, explica Daniel Cerqueira, analista de controle de qualidade da Companhia de Saneamento de Minas Gerais, a Copasa. “Que ocorre essa contaminação, ocorre. Mas ainda não sabemos nem mesmo qual a metodologia mais adequada para investigar esse problema”, explica.
Carlos Eduardo Pierin, gerente de controle de qualidade da Sanepar, a Companhia de Saneamento do Paraná, concorda. “Seguimos a portaria do Ministério da Saúde. Se a OMS ainda não se manifestou, não temos nem como saber onde procurar. Precisamos de mais estudos e para isso contamos com o apoio das universidades. É assim que a coisa funciona”, diz Pierin.
A companhia do Rio Grande do Sul, Corsan, diz que não tem dados sobre o assunto, mas que está se preparando para mudanças futuras na legislação. "Não estamos alheios à possibilidade de presença destes na água e seguimos nos equipando para, em breve, desenvolvermos tecnologia para efetuar estas determinações", afirma o engenheiro da empresa, Ivan Lautert Oliveira.
É o mesmo que afirma o diretor de tecnologia da Sabesp, Marcelo Salles. "A Sabesp acompanha os estudos da comunidade científica nacional e internacional e cumpre os padrões da OMS", declara. "A empresa aguarda o resultado dos estudos que estão em andamento."
Estudos
As universidades estão atrás dos dados que as companhias precisam. O professor Wilson Jardim, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), estuda a presença dessas substâncias tanto antes quanto depois do tratamento de água nas bacias que servem a cidade do interior paulista. Seu estudo encontrou resíduos de produtos industriais (dietilftalato, dibutilftalato e bisfenol A), de cafeína, de colesterol e de hormônios sexuais (estradiol, etinilestradiol e progesterona) na água tratada. O mesmo seria encontrado em outras cidades do país, acredita ele. “Fizemos o estudo em Campinas, porque estamos na Unicamp. Mas a mesma coisa poderia ser vista em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília ou qualquer outra cidade”, afirma Jardim. “O que você procurar, você acha”, diz o cientista.
A preocupação dos pesquisadores é maior quando falamos dos hormônios. Por exemplo, aqueles que existem em comprimidos anticoncepcionais, que são expelidos pelo organismo de mulheres e liberados na água todos os dias.
Por enquanto não se sabe se isso pode causar algum problema à saúde humana, mas os hormônios em excesso já estão alterando o desenvolvimento de espécies de plantas e animais nas represas. “Temos encontrado peixes e sapos hermafroditas nas represas de São Paulo e acreditamos que isso tenha a ver com o excesso de hormônio presente na água”, explica o professor Hespanhol, da USP.
Os hormônios que bebemos não são reconhecidos como “inimigos” pelo nosso organismo. Na verdade, ele acredita que as substâncias têm todo o direito de estarem ali. O excesso atrapalha o funcionamento de todo o corpo, podendo levar a problemas de fertilidade tanto em homens quanto em mulheres. Além disso, o excesso do hormônio feminino estrogênio, comum em muitos tratamentos médicos e contraceptivos, está ligado a um risco maior de desenvolvimento de alguns tipos de câncer, como o de mama.
Tratamento
Se a má notícia é que não se sabe o quanto é preciso baixar o nível desses fármacos, a boa é que quando se souber, já será possível retirá-los da água. De acordo com Sampaio, da Sabesp, o primeiro passo para reduzir essa contaminação é melhorar o tratamento de água e esgoto que já está em operação. O professor Wilson Jardim, concorda. “A curto prazo devemos atualizar a tecnologia das estações de tratamento para limpar da melhor maneira possível o esgoto bruto que recebemos, e, assim, reduzir ao máximo a presença dessas substâncias”, afirma o cientista.
O segundo é mais complexo e exige uma mudança “política”, para o pesquisador da Unicamp. “O Brasil precisa começar a tratar, de fato, o esgoto. Nosso saneamento básico é extremamente deficiente. Chega a ser vexatório o que se investe em saneamento no nosso país”, diz o pesquisador.
Ivanildo Hespanhol, da USP, tem uma proposta para modernizar o tratamento de água brasileiro. No Cirra, sua equipe desenvolve membranas que prometem melhorar a qualidade da água, com o mesmo custo e ocupando menos espaço. “Se a gente substituísse o sistema atual pelo de membranas, ele ocuparia uma área de um quarto da original. Isso é extremamente importante em grandes centros urbanos, que precisam de espaço”, explica o pesquisador.
