terça-feira, 30 de março de 2010

Hospital Mazzorra, Cuba: 26 assassinados

Cuba tem um dos melhores sistemas de saúde do mundo...tá bom.

Fonte: http://www.midiasemmascara.org/mediawatch/noticiasfaltantes/comunismo/10937-hospital-mazzorra-cuba-26-assassinados.html
Graça Salgueiro | 24 Março 2010
Notícias Faltantes - Comunismo 

 Quando alguém abrir a boca para falar da excelência da saúde e educação em Cuba, peça-lhe explicações sobre estes cadáveres mortos a míngua, de fome e de frio.


Mentira-cubana"Lula sabe desde há muitos anos que em nosso país jamais se torturou ninguém, jamais se ordenou o assassinato de um adversário, jamais se mentiu ao povo". (Fidel Castro Ruz em "Reflexões")
Há exatamente um mês morria, em decorrência de uma greve de fome de 83 dias, o preso político cubano Orlando Zapata Tamayo. Sua morte suscitou indignação mundial mas a reação das esquerdas veio mais rápida do que a atenção os apelos feitos durante meses, para que a ditadura atendesse suas solicitações. Da calúnia de que Zapata exigia "telefone, televisão e cozinha" na sua cela, passou-se à difamação daquele que já não podia se defender.
Dias depois desta morte ter ganhado as manchetes mundiais, o Granma, jornal oficial da ditadura, utilizou o seu mais subserviente articulista, Enrique Ubieta, para difamar Zapata, onde dentre outras coisas ele lança esta pérola: "É difícil morrer em Cuba, não porque as expectativas de vida sejam as do Primeiro Mundo - ninguém morre de fome, em que pese a carência de recursos, nem de enfermidades curáveis -, senão porque impera a lei e a honra". Mas não foi o que disse o folclórico Panfilo, que diante das câmeras de televisão berrava que o problema de Cuba era a fome e que acabou lhe rendendo um confinamento no Hospital Mazorra.
E no Estadão de hoje (23.03) leio que a deputada Vanessa Grazziotin (PC do B-AM) encampou uma moção de apoio a Cuba. A enfurecida comunista sentencia: "Na verdade, os virulentos ataques a Cuba escondem um alvo maior, que são as conquistas de governos populares comprometidos com a democracia e a justiça social das grandes maiorias de nossa América". Dona Grazziotin insiste em bater na mesma tecla parida pelos ditadores Raúl e Fidel, e seu capacho das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, de que existe "uma insistente campanha promovida por meios de comunicação intransigentemente comprometidos com a desinformação".
Ora, dona Grazziotin "esquece" que desinformação faz parte da práxis comunista, quer seja no Brasil, em Cuba, na Rússia ou na Venezuela, então, nada melhor do que lançar nos outros a culpa que lhe cabe, pois disso ela entende bem. A matéria fecha com chave de ouro essas declarações da deputada comunista: "A revolução cubana é marcada por um bem sucedido processo de transformações políticas, econômicas e sociais caracterizadas nas condições de vida do seu povo, principalmente na saúde e educação. Por obra da mídia mercantil, do seu bloqueio informativo, nada disso chega aos leitores e telespectadores brasileiros".
Cadaver-MazorraGrifei a última frase deste parágrafo porque concordo integralmente com ele, ressaltando apenas que, por obra da infiltração comunista nas redações de jornais há décadas, é que o povo não sabe o que se passa de fato naquela ilha amaldiçoada, sobretudo em relação à falácia da excelência na educação e saúde cubana pós-revolução castrista. Por mais que se diga e prove a mentira rotunda desses "sucessos", é preciso ir mais além e provar com fotos o quanto esta gente é mentirosa.
Em princípio de janeiro deste ano ocorreu um massacre no Hospital Psiquiátrico de Havana, também chamado de "Hospital Mazorra", conhecido por ser um campo de tortura de presos políticos e de consciência desde o começo da ditadura na década de 60. Ali se faziam - e fazem até hoje - experiências com seres humanos que apenas discordam das práticas e ideologia do regime ditatorial. Por ele passaram presos famosos como Armando Valladares, onde serviam, como nos campos de concentração nazista, de experimento para os mais hediondos crimes. Quando inaugurei o blog "Observatorio brasileño" a primeira postagem foi dedicada a este hospital. Para que se compreenda um pouco do que vou relatar a seguir, sugiro a leitura do artigo "¡¡¡Monstruos!!!", publicado em janeiro de 2009.
Morto-Mazorra1No dia 13 de janeiro deste ano o site "Penultimos días" publicou uma nota dando conta de que em Havana corria a notícia de que haviam morrido internos do Hospital Mazorra. Fontes que trabalhavam no hospital e que por razões óbvias não quiseram se identificar, disseram que 31 pacientes haviam morrido de fome e frio, entre os dias 9 e 12 daquele mês. Ainda segundo essas fontes, os trabalhadores do hospital tinham desviado para o mercado negro boa parte dos alimentos destinados aos pacientes.
Como a notícia já havia se espalhado, no dia 16 o governo emitiu uma nota através do "Granma", na qual tenta eximir-se da responsabilidade criminosa imputando a culpa aos próprios defuntos. Leiam o que diz a nota do Ministério da Saúde:
"No Hospital Psiquiátrico de Havana, que dispõe de 2.500 leitos, produziu-se durante a última semana um incremento da mortalidade dos pacientes internados. No total, reportam-se 26 falecidos.
Estes fatos estão vinculados com as baixas temperaturas de caráter prolongado que se apresentaram (de até 3,6 graus centígrados em Boyeros, onde se localiza o hospital) e a fatores de risco próprios dos pacientes com enfermidades psiquiátricas, a natural deterioração biológica devido ao envelhecimento, infecções respiratórias em um ano onde esta enfermidade mostra um comportamento epidêmico e as complicações de afecções crônicas presentes em muitos deles, fundamentalmente cardiovasculares e câncer". Um paciente psiquiátrico não tem necessariamente que ter problemas de saúde física, a não ser que ele seja exposto a algum risco, tal como aconteceu, de dormir num frio de menos de 4º sem um cobertor, e além do mais com fome!
Morto-Mazorra2Como pode-se atestar, a culpa não é da incompetência dos médicos, enfermeiros e demais funcionários do hospital, e nem muito menos irresponsabilidade criminosa do governo que deveria manter aquele nosocômio em condições de funcionamento, mas dos pacientes que são "velhos" e com "doenças degenerativas" que fatalmente os levaria ao óbito.
A questão fica ainda mais grave, uma vez que este fato calamitoso não ocorreu somente no Mazorra, mas também no hospital psiquiátrico conhecido como "Quinta Canaria" e num Lar de Anciãos no município central de Havana. Os médicos que estão sendo acusados de negligência por essas mortes, Dr. Wilfredo Castillo, Ivo Noa González e Roberto Masa defendem-se, dizendo que não vão ser os "bodes expiatórios" do desastre do sistema de saúde cubano. Eles acusam diretamente o ministro José Ramón Balaguer que, segundo informaram, "tinha um informe completo de todas as deficiências e carências do Hospital, desde os alimentos até material de higiene e limpeza, lençóis, toalhas, etc., e o mais importante: dos 325 medicamentos fundamentais que o hospital consome, 92 encontram-se em falta".
Morto-Mazorra3Quer dizer, como todos sabemos, a "excelência" da medicina cubana só existe para ser exportada para países miseráveis como o Haiti, onde os pacientes são cobaias nas mãos de incompetentes médicos que aleijam, cegam, deformam e matam pessoas sem importância e sem recursos que nunca vão processá-los pelos crimes que cometem. Quando Fidel Castro adoeceu, onde estavam os excepcionais médicos cubanos? Foi necessário importar um da Espanha para tentar consertar a porcaria que eles fizeram e que quase acabou com a porca vida deste assassino. Quando dona Dilma ficou doente, foi buscar tratamento em Cuba? Não! E quando o Sr. da Silva tem algum chilique, vai a um posto do SUS ou à Cuba? Não! Eles buscam o hospital mais caro do país, o Sírio Libanês, porque SABEM que mentem vergonhosamente sobre uma eficácia e excelência em médicos e hospitais que não existe, e que só servem para atender o pobre coitado que não tem que lhe chore a perda!
As fotos que vocês vêem neste artigo falam mais do que as mentiras pregadas pelos comunistas defensores da miséria para os outros, como esta deputada do PCdoB. Ela sabe que mente, ela sabe que em Cuba se cometem crimes de toda ordem contra um povo que clama no deserto. Portanto, quando alguém abrir a boca para falar da excelência da saúde e educação em Cuba, peça-lhe explicações sobre estes cadáveres mortos a míngua, de fome e de frio, e que a imprensa brasileira não quer que o povo tome conhecimento.
Fotos: www.penultimosdias.com

