sábado, 29 de maio de 2010

O DEVER DO JORNALISMO - BNDES FINANCIA ESTRADA NA BOLÍVIA QUE FACILITA O TRÁFICO DE COCAÍNA PARA O BRASIL

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/o-dever-do-jornalismo-bndes-financia-estrada-na-bolivia-que-facilita-o-trafico-de-cocaina-para-o-brasil/

 sábado, 29 de maio de 2010 | 7:05
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/files/2010/05/serra-e-evo-480x249.jpg

Evo e aquele colar que Lula já pôs no pescoço: Serra pôs o dedo na ferida; crítica foi até moderada perto do que faz o governo boliviano. Mas Lula, Dilma, Marco Aurélio e Dirceu não gostaram...

Evo e aquele colar que Lula já pôs no pescoço: Serra pôs o dedo na ferida; crítica foi até moderada perto do que faz o governo boliviano. Mas Lula, Dilma, Marco Aurélio, Dirceu e o ministro Oscar Coca (!!!) não gostaram...

Depois que José Serra apontou o governo da Bolívia de conivência com o tráfico de cocaína para o Brasil, a reação de certa imprensa se limitou ao “outro-ladismo”: falou o governo da Bolívia — para atacar Serra; falou Marco Aurélio Garcia — para atacar Serra; falou Dilma Rousseff — para atacar Serra; falou até, imaginem só!, José Dirceu, um chefe de quadrilha, segundo a Procuradoria Geral da República — para atacar Serra, é claro! Afinal de contas, o pré-candidato tucano à Presidência teve só um surto de irresponsabilidade, ou o que ele diz faz sentido? Bem, o que ele afirmou chega a ser tímido. E um tanto incompleto: A CUMPLICIDADE SE ESTENDE AO GOVERNO BRASILEIRO. E VOCÊS VERÃO POR QUÊ.

Lula com Evo, que pregou nesta sexta o fim do capitalismo: "Vamos fazer inveja a Serra", disse o brasileiro...

Lula com Evo, que pregou nesta sexta o fim do capitalismo: "Vamos fazer inveja a Serra", disse o brasileiro...

Reportagem de Duda Teixeira e Fernando Barros de Mello, na VEJA desta semana, evidencia os detalhes da cumplicidade do governo boliviano com a produção e tráfico de cocaína — íntegra para assinantes aqui. Mas faltava ver a coisa também na ponta de cá. Leiam este trecho da reportagem:

(…)
Com o auxílio do dinheiro dos contribuintes brasileiros, ficará ainda mais fácil para os traficantes colocar cocaína e crack nas ruas das nossas cidades. Em agosto do ano passado, na Bolívia, o presidente Lula, enfeitado com um colar de folhas de coca, prometeu um empréstimo de 332 milhões de dólares do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a rodovia Villa Tunari-San Ignacio de Moxos. Na ocasião, a segurança de Lula não foi feita por policiais, mas por centenas de cocaleiros armados com bastões envoltos em esparadrapo. Com 60 000 habitantes, a cidade de Villa Tunari é o principal centro urbano de Chapare. A rodovia, apelidada pelos bolivianos de “estrada da coca”, cruzará as áreas de cultivo da planta e, teoricamente, deveria fazer parte de um corredor bioceânico ligando o porto chileno de Iquique, no Pacífico, ao Atlântico. Como só garantiu financiamento para o trecho cocaleiro, a curto prazo a estrada vai favorecer principalmente o transporte de cocaína para o Brasil. O próprio BNDES não aponta um objetivo estratégico para a obra, apenas a intenção de “financiar as exportações de bens e serviços brasileiros que serão utilizados na construção da rodovia, tendo como principal benefício a geração de empregos e renda no Brasil”. Traduzindo: emprestar dinheiro para a obra vai fazer com que insumos como máquinas ou asfalto sejam comprados no Brasil. O mesmo efeito econômico, contudo, seria atingido se o financiamento fosse para uma obra em território nacional.

Na Bolívia, suspeita-se que o financiamento do BNDES seja uma maneira de conferir contratos vantajosos a construtoras brasileiras sem fiscalização rigorosa. Os promotores bolivianos investigam um superfaturamento de 215 milhões de dólares na transcocaleira. “Essa rodovia custou o dobro do que seria razoável e não tem licenças ambientais. Seu objetivo é expandir a fronteira agrícola dos plantadores de coca”, diz José María Bakovic, ex-presidente do extinto Serviço Nacional de Caminhos, órgão que administrava as rodovias bolivianas. Desde que Morales foi eleito, Bakovic já foi preso duas vezes por denunciar irregularidades em obras públicas. As mães brasileiras não são as únicas que sofrem com a amizade do governo brasileiro com Morales.

As provas da ajuda de Evo Morales ao narcotráfico

* Depois da eleição de Morales, a produção de cocaína e pasta de coca na Bolívia cresceu 41%
* A quantidade de cocaína que entra no Brasil pela fronteira com a Bolívia aumentou 200%
* Morales é presidente de seis associações de cocaleiros da região do Chapare, seu reduto eleitoral
* Ele quer ampliar a área de cultivo de coca para 21 000 hectares. Para atender ao consumo tradicional, como o uso da folha em chás e cosméticos, basta um terço disso
* Expulsou a DEA, agência antidrogas americana, que dava apoio à polícia boliviana no combate ao tráfico
* A pedido dos cocaleiros, Morales acabou com o projeto que ajudava agricultores a substituir a coca por plantações de banana, melão, café e cacau

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/files/2010/05/cocaina-bolivia.jpg

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Coronel Nicaragüense revela nexos dos Castro com narcotráfico - até hoje!

Fonte: Notalatina

Coronel Nicaragüense revela nexos dos Castro com narcotráfico - até hoje!

Desde o ano de 2002, quando traduzi o livro “La Mafia de La Habana”, tomei conhecimento de que Fidel Castro estava metido até a medula com os negócios do narcotráfico. Nesse livro do físico e PhD em engenharia elétrica pela Universidade do Texas onde vive como exilado político desde 2000, Luis Grave de Peralta Morell conta como o tráfico de drogas proveniente da Colômbia se fazia em águas internacionais, no mar do Caribe. Como o DEA estava muito próximo de descobrir as conexões dos Castro com Pablo Escobar, Fidel sacrificou um de seus mais brilhantes generais, o General Arnaldo Ochoa, despistando as investigações e fazendo de Ochoa seu bode expiatório. Não preciso dizer que este livro nunca foi publicado no Brasil, porque não há, até o presente momento, nenhuma editora disposta a se queimar perante a Nomenklatura brasileira. Vale salientar que, como bom comunista que era, Ochoa aceita a acusação e se afirma culpado – sabendo-se inocente -, com a certeza de que receberia a pena máxima, ou seja, o fuzilamento, do mesmo modo que faziam os militares soviéticos nos fraudulentos julgamentos de Stalin.
Pois bem, no começo deste mês recebi um artigo do excelente blog Punt de vista, do jornalista cubano Joan Antoni Guerrero Vall, no qual ele apresenta revelações feitas pelo coronel nicaragüense que pertenceu ao Exército Sandinista, Víctor Boitano, hoje já na reserva. No final indicava um link para acessar a entrevista mas não tive sorte, pois ele já fora retirado do ar. Nos dias 18 e 19 últimos a jornalista cubano-americana, María Elvira, levou este coronel para ser entrevistado em seu programa “María Elvira Live”, descoberta feita por meu amigo Alex, o Cavaleiro do Templo, e que ofereço aos meus leitores em 4 vídeos que seguem abaixo do artigo de Joan Guerrero. O que segue no texto do blog de Guerrero segue a mesma linha do revelado à María Elvira.
As revelações que este coronel faz são surpreendentes (não tanto para mim que já conhecia a história pelo livro do Luis Grave), sobretudo porque ele afirma que ainda hoje continuam as “transações comerciais” entre as FARC e os Castro, cita nomes, datas, apresenta documentos e por duas vezes fala que os aviões carregados de coca posaram em aeroporto do Brasil. Repeti o trecho mais de uma vez para me certificar e é isto mesmo que ele afirma. Assistam aos vídeos e leiam o que diz no artigo. Na próxima edição volto a falar nas relações obscenas entre Chávez, FARC, ETA e do Complô contra a Colômbia que faz a asquerosa moleca de recados das FARC, “Teodora Bolívar”, em giro pela Europa há quase um mês. Fiquem com Deus e até a próxima!
*****
Fidel Castro, peça-chave do narcotráfico com Pablo Escobar
Revelações de Víctor Boitano, ex-coronel do Exército nicaragüense, realizadas hoje na emissora radiofônica Actualidad 1020 AM, em entrevista com o jornalista Nelson Rubio, põem Fidel Castro em relação direta com o narcotráfico de Pablo Escobar na América Central. A ditadura castrista recebia dinheiro de Escobar em troca de oferecer proteção às rotas do narcotráfico pelo Caribe até os Estados Unidos e México. O ex-coronel Boitano – que teve relação direta com o general cubano Arnaldo Ochoa – denuncia que Fidel Castro “embolsou” 400.000 dólares que os sandinistas esperavam para combater os “Contra”. O ex-coronel denuncia “as atrocidades e crimes políticos de Daniel Ortega durante a época da revolução até o dia de hoje, e o vínculo deste com o narcotráfico”, além de que “nunca se desvinculou das FARC, lhes dá asilo de forma secreta e operam no tráfico de armas e drogas em Manágua”.
“A revolução sandinista, em conchavo com Fidel Castro, construiu um triângulo de colaboração com Pablo Escobar, que tinha como epicentro Manágua e Panamá, porém principalmente Manágua, onde se fizeram muitos carregamentos e onde receberam grandes quantidades de dinheiro. Pablo Escobar deu dinheiro à Frente Sandinista, através de Daniel Ortega, a Manuel Noriega e a Fidel Castro”.
Nessa entrevista, ele explica que teve “relação de trabalho com grupos subversivos, tanto o M-19 como narcotraficantes, assim como pessoas dos movimentos de esquerda da Guatemala, El Salvador e Honduras. Era encarregado então de dar proteção a eles em determinados pontos daqui de Manágua”.
“Tenho conhecimento de tudo por várias reuniões de trabalho mantidas com o general cubano, Arnaldo Ochoa, chefe de Fidel Castro para suas relações com Pablo Escobar, e conheci muitas entranhas desta situação, e a Escobar pessoalmente aqui em Manágua. De fato, tive oportunidade de estar em uma casa de segurança onde ele vivia e onde chegavam altos dirigentes dos movimentos subversivos de esquerda envolvidos nestes planos. Ele vivia em Montefresco, na parte sul de Manágua”.
Esta trama, para a qual Fidel Castro havia enviado Arnaldo Ochoa, abriu um escritório no Panamá, “que simulava ser um escritório de interesses econômicos, porém era na realidade um escritório de controle do narcotráfico em conjunto com Pablo Escobar”.
O ex-coronel assegura que a primeira transação que se fez foi pela quantidade de 300 milhões de dólares. Desta maneira, Escobar se assegurava de “abrir a rota do narcotráfico do Caribe com apoio da Força Naval de Cuba, a da Nicarágua e vôos no Panamá, e garantir essas rotas para que chegassem aos Estados Unidos”.
Sobre a participação direta de Raúl e Fidel Castro nesta trama, o ex-coronel aponta que entregaram 400.000 dólares a Arnaldo Ochoa para que Cuba mandasse “armamento para combater os Contra, porém nunca chegaram porque Fidel mandou chamá-lo e embolsou os 400.000 dólares. Porém, depois os Estados Unidos descobriram o plano que tínhamos aqui; pediu aos governos e nenhum cumpriu. Então Fidel vai a Noriega e pretendeu invadir a Nicarágua, mas não pôde, para capturar os envolvidos e estabeleceu em Cuba uma reunião com Fidel Castro para que entregasse os militares envolvidos. Fidel se livrou disso, disse que ele não havia envolvido seus militares, coisa que não era certa e, em represália, apesar de que não os ia entregar, os ia fuzilar, como efetivamente fuzilou Arnaldo Ochoa, um dos irmãos de la Guardia e vários mais lá em Cuba, em um famoso julgamento que o que pretendeu foi encobrir totalmente Fidel Castro para que não ficasse em evidência ante os Estados Unidos. Tinha medo de que os Estados Unidos o capturasse em qualquer aeroporto do mundo”.
Toda esta situação, assegura, se mantém atualmente: “Sim, claro, aqui há uma grande estrutura do ETA, tem base social como restaurantes, narcotraficantes, que têm negócios, movimentos subversivos das FARC que trabalham com Daniel Ortega estreitamente. Este país é o eixo do tráfico de armas para a Colômbia e o eixo do tráfico de drogas para os Estados Unidos e México”.
A entrevista continua com informações sobre Manuel Zelaya e suas vinculações com o narcotráfico, além de outros assuntos. O ex-coronel denuncia que assessores cubanos estavam ajudando Zelaya a montar uma “estrutura totalitária como a de Ortega na Nicarágua”.