Para retirar os hormônios, os remédios e outros compostos orgânicos da água, a saída seria o uso de carvão ativado. “Nós temos a tecnologia e as companhias de saneamento precisam começar a aplicar”, afirma Hespanhol.
Fósforo
Se os fármacos assustam na água tratada, na água não-tratada o inimigo é o fósforo. Essa substância é um contaminante importante que é liberado no sistema de esgoto pelas fezes humanas. Uma vez na água, ele age como um “supernutriente” para microorganismos e algas na água. Não é a toa que o fósforo é um dos componentes dos fertilizantes agrícolas. “Sol, calor, luz e fósforo é o paraíso das algas”, explica Américo Sampaio.
O que sobra após o tratamento do esgoto é liberado nas águas. Se ocorrer em excesso, as algas se multiplicam perigosamente, entupindo canos nas represas e, no caso das algas chamadas de “cianofíceas”, que são tóxicas, colocando em risco a saúde humana.
A lei brasileira exige que as companhias de saneamento monitorem o nível de fósforo em todas as suas represas e rios. Mas embora existam métodos para retirar essa substância da água, as companhias de saneamento do país não os utilizam. “O Brasil faz apenas as etapas primária e secundária de tratamento de esgoto, que retiram o lixo sólido e as partículas solúveis [respectivamente]. A etapa terciária, que elimina o fósforo, praticamente não existe”, explica Iara Chao, que trabalha na Sabesp e desenvolveu uma nova forma de retirar essa substância da água, em seu mestrado feito na Universidade de São Paulo.
Nessa nova técnica, a cientista usa o lodo que é acumulado e jogado fora após o tratamento de esgoto. Esse lodo é rico em sulfato de alumínio, que reage com o fósforo e permite que ele seja retirado. “É um resíduo que é liberado no meio ambiente e que pode ajudar a eliminar o fósforo nas represas. Com esse método, a gente resolve dois problemas: remove o fósforo e recicla o lodo”, afirma Chao.
Fonte: G1
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Lembrando...
EUA divulgam relatório de contaminação da água potável servida a milhões
07.01.2009 - A mais abrangente pesquisa já conduzida sobre a qualidade da água encontrou traços de uma série de medicamentos, produtos de cuidados pessoais, pesticidas e outros contaminantes presentes na água potável servida a milhões de norte-americanos. Nenhum dos compostos surge em níveis vistos como imediatamente prejudiciais à saúde humana. Mas os pesquisadores estavam surpresos ao encontrar traços generalizados de um pesticida usado em larga medida no cultivo de milho, cuja presença, em níveis mais elevados, já foi vinculada ao câncer e outros problemas de saúde.
Os pesquisadores da Southern Nevada Water Authority (SNWA), em Las Vegas, buscaram pela presença de 51 compostos, na água de 19 empresas de abastecimento que fornecem água potável a mais de 28 milhões de pessoas. Dos mais de 20 medicamentos e produtos químicos que constam da lista, a maioria dos que os pesquisadores detectaram apresentavam concentração inferior a um micrograma por litro na fonte de água, na água tratada e na torneira. As constatações do grupo foram publicadas em relatório pela Environmental Science & Technology.
O estudo inesperadamente revelou níveis relativamente altos do pesticida atrazine, suspeito de causar perturbações endócrinas e usado em todo o cinturão do milho, na região centro-oeste dos Estados Unidos. A União Européia proíbe o uso de atrazine. Os autores detectaram a presença de atrazine em águas distantes de terras agrícolas e até mesmo na fonte de água de uma usina localizada em uma das áreas mais áridas dos Estados Unidos, na qual o pesticida não está em uso.
A atrazine pode estar chegando à água via comida e bebida, sugerem os pesquisadores, já que muitos refrigerantes, por exemplo, contêm xarope de milho, o que ajuda o pesticida a se difundir pelo sistema de tratamento de água. No entanto, como outros contaminantes localizados pela equipe, os níveis eram muito inferiores ao máximo que a Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos considera perigosos. Para a atrazine, o limiar é de três microgramas por litro, e o maior valor registrado pelos pesquisadores foi de 930 nanogramas (0,93 micrograma) por litro.