sexta-feira, 26 de março de 2010

O PT CONTRA SÃO PAULO - PARTIDÁRIOS DE DILMA QUEIMAM LIVROS, DEPREDAM PATRIMÔNIO PÚBLICO, ATACAM A POLÍCIA, INVESTEM NO CAOS…

ME DIGAM SE ESSES SERES, SE É QUE SE PODE CHAMAR DE HUMANOS...SÃO PROFESSORES, EDUCADORES, FORMADORES DE OPINIÃO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES???
IMPOSSÍVEL!!!!

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/o-pt-contra-sao-paulo-partidarios-de-dilma-queimam-livros-depredam-patrimonio-publico-atacam-a-policia-investem-no-caos/

sexta-feira, 26 de março de 2010 | 19:43

No primeiro post que escrevi sobre a greve da Apeoesp — que não deve ser confundida com greve de professores —, afirmei que os fascistas haviam, em passado recente, queimado livros em praça pública, como se fazia na Alemanha hitlerista. Como se fazia emFahrenheit 451, o excelente filme de François Truffaut, baseado no romance de Ray Bradbury. A turma da Bebel, presidente do sindicato, também acha que ler faz as pessoas infelizes — por isso, inclusive, opõe-se a qualquer forma de promoção por mérito no magistério. Mas volto ao ponto. Quando afirmei que os apeoespentos haviam queimado livros, Bebel negou; sustentou, apesar das provas, que era uma acusação mentirosa. Agora vejam esta foto de Ernesto Rodrigues, da Agência Estado.
apeoesp-queima-livros
São os comandados de Bebel queimando livros na manifestação de hoje.  Ela marcou a assembléia para o Palácio dos Bandeirantes, onde sabe que as concentrações são proibidas. Estava em busca de confronto com a polícia, que se limitou a interromper as vias de acesso que conduzem ao palácio. Os soldados não havia tocado numa caspa dos Remeletões & Mafaldonas, o que deixou a turba frustrada. Então eles deram um jeito: no cruzamento da rua Wagih Assad com a avenida Giovanni Gronchi, quebraram um vaso de rua e começaram a atirar pedras nos policiais, que revidaram com balas de borracha. Uma das pedras estilhaçou um carro de reportagem do Estadão.
Estes são os comandados pacíficos de Bebel: queimam livros, depredam o patrimônio público, atacam a polícia. O mais escandaloso: uma comissão da Apeoesp estava reunida com representantes do governo. Não há acordo. Os sectários dizem que só suspendem a greve — de uma extrema minoria — se as reivindicações forem atendidas; o governo diz que só continua a conversar com o fim da greve, no que faz muito bem.
Este ato de hoje, politicamente falando, foi planejado ontem no encontro de Bebel com Dilma Rousseff. A candidata do PT é, na prática, co-responsável pela bagunça e por uma eventual tragédia que decorra do absurdo sectarismo dos militantes petistas disfarçados de sindicalistas.
Alguns dirão: “Ah, seu título força a barra…” Força? Onde estava ontem  Bebel, que Dilma chamou de “querida”? No palanque da candidata, num evento de mulheres metalúrgicas, o que evidencia o caráter político-partidário do encontro. Ou a Bebel petista é só aquela  pacífica, e esta, que promove a arruaça e marca assembléia em local proibido, afrontando a lei, não é mais partidária de Dilma?
A provocação é de tal ordem que a presidente da Apeoesp marcou o próximo protesto para quarta-feira, dia 31. O sindicato faz as suas assembléias às sextas-feiras. Na quarta, Serra deixa o governo do Estado para se candidatar à Presidência. Bebel pretende que isso se dê com as ruas de São Paulo transformadas em praça de guerra por sua tropa de choque. O ideal mesmo seria, sei lá, produzir um cadáver!!!
Bebel praticamente já combinou com as primeiras páginas dos jornais paulistas: está prevista uma foto do presidenciável tucano ao lado de outra com o “protesto” da Apeoesp — o ideal é que seja o flagrante de um policial “reprimindo” um partidário de Dilma disfarçado de professor.
Os petistas descobriram como é fácil agredir a essência da democracia e ainda aparecer nos jornais e sites noticiosos como vítimas. Passem adiante este texto e esta foto dos partidários de Dilma queimando livros. Eis a civilização deles!

quinta-feira, 25 de março de 2010

Mais provas da colaboração entre ETA e FARC com Chávez no meio

Fonte: http://notalatina.blogspot.com/2010/03/mais-provas-da-colaboracao-entre-eta-e.html