Entrevista exclusiva com o coronel Víctor Boitano – Parte I

Entrevista exclusiva com o coronel Víctor Boitano – Parte II

Entrevista exclusiva com o coronel Víctor Boitano – Parte III

Entrevista exclusiva com o coronel Víctor Boitano – Parte IV

Tradução e comentários: G. Salgueiro

Dia Nacional sem Impostos

via ANTI FORO DE SÃO PAULO de Stenio Guilherme Vernasque da Silva em 26/05/10


Hoje é o primeiro dia do ano em que nós trabalhadores começamos a receber salários e rendimentos. Até ontem estávamos pagando o GOVERNO em forma de impostos que aparelham um Estado Corrupto e incompetente.




O Estado de S.Paulo
Consumidores fizeram filas ontem em postos de combustíveis de sete cidades para abastecer seus veículos com desconto de 53% no preço da gasolina, oferecido em protesto contra a alta carga tributária no País. O desconto equivale ao que se paga em tributos sobre o combustível. Foi assim que um grupo de entidades e organizações não- governamentais promoveu o Dia da Liberdade de Impostos.
O objetivo do movimento é conscientizar a população da abusiva carga tributária no País, contou o presidente do Instituto Ludwig von Mises Brasil (IMB), Helio Beltrão, que organizou o evento na capital paulista, em parceria com o Movimento Endireita Brasil. "Muitos consumidores nem mesmo sabem, mas pagam cerca de 40% em tributos em cada produto comprado", disse Beltrão. "Trabalhamos praticamente cinco meses do ano apenas para bancar o governo. Somos escravos do governo."
Segundo ele, a gasolina foi escolhida como tema do protesto por ser um item que mexe no bolso de consumidores de diferentes níveis salariais. "De motoboys a donos de carros importados fizeram parte da fila para aproveitar o preço baixo."
O Dia da Liberdade de Impostos foi realizado pela primeira vez em 2003, em Porto Alegre, pelo Instituto Liberdade. Desde então, diversas cidades no Rio Grande do Sul aderiram ao protesto. No ano passado, pela primeira vez foi realizado simultaneamente em quatro capitais.
Ontem, a gasolina foi vendida pela metade do preço em postos credenciados pelo movimento em São Paulo, Brasília, Porto Alegre, Belo Horizonte, Vitória, Colatina (ES), e nos municípios gaúchos de Lageado e Novo Hamburgo. O movimento começou no sábado, no Rio de Janeiro.
Na capital paulista, o posto credenciado foi o Centro Automotivo Portal das Perdizes (distribuidora Ipiranga), na Avenida Sumaré, região oeste da cidade. Mais de 300 consumidores pagaram apenas R$ 1,18 pelo litro da gasolina comum, enquanto o preço médio é de R$ 2,49. Cada motorista teve direito a uma cota máxima de 30 litros. Os 6 mil litros de gasolina disponibilizados sem Cide, PIS, Cofins e ICMS acabaram em 4 horas e meia. A diferença no preço do combustível foi financiada pelas entidades organizadoras .
Madrugaram. Em Brasília, o estudante de Direito Diego Marques, 23 anos, faltou à aula ontem. Funcionária de uma empresa de plano de saúde, Tatiane Martinelli, 33 anos, não foi trabalhar e seu filho, Lucas, 11 anos, deixou de ir à escola. Em comum, um mesmo motivo: eles madrugaram numa fila de três quilômetros para abastecer o carro com desconto de 53% no preço da gasolina.
Para abastecer, ninguém esperou menos que cinco horas. Apareceu até a turma dos espertos. Teve gente que levou carro antigo e pediu preferência para ser atendido e consumidor que carregou idosos na carona para tentar furar a fila. As artimanhas não vingaram.
Na capital federal, o protesto foi comandado pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e promovida por um posto de gasolina na Asa Norte, que disponibilizou pelo menos 20 mil litros de gasolina a R$ 1,59 o litro - o preço normal é de R$ 2,64.
"Estamos bancando a campanha com o intuito de mostrar que a cobrança de imposto não é nossa culpa. O problema é a quantidade de impostos", disse Wonder Jarjour, 20, dono do posto que ofereceu a gasolina a preço baixo.
"Há necessidade de uma reestruturação tributária no Brasil. Vivemos um ano de eleição, vem um novo presidente e é o momento de pensar nisso", afirmou Vicente Estevanato, 55 anos, presidente da CDL em Brasília.

A direita não existe

via Blog do Mr X de Mr X em 18/05/10

Lendo um interessante artigo sobre a (im)possibilidade de se conviver com a esquerda, o que chamou mais a minha atenção foi um comentariasta afirmando que "a direita não existe". Cheguei à conclusão que concordo com ele.

A direita é apenas um fantasma na mente da esquerda, que fala em "direita raivosa", em "elite direitista", em "mídia golpista" e por aí vai. Mas não existe como tal. Pode ver. Cadê o movimento unificado de direitistas? Cadê sua ideologia? Se até os blogueiros "de direita" vivem brigando entre si! Como bem observou o leitor Woland, no Brasil, nenhum partido se assume como "direita." Até o DEM se considera Democrata, isto é, se vêem como espelho do partido mais esquerdista dos EUA. Serra e Lula, os principais candidatos presidenciais, são ambos de esquerda, mais ou menos assumida.

Mas não é só no Brasil, é em todo o mundo, a direita não existe mesmo. Nunca existiu. O que existem são indivíduos, que pensam de modo muito diferente entre si, e cuja única característica em comum é simplesmente querer ser deixados em paz. Não querem participar das revoluções da esquerda. Não querem transformar o mundo. Não querem pagar impostos para sustentar metade do planeta. Não querem participar de radicais experimentos sociais e sexuais. Por isso, apóiam em maior ou menor medida um Estado reduzido e têm algumas causas em comum entre si. Mas divergem na questão do aborto, da política externa, dos direitos individuais, etc etc etc.

E a esquerda, existe?