A descoberta da atrazine sublinha que "existe mais contribuição (às cargas de contaminação) vinda dos produtos químicos industriais do que dos produtos farmacêuticos", disse Jorg Drewes, engenheiro ambiental da Escola de Mineração do Colorado, em Golden. Ele aponta para os resultados do estudo quanto a outros produtos que causam perturbação endócrina: bisfenol-A, nonilfenol e agentes clorados de retardamento de chamas.
"Eles podem estar escapando de plásticos de uso doméstico e até mesmo de encanamentos plásticos utilizados no processo de tratamento", afirmou Drewes.
Menores traços
Cientistas e autoridades regulatórias vêm rastreando a presença desses compostos há muitos anos. Mas a equipe envolvida no mais recente estudo também conseguiu detectar contaminantes em nível dos mais baixos já registrados, utilizando métodos analíticos que em geral ficam além do alcance da maioria dos laboratórios e empresas de água, disse Stuart Krasner, do Distrito Metropolitano de Água do Sul da Califórnia.
"À medida que os analistas químicos obtêm maior sensibilidade em suas técnicas, se tornarão capazes de ver coisas que antes pareciam não estar lá", diz Krasner. Agora, acrescenta, os pesquisadores precisam estabelecer que riscos existem para a saúde humana na exposição de longo prazo e baixa intensidade a esses contaminantes, bem como a misturas entre eles.
A pesquisa é parte de um projeto mais amplo da Fundação de Pesquisa Awwa, em Denver, Colorado, e deve ser divulgada ao público em 2009. O objetivo é ajudar as empresas de água a localizar substâncias que possam monitorar a fim de determinar se seus processos de tratamento estão funcionando. As empresas de água norte-americanas em geral usando oxidantes - cloro, ozônio ou ambos - para tratar a água.
"Não existem virtualmente quaisquer dados sobre o que acontece nos sistemas de distribuição de água", acrescenta Alexa Obolensky, do Departamento Municipal de Água de Filadélfia. O estudo "oferece os dados necessários e afere sua relevância toxicológica".
Estranhas abundâncias
A pesquisa da SNWA, afirma o co-autor Shane Snyder, constatou que, para os medicamentos, "volume de receita não se traduz em incidência". Por exemplo, a equipe detectou o medicamento de combate ao colesterol atorvastatin, que sob a marca Lipitor foi o remédio mais vendidos dos Estados Unidos em 2006 e 2007, apenas em fontes de água, e em somente três delas.
Mas o carbamazepine, um remédio de combate à epilepsia, que não faz parte da lista dos 200 medicamentos mais vendidos nos Estados Unidos, foi um dos produtos mais detectados nas fontes de água e também surgiu nas torneiras em diversas ocasiões. O medicamento é difícil de decompor e assim por ser mais persistente do que alguns outros compostos.
A equipe também encontrou hormônios de esteróides nas fontes de água, mas não na torneira. "É preciso estudar aquilo a que as pessoas estão expostas, e não o que existe no reservatório", ao avaliar riscos humanos, diz Snyder. O processo de limpeza por cloro decompõem os esteróides endógenos de hormônios em questão de segundos, ele acrescentou. E pelo menos um relatório sobre a presença de hormônios na água de torneira, em San Francisco, já foi comprovado como alarme falso.
Fonte: Terra noticias
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Nota de www.rainhamaria.com.br
Veneno na Torneira
Provavelmente você ficaria muito alarmado se lhe dissessem que, sem o seu conhecimento, administram regularmente medicamentos com uma substancia mais venenosa que o chumbo, que pode causar fragilidade óssea e câncer, entre uma serie de outras doenças e, que é o componente principal das drogas que alteram o cérebro. Isso é o que alguns médicos qualificados e conselheiros de saúde dizem que ocorre a milhões de pessoas no mundo inteiro. Que substância agressiva é essa? O flúor na água potável.
A maioria de nos conhece o flúor como preventivo das cáries. Por isso foi acrescentado à maioria dentifrícios, supostamente para reduzir as visitas ao dentista das crianças. Contudo, na historia do uso do flúor há um aspecto muito ameaçador.
Foi provado que o flúor pode endurecer a superfície dos dentes, porém, também trata-se de um elemento altamente tóxico relacionado com um grande número de doenças físicas e mentais. Estudos publicados recentemente demonstram que a metade do flúor (ácido hexafluorsilícico) que se acrescenta na água potável do Reino Unido pode produzir danos genéticos.