Conforme eu havia prometido, segue a segunda parte de informações sobre os nexos do ETA com as FARC e a Venezuela. Como o assunto é muito rico em detalhes, preferi traduzir toda a matéria publicada pelo site Urgente24 da Argentina, para que não se perca nada. Ainda nesta edição há outro vídeo inédito, onde um desmobilizado das FARC conta sobre a experiência vivida em treinamentos com membros do ETA. Recordo que no ataque ao Clube El Nogal, em 2002, a técnica utilizada para provocar a explosão foi através de um celular, técnica que os guerrilheiros aprenderam com seus comparsas do ETA.
E amanhã haverá outra edição, desta vez para falar sobre o circo macabro da libertação dos militares Pablo Emilio Moncayo e Josué Daniel Calvo, prometida desde abril do ano passado e que arrastou-se até depois das eleições parlamentares, provando que não há qualquer boa vontade ou “interesse humanitário” mas um escambo vil, miserável e criminoso. A libertação finalmente está anunciada para ocorrer sábado e domingo próximos mas só amanhã comento este fato. Por hoje fiquem com estas revelações. Fiquem com Deus e até a próxima!
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Mais provas da colaboração entre ETA e FARC com Chávez no meio
Agosto de 2007, San Cristóbal (Venezuela), cenário de uma das feiras taurinas mais importantes do mundo. O condutor venezuelano contratado pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) estacionou sua furgoneta no aeroporto de Santo Domingo e recolheu os viajantes. A ordem era transferi-los à fazenda La Veremos, na região de El Amparo e Guasdualito, uma zona controlada desde há anos pelos terroristas colombianos.
“Levavam bagagem e durante a viagem fizeram camadas de vários celulares. Falavam em espanhol, francês e uma língua desconhecida (basco). Paramos para comprar água, tabaco e repelente para insetos. Após várias horas de viagem chegamos à fazenda onde lhes esperavam um grupo de guerrilheiros das FARC com um responsável chamado Pizarro. Descarregaram os volumes, entre eles um computador portátil, e me disseram que voltasse para apanhá-los cinco ou seis dias depois”, lembra agora o motorista, ao qual se identifica com o nome em código de “Patxo”, em suas declarações a dois policiais espanhóis em Bogotá (Colômbia) no passado mês de outubro.
O comandante das FARC, Nicolás Pizarro, recebeu os dois membros do ETA deslocados à Venezuela para dar um curso sobre armas e explosivos. A relação entre o ETA e as FARC é antiga. Iniciou-se em 1993, porém desde que Hugo Chávez governa a Venezuela se intensificou nesse país. “Camilo”, nome em código de um ex-terrorista das FARC, presenciou a chegada à fazenda La Veremos dos dois membros do ETA. “Os alunos éramos 13 milicianos das FARC e 7 do FBL (Frente Bolivariana de Libertação, da Venezuela). O curso durou 20 dias e estiveram presentes quatro comandantes de maior formação que o resto. Pizarro nos reuniu e apresentou aos instrutores como membros do ETA. Eles eram os encarregados de dar aulas sobre técnicas avançadas no manejo de explosivos”.
“Pizarro os apresentou como ‘camaradas que vêm de longe e experts em novos sistemas’ nos quais havia que atualizar-se. Disse que sua vinda era fruto do intercâmbio derivado de uma luta compartilhada e explicou o problema da constante opressão no qual vivia o povo basco. Eles se identificaram como integrantes do ETA... e disseram que a luta armada era a base de sua atividade”. Camilo e os outros terroristas das FARC observaram seus novos instrutores. O etarra que se fazia chamar Martín Capa aparentava uns 43 anos, vestia moletom, era forte e alto, de tez clara e cabelo castanho curto. De seu acompanhante, Iñaki Dominguez Achalanbadaso, de uns 30 anos, lembra sua magreza, nariz grande e argolas nas orelhas.
Os etarras dormiram na casa da fazeda e o curso iniciou-se na manhã seguinte. “Começava-se o dia fazendo ginástica , depois se realizavam as tarefas próprias e habitualmente na primeira hora da tarde, até às quatro, era quando tínhamos duas horas de aula com instrução Teórica e prática com os professores do ETA. Nos treinaram no manejo do explosivo C-4 que tem um efeito destrutivo superior que a dinamite, usando menores cargas, sendo relativamente fácil de obter por ser muito usada nas perfurações petrolíferas da Venezuela. O uso do C-4 melhoraria o transporte, distribuição e manipulação dos explosivos devido à necessidade de dispor de um menor volume para se assegurar o mesmo resultado”.
Os instrutores etarras ensinaram aos militantes das FARC a utilizar telefones celulares como sistema para iniciar explosões. Camilo lembra assim: “O que se encarregou de dar estas lições foi o membro mais jovem do ETA. Ele realizou uma prova usando cinco gramas de C-4 com um pouco de pólvora negra em cima, para que os efeitos fossem mais visíveis. Após fazer a chamada, produziu-se uma pequena explosão com bastante fumaça preta. Os telefones usados deviam ser de tecnologia BSM e não analógicos”.
A testemunha assegura que o etarra que dizia chamar-se Martín Capa “demonstrou grande domínio na utilização de explosivos... conhecia perfeitamente a Venezuela, sua geografia e a política interna inclusive pessoas do Governo do presidente Chávez, de quem se mostrava fervoroso partidário, além de nomes de partidos políticos na oposição e demais associações. Os dois diziam que as relações ETA-FARC se incrementariam no futuro com mais seminários formativos. Que o ETA ia estar pendente das necessidades das FARC e que a intenção era globalizar a luta”. Queriam assassinar o ex-presidente Andrés Pastrana e outros altos cargos em Madri.