Bem, vejam esta pequena lista de organizações militantes esquerdistas durante o governo militar no Brasil:


PCB e POLOP
O PCB (Partido Comunista Brasileiro) e POLOP (Politica Operaria)
Foram as matrizes da esquerda brasileira, 1º o PCB e depois o POLOPcomo alternativa partidária ao PCB.Mesmo considerados Ilegais na Ditadura Eram contrário à luta armada, o que deu origem a uma série de movimentos dissidentes que se transformaram nos principais grupos guerrilheiros de combate à ditadura.Foram eles:

-PCdoB(Partido Comunista do Brasil ):
Primeira dissidência do PCB(Partido Comunista Brasileiro) contrária à linha pacifista.Apesar do nome Partido ele começou como Grupo Guerrilheiro Foi o único grupo a realizar ações de guerrilha rural no país. Entre 1972 e 1974, cerca de 70 combatentes enfrentaram até 20 mil soldados na Guerrilha do Araguaia. Cerca de 300 Militantes.

-MNR (Movimento Nacionalista Revolucionário ):
Bem articulado e estruturado em 1964, era o grupo que os militares mais temiam nos primeiros anos após o golpe.Tinha apoio de Cuba – Fidel Castro acreditava que o MNR faria a revolução socialista no Brasil.tinha Cerca de 100 militantes.

-AP(Ação Popular):
Formada por militantes de esquerda ligados à Juventude Católica e com forte adesão dentro do movimento estudantil, apoiava as reformas de base e as lutas trabalhistas. Alguns religiosos ligados à AP cediam os mosteiros para as reuniões clandestinas dos grupos guerrilheiros.Tinha Cerca de 400 militantes.

-DI/GB(Dissidência da Guanabara):
Grupo Dissidênte do PCB no antigo Estado da Guanabara,em conjunto com a Ação Libertadora Nacional,seqüestro o embaixador norte-americano Charles Elbrick,após isso foi absolvido pelo MR-8.

-MR8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro):
Serviu de abrigo a grupos menores, como a Dissidência da Guanabara, formada pelos estudantes que tiveram a idéia de seqüestrar diplomatas estrangeiros. A ação de maior sucesso envolveu o embaixador americano Charles Elbrick.Tinha Cerca de 100 Militantes.

-PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário):
Era outra dissidência do PCB formado por ex-dirigentes do PCB que acreditavam na guerrilha rural,mais que não se unirão ao PCdo B por causa do PCBR ser inspirado nos ideais do líder chinês Mao Tsé-tung. A organização mesmo pregando a luta armada, porém, só praticou ações urbanas não violentas voltadas à divulgação dos ideais comunistas.Tinha Cerca de 100 Militantes.

-ALN (Ação Libertadora Nacional ):
Estudantes universitários e ex-militantes do PCB formaram a organização mais ativa entre as que atuavam na guerrilha urbana. Suas principais ações incluíram o comando do seqüestro do embaixador dos EUA, ao lado do MR-8. Cerca de 250 militantes.

VPR (Vanguarda Popular Revolucionária ):
Militares cassados e ex-integrantes da Polop formaram um dos grupos de maior atividade do período. Contrário ao controle do Estado pelo Exército, o capitão desertor Lamarca roubou armas do quartel para usá-las contra a ditadura militar,por um curto periodo se fundiu com o Nascente Movimento Revolucionário de Palmares Formando assim a VAR-PALMARES. Cerca de 200 Militantes.

-COLINA (Comando de Libertação Nacional ):
Pequeno grupo mineiro com ramificações no Rio de Janeiro, era formado por ex-militarese ex-integrantes da Polop. Como meio de obter recursos para viabilizar a guerrilha rural, praticava assaltos a bancos e a trens pagadores. Cerca de 75 Militantes.

-MOLIPO(Movimento de Libertação Popular):
Dissidência da ALN formada por militantes que fizeram treinamento de guerrilha em Cuba. Infiltrado por um espião do governo, porém, o grupo foi praticamente eliminado pouco após seus líderes retornarem ao Brasil. Cerca de 50 Militantes.

-VAR-PALMARES (Vanguarda Armada Revolucionária–Palmares ):
Foi responsável pelo assalto mais lucrativo do período: o da casa de Ana Capriglione, conhecida como amante do governador de São Paulo, Adhemar de Barros. Na ação, 2,5 milhões de dólares foram roubados. Cerca de 200 Militantes.

-NVPR(''Nova" Vanguarda Popular Revolucionária):
Após o assalto a Ana Capriglione, a NVPR se separou da VAR-Palmares. Em 1971, a organização seqüestrou o embaixador suíço, Giovanni Bucher. Os militares se recusaram a negociar e o grupo decidiu matá-lo. Lamarca discordou e fez prevalecer sua vontade. Mas acabou abandonando a organização para militar no MR-8. Cerca de 150 Militantes.

Esses foram os que tiveram alguma expressão teve outros com atuação insignificante que eram dissidências das dissidências dos movimentos acima.Como :
-Ala Marighela
-AC/SP (Agrupamento Comunista de São Paulo)
esses dois 1º se fundiram e deram origem a Ação Libertadora Nacional (ALN) antes eram grupecos sem expressão.
- Ação Popular Marxista Leninista do Brasil (APML do B)
- Ação Popular Marxista Leninista Socialista (APML Soc)
- Ala Prestes
- Ala Vermelha (AV)
- Aliança de Libertação Proletária (ALP)
- Alicerce da Juventude Socialista (AJS): da CS
- Coletivo Autonomista (CA)
- Coletivo Gregório Bezerra (CGB);
- PLP Comitê Luiz Carlos Prestes (CLCP)
- Comitê de Ligação dos Trotskistas Brasileiros (CLTB)
- Comitê de Organização para a Reconstrução da Quarta Internacional (CORQI)
- Convergência Socialista (CS)
- Corrente Revolucionária Nacional (Corrente)
- Democracia Socialista (DS)
- Dissidência da Dissidência (DDD)
- Dissidência Leninista do Rio Grande do Sul (DL/RS)
- Dissidência de Niterói (DI/NIT); depois: MORELN; depois se fundiu ao MR-8 (1º MR-8)
- Dissidência da VAR-Palmares (DVP); depois: Liga Operária (LO) + Grupo Unidade (GU).
- Força Armada de Libertação Nacional (FALN), de Ribeirão Preto, SP.
- Forças Armadas Revolucionárias do Brasil (FARB)
- Força de Libertação Nacional (FLN)
- Frente Brasileira de Informações (FBI)
- Frente Revolucionária Popular (FREP)
- Fração Bolchevique (FB)
- Fração Bolchevique da Política Operária (FB-PO) = Grupo Campanha.
- Fração Bolchevique Trotskista (FBT)
- Fração Leninista pela Reconstrução do Partido (FLRP)
- Fração Leninista Trotskista (FLT)
- Fração Operária Comunista (FOC)

- Fração Operária Trotskista (FOT)
- Fração Quarta Internacional (FQI)
- Fração Unitária pela Reconstrução do Partido (FURP)
- Frente de Ação Revolucionária Brasileira (FARB)
- Frente Democrática de Libertação Nacional (FDLN)
- Frente de Mobilização Revolucionária (FMR)
- Grupo Bolchevique Lenin (GBL)
- Grupo Campanha = FB-PO
- Grupo Fracionista Trotskista (GFT)
- Grupo Independência ou Morte (GIM); depois: Resistência Armada Nacional (RAN)
- Grupo Político Revolucionário (GPR)
- Grupo Tacape (do PC do B)
- Junta de Coordenação Revolucionária (JCR)
- Liga de Ação Revolucionária (LAR)
- Liga Comunista Internacionalista (LCI)
- Liga Operária (LO)
- Liga Operária e Camponesa (LOC)
- Liga Socialista Independente (LSI)
- Ligas Camponesas
- Movimento de Ação Revolucionária (MAR)
- Movimento de Ação Socialista (MAS)
- Movimento Comunista Internacionalista (MCI)
- Movimento Comunista Revolucionário (MCR)
- Movimento pela Emancipação do Proletariado
(MEP)
- Movimento Nacionalista revolucionário (MNR)
- Movimento Operário de Libertação (MOL)
- Movimento Popular de Libertação (MPL)
- Movimento Popular Revolucionário (MPR)
- Movimento pela Revolução Proletária (MRP)
- Movimento Revolucionário de Libertação Nacional (MORELN); antes: Dissidência de Niterói (DI/NIT); depois: Movimento Revolucionário Oito de Outubro (1º) (MR-8)
- Movimento Revolucionário Marxista (MRM; depois: Organização Partidária Classe Operária Revolucionária (OPCOR)
- Movimento Revolucionário Nacional
- Movimento Revolucionário Oito de Outubro (1º) (MR-8); antes: Dissidência de Niterói (DI/NIT) e Movimento Revolucionário de Libertação Nacional (MORELN)
- Movimento Revolucionário 4 de Novembro (MR-4)
- Movimento Revolucionário Vinte e Seis de Março (MR-26)
- Movimento Revolucionário Tiradentes (MRT)
- Marx, Mao, Marighela - Guevara (M3G)
- Núcleo Combate Brasileiro (NCB)
- Núcleo Marxista-Leninista (NML)
- Organização de Combate Marxista-Leninista - Política Operária (OCML-PO)
- Organização Comunista Democracia Proletária (OCDP)
- Organização Comunista Primeiro de Maio (OC-1º Maio)
- Organização Comunista do Sul (OCS)
- Organização Marxista Brasileira (OMB)
- Organização de Mobilização Operária (OMO)
- Organização Partidária Classe Operária Revolucionária (OPCOR); antes: Movimento Revolucionário Marxista (MRM)
- Organização Quarta Internacional (OQI)
- Organização Revolucionária Marxista - Democracia Socialista (ORM-DS)
- Organização Revolucionária Trotskista (ORT)
- Organização Socialista Internacionalista (OSI)
- Partido Comunista - Seção Brasileira da Internacional Comunista (PC-SBIC)
- Partido Comunista Marxista-Leninista (PCML)
- Partido Comunista Novo (PCN)
- Partido Comunista Revolucionário (PCR)
- Partido da Libertação Proletária (PLP)
- 90: é o novo nome do Coletivo Gregório Bezerra (CGB)
- Partido Operário Comunista (POC); depois: Partido Operário Comunista - Combate (POC-C)
- Partido Operário Independente (POI)
- Partido Operário Leninista (POL)
- Partido Operário Revolucionário Trotskista (PORT)
- Partido Operário Socialista (POS)
- Partido da Revolução Operária (PRO)
- Partido Revolucionário Comunista (PRC)
- Partido Revolucionário do Proletariado (PRP)
- Partido Revolucionário dos Trabalhadores (PRT)
- Partido Revolucionário Trotskista (PRT)
- Partido Socialista Revolucionário (PSR)
- Partido Socialista dos Trabalhadores (PST)
- Partido Unificado do Proletariado Brasileiro (PUPB)
- Ponto de Partida (PP)
- Reconstrução do Partido Comunista (RPC)
- Resistência Armada Nacional (RAN); antes: Grupo Independencia ou Morte (GIM)
- Resistência Nacional Democrática Popular (REDE; RND)
[FONTE: Revista Superinterssante]