Desde a Segunda Guerra Mundial não se realizou nenhuma pesquisa sobre os efeitos potencialmente letais do flúor. Contudo vários cientistas, entre eles o Dr. Hans Moolenburg, um dos principais ativistas da campanha anti-flúor dos Países Baixos, estão convencidos de que em muitos países da Europa Ocidental se está reforçando um perigoso e sinistro esquema de medicação massificada que foi usado na Alemanha nazista.
Nos piores dias da Segunda Guerra Mundial, centenas de inocentes foram exterminados nos campos de concentração alemães. A morte por doenças, inanição e extrema brutalidade era algo cotidiano e isso era complementado com o emprego de drogas e produtos químicos. Os cientistas nazistas, desejando manter um clima de temor tinham encontrado um método simples de controlar o comportamento dos prisioneiros dos campos.
Jovens sobreviventes do campo de concentração de Auschwitz, esperando pela libertação. Os nazistas "ministraram" flúor na água dos campos de extermínio, que agiu como sedativo, apaziguando os prisioneiros. Apesar desse precedente, o uso da água fluorada ainda é promovido em diversos países. O flúor também é empregado como componente ativo de poderosos tranqüilizantes.
Descobriu-se que repetidas doses em quantidades muito pequenas de flúor afetam o cérebro, envenenando e narcotizando lentamente as pessoas e tornando-as submissas. Ansiosos em explorar o efeito do flúor, os comandantes dos campos alemães o acrescentaram ao abastecimento d'água.
Os efeitos da água fluorada impressionaram fortemente os serviços de inteligência. Consideraram que a água fluorada era o meio ideal para controlar as populações depois de seus países terem sido invadidos. Antecipando-se à vitória, a fábrica alemã de produtos químicos I. G. Farben, instalada em Frankfurt, foi a encarregada da produção massificada de flúor destinado aos campos de extermínio e a outros futuros usos possíveis.
No final da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos encarregaram Charles Eliot Perkins, um pesquisador especializado em química, patologia e fisiologia, de estudar a técnica de controle da mente de I. G. Farben. Em sua pesquisa na Alemanha, Perkins obteve várias conclusões assustadoras. Informou que "quando os nazistas, sob as ordens de Hitler, decidiram atacar a Polônia, ao estados maiores alemão e russo intercambiaram idéias, planos, cientistas e militares. Os russos adotaram o esquema de controle de massa através da medicação, porque adaptava-se perfeitamente aos seus planos de domínio do mundo..."
Perkins não envolveu a inteligência aliada nessa pesquisa sobre o controle mundial de mente dos russos, porem, uma investigação mais detalhada da I. G. Farben e suas relações industriais, revela algumas conexões suspeitas.
A I. G. Farben expandiu-se durante os anos vinte e estabeleceu laços através de Wall Street com a companhia de automóveis de Henry Ford, com a General Motors de J. P. Morgan e com a Standard Oil, propriedade da família Rockfeller.
Nos anos trinta, milhões de dólares foram investidos nesses acordos e a relação continuou durante a Segunda Guerra Mundial. É interessante observar que nenhuma das fábricas e edifícios da I. G. Farben foram bombardeados, sabotados ou danificados pelos aliados durante a guerra. O pesquisador Ian E. Stephens disse que os comandantes das missões de bombardeio tinham instruções, procedentes provavelmente dos altos escalões do governo dos Estados Unidos, para evitarem esses edifícios. Porém, por qual motivo?
Desde a depressão dos anos vinte, as organizações como a fundação Rockefeller e a família Ford tinham incentivado publicamente as políticas de controle de população a longo prazo. Também sabe-se que certo numero de pessoas influentes do comércio e da industria tinham investido grandes somas de dinheiro nos projetos da I. G. Farben antes e durante a guerra. Entre elas a família Mellon.
Essa família fundou a Mellon Institute em 1913 como uma organização independente para patrocinar avanços na ciência e na industria. O instituto também participou da "descoberta" do flúor como "um maravilhoso preventivo das cáries dentárias".
A família Mellon também fundou a Aluminium Company of America (ALCOOA). O flúor é um subproduto altamente tóxico da fabricação do alumínio e a ALCOOA foi processada com freqüência por envenenar gado, colheitas e correntes de água. As medidas de segurança eram caras. Por tanto, o que se podia fazer para eliminar esses custos e, talvez, até tornar os materiais residuais rentáveis?