Uma semana mais tarde o chofer venezuelano voltou à fazenda La Veremos com sua furgoneta. No caminho encontrou-se com um pelotão de guerrilheiros e os dois viajantes de San Cristóbal: “Disseram-me que tinha que levá-los até a localidade venezuelana de Coro, no estado Falcón. Disse-lhes que a viagem podia durar umas nove horas. Comentaram que tinha que ir rápido porque iam ver alguém que chamavam “La Negra” (Remedios García Albert, delegada das FARC na Europa)”, lembra agora o motorista.
Pararam para reabastecer e chegaram a Coro por volta das cinco e meia da tarde. Pouco antes um dos etarras recebeu uma chamada de um tal “Fontán” que lhe indicou que deveriam dirigir-se a um posto de gasolina onde estariam lhes esperando. “Lá havia um grupo de pessoas com dois carros. Os dois visitantes desceram do veículo e saudaram efusivamente Arturo Cubillas Fontán (ligação do ETA na Venezuela), La Negra e um homem que respondia pelo nome de Gualdrón”. Também aguardava “um homem com vestimenta de civil, porém que levava um colete com o escudo da DIM (Direção de Inteligência Militar venezuelana) e um grupo de pessoas armadas que, a julgar por suas conversações, pareciam militares venezuelanos que prestavam escolta e segurança ao resto do grupo”.
O chofer observou que Gualdrón entregou a La Negra, La Médica, uns passaportes venezuelanos e esta os entregou aos dois instrutores do ETA, que por sua vez devolveram os documentos que haviam usado para entrar na Venezuela. Fizeram várias chamadas telefônicas nas quais falaram de apressar-se porque deviam “sair por lancha ou zarpar”.
A ligação etarra na Venezuela, Arturo Cubillas Fontán, de 46 anos, chefe de segurança do Instituto Nacional de Terras, inscrito no Ministérios da Agricultura do governo de Chávez, subiu numa Toyota com vidros escuros, junto aos dois etarras, La Negra e “o homem que usava o colete da DIM”. Em outra Toyota subiram os prováveis militares que faziam a escolta. A caravana viahou para a localidade venezuelana de Punto Fijo.
Os instrutores etarras acompanhado por Cubillas viajaram até Maracaibo. “Iam dar outro curso similar (de explosivos) no Bloco Caribe das FARC”, assegura Camilo em seu testemunho aos policiais espanhóis. Cubillas reside na Venezuela desde 1989, quando foi deportado da Argélia e é cidadão venezuelano por ter fixado residência nesse país. Está casado com a jornalista venezuelana Goizeder Odrizola, hoje diretora de informação do Vice-presidente da República, Elías Jaua Milano, um dos políticos mais próximos de Chávez.
Em janeiro de 2008, no acampamento das FARC do comandante Iván Márquez, levantado na localidade venezuelana de Zulia, apareceu um novo instrutor d ETA que se fazia chamar “Schumacher” e que participou da escola militar Efraín Guzmán.
“Rubén”, ex-membro das FARC o descreveu assim aos policiais espanhóis: “Schumacher tinha uns 27 anos, 1.90 de altura, compleição magra, cabelo negro curto, olhos castanhos fundos, nariz grande e bastante peludo... Permaneceu lá uns 15 dias. No mês de ir embora voltou de novo com outro espanhol que respondia pelo nome de Carlos”. Este último era um tipo de uns 60 anos, gordo, cabelo preto, bigode, óculos e nariz aquilino. “Era muito aficionado à leitura e depois soube que havia estado detido na Espanha”, lembra Rubén.
A escola estava montada para dar instrução aos membros das FARC da frente do Bloco Caribe. Rubén era um dos 60 alunos do curso. “Tratamos do manejo de explosivos e todo tipo de artefatos selecionando-se quatro guerrilheiros para receber as aulas. Em novembro de 2008 saí do acampamento com outros guerrilheiros até Maracaibo e vi chegar uma caminhoneta branca, conduzida por um homem, ao qual lhe acompanhavam duas pessoas que iam ficar, e para levar Carlos e Schumacher. Eram outros dois membros do ETA que vinham substituí-los e desenvolver os mesmos trabalhos”, assegura o ex-membro das FARC.
Schumacher, Carlos e outros etarras já haviam atuado cinco anos antes como instrutores das FARC em outros acampamentos venezuelanos deste grupo terrorista, segundo os testemunhos obtidos em Bogotá pela polícia espanhola. A testemunha Rubén lembra de ter sido treinado por eles durante o último trimestre de 2003. “Eram especialistas no uso do explosivo C4, enquanto que a guerrilha trabalha mais com ANFO e R1... Eles também receberam instrução das FARC em técnicas de combate e tiro. Depois vi em um noticiário que um deles havia sido detido na Espanha”.
César, outro ex-membro das FARC, lembra-se deles, também em 2003, no acampamento Ceniza, situado no estado venezuelano Zulia. “No mesmo dia em que eu cheguei eles se foram... Deram aulas de manejo de explosivos... Um dia, por casualidade, encontrei o caderno de notas de um deles e fiquei com ele porque tinha muitas anotações sobre o manejo de explosivos e seus nomes. Acho que ainda o conservo...”.
Três anos depois, em 2006, coincidiu com outros quatro etarras nos acampamentos das FARC Malanga, El Tigre e Las Pavas, todos na Venezuela. Eram, outra vez, Carlos e Schumacher e outros etarras. “Carlos teve que ir embora por causa do seu estado de saúde. Dois deles de uns 28 e 30 anos, me chamaram a atenção porque acabaram muito fracos desmaiando algumas vezes quando davam instrução. Nos ensinaram as vantagens do uso do C4 (explosivo), a pentrita (explosivo) e o RDX. Como fabricar dispositivos iniciadores de mercúrio dentro de uma seringuinha de metal para ser ativada pelo movimento... como e onde pôr as cargas para fazer carro-bomba e colocar bombas-marisco... Recebemos o curso entre 45 e 55 guerrilheiros”. Em maior de 2007, Schumacher voltou ao acampamento.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Ligações entra FARC, ETA, Al-Qaeda e Chávez. E o Brasil?