É pouco ou quer mais?

(E não se engane, desde então só piorou. Sebe quantas ONGs, todas naturalmente esquerdistas, existem no Brasil? Tem até uma ABONG, mãe de todas as ONGs! E são "ONGs" só no nome, já que recebem dinheiro do governo. Poderiam se chamar de OGs mesmo!)

A esquerda, em resumo, são todos aqueles que querem reformar o mundo à sua imagem e semelhança através do poder total. Dotados de uma visão utópica que, na prática, beira o niilismo (já que é totalmente divorciada da realidade dos fatos), os esquerdistas são como zumbis em busca de cérebros. Querem porque querem destruir o mundo atual, "para construir um mundo melhor" (que só existe em sua mente doentia).

Hoje, quase todos são de esquerda, até mesmo algumas pessoas que se acreditam de direita, sem saber que estão à esquerda de Marx. Ser de direita virou, no máximo, um palavrão.

A direita não existe!

TODO MUNDO JÁ PERCEBEU: INTELECTUAL FAZ PICADINHO DE LULA E CELSO AMORIM NO “EL PAÍS”

via Reinaldo Azevedo | VEJA.com de Reinaldo Azevedo em 24/05/10

Jorge Castañeda, ex-ministro de Relações Exteriores do México e professor de Estudos Latino-Americanos da Universidade de Nova York, escreve no jornal espanhol El País de hoje um artigo educadamente devastador sobre a política externa brasileira. Enquanto, por aqui, os mistificadores continuam a converter os desastres de Lula num sucesso formidável, que o habilitaria a se candidatar a secretário-geral da ONU, o mundo começa a perceber que, para ser líder mundial, é preciso um pouco mais do que papo furado.
Castañeda, um intelectual bastante respeitado, afirma que, um formidável “trabalho de relações públicas” e “16 anos de bom governo (Cardoso e Lula), aliados a um crescimento econômico mediano, porém sustentado”, escondem várias aventuras diplomáticas malsucedidas”, pautadas pela “superficialidade” e “inércia midiáticas”. Para ele, o caso do Irã faz aproximar-se a hora da verdade, “seja para confirmar o surgimento de um novo ator global, seja para provar uma obviedade: não basta vontade para ser uma potência mundial”. Qual será a sua aposta? Vamos ver.
O autor lembra que a Turquia tem bons motivos para tentar manter a cordialidade com o Irã: os dois países mantêm um intenso comércio; ambos contam com uma população curda significativa; os iranianos exportam petróleo e gás para o vizinho, e parte da população do Irã fala turco. Mais ainda: a política externa turca está mais voltada hoje a uma aproximação com o mundo islâmico, ainda que o país seja um dos fundadores da Otan. Já a lógica brasileira, sustenta ele, é “menos evidente”: Lula teria se aproveitado da crise para firmar seu lugar no cenário internacional.
Segundo Castañeda, tudo indica que os Estados Unidos já tinham os nove votos necessários no Conselho de Segurança para impor novas sanções ao Irã — ainda que Rússia e China venham a se abster (para evitar o veto). Para o autor, caso prospere a iniciativa dos Estados Unidos, França e Reino Unidos, e o Conselho vote as sanções contra o Irã, o Brasil fica no pior de dois mundos: terá de tomar partido claramente, o que procurou evitar ao propor o tal acordo.
Acordo que, segundo Castañeda, padecia de um mal congênito: os EUA nunca o apoiaram de verdade. E ele então considera: “Se o Brasil vota a favor das sanções no Conselho de Segurança da ONU, estará se desdizendo; se vota contra, terá a companhia, na melhor das hipóteses, da Turquia e do Líbano. Caso se abstenha, confirmará o que muitos analistas têm reiterado: Lula quer jogar na primeira divisão, mas sem se comprometer”. E Castañeda avança, então, para uma análise um pouco mais ampla da política externa brasileira.
Afirma que o Brasil tem conquistado muito pouco no cenário internacional. Escreve: “O objetivo diplomático número um de Lula — conquistar um lugar permanente no Conselho de Segurança da ONU — é, ao fim de oito anos, menos viável do que nunca”. E lista outros insucessos, como a restituição, que não houve, de Manuel Zelaya ao poder e o naufrágio da rodada Doha. Outras iniciativas do Brasil, de mãos dadas com Hugo Chávez, tampouco resultaram produtivas. E Castañeda chega, então, ao que parece ser a parte mais importante de seu artigo:
“O tamanho de uma economia (Japão) ou de uma população (Índia) não garantem a ninguém, ipso facto, o papel de ator mundial.” Mais importantes do que isso para alçar um país ao estrelato internacional são a clareza de propósitos, os valores que os animam e a eficácia de um país na política regional. Ele lembra que o Brasil faz fronteira com nove países, “e todos eles padecem de sérios conflitos internos (Colômbia, Bolívia e Venezuela) ou com seus vizinhos (a Argentina com o Uruguai; a Colômbia com a Venezuela e com o Equador; o Peru com o Equador e com o Chile; a Bolívia com o Chile).” E lembra: “Mas Lula não quis se meter nesse pântano: mantém-se numa prudente passividade antiintervencionista ou dá franco respaldo às posições bolivarianas de Chávez, Rafael Correa, Evo Morales, Daniel Ortega (na Nicarágua) e dos Irmãos Castro, em Havana”.
Para Castañeda, Lula se nega a ser relevante em seu próprio quintal. Escreve  o autor com ironia que não chega a ser sutil: “Talvez seja mais fácil mediar conflitos entre Teerã e Washington (ainda que ninguém tenha sido bem-sucedido desde 1979) do que entre Caracas e Bogotá ou entre Buenos Aires e Montevidéu”. Sigamos com a conclusão do artigo:
“Apesar de sua óbvia irritação, talvez Barack Obama e Hillary Clinton prefiram dar o benefício da dúvida ao projeto turco-brasileiro antes de ceder à impaciência de Israel e da França. Lula pode sair bem das planícies persas ou acabar mal com todo mundo.”
E aí o arremate: “Lula deveria ter-se dado por satisfeito com as capas das revistas, sem procurar preenchê-las com conteúdo efetivo. Isso costuma ser mais difícil”.
A íntegra do artigo, em espanhol, está aqui.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Escolha desgraçada