Segundo o Pesquisador de Flúor Ian E. Stephen, a primeira ministra Thatcher triplicou o orçamento para o tratamento da água com flúor da Irlanda do Norte em meados dos anos oitenta. Stephen suspeita que isso não foi motivado por uma preocupação com a saúde dentária e sim, por uma tentativa de pacificar a região.
A ALCOOA e outras indústrias produtoras de flúor financiaram a pesquisa que parecia indicar que pequenas quantidades desse elemento não eram perigosas para os seres humanos. Inclusive a pesquisa sugeria que o flúor protegia contra as cáries dentárias. Os incentivadores concentraram-se no que eles viam como vantagens para a saúde, ignorando por completo os desconhecidos e adversos efeitos cumulativos dessa substância tão tóxica.
Os cientistas que trabalham para a American Dental Association ( ADA) sob o patrocínio da ALCOOA continuaram promovendo o flúor, apesar do uso que os fizeram dele. Ainda que dezenas de cientistas e organizações de pressão questionassem as manifestações do grupo partidário do flúor, a opinião pública aceitou rapidamente as supostas qualidades do novo protetor dental.
Diante da inquietação de muitos cientistas que questionaram os seus benefícios para a saúde, a ADA lançou uma campanha promovendo o uso do flúor. A aprovação do United Stades Public Health Service ( USPHS ) reforçou a confiança na nova "droga maravilhosa" e, em meados dos anos quarenta, várias cidades dos Estados Unidos começaram a adicionar o flúor em seus abastecimentos de água. Os propagandistas obtiveram "aprovações" de instituições que recebiam protestos aos quais não davam resposta e foi dado sinal verde para uma campanha a favor do uso do flúor em escala nacional.
Desde o final dos anos cinqüenta, o USPHS canalizou milhos de dólares dos contribuintes dos EUA para promovem o uso do flúor em outros países e muitas nações aderiram ao projeto. Porém, a maioria dos países europeus deixaram-no de lado e outros que tentaram implantá-lo, logo o abandonaram devido aos seus efeitos adversos contra a saúde e à sua ineficácia geral.
A crença comum é a de que o tratamento com flúor é efetivo por toda a vida, porém, pesquisas demonstram que a sua proteção desaparece antes da pessoa completar 20 anos. De fato, muitos especialistas afirmam que não existem provas de que o flúor seja benéfico para o dentes.
Causando grande perturbação no US National Institute of Dental Research (NIDR), as análises independentes de um relatório do próprio NIDR de 1988 sobre o dados odontológicos de 39.107 crianças dos Estados Unidos, demonstraram que praticamente não havia nenhuma diferença no número de cáries entre as crianças que viviam em regiões onde esse tratamento não era aplicado.
A pesquisa sobre os outros usos do flúor é reveladora. Os tranqüilizantes, que vão desde os sedativos suaves prescritos para a depressão, até os poderosos medicamentos que alteram a mente, transformaram-se em uma indústria multimilionária.
Mais de 60 tranqüilizantes do mercado contêm flúor, aumentando profundamente a potência dos outros componentes desses medicamentos. O acréscimo de flúor no tranqüilizante Diazepam (Valium) produz um tranqüilizante mais forte, o Rohypnol. Ambos são fabricados pela Roche Products, uma filial da I.G.Farben, juntos com outros medicamentos semelhantes. O potente tranqüilizante fluorado Stelazine é empregado profusamente em asilos e instituições para doentes mentais em todo o mundo.
À medida que revela-se mais informação sobre o acréscimo de flúor na água a ansiedade do público aumenta. Seus defensores dedicam centenas de estudos que provam a efetividade do flúor na prevenção contra as cáries dentárias, porem, a união de cientistas profissionais da US Environmental Protection Agency indicam a existência de encobrimentos deliberados dos graves riscos para as populações assim como a difamação e até a demissão dos cientista que se atrevem a falar da verdade.
Para a maioria dos dentistas, o uso do flúor é um "medicamento maravilhoso" que oferece resistência a má higiene bucal e aos problemas de dieta. Para outros, trata-se de um método desleal e cínico para modificar nosso comportamento e de um meio que permite a industria rentabilizar um perigoso produto residual. Muitos encaram o uso do flúor nos abastecimentos de água como um medicamento massificado forçado. A negação dos riscos para a saúde por parte dos organismos oficiais fazem com que alguns pensem que o uso do flúor serve como uma forma de controle social. Apontam a história do uso do flúor e seus vínculos documentados como sendo, talvez, um dos mais perversos regimes desse século.