DIGA-ME COM QUEM ANDAS E EU TE DIREI QUEM ÉS.

Salmos 1

1 BEM-AVENTURADO o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.
2 Antes tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.
3 Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará.
4 Não são assim os ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha.
5 Por isso os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos.
6 Porque o SENHOR conhece o caminho dos justos; porém o caminho dos ímpios perecerá.

Fonte: http://notalatina.blogspot.com/2010/03/ligacoes-entra-farc-eta-al-qaeda-e.html



Nos primeiros dias do mês de março a Espanha, através do juiz Eloy Velasco, da Audiência Nacional, encaminhou ao governo da Venezuela pedido de explicações acerca do membro do bando terrorista ETA, Arturo Cubillas Fontán, que tinha residência nesse país. A notícia explodiu como uma bomba na Venezuela, sobretudo porque nos autos o juiz acusa Cubillas de ser o elo entre o ETA e as FARC, informações obtidas através de correspondências trocadas entre os dois bandos e que constavam dos computadores apreendidos de Raúl Reyes.
Como era de se esperar, a primeira reação de Chávez foi de insolência, prepotência e arrogância ao dizer em reposta a Zapatero que “não tenho nada a explicar a você e exijo que respeite a soberania do povo e do Governo venezuelano”. Ora, não é “falta de respeito” pedir que alguém esclareça acusações tão graves e essa resposta defensiva só o incrimina mais, como de fato demonstrou-se posteriormente. Não tivesse Chávez nada a temer e prontamente procuraria investigar o caso e colaborar, livrando seu país de um elemento indesejado e procurado por crimes de terrorismo.
Ocorre que muitos anos antes desses fatos virem à tona, o Cel Luis Alberto Villamarín Pulido já denunciava em seu livro (inédito no Brasil) “Narcoterrorismo la guerra del nuevo siglo”, Ediciones Nowtilus España, 2005, que havia nexos entre não somente FARC e ETA como também com a Al-Qaeda. No referido livro, o Cel Villmarín cita o que disse o Gen James Hill, do Exército dos Estados Unidos, comandante do Comando Sul em 3 de março de 2004: “O narco-terrorismo é uma força de destruição penetrante que afeta todos os países da região. Existem nexos entre as guerrilhas latino-americanas e as organizações terroristas transnacionais, incluídas o IRA da Irlanda, o Hezbollah, o Hamas, o Islamiya Al Gama’at da Palestina e o ETA da Espanha, cujos contatos operam em lugares tais como a área da tríplice fronteira entre Argentina, Brasil e Paraguai, e na ilha venezuelana de Margarita. Estes grupos geram centenas de milhões de dólares mediante o tráfico de drogas e armas para financiar ações terroristas em todo o planeta”.
Mais adiante, relata o Cel Villamarín: “As suspeitas dos nexos dos terroristas muçulmanos com seus similares colombianos se incrementaram depois do 11/09, quando o ‘Mono Jojoy’, segundo cabeça das FARC, fez um chamamento público aos guerrilheiros para atacar a Colômbia sem misericórdia, objetivos econômicos dos Estados Unidos, convertidos para as FARC em ‘objetivos militares’”. Thomas Gordon, expert britânico em temas de inteligência e contra-terrorismo de credibilidade internacional, afirmou que “os serviços secretos britânicos têm provas sobre os nexos da Al-Qaeda com as FARC, encontrados em documentos na Arábia Saudita em posse de um militante da Al-Qaeda, mostrando que tiveram contato em maio de 2003. Isto corrobora os nexos da Al-Qaeda com o ETA e o IRA, como pontes das reuniões das FARC com os terroristas muçulmanos”.
“De acordo com os testemunhos dos desertores das FARC, os terroristas foram treinados em técnicas para irromper em residências urbanas, destruição de edificações, preparar e ativar carros-bomba, disparar todo tipo de armas ligeiras e assassinar adversários com faca”. Estas informações foram tomadas do livro acima citado, entre as páginas 100 e 110.
O juiz Eloy Velasco está acusando a Venezuela de ter nexos, ou servir de “ponte” entre as FARC e o ETA, então, o que tem a Al-Qaeda a ver com isso e por que Velasco não citou este bando terrorista no rol dos envolvidos? Acredito que ele ainda vá chegar lá, pois as ligações são muito maiores do que se presume e, inclusive, envolvem o Brasil. No início deste mês, um pouco antes de vir a público as denúncias do juiz espanhol, recebi de um amigo o link para um vídeo em francês que mostrava a expansão do islamismo no Brasil. Nele aparecia uma mesquita com seus membros e entrevistas com os líderes e alguns “convertidos”.
O que se passa, na realidade, é que aquilo é fachada para uma célula terrorista, que pode perfeitamente ter relações com as FARC, com o PCC e o MST. Os “tipos” hoje convertidos em muçulmanos são nitidamente delinqüentes da periferia de São Paulo, que encontraram uma forma de oficializar suas ações sob o manto de uma religião. Curiosamente, depois que estes fatos envolvendo FARC-ETA-Al-Qaeda e Venezuela vieram à tona, o vídeo foi tirado do ar mas vocês podem conferir aqui (para quem entende francês) a advertência feita. Do mesmo modo, neste vídeo inédito, exclusividade do Notalatina, com exposições do Cel Villamarín, expert em terrorismo e contra-terrorismo do Exército da Colômbia (meu mestre e amigo), da líder do Centro Cultural Islâmico da Colômbia, Fanny Ochoa e do Imã da Comunidade Muçulmana na Colômbia, Julián Arturo Zapata, estas alianças são denunciadas claramente, inclusive o imã cita textualmente o Brasil.

Há poucos dias o ministro do Interior e Justiça da Venezuela, Tarek El Aissami, tentou desmerecer as denúncias da Espanha contra a Venezuela, afirmando que existe “uma campanha permanente de agressão e desprestígio midiático” e que “nos atacam sobre a base de puras mentiras e manipulações midiáticas com as quais querem vincular nosso governo com a ETA e as FARC”. Irado, disse que “essa mentira não pode se sustentar”. Entretanto, “quem” é El Aissami? Que moral tem este sujeito para rotular provas de “campanha midiática mentirosa”? Vejamos um pouco de sua biografia.
O senhor El Aissami é um venezuelano descendente de sírios que antes de ser nomeado ministro do Interior e Justiça ocupava o cargo de Vice-Ministro de Segurança Pública. Seu pai, Carlos Aissami, é o chefe da sessão venezuelana do partido político Baath do Iraque. Antes da invasão do Iraque disse em uma entrevista na imprensa que era um talibã e referiu-se a Bin Laden como “o grande Mujahidin, o Sheik”. Em 2003 El Aissami foi encarregado, junto com outro líder estudantil radical – Hugo Cabezas, hoje governador do estado Trujillo - na Universidade de Los Andes (ULA), em Mérida, da direção da ONIDEX (Escritório Nacional de Identificação e Estrangeiria – nas siglas em espanhol).
Na ocasião houve estranhamento pela nomeação, pois eram conhecidas suas conexões com guerrilheiros na ULA. Nessa ocasião surgiram evidências de que durante este tempo Aissami e Cabezas emitiram passaportes e documentos de identidade venezuelanos a membros do Hezbollah e do Hamas. Como líder estudantil da ULA, Aissami tinha o controle também dos dormitórios, que utilizava para esconder carros roubados, tráfico de drogas e os próprios guerrilheiros. Segundo esses informes, das 1.122 pessoas que habitavam os alojamentos universitários apenas 387 eram estudantes, e mais de 500 não tinham nada a ver com a universidade.
Segundo a jornalista Patricia Poleo, Aissami, junto com outros filiados ao Hezbollah, tais como Gahzl Nasserddi, atualmente Encarregado de Negócios na Embaixada da Venezuela em Damasco, e seu irmão, Ghasan Nasserddi, estão encarregados de recrutar árabes-venezuelanos filiados ao PSUV (Partido de Chávez) para ser enviados ao sul do Líbano para receber treinamento de combate nos campos do Hezbollah. De volta à Venezuela, são recebidos pelos membros radicais do PSUV filiados à UNEFA (universidade das Forças Armadas) e à Universidade Bolivariana da Venezuela, para continuar o treinamento em armamento, explosivos e munições. Os campos de treinamento estão localizados nos estados Monagas, Miranda, Falcón, Yaracuy e Trujillo. Estas pessoas são supervisionadas pela Organização do Hezbollah na Venezuela, junto com os iraquianos da Al-Qaeda que vivem atualmente no país, e pela Frente Democrática da Palestina, encabeçado por Salid Ahmed Rahman que tem escritório no Parque Central de Caracas.
Há ainda um extenso material comprobatório das relações do governo venezuelano com as FARC e o ETA que não pude documentar, porque precisei me afastar de minhas atividades em decorrência de um grave problema na coluna, mas para não ficar muito cansativo, deixo para uma próxima edição que pretendo fazer amanhã.
E há ainda a novela sobre a entrega dos seqüestrados das FARC, anunciados desde abril do ano passado, e que se arrasta miseravelmente como se a vida das pessoas – familiares e cativos – valesse tanto ou quanto um papel higiênico usado. Por hoje, assistam ao vídeo e tentem digerir estas informações que nos afetam diretamente, embora a mídia nacional só esteja preocupada em falar do caso “Arruda” porque é absolutamente inofensivo e não envolve seu patrão. Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários e traduções: G. Salgueiro