Por informar ao público a existência do Foro de São Paulo e os laços mais que íntimos entre partidos políticos e quadrilhas de narcotraficantes e seqüestradores, fui chutado do Globo, da Época, da Zero Hora, do Jornal do Brasil e do Jornal da Tarde.
Dos comentários à coluna de Reinaldo Azevedo do último dia 16, uma dúzia enfatizava que as notícias recentes, com provas definitivas da cumplicidade do PT com as Farc e outras organizações criminosas, já constavam de meus artigos de dez ou quinze anos atrás. "É preciso - diz um dos leitores -- fazer justiça ao jornalista exilado nos EUA, Olavo de Carvalho, que durante anos foi motivo de chacota por denunciar sozinho o Foro de São Paulo."
Outro recorda: "Neste vídeo (http://www.youtube.com/watch?v=c4taMM83xp8), Olavo de Carvalho já denunciava a ligação das FARC com o PT, CV e PCC."
Outro ainda: "Parabéns ao jornalista Reinaldo Azevedo que foi um dos primeiros a apoiar Olavo de Carvalho, que já falava disso há anos -- o ÚNICO cientista político honesto do Brasil."
E assim por diante.
Nos vinte anos de governo militar, nunca vi um só jornalista ser expulso de toda a "grande mídia" brasileira por divulgar algum fato politicamente indesejado. Esse privilégio, que me lisonjeia ao ponto de me corromper a alma, ficou reservado para ser conferido à minha irrisória pessoa no período histórico imediatamente posterior, chamado, por motivos esotéricos, "redemocratização". Por informar ao público a existência do Foro de São Paulo e os laços mais que íntimos entre partidos políticos e quadrilhas de narcotraficantes e seqüestradores, fui chutado do Globo, da Época, da Zero Hora, do Jornal do Brasil e do Jornal da Tarde. O número dos que por esses e outros canais me chamaram de louco, de mentiroso, de desinformante, de teórico da conspiração e coisas similares conta-se como as estrelas do céu. Excluído do círculo das pessoas decentes, só encontrei um último abrigo neste bravo Diário do Comércio, onde me sinto cinicamente bem entre outros meninos malvados como Moisés Rabinovici, Roberto Fendt e Neil Ferreira.
Estou grato aos leitores da Veja pela sua fidelidade à memória dos fatos, mas - confesso - nunca me senti entristecido ou magoado com aqueles indivíduos, oficialmente profissionais de imprensa, que imaginaram poder destruir minha reputação a pontapés. As marcas de seus sapatos no meu traseiro desvaneceram-se em questão de segundos tão logo os enviei, por via postal ou radiofônica, à p. que os p. ou à prática do sexo anal consigo próprios. A satisfação que esses desabafos me trouxeram foi tão grande, tão sublime, que, em vez de rancor, passei a sentir uma terna gratidão por aqueles meus ex-patrões, por terem me dado a ocasião de viver tão deliciosos momentos. Mais deliciosos ainda pela certeza absoluta de que tudo os destinatários engoliriam calados, fingindo que não era com eles, quando todo mundo sabia que era. Não há dinheiro que pague uma coisa dessas.
Liberto de mágoas pessoais, não posso, no entanto, deixar de sentir tristeza ao ponderar que o curso deplorável tomado pelos fatos desde há duas décadas poderia ter sido contornado se algumas pessoas em posição de poder e destaque na sociedade tivessem dado ouvidos à voz deste esfarrapado observador da realidade, em vez de dá-los aos bem-pensantes, bem vestidos e bem barbeados bonecos de ventríloquo da mídia e das universidades.
Quem perdeu com isso não fui eu, foi o Brasil. Desgraçado o país que, na falta de sensibilidade intelectual, escolhe seus conselheiros mediante critérios de etiqueta, indumentária e posição social.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

A felicidade da mulher na sociedade contraceptiva

via perspectivas de O. Braga em 15/05/10

Todos sabemos que a sociedade contraceptiva, que levou ao aborto legalizado, foi justificado através de uma ideia de “libertação da mulher”; em nome dessa “libertação” foi estruturada a “sociedade da contracepção”. O economista americano Timothy Reichert escreveu um artigo com o título “Bitter Pill” no site First Things, e em que o problema da contracepção é abordado não de uma forma em que “a religião se opõe à razão” — que é como os defensores da contracepção e do aborto colocam o problema, através da ideia segundo a qual “o casamento não serve para procriar” —, mas Reichert prefere colocar o problema da contracepção numa perspectiva das ciências sociais e do senso-comum. É sobre os argumentos de Reichert que irei falar neste postal.

O conceito de “libertação da mulher”, que é defendido não só pelo feminismo e pelo marxismo, mas também por uma certa direita neoliberal de fé em Hayek, tem como base a ideia de “independência” da mulher em relação à sua biologia. Trata-se, aparentemente, de uma tentativa de libertar a mulher da estrutura fundamental da realidade, alterando-a através da pílula contraceptiva e do aborto que se transformou já em um método de contracepção. Por isso, podemos dizer que o conceito de libertação da mulher é de origem gnóstica; a principal característica do gnosticismo é a tentativa de fazer escapar o ser humano das leis fundamentais da natureza. Mas deixemos a discussão em torno das ideologias e concentremo-nos em aspectos práticos.

A pergunta a fazer é: a cultura contraceptiva libertou a mulher?
Timothy Reichert diz que não, e baseia a sua argumentação em sete pontos essenciais:
  1. Declínio da felicidade da mulher;
  2. O mercado dos relacionamentos sexuais;
  3. Mais divórcio;
  4. Inflação dos custos do lar;
  5. Infidelidade;
  6. Aborto;
  7. O “dilema do prisioneiro”
O declínio da felicidade da mulher
A mulher é hoje mais feliz do que era há 40 ou 50 anos atrás? Não, diz Reichert. Vários estudos — entre eles um realizado pela universidade da Pensilvânia (Estados Unidos) — demonstraram que existe um declínio efectivo da felicidade da mulher nas sociedades industrializadas nos últimos 35 anos. Enquanto que na década de 70 do século passado a mulher tinha um grau de “bem-estar subjectivo” mais elevado do que o do homem, a situação inverteu-se e o bem-estar subjectivo passou a ser superior no homem em relação ao da mulher. Esse decréscimo da felicidade feminina coincidiu com o uso generalizado dos contraceptivos. Porém, o mais grave é que quando o bem-estar feminino decresce, este fenómeno reflecte-se imediatamente na felicidade das crianças.
O resultado dos estudos levaram Timothy Reichert a concluir que, ao contrário da retórica da revolução sexual, a contracepção é profundamente sexista na sua natureza. Ela retirou poder e riqueza à mulher em termos gerais, o que significa que fez aumentar o poder e a riqueza do homem na sociedade.
O mercado dos relacionamentos sexuais
Há cinquenta anos atrás — diz Reichert — existia um só mercado de relacionamentos sexuais, composto por homens e mulheres em números aproximados e que acabava em casamento.
Ao baixar o custo do sexo pré-marital e extra-marital (esse custo era mais alto, através da gravidez que dantes forçava o casamento, ou através das pressões sociais que há 40 anos atrás responsabilizavam o homem e o obrigava a “cumprir as suas obrigações sociais”), a contracepção permitiu o aparecimento de um novo mercado de relacionamentos sexuais. Este novo mercado, alternativo ao mercado do casamento ou da formação de família, é o mercado do sexo livre e sem responsabilidades assumidas. Se este novo mercado tivesse afectado os homens e as mulheres em igual modo e no que respeita aos números ou quantidades envolvidos de pessoas de ambos os sexos, tudo se manteria equilibrado e não haveria problemas de maior. Contudo, as quantidades de homens e mulheres dos dois mercados de relacionamentos sexuais não é igualmente proporcional.
Devido aos limites biológicos impostos pela fertilidade, a mulher tem que sair mais cedo do mercado do sexo livre do que o homem, e entrar mais cedo do que o homem no mercado do casamento — quem diz “casamento”, diz “relação estável e familiar”. Este desequilibro entre os dois mercados tem consequências na lei da oferta e procura em ambos. As mulheres mantêm a sua oferta mais rara e em menor quantidade — em comparação com os homens — no mercado do sexo livre, e uma oferta mais abundante no mercado do casamento, o que permite à mulher tirar partido de melhores “negócios” no mercado do sexo livre, mas está sujeita a piores “negócios” no mercado do casamento onde os homens casamenteiros não abundam.
Em resultado deste desequilíbrio entre os dois mercados de relacionamentos sexuais, os homens saem a ganhar e as mulheres a perder.
Mais divórcio
Os maus negócios trazem sempre maiores riscos de ruptura entre as partes nele envolvidas, do que os bons negócios. No mundo empresarial, os bons negócios trazem quase sempre consigo melhores perspectivas de futuro para as partes.
Uma redução do comprometimento sexual transporta consigo uma “procura” do divórcio ainda antes do próprio casamento. A nível social, a mulher permite, assim, que o estigma do divórcio desapareça quando se aprova o “divórcio na hora” — como é o caso da lei socialista de José Sócrates. Esta lei socialista é altamente sexista e machista, como se pode verificar pela argumentação de Reichert.
Para compensar as consequências dos dois mercados paralelos, as mulheres investem mais no poder aquisitivo (mais dinheiro), e menos nas relações familiares, na formação dos seus filhos e no activismo comunitário. Ao fazê-lo, a mulher torna-se semelhante ao homem e os casais tornam-se menos interessantes em relação um ao outro; por outras palavras, podemos dizer que, através da revolução sexual e da sociedade contraceptiva, as relações heterossexuais (entre um homem e uma mulher) foram homossexualizadas, porque as diferenças entre o homem e a mulher saem esbatidas de todo o processo de mudança cultural. Esta foi a verdadeira razão da lei do divórcio unilateral “na hora” de José Sócrates.
A semelhança entre os dois componentes do casal, decorrente da imposição feminista da “neutralidade de género”, traz consigo a uniformidade dos dois membros do casal e, consequentemente, potencia o divórcio.
Inflação dos custos do lar
Na medida em que a mulher entra no mercado do trabalho e dá menos atenção à família, o custo das casas aumentou, porque o mercado da construção de habitações se apercebeu de um maior poder de compra dos casais em que a mulher entrou no mercado de trabalho — o que teve como consequência que ainda mais mulheres entrassem no mercado de trabalho para compensar os aumentos do custo da habitação e dos meios básicos de sobrevivência.
Em resultado deste processo, aumentou a desigualdade intergeracional (a desigualdade entre novos e velhos, em que estes se tornaram incomparavelmente mais ricos do que aqueles), e instalou-se uma evolução constante e progressiva da família tradicional com filhos para a actual ausência de crianças — e em que se pode vender um apartamento por mais de 50 mil Euros em zona urbana, e uma casa por mais de 100 mil Euros. Este desequilíbrio da riqueza é largamente suportado pelas mulheres e pela sua força de trabalho, que passam a financiar o aumento dos custos das habitações e, em última análise, esse prejuízo de bem-estar da mulher estende-se às crianças que deixam de contar com o tempo e a atenção das mães.
Infidelidade
A infidelidade aumenta porque os custos a pagar por ela diminuíram. Trata-se de uma regra base no mercado dos valores: quanto menos se paga por uma coisa mais ela se torna vulgar e ordinária. O mercado do sexo livre providencia as oportunidades, e homens casados, maduros e ricos são mais atractivos às jovens mulheres do que as mulheres maduras em relação aos homens jovens. Mais uma vez, a mulher sai a perder.
Aborto
Antes da pílula anticonceptiva, o custo de uma gravidez não desejada era muitas vezes assumido pelo homem na ponta da baioneta que protegia a honra da rapariga e da sua família. Agora, esse custo da gravidez não desejada é totalmente assumido pela jovem mulher: assim como a contracepção é “coisa de mulheres”, a gravidez também passou a ser. Se ela não aborta e leva a gravidez até ao fim, ela desaproveita as oportunidades do mercado de trabalho; se ela aborta, é ela que paga os custos emocionais do acto, os custos para a sua saúde física e muitas vezes paga do seu bolso o próprio acto clínico de abortar.
A conclusão de Reichert é a seguinte e nas suas próprias palavras:
« A contracepção resultou em um enorme desequilíbrio de riqueza e bem-estar em prejuízo das mulheres e, portanto, em benefício dos homens, assim como resultou em um desequilíbrio de bem-estar entre a mulher típica da família tradicional com filhos, e a mulher actual engajada no mercado de trabalho e sem filhos.
Ademais, tendo em conta que o bem-estar da mulher determina o bem-estar dos filhos, este desequilíbrio é “financiado” pela perda de bem-estar das crianças. Por outras palavras, quanto pior está a mulher, pior estão as crianças. Em termos “líquidos”, as mulheres e as crianças são as grandes perdedoras da sociedade contraceptiva. »
O “dilema do prisioneiro”
O “dilema do prisioneiro” é um conceito teórico relativo ao jogo (um conceito lúdico), em que existe uma situação em que todas as partes intervenientes têm a possibilidade de escolher entre a cooperação e a não-cooperação. Contudo, e porque as partes não são capazes de se coordenar e escolher a cooperação, elas optam pela melhor opção individual, que é a não-cooperação.
Aplicando este conceito às jovens mulheres da cultura contraceptiva, Reichert sugere que aquelas que não entram no mercado do sexo livre perdem as oportunidades dos “altos preços” pagos nesse mercado — por outras palavras: as mulheres que recusam o mercado sexo livre não desfrutam da maior atenção dos homens, da probabilidade de arranjar companheiro, de uma sensação de bem-estar e de uma “boa” imagem. Porém, essas jovens que recusam o mercado do sexo livre acabam também por se sentir em desvantagem no mercado do casamento, porque neste existem muitas mais mulheres do que homens. A decisão preferida das mulheres é então entrar no mercado do sexo e permanecer nele o mais tempo possível, não obstante o facto de que um novo reequilíbrio do modo de vida será pior para a mulher no decurso do seu ciclo vital.
Segundo Reichert, só é possível contrariar o “dilema do prisioneiro” através de leis e valores sociais que o quebrem, leis e valores esses que não se prevêem vir a ser estabelecidos em uma sociedade controlada por uma elite decadente, corrupta e destituída de valores éticos. Por isso, Reichert é de opinião de que os valores da Igreja católica e de outras religiões devem ser melhor aproveitadas, e propõe a criação de um movimento cultural e social em prol de um “novo feminismo”.