TESTEMUNHA
Dennis Edmonson usou o medicamento "Exspansyl spansule" entre 1970 e 1976, para combater a asma provocada por sua exposição a produtos químicos clorados quando trabalhou no King's Royal Rifles, durante a segunda guerra mundial. O Exspansyl contem stelazine, um componente fluorado com grandes efeitos tranqüilizantes. Perguntaram-lhe como sua vida foi afetada com o uso desse produto:
"Terrivelmente. O flúor em minha medicação aumentou sua potência em 25 vezes e, diariamente, tomei equivalente a 100 miligramas de flúor durante seis anos. Posteriormente foi diagnosticado que eu sofria de hipondilose, osteoporose, cifose, escoliose, espondilosem astefilose, coração grande, candidiase, glaucoma, em um dos olhos e próstata calcificada. Também fiquei impotente sexualmente desde que comecei a tomar a medicação em 1970 e tive que abandonar meu trabalho como jardineiro em 1980 devido às dores na coluna e nas articulações."
Quais foram as medidas oficias que o senhor tomou para esse problema ao conhecimento do publico?
"Estive em luta com a junta de pensões da guerra desde 1977, alegando que minha situação era resultado do medicamento que me havia sido prescrito. Até agora concederam-me um acréscimo de 10% na minha pensão por minha invalidez provocada pela candidiase e pelo glaucoma. Também estou exigindo uma indenização da companhia farmacêutica. Porem, além da minha penosa situação, perdi aproximadamente 7,5cm de altura. Como poderei remediar isso?
DESAFIANDO O PARLAMENTO
Peter Robinson
Apesar da generalizada oposição. Em 1973, estabeleceram-se na Irlanda do Norte dois programas de uso do flúor, porem, não foi guardado nenhum relatório de suas avaliações. O ministério de saúde admitiu que "não havia sido realizadas nenhuma pesquisa definitiva para avaliar os benefícios de cada um dos programas de uso do flúor aplicadas na Irlanda do Norte".
Com a ajuda da National Pure Water Association. Pediram ao deputado Peter Robinson que questionasse o Parlamento sobre o acréscimo de flúor na água da Irlanda do Norte. O deputado fez as seguintes perguntas: A câmara sabe que não há nenhuma pesquisa que prove a efetividade e a inoculidade do uso do flúor na água? A câmara sabe que existe um relatório que prova a periculosidade e a ineficácia da água fluorada? Até agora não se recebeu nenhuma resposta.
RECONHECIMENTO OFICIAL
Em novembro de 1996, Kevin Isaacs, de dez anos, obteve um indenização de 1.000 libras do fabricante de dentifrícios Colgate-Palmolive.
Foi diagnosticado fluorose dental em Kevin, um sinal evidente de uma superexposição ao flúor. Os dentes fluoríticos ficaram "furados" e manchados e podem cariar-se além de ficarem quebradiços. Durante os últimos cinco anos, mais de trezentas famílias processaram os fabricantes de produtos fluorados.
Apesar das angustiantes provas, a British Medical Association (BMA) mostra-se inflexível em relação a idéia de que a adição de flúor na água e nos produtos dentários não é nociva. A BMA também pressiona o governo para que convença mais companhias de água do Reino Unido a acrescentar o flúor em seus abastecimentos. Essa política contrasta com a polêmica entre os médicos, que continuam divididos sobre os benefícios do uso do flúor na água potável.
REALIDADES DO FLÚOR
· O flúor é mais tóxico que o chumbo, cuja quantidade na água potável não deve superar 0,5 partes por milhão (ppm). O nível do flúor na água potável costuma ser da ordem de 1,5 ppm.
· Em um relatório da Universidade da Flórida é dito: "Uma solução de 0,45 ppm de fluoreto de sódio é suficiente para fazer com que as reações sensoriais e mentais fiquem mais lentas".
· Na Sicília foi achada uma relação entre as regiões de alta concentração de flúor na água com a ocorrência graves doenças dentárias.
· No Reino Unido, aproximadamente 5,5 milhões de pessoas bebem água fluorada artificialmente.
· A US Food and Drug Admistration considera que o flúor é um medicamento não aprovado, para o qual não existem provas de inocuidade e de efetividade. Não o consideram como um nutriente essencial nas dietas.
Artigo enviado pelo amigo Everton Souza