terça-feira, 23 de março de 2010

Zenóbio Fonseca em debate pró-homossexualismo da MTV

Um livro histórico fundamental

De fato, "O Livro Negro do Terrorismo no Brasil", uma quase enciclopédia, se projeta como repositório de informações fundamentais, que lança poderoso fanal de luz sobre o "Estado Forte" a que chegamos. Sem a sua leitura fica improvável sabermos como o Brasil, dominado hoje pelos mesmos terroristas dos "anos de chumbo", se transformou no Império da Corrupção e da Mentira, a espantar as consciências livres e o mundo civilizado.
"Há uma regra infalível para se julgar livros: basta saber por quem são amados e por quem são odiados".
Joseph de Maistre
Uma das mais impressionantes obras nacionais - de fato, documento extraordinário a se constituir em leitura obrigatória para quem, de modo abrangente, pretende conhecer a verdadeira história da subversão comunista no Brasil - permanece inédita para a generalidade dos brasileiros alfabetizados, ainda que concluída em 1988.
Trata-se de obra especializada, extremamente bem escrita, singularmente objetiva, com acervo de ilustrações, mapas, relatos e registros históricos de fazer inveja a "Enciclopédia" de Diderot. No entanto, em que pese tal soma de virtudes, ninguém a encontra nas livrarias, nem nos catálogos das grandes ou pequenas editoras do país e muito menos nas bibliotecas públicas ou das universidades.
Mas qual é o nome desta obra essencial, em dois volumes, já enfeixados em 966 folhas datilografadas, só disponível para consultas em poucas bibliotecas privadas e, pelo que se sabe, nos sites "www.averdadesufocada.com" e "www.ternuma.com.br"?
Bem, ela se chama "O Livro Negro do Terrorismo no Brasil" - e logo nos primeiros capítulos, por incontáveis méritos, se impõe como documento único nos anais da nossa história contemporânea. Segundo consta, o trabalho surgiu como uma reação natural às mentiras sistemáticas veiculadas no livro "Brasil: nunca mais", texto-calúnia coordenado e apresentado em 1985 por D. Paulo Evaristo Arns (o "Cardeal Vermelho"), e engendrado por pesquisadores esquerdistas e terroristas das mais variadas procedências - entre os quais, Paulo Vanucchi, da ALN (a famigerada Ação Libertadora Nacional, responsável por um sem-número de seqüestros, assaltos a bancos e assassinatos), atual titular da Secretaria Especial de Direitos Humanos - empenhados em interpretar, de forma tendenciosa, dados e informações disponíveis nos arquivos da Justiça Militar sobre os chamados "anos de chumbo" vigentes entre 1966/1974.
(Só para lembrar: é a SEDH quem seleciona e indica, por deliberação de "comissões" engajadas, os terroristas a serem beneficiados com a bilionária "Bolsa-Ditadura", polpuda grana indenizatória doada pelos crimes que eles mesmos praticaram).
Em retrospecto, ainda no segundo semestre de 1985, ante as corrosivas distorções veiculadas pelo doloso "Brasil: nunca mais", o CIE (Centro de Informações do Exército), com o aval do então ministro do Exército, General Leônidas Pires Gonçalves, partiu para a convocação de uma equipe de analistas e pesquisadores capaz de restabelecer a verdade dos fatos corrompida pela eterna solércia dos comunistas.
Feitas pesquisas minuciosas - em que foram estudados e examinados, retroativamente a 1964, inumeráveis processos, inquéritos, depoimentos os mais diversos, entrevistas a jornais e revistas, gravações televisivas e toda uma vasta bibliografia disponível no Brasil e exterior, inclusive de ex-militantes da luta armada - a obra foi concluída, em 1987, com o título provisório de "As Tentativas de Tomada do Poder", sendo posteriormente rebatizada com adequado nome de "O Livro Negro do Terrorismo no Brasil". Assim, depois de dois anos e meio, estava pronta aquela que seria a palavra oficial do Exército sobre a ação do terror revolucionário levada a cabo por dezenas de facções comunistas no espaço nacional.
Mas, de forma estranha, foi justamente depois de concluído "O Livro Negro do Terrorismo no Brasil" que se deu a inana: levado o texto ao General Leônidas Pires Gonçalves, sua publicação foi vetada. O então ministro do Exército, que antes tinha autorizado a confecção da obra (o Projeto Orvil, nome do "Livro" às avessas, no dizer dos militares), alegou, como justificativa para não publicá-lo, que "a conjuntura política não era oportuna e que o momento era de conciliação e desarmamento dos espíritos".
De fato, nos bastidores da "transição democrática" teria ocorrido o seguinte: o pusilânime José Sarney, por fatalidade levado ao posto de presidente da República, ao tomar conhecimento da existência da obra produzida pelo CIE, de imediato desaconselhou a sua edição, temeroso de que ela pudesse, durante o seu indigente desgoverno, "abrir antigas feridas que ainda estavam em fase de cicatrização".
No encontro mantido com Sarney, embora o ministro acatasse a decisão presidencial, deixou claro que o Projeto Orvil permaneceria resguardado como um documento para ser usado no futuro, em caso de necessidade - ou seja, na emergência do revanchismo vermelho. Neste caso, pensava o crédulo ministro, o livro, com a sua edição, poderia funcionar como arma de defesa nas mãos dos militares.
O problema todo é que, desde então, o "revanchismo" comunista jamais deixou de avançar: vigente há mais de 1/4 de século, o que se entendeu por Lei da Anistia - "ampla, geral e irrestrita", concedida de mão beijada pelos generais "simpatizantes" Geisel-Golbery-Figueiredo" - não passou de uma farsa rendosa que serviu de afrodisíaco para que as esquerdas, uma vez no poder, usando ardis os mais diabólicos, levassem as Forças Armadas ao canto das cordas.
(Só para exemplificar: no momento, um desses pilantras, candidato à Presidência da República e "avesso aos militares", pretende propor, se eleito, a criação de um Ministério da Segurança Pública, para o respectivo controle das nossas fronteiras, na tentativa de esvaziar o papel constitucional das Forças Armadas).
Pergunta-se: por que toda essa conjuração de silêncio em torno do "Livro Negro do Terrorismo no Brasil"?
Bem, como se sabe, os comunistas têm na ação terrorista um dos instrumentos básicos para a tomada do poder. Lenin, Stalin, Mao, Pol Pot, Fidel Castro, Luiz Carlos Prestes, Marighela, entre outros "espíritos obstinados", jamais hesitaram em partir para a luta armada, contemplando sempre o assassinato, a guerra de guerrilha, o foquismo, o atentado, a sabotagem e demais atrocidades que compõem o tradicional cardápio da violência revolucionária.