domingo, 16 de maio de 2010

RELAÇÕES PERIGOSAS: AS FARC, O PT E O GOVERNO LULA

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/relacoes-perigosas-as-farc-o-pt-e-o-governo-lula/



Reinaldo Azevedo 

domingo, 16 de maio de 2010 | 7:25


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Vocês vão entender por que publico o documento acima, assinado por Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil e agora pré-candidata do PT à Presidência.
Reportagem no Estadão deste domingo (ver post abaixo)  informa que a Polícia Federal descobriu uma base das Farc no Brasil:
“A guerrilha colombiana não só tem violado sistematicamente a fronteira Colômbia-Brasil como tem utilizado o território brasileiro para seus negócios, especialmente o narcotráfico. A conclusão faz parte do relatório final da investigação que levou à prisão, no dia 6, de José Samuel Sánchez, o ‘Tatareto’, apontado pela Polícia Federal como integrante da comissão de logística e finanças da 1.ª Frente das Farc, um dos mais importantes destacamentos da guerrilha colombiana.”
Pois é, leitor… A história dos petistas e do governo Lula com as Farc pode ser contada em capítulos. Nem é preciso fazer uma pesquisa muito exaustiva. Comecemos por observar que, ao longo dos anos, o lulo-petismo tem sido mais duro com o governo constitucional e democrático da Colômbia do que com os narcoterroristas. Explica-se.
Brasil neutro
Lula, o Itamaraty e os petistas não consideram as Farc terroristas — seqüestrar pessoas, degolá-las, manter campos de concentração na selva etc. não parecem caracterizar terrorismo para os nossos iluminados. Em março de 2008, numa entrevista ao jornal francês
Le Figaro (publiquei tradução), Marco Aurélio Top Top Garcia declarava:
“Eu lhes lembro que o Brasil tem uma posição neutra sobre as Farc: nós não as qualificamos nem de grupo terrorista nem de força beligerante. Acusá-las de terrorismo não serve pra nada quando a gente quer negociar.”
É Pouco? Pois eu lembro mais. Naquele ano, a Colômbia havia atacado um acampamento dos narcoterroristas situado no Equador. Eles contavam com a proteção do governo daquele país, comandado pelo filoterrorista Rafael Correa. Leiam o que disse Marco Aurélio ao jornal francês:
“O Brasil condena firmemente o ataque colombiano ao território equatoriano, que é, antes de mais nada, uma violação da soberania territorial. Nós exortamos a Colômbia a apresentar suas desculpas ao Equador. Paralelamente, o Brasil age para baixar a tensão na região, que atingiu níveis inquietantes. O presidente Lula vai receber hoje [ontem] o Presidente equatoriano, Rafael Correa, e nós vamos pedir a criação de uma comissão de investigação no âmbito da Organização dos Estados Americanos.”
O Equador protegia terroristas e traficantes  que seqüestravam e matavam na Colômbia, mas Marco Aurélio exigia desculpas dos colombianos!
Laços antigos
É compreensível! Vocês se lembram do Fórum de São Paulo, entidade fundada por Lula e Fidel Castro para reunir partidos e organizações da esquerda da América Latina? PT e Farc dividiram o mesmo teto na organização durante um bom tempo. Oficialmente, os narcoterroristas deixaram o Fórum. Quando estavam lá, já faziam o que fazem hoje: seqüestros, assassinatos, tráfico de drogas… Sob a bandeira da luta revolucionária marxista. Não que isso também não seja uma droga. Mas é outra.
Na reunião da OEA, que debateu o ataque, o Brasil atuou contra a Colômbia com a mesma fúria com que atuou contra Honduras. Hugo Chávez, o amigão das Farc, ameaçou ir à guerra!!! Naquela ação, morreu um dos chefões do bando, o terrorista pançudo Raul Reyes. Seu laptop, que foi apreendido, trouxe revelações espetaculares, indicando os laços entre o grupo e os governos da Venezuela e do Equador. E continha algumas coisas interessantes sobre o Brasil!!!
“Padre Medina”, sua mulher e Dilma Rousseff
Um dos chefões das Farc, o tal Padre Olivério Medina, mora no Brasil na condição de “refugiado político”. Desde 2006. Dele se diz ser um “ex-terrorista”. O laptop de Rayes trazia troca de mensagens entre os dois. Publicou o jornal colombiano El Tiempo no dia 10 de maio de 2008:
“(…) o contato das Farc, Francisco Antonio Caderna Collazos, o ‘Camilo’ [dois outros nomes de Medina] - casado com uma professora brasileira e encarregado de trocar cocaína por armas e do recrutamento de simpatizantes -, não pôde ser extraditado para a Colômbia porque goza do status de refugiado desde 2006″ (a íntegra da reportagem do jornal está
aqui).
No dia 4 de junho de 2008, Diogo Mainardi revelou em sua coluna na VEJA que a mulher de Medina, Angela Maria Slongo, era funcionária do governo Lula, mais precisamente do Ministério da Pesca. A revista Cambio, da Colômbia, publicou o e-mail em que Medina informa a nomeação a Reyes:
17 de enero de 2007
De: ‘Cura Camilo’
A: ‘Raúl Reyes’
“El lunes 15 inició ‘la Mona’ su empleo nuevo y para asegurarla o cerrarle el paso a la derecha por si en algún momento les da por molestar, entonces la dejaron en la Secretaría de Pesca desempeñándose en lo que aquí llaman un cargo de confianza ligado a la Presidencia de la República”.
Traduzindo
Na segunda-feira, dia 15, a “Mona” começou em seu novo emprego e para garanti-la ou impedir que a direita em algum momento a hostilize, a colocaram na Secretaria da Pesca, trabalhando no que chamam aqui de cargo de confiança ligado à Presidência da República.
“Mona” é como Medina, o “Cura Camilo”, se refere à sua mulher. A palavra tem tanto o sentido de coisa “fofa”, “delicada”, quando de macaca. Escolham… O que o e-mail evidencia? Que a contratação da “fofa” ou da “macaca” foi mesmo parte de uma ação política. Ora, quem será este sujeito indeterminado de “colocaram” e “chamam”?
Resposta: Dilma Rousseff. O requerimento que está no alto desta página foi publicado pela primeira vez do jornal Gazeta do Povo, do Paraná. Ali está o pedido de transferência. E o mais curioso: ela foi trabalhar no Ministério da Pesca em… Brasília! Vai ver passa as tardes pescando lambaris no lago Paranoá…
Segundo o jornal El Tiempo, Medina é um dos chefões de um troço chamado CCB - Coordinadora Continental Bolivariana. É o braço internacional das Farc, instalado em vários países. Reyes, o pançudo morto no Equador, divida a chefia da CCB com Medina e com Orlay Jurado Palomino, ou “Hermes”, que está na Venezuela.
O mistério dos US$ 5 milhões
No dia 16 de março de 2005, era esta a capa da revista VEJA.
capa-farc1
Informava-se ali (íntegra aqui). Volto em seguida :