True Outspeak - 5 de outubro de 2011

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Menino de 11 anos, adotado por “casal” de lésbicas, começa tratamento para mudança de sexo

Menino de 11 anos, adotado por “casal” de lésbicas, começa tratamento para mudança de sexo

Sobre o cérebro da maioria dos ateus

Fonte: http://www.midiasemmascara.org/artigos/cultura/12462-sobre-o-cerebro-da-maioria-dos-ateus.html

ESCRITO POR MATTHEW CULLINAN HOFFMAN | 04 OUTUBRO 2011
ARTIGOS - CULTURA

Se a biologia evolucionária explica a convicção do homem em Deus, como é que explicamos o ateísmo dos autores?

As fileiras de ateus famosos respeitados pelos grandes meios de comunicação estão agora recebendo a companhia de um psiquiatra e uma jornalista que conjuntamente escreveram o livro “Why We Believe in God(s): A Concise Guide to the Science of Faith” (Por que Cremos em Deus[es]: Um Guia Conciso para a Ciência da Fé). Os dois autores afirmam, em resumo, que Deus não é nada mais do que uma invenção de nossas imaginações biologicamente determinadas.

Num recente artigo sobre o livro, J. Anderson Thomson, psiquiatra da Universidade da Virginia, e a “escritora médica” Clare Aukofer repetem chavões estragados do repertório do ateísmo alemão do século XIX, vestidos elegantemente como “ciência” moderna. Eles começam citando a letra oca de “Imagine” de John Lennon, em que ele afirma que o paraíso socialista que ele visualiza traria “paz” “sem nenhum céu… sem nenhum inferno abaixo de nós… e também sem nenhuma religião”.

“Sem nenhuma religião”, os autores escrevem com entusiasmo. “O que será que Lennon estava querendo que imaginássemos? Para começar, um mundo sem mensageiros ‘divinos’, como Osama bin Laden, que vivia produzindo violência. Um mundo onde erros, como a perda evitável de vida no furação Katrina, seriam retificados em vez de atribuídos à ‘vontade de Deus’. Onde políticos não mais competem para provar quem acredita mais fortemente no irracional e indefensável. Onde o raciocínio crítico é um ideal. Em resumo, um mundo que faz sentido”.

Como fazemos “sentido” de um mundo que nada mais é do que as agitações cegas da matéria, sem nenhum propósito decisivo, está além de minha compreensão, e é de surpreender que os autores não tivessem lidado com isso. Mas certamente essa dupla poderia propor mais do que as acusações surradas de “violência” que os ateus sempre apontam para a religião. Os ateus sempre parecem se esquecer de que os governos mais cruéis e violentos da História, tais como o da China de Mao e da Rússia de Stálin, foram inspirados por e dirigidos por ateus.

O governo ateísta da China continua a impor assassinatos em massa em seu povo por meio de sua coerciva “política de um filho só”, a qual agora resultou em centenas de milhões de mortes por meio do aborto. Mas quem está fazendo a contagem? Certamente, não os ateus, que têm a improbabilidade até mesmo de reconhecer o valor humano dos bebês em gestação.