No caso do Brasil, embora a prática do terror tenha sido adotada com maior nitidez depois do contragolpe de 1964, especialmente a partir do atentado a bomba do Aeroporto Guararapes, em Recife, já bem antes, com a malograda (e covarde) Intentona Comunista de 1935, tramada em Moscou pelo Comintern, e as escaramuças revolucionárias das Ligas Camponesas de Francisco Julião, financiadas por Fidel Castro em 1961 - ela já se manifestava e cumpria papel de relevo na estratégia comunista de tomar o poder.
Nesta perspectiva, ao fazer o levantamento conciso, mas definitivo, da guerra suja antecipada pelos integrantes da luta armada, bem como do seu modus operandi fundamentado na violência, é que "O Livro Negro do Terrorismo no Brasil" ganha dimensão similar, guardadas as devidas proporções, ao "Le livre noir de communisme", de autoria de um grupo de pesquisadores europeus, publicado anos mais tarde (1997) pela Editora Laffont, de Paris, e que tinha igual propósito: o de mapear e dar a conhecer ao público o somatório de crimes postos em prática pelo terror vermelho.
Como já foi dito, o livro dos pesquisadores militares levanta com riqueza de detalhes as quatro tentativas de tomada do poder pelos comunistas. Mas, antes de entrar no entrevero dos "anos de chumbo", a obra faz a necessária limpeza do terreno ideológico para situar a sintomatologia do mal e abrir caminho - desmontando mitos, lendas e falsas interpretações - para melhor entendimento da intrincada patranha comunista.
Preliminarmente, entre outros temas, o livro aborda o apego de Marx e Lenin à violência revolucionária; assinala como foi criado, em 1922, o Partido Comunista Brasileiro, extensão da Internacional Comunista; expõe as dissensões internas de suas facções radicais; faz conhecer as escaramuças de Luiz Carlos Prestes como vassalo de Moscou para armar a Intentona Vermelha de 1935 na tentativa de assalto ao poder; revela os métodos de infiltração comunista nas instituições e partidos democráticos; demonstra como eles atuam nos meios de comunicação e manobram alianças e acordos políticos; enumera suas diversas formas de proselitismo ideológico para seduzir as massas e "inocentes úteis"; descortina como se promoviam as agitações no meio militar, sindical e estudantil; e de como os comunistas se apossaram, entre 1962/63, do governo João Goulart e, dentro dele, a pretexto de se fazer reforma política radical, quase levam o país à "democracia popular" nos moldes estabelecidos nas escravizadoras URSS de Kruschev, China de Mao e Cuba dos irmãos Castro.
Coisa notável: o segundo volume do Livro, que trata basicamente da luta armada no campo e na cidade, revela-se tão rico, documentado e vigoroso quanto o primeiro. Nele são revistos, sem distorções ou mutilação da verdade, os papéis da Conferência da Tricontinental cubana (modelo do atual Foro de São Paulo) e dos encontros da OLAS - Organización Latinoamericana de Solidaridad - como agentes da expansão dos grupos subversivos no Brasil, ao tempo em que se descreve com fartura de dados as "ações revolucionárias" da AP, UNE, PCB, PC do B, PCBR, POLOP, MR-8, VPR, ALN, MPL, MRT, MRMN, Var-Palmares, Colina e dezenas de organizações radicais que, pela violência armada, pretendiam, conforme comunicado terrorista, "equacionar os problemas fundamentais do pais".
O leitor mais exigente encontrará no Livro o inventário escrupuloso da luta clandestina travada em todos os quadrantes do território nacional e, por sua vez, tomará conhecimento, em detalhes, do assombroso número de assaltos à mão armada, assassinatos, seqüestros, raptos, atentados a bomba, denúncias de torturas, delações e "justiçamentos" covardes, cujo escopo, para a "moral terrorista", era a "propaganda revolucionária".
E saberá, em minúcia, como a igreja apóstata da "Teologia da Libertação", manipulando os frades dominicanos, levou Marighela à morte; conhecerá como Miguel Arraes, de posse de milhões de dólares de contribuições de origem duvidosa e sacados dos cofres argelinos criou, em Paris, empresa à serviço da desinformação e da sabotagem; e tomará ciência, entre tantos fatos vergonhosos, de como o hoje deputado federal José Genoíno, estrela do PT, entregou de bandeja aos milicos a estrutura do PC do B na guerrilha maoísta do Araguaia.
De fato, "O Livro Negro do Terrorismo no Brasil", uma quase enciclopédia, se projeta como repositório de informações fundamentais, que lança poderoso fanal de luz sobre o "Estado Forte" a que chegamos. Sem a sua leitura fica improvável sabermos como o Brasil, dominado hoje pelos mesmos terroristas dos "anos de chumbo", se transformou no Império da Corrupção e da Mentira, a espantar as consciências livres e o mundo civilizado.
Ademais, por um fenômeno de associação lógica, percebemos que, no exato momento em que a guerra suja atingia o auge, e as Forças Armadas combatiam com firmeza a sanha vermelha, o Brasil se fazia a 8ª potência econômica do mundo, com um PIB (Produto Interno Bruto) de 11.90%, índice jamais alcançado por nenhum governo republicano, incluindo-se os de JK (8.08) e Lula (míseros 3.55).
Com efeito, no governo Médici, seguramente o mais eficiente desde o império de Pedro II, o país atingia nível de prosperidade nunca antes alcançado, com a comprovada inclusão social e econômica de 1/3 da população, que, verdade seja dita sem temor, era confiante, respeitava o seu presidente e repudiava o comunismo - aqui e lá fora - como forma de se gerir o mundo. Ficava claro no consciente coletivo que a prosperidade brasileira advinha da exata certeza de que, com os militares no poder, não sucumbiríamos ao totalitarismo comunista, uma usina geradora de tiranias, crimes, privilégios, engodos e perversões.
Resumo da ópera: numa era em que a história política e militar do Brasil contemporâneo vem sendo contada por tipos como Elio Gaspari - um ex-repórter de "Novos Rumos", antigo panfleto comunista -, se constituiu erro grave - mesmo imperdoável - não se ter publicado, para o amplo conhecimento público, "O Livro Negro do Terrorismo no Brasil". Com a sua edição, provavelmente seria mais difícil para Lula e os revanchistas do PT, uma legenda composta por comunistas corruptos e terroristas das mais diversas facções, criarem o famigerado Programa Nacional dos Direitos Humanos e sua "Comissão da Verdade", com o objetivo canalha de revogar a Lei da Anistia, acuar as Forças Armadas e punir os militares que salvaram o país das garras do comunismo.
Afinal, lidando com a ralé vermelha, a verdade histórica deve ser dada a conhecer, obrigatoriamente, custe o que custar.