Nos arquivos da Agência Brasileira de Inteligência em Brasília há um conjunto de documentos cujo conteúdo é explosivo. Os papéis, guardados no centro de documentação da Abin, mostram ligações das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) com militantes petistas. O principal documento nos arquivos foi datado de 25 de abril de 2002, está catalogado com o número 0095/3100 e recebeu a classificação de “secreto”. Em apenas uma folha e dividido em três parágrafos, esse documento informa que, no dia 13 de abril de 2002, um grupo de esquerdistas solidários com as Farc promoveu uma reunião político-festiva numa chácara nos arredores de Brasília. Na reunião, que teve a presença de cerca de trinta pessoas, durou mais de seis horas e acabou com um animado forró, o padre Olivério Medina, que atua como uma espécie de embaixador das Farc no Brasil, fez um anúncio pecuniário. Disse aos presentes que sua organização guerrilheira estava fazendo uma doação de 5 milhões de dólares para a campanha eleitoral de candidatos petistas de sua predileção. A notícia foi recebida com aplausos pela platéia. Faltavam então menos de seis meses para a eleição. Um agente da Abin, infiltrado na reunião, ouviu tudo, fez um informe a seus chefes, e assim chegou à Abin a primeira notícia de que as relações entre militantes esquerdistas, alguns deles petistas, e as Farc podem ter ultrapassado a mera simpatia ideológica e chegado ao pantanoso terreno financeiro.
Sob a condição de não reproduzi-los nas páginas da revista, VEJA teve acesso a seis documentos da pasta que trata das relações entre as Farc e petistas simpatizantes do movimento. Dos seis documentos, três fazem menção explícita à doação de 5 milhões de dólares. Num deles, está descrita a forma de pagamento: o dinheiro sairia de Trinidad e Tobago, um pequeno país do Caribe, e chegaria às mãos de cerca de 300 pequenos empresários brasileiros simpáticos ao PT, que, por sua vez, fariam contribuições aos comitês regionais do partido como se os recursos lhes pertencessem. Em outro documento, aparece a informação de que o acerto financeiro fora celebrado entre membros do PT e das Farc durante uma reunião realizada numa fazenda no Pantanal Mato-Grossense - e que os encontros de cúpula seriam articulados com a ajuda de Maria das Graças da Silva, uma funcionária da Câmara dos Deputados em Brasília que já militou no PC do B e seria amiga muito próxima do “comandante Maurício”, apontado como a maior autoridade das Farc no Brasil. Ao contrário da doação financeira e do mecanismo do pagamento, que são descritos em detalhes nos documentos da Abin, a menção à reunião no Pantanal aparece seca e sem detalhes.
“Conheço ele, sim, mas e daí? Não articulei encontro nenhum”, garante a funcionária Maria das Graças, que diz ignorar qualquer reunião no Pantanal.
(…)
Os contatos políticos entre petistas e guerrilheiros das Farc são antigos. Começaram em 1990, quando o PT realizou um debate com partidos políticos e organizações sociais da América Latina e do Caribe para discutir os efeitos da queda do Muro de Berlim.
(…)
A reunião na chácara em Brasília foi uma mistura de encontro político com festa de amigos. A chácara chama-se Coração Vermelho, pertence ao sindicalista Antônio Francisco do Carmo e fica a 40 quilômetros de Brasília. O encontro começou às 11 da manhã e terminou no início da noite. Aconteceu em torno de uma mesa debaixo de árvores, para evitar que um grampo clandestino pudesse captar as conversas. No início, com todos de pé, abriu-se uma bandeira das Farc e cantou-se o hino da guerrilha. Para entrar na chácara, os participantes tinham uma senha: bater com a mão espalmada no peito. Ao meio-dia, serviu-se um churrasco, com arroz e vinagrete, cerveja e refrigerante. Um dos presentes era o vereador Leopoldo Paulino, secretário de Esportes do então prefeito de Ribeirão Preto, o hoje ministro Antonio Palocci. Pouco antes, Paulino fundara o primeiro comitê de apoio às Farc no Brasil, em Ribeirão Preto. Na chácara, exibiu-se um vídeo com a inauguração do comitê, e Paulino explicou seu funcionamento. “Não temos presidente ou diretor. Somos todos guerrilheiros ou não somos. Se somos, então todos fazem parte da luta”, disse ele, conforme o relato transcrito pelo agente infiltrado da Abin. Foi aplaudido pelos presentes.
A VEJA, o vereador Leopoldo Paulino, que foi guerrilheiro da Ação Libertadora Nacional (ALN) e hoje é filiado ao PSB, negou que tenha participado de qualquer reunião na chácara Coração Vermelho. Outro que esteve presente, porém, o bancário Antônio Carlos Viana, um aguerrido militante comunista, confirmou a VEJA que a reunião foi feita, que o assunto era o apoio às Farc, mas disse que ninguém falou em dólares.
(…)
A primeira suspeita da generosidade financeira das Farc com esquerdistas brasileiros apareceu há dois anos, quando o deputado Alberto Fraga, hoje filiado ao PTB, contou que agentes da Abin lhe narraram a história. O deputado fez um discurso-denúncia sobre o assunto na tribuna da Câmara e tentou em vão abrir uma CPI. Não conseguiu recolher o número necessário de assinaturas de deputados. Sua denúncia não recebeu muito crédito, mas o deputado Luiz Eduardo Greenhalgh, do PT paulista, procurou-o. Disse que estava incumbido pelo governo de processar Fraga e queria saber se o deputado tinha provas da denúncia que fizera. Fraga blefou. “Eu disse que podia até apresentar testemunhas em juízo.” Diante disso, Greenhalgh nunca mais tocou no assunto, segundo Fraga. “Eu só falei para que ele tomasse cuidado com aquela história. Disse que ele poderia acabar sendo processado porque a história não era verdadeira”, desmente Greenhalgh. “Eu não estava falando em nome do governo.”
Concluindo
Um ou outro ainda poderiam dizer: “Ah, não exagere!…” Claro que não exagero!
No computador de Reyes, havia mensagens informando que as Farc estavam recebendo armamento da Venezuela. Em julho do ano passado, a Colômbia encontrou lança-foguetes de fabricação sueca, comprados pelo Exército venezuelano, em poder dos narcoterroristas. A negociação foi feita por dois generais próximos a Chávez, um deles acusado pelos EUA de envolvimento com o narcotráfico.
Chávez, inicialmente, negou. Apresentado às armas, deu uma resposta originalíssima: “Elas foram roubadas”. E ameaçou ir à guerra!!! Celso Amorim, o Megalonanico, não disse uma miserável palavra a respeito. Ou melhor, disse: afirmou não ter certeza de que aquilo houvesse mesmo acontecido, embora o próprio Chávez admitisse que as armas eram suas. O debate sobre o uso das bases colombianas pelos EUA estava no auge. Se Amorim nada disse contra a Venezuela, ele atacou duramente a Colômbia. Entre as Farc e os EUA, os nossos valentes já fizeram sua escolha.
Afinal, o Brasil é neutro em relação às Farc, mas não aos EUA… Numa das mensagens de Medina, ele diz que tinha muita esperanças de ficar no Brasil porque apostava bastante em Celso Amorim. Homem sábio!
Dado o conjunto da obra, as Farc passaram a considerar o Brasil um país seguro, com um governo amigo. Medina e Mona que o digam, não é mesmo, Dilma?

Homeschooling é crime? Para o Estadinho brasileiro é!

Nem os tiranos da antigüidade, nem os monarcas absolutos da Idade Clássica, nem Thomas Hobbes, nem Maximilien Robespierre, nem talvez o próprio Karl Marx imaginaram jamais estender o poder do Estado aos meandros mais íntimos da alma infantil, para fazer dela a escrava dos planos de governantes insanos.