Aqueles que defendem o teísmo num sentido geral não afirmam que é uma condição suficiente para uma vida integra. As grandes religiões mundiais nem sempre conduzem à verdade, e os erros que estragam algumas delas têm provocado real sofrimento para a humanidade. Mas negar a existência de Deus, que é a única base concebível para uma moralidade objetiva, é mal a resposta. Se os seres humanos não são nada mais do que uma configuração de átomos sem nenhum propósito decisivo, o conceito de certo e errado fica sem sentido. Certamente até mesmo um psiquiatra pode ver isso, e talvez até mesmo uma jornalista.

Os autores esperam que esqueçamos que a religião produziu muito, ou até mesmo, grande parte da arte e arquitetura de que a humanidade tanto gosta, bem como o moderno sistema educacional? Eles pensam que uma fenda mesquinha acerca de Osama Bin Laden servirá para descartar as vastas obras de caridade, desde hospitais e abrigos para gente sem moradia até imensas agências internacionais de assistência, que foram inspiradas em crenças religiosas? Certamente Thompson e Aukofer podem fazer mais do que ignorar em silêncio esses fatos imponentes, como se ignorá-los os fizesse desaparecer.

Os autores então fazem uso do velho truque de ateus alemães do século XIX como Feuerbach, Marx, Nietzsche e Freud, que nunca fizeram nenhuma tentativa de responder aos argumentos históricos para a existência de Deus, e em vez disso lançaram a pista falsa de explicações psicológicas, econômicas e biológicas para a religião. A suposição é que se pudermos explicar as origens de uma crença, temos de certo modo feito uma refutação dela, uma falsa conclusão boba que só serve para nos lembrar da impotência da posição do ateu.

Thompson e Aukofer pegam a rota biológica, afirmando que somos criados geneticamente para crer em Deus porque tal mecanismo foi útil aos nossos ancestrais como um mecanismo de sobrevivência.

“Como nosso DNA psicológico, os mecanismos psicológicos por trás da fé evoluíram durante eras por meio da seleção natural”, afirmam eles. “Eles ajudaram nosso ancestrais a trabalhar eficientemente em grupos pequenos e a sobreviver e se reproduzir, características desenvolvidas muito tempo antes da história registrada, desde os fundamentos profundos em nosso passado de caçadores-ajuntadores mamíferos, primatas e africanos”.

Os autores falam com tal monotonia de um parágrafo ao outro, citando trilhas evolucionárias especulativas ao teísmo que eles dizem que foram oferecidas por pesquisadores. Eles borrifam seu comentário com observações bobas sobre a necessidade que o homem tem de “ligações”, “reciprocidade”, “amor romântico” e “hostilidades grupais”, como se algumas referências banais ao fenômeno psicológico pudessem explicar a convicção quase universal do homem no divino.

Contudo, as questões que eles deixam como se fossem boas quando não são falam mais sobre a própria psicologia deles do que qualquer outra coisa. Se a biologia evolucionária explica a convicção do homem em Deus, como é que explicamos o ateísmo dos autores? Eles afirmam ser super-homens que, diferente do resto de nós, podem transcender suas próprias naturezas? Se dá para explicar a religião com nossos genes, o mesmo não seria verdade sobre o ateísmo? O que vale para um vale igualmente para o outro.

Reduzir as ideias do homem à sua biologia, aliás, destrói o fundamento de todo conhecimento. Se nossas ideias são determinadas por nossos genes, então como é que podemos saber que qualquer coisa em que cremos é verdade? Tais refutações foram há muito tempo apontadas contra o raciocínio confuso dos materialistas, mas os autores, confusos pelos grosseiros erros empíricos do moderno cientifismo, aparentemente não estão conscientes do debate histórico. A ignorância da história das ideias é uma característica dolorosamente comum entre os ateus.

O artigo do jornal Los Angeles Times é apenas o mais recente lembrete do efeito do ateísmo numa mente que, em outras circunstâncias, é competente. O fato de que os autores do artigo escreveram um livro inteiro acerca de sua tese evolucionária sobre as origens da religião, ao que tudo indica totalmente inconscientes das falácias simples que sustentam suas premissas, faz pouco mais do que ilustrar uma verdade que já foi provada muitas vezes pelos modernos adeptos da descrença: a irracionalidade do ateísmo mina a capacidade de alguém pensar.



Mande um e-mail ao autor.

Tradução: Julio Severo

Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com

Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/news/this-is-your-brain-on-atheism