Ante a condenação judicial do homeschooling, devo lembrar ao demeritíssimo que mesmo no Leviatã, a tirania absoluta inventada por Thomas Hobbes, os súditos conservavam "o direito de comprar, vender ou relacionar-se de outra forma; de escolher seu próprio domicílio, sua própria dieta, sua profissão, e de educar seus filhos conforme bem lhes pareça".
O signatário daquela obscenidade não se conforma com tão liberais concessões à autonomia dos súditos: para ele, o Estado tem o direito de impor a todas as crianças a forma e o conteúdo da educação, passando por cima da autoridade dos pais mesmo quando estes tenham comprovado, como Cleber e Bernadeth Nunes comprovaram, sua capacidade de educá-las melhor do que o Estado jamais poderia fazê-lo. Alegando "abandono intelectual", o Estado exigiu, para prová-lo, que os filhos do casal, David e Jonatas, se submetessem a provas escolares -- até aí, tudo bem --, mas manejou as provas de modo a torná-las bem mas difíceis do que aquelas a que são submetidos, nas escolas oficiais, os alunos da mesma idade dos dois meninos. Não eram provas, eram uma armadilha. Só com essa manobra, a autoridade já provou sua condição de litigante de má-fé e deveria ter recebido a punição judicial correspondente. Em vez disso, David e Jonatas submeteram-se humildemente ao jogo sujo. Não só passaram, mas revelaram possuir, com 13 e 14 anos, os conhecimentos requeridos para ser aprovados em qualquer vestibular de Faculdade de Direito do país. Provado, portanto, que não havia abandono intelectual nenhum, qual o passo seguinte da autoridade? Desprovida de seu argumento inicial, apelou ao Plano B e condenou o casal Nunes de qualquer modo. Qual foi esse plano? Alegar que, sem escola, os meninos, mesmo intelectualmente preparados, são deficientes em "socialização". Mas, se o problema deles era socialização, para que testar-lhes a capacidade intelectual em primeiro lugar? E qual a prova de que lhes falta socialização? O juiz não forneceu nenhuma: sua palavra basta. O que ele forneceu, sim, foi a prova de que Cleber e Elizabeth Nunes já estavam condenados de antemão, per fas et per nefas, para a glória do Estado onipotente e exemplo de quantos pais sonhem em retirar seus filhos do bordel pedagógico oficial para dar-lhes uma educação que preste.
O processo montado contra o casal Nunes foi fraudulento na inspiração, no encaminhamento e nas conclusões. Nem a justiça, nem a racionalidade, nem o interesse sincero na educação dos dois meninos passaram jamais pelas cabeças dos autores dessa farsa abjeta. Tudo o que elas quiseram foi impor a onipotência pedagógica do governo como um fato consumado, uma cláusula pétrea, um dogma indiscutível.
E por que o fizeram? Porque o governo necessita desesperadamente apossar-se das mentes das crianças, para usá-las como instrumentos na criação da sociedade futura, moldada nos cânones ditados pela ONU, pela Fundação Rockefeller, pela Fundação Ford, pela Fundação MacArthur e outras tantas organizações bilionárias firmemente decididas a implantar no mundo uma nova ordem socialista -- um socialismo diferente, onde o controle estatal da economia, falhada a experiência soviética da intervenção direta, se fará pela via indireta e sutil do controle da conduta, da modelagem das consciências, da engenharia social onipresente e onipotente.
Nem os tiranos da antigüidade, nem os monarcas absolutos da Idade Clássica, nem Thomas Hobbes, nem Maximilien Robespierre, nem talvez o próprio Karl Marx imaginaram jamais estender o poder do Estado aos meandros mais íntimos da alma infantil, para fazer dela a escrava dos planos de governantes insanos.
Mas, para o nosso governo, isso é indispensável. Que será da revolução continental se as nossas crianças não forem amestradas, desde a mais tenra idade, nas belezas sublimes das invasões de terras, no ódio aos velhos sentimentos religiosos, no culto dos estereótipos politicamente corretos e na prática devota da sodomia?

sábado, 15 de maio de 2010

Drauzio Varella Zé ruela...rimou.

Drauzio Varella Zé ruela...rimou.

Como é possível chamar de doutor um ser que diz que quem é religioso não tem condição de investigar cientificamente? Tem que avisar esse doutorzinho que ter fé é diferente de ter conhecimento.

 


sexta-feira, 14 de maio de 2010

Nação Hiperinflação

A dívida externa dos EUA é de 85% de seu PIB. Você pergunta, e daí? Os EUA que se ferrem.
Pois é, mas tenha certeza que ele não vai para o buraco sozinho.





quinta-feira, 13 de maio de 2010

OMS pretende criar imposto global sobre o uso da internet

 Olha o Estado mundial chegando...tudo começa cobrando impostos...

Fonte: http://www.anovaordemmundial.com/2010/05/oms-pretende-criar-imposto-global-sobre.html

Como se a OMS já não estivesse fazendo estrago o suficiente. Desta vez, a OMS - Organização Mundial contra a da Saúde está considerando um plano para pedir aos governos para imporem impostos globais aos consumidores tais como imposto sobre atividade na internet ou imposto sobre transações financeiras (sendo que exemplificam com o CPMF do Brasil).

No relatório entitulado "Saúde pública, inovação e propriedade intelectual: Relatório do Grupo de Trabalho de Peritos sobre financiamento de pesquisa e desenvolvimento da Estratégia Global sobre Saúde Pública, Inovação e Propriedade Intelectual", é discutido um esquema de financiamento que poderia levantar "dezenas de bilhões de dólares" para a unidade de saúde pública das Nações Unidas, a partir de uma ampla base de consumidores, que passariam a ser usados para transferir pesquisas de drogas, desenvolvimento e capacidade de manufatura, entre outras coisas, ao mundo em desenvolvimento.

Para mim, me cheira mais a uma forma de controlar e dificultar o acesso à internet e encher os bolsos desta máfia.

O dito Grupo de Especialistas da OMS sugeriu também pedir aos países ricos dispor parcelas fixas de seu produto interno bruto para financiar a transferência de pesquisas a nível mundial e desenvolvimento, e bem como pedir às nações em desenvolvimento com dinheiro, como China, Índia ou Venezuela a entrar com o restante do dinheiro.

Isto acrescentaria bilhões em fundos adicionais para os cuidados de saúde internacional para o futuro - 7,4 bilhões dólares anuais dos países ricos, e 12 bilhões de nações de baixa e média renda.

Mas as idéias de tributação são as que chamam mais atenção. O painel de peritos cita vários exemplos possíveis. Entre eles:

- Um imposto de 10% no mercado do comércio de armas, o que resultaria em 5 bilhões de dólares por ano

- Imposto digital ou "Imposto do bit": o tráfego na internet é imenso e irá provavelmente aumentar rapidamente. Esta taxa traria bilhões de dólares de uma ampla base de usuários.

- Taxa sobre transações financeira, CPMF - Contribuição Provisória Sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira: um imposto sobre transações bancárias, fixado em 0,38% e cobrado sobre pagamento de contas on-line e saques, que levantava uma estimativa de 20 bilhões de dólares por ano.

O painel conclui que "os impostos vão proporcionar uma maior segurança ao invés de contribuições voluntárias," e o relatório insiste para que o conselho executivo da OMS promova todas as alternativas, e ainda outras mais, para apoiar a criação de coordenação de inovações e pesquisas de saúde globais e um mecanismo de financiamento para a revolução esperada na pesquisa médica, desenvolvimento e distribuição.

O grupo de peritos chamado "Expert Working Group on R&D financing" conta com o brasileiro José Carvalho de Noronha que é atualmente funcionário da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), um dos principais centros de pesquisas de vacinas no Brasil.
Realmente não me surpreende.

Fontes:

Fox news: U.N.'s World Health Organization Eyeing Global Tax on Banking, Internet Activity
Relatório Executivo: Public health, innovation and intellectual property: Report of the Expert Working Group on Research and Development Financing

CALA A BOCA, MAGDA!Para Hillary Clinton, carga tributária contribui para progresso do Brasil

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/cala-a-boca-magdapara-hillary-clinton-carga-tributaria-contribui-para-progresso-do-brasil/

quarta-feira, 12 de maio de 2010 | 21:08
Da BBC Brasil, com título meu:
A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse nesta quarta-feira que “não é por acaso que o Brasil está crescendo” e citou a carga tributária como um dos fatores que contribui para os recentes progressos do país.
Em discurso na 40ª Conferência das Américas, em Washington, Hillary disse que em muitos outros países da região a relação entre a arrecadação de impostos e o PIB (Produto Interno Bruto) está entre as mais baixas do mundo, o que é “insustentável”.
“Tenho conversado com meus colegas no continente e com chefes de Estado e de governo sobre a necessidade de aumentar a arrecadação dos governos. E isso é apenas outra maneira de dizer impostos”, afirmou a secretária, diante de ministros e diplomatas dos países latino-americanos, dos Estados Unidos e do Canadá.
“Se olharmos para a relação entre arrecadação e PIB no Brasil, é uma das mais altas do mundo. Não é por acaso que o Brasil está crescendo e que está começando a reduzir as desigualdades em sua sociedade. E é uma sociedade grande e complexa. Mas eles estão fazendo progressos”, acrescentou.
“É uma política que vem de várias décadas e que tem sido seguida com grande comprometimento e está dando certo”, concluiu Hillary.
Críticas
As declarações da secretária de Estado contrastam com as críticas comumente feitas à carga tributária no Brasil, que ficou acima de 35% do PIB em 2009 - a maior na América Latina e uma das mais altas do mundo.
Há anos se discute a necessidade de uma reforma fiscal e tributária no país, a fim de reduzir a carga tributária.
O próprio representante brasileiro no encontro em Washington, o secretário-geral de Relações Exteriores, Antonio Patriota, pareceu surpreso com a declaração da secretária.
“Foi interessante ouvir a secretária Clinton dizer que uma das vantagens do sistema brasileiro é uma taxa de arrecadação muito alta na comparação com outros países”, disse Patriota, em seu pronunciamento, após a secretária já ter deixado a reunião.
“Isso não é necessariamente visto como uma vantagem pelo público brasileiro. Muitos no Brasil pensam que devemos simplificar os impostos”, afirmou.
Segundo Patriota, esse será um dos desafios a serem enfrentados pelo novo presidente, “quem quer que seja eleito em outubro”.