segunda-feira, 22 de março de 2010

O plágio de Roberto Jefferson

Mais uma vez Roberto Jefferson foi pego com a mão na cumbuca. Coisa feia. Restou unicamente o mérito de se revelar leitor atendo do Olavo, o que não ofusca o crime de plágio.
"De onde menos se espera, daí é que não sai nada", ainda uma vez vive-se plenamente a máxima do Barão de Itararé. Essa é a sensação que tive ao cotejar o artigo de Roberto Jefferson, publicado na Folha de São Paulo, com um artigo de Olavo de Carvalho ("Pensem nisso"). Jefferson tornou-se um plagiador grosseiro e inepto, coisa coerente com sua biografia e sua vida política. Mais uma entre tantas outras falhas morais.
Jefferson, além de moralmente inferior, foi inepto. Olavo de Carvalho usou no texto a expressão "profissionais" de forma irônica, ironia que é sua marca registrada, enquanto o presidente do PTB usou a expressão em sentido literal. A ironia olaviana é imprescindível no contexto, pois ele quer realçar que a elite política tradicional é amadora diante do verdadeiro profissionalismo das esquerdas. Ao passar por sobre a figura de linguagem Jefferson ocultou a verdadeira intenção do criador da imagem.
A expressão "profissionais" no texto de Olavo de Carvalho designa o político tradicional patrimonialista que parasita o Estado desde sempre sem se dar conta da revolução em curso no Brasil. Não cumpre o pacto implícito de defender a ordem que garante as liberdades. Essa gente é o rebotalho da vida política, que está sendo facilmente destruída pelas esquerdas. Primeiro no campo eleitoral, agora no campo político-policial, como bem estamos a ver no caso emblemático de José Roberto Arruda, cuja fogueira ainda não acabou, embora sua destruição já esteja consumada.
Olavo bem sublinhou que as esquerdas usam de todas as armas que os "profissionais"usam, mas vão mais além. Fazem política em tempo integral. Não descansam nunca. Estão sempre em tocaia.
Escreveu Olavo: "o político "profissional" tem a seu favor apenas os eleitores, que se manifestam uma vez a cada quatro anos e depois o esquecem ou passam a odiá-lo. O revolucionário tem a vasta militância organizada, devotada a uma luta diária e constante, pronta a matar e morrer por aquele que personifica as suas aspirações".
Vejam o que Jefferson "escreveu": "O político profissional tem a seu favor somente os eleitores, que se manifestam a cada quatro anos e depois o esquecem, enquanto o socialista tem a vasta militância, pronta a matar e a morrer por quem personifica suas aspirações." O plágio foi acintoso. Assim em todo o texto.
Mais uma vez Roberto Jefferson foi pego com a mão na cumbuca. Coisa feia. Restou unicamente o mérito de se revelar leitor atendo do Olavo, o que não ofusca o crime de plágio. Alguém pode levá-lo a sério?

quinta-feira, 18 de março de 2010

O que não é conservadorismo: CAPC, Libertários e Ron Paul

Don Feder
Não vou tratar do espetáculo de aberrações libertárias que a Conferência de Ação Política Conservadora (CAPC) se tornou. (“Olha a senhora barbuda promovendo gays nas forças armadas e conduzindo a guerra contra o terrorismo do jeito que os franceses lutaram na 2ª Guerra Mundial.”)
Minha intenção não é condenar o parlamentar Ron Paul — que representa para o debate político sério o que uma comédia de televisão representa para uma pesquisa filosófica.
Não vou também abordar as tentativas de Grover Norquist de tornar o movimento conservador amistoso para com a guerra santa dos islâmicos. Norquist — que é membro da diretoria da União Conservadora Americana, a organização que criou a CAPC — é padrinho do Instituto de Mercado Livre Islâmico, que no passado era um dos patrocinadores da CAPC. (Será que eles cortam nossos impostos antes ou depois de cortar nossa cabeça?)
Meu propósito é usar esses exemplos para mostrar a ignorância e a ilusão generalizada com relação a uma palavra — e é uma palavra cuja compreensão correta é essencial para a sobrevivência dos EUA — conservador.
Só o conservadorismo poderá fazer com que os EUA recuem do abismo iminente: o pesadelo do socialismo, do entreguismo, do multiculturalismo, da ciência fraudulenta e da sodomia como liberdade civil — sodomia na qual o atual presidente dos EUA está determinado a nos atirar.
Mas as imitações de conservadores que entram na batalha armados com as teorias da esquerda não conseguirão conservar nada. A CAPC de 2010 mostra a desesperança do conservadorismo de lanchonete (pegue um pouco disso e um pouco daquilo e deixe de fora o que você não quer).
GOProud, um grupo de republicanos homossexuais, se orgulhou de ser um dos patrocinadores da CAPC neste ano. Como é que um conservadorismo baseado na lei natural pode acolher atos antinaturais em seu meio?
GOProud é prova viva de quantos jovens “conservadores” se deixarão seduzir por qualquer coisa que venha embrulhada no slogan da liberdade. Mas a liberdade não é um valor absoluto. (Aqueles que não conseguem imaginar nenhum valor mais elevado estão com sérios problemas de falta de imaginação.) Deixando isso de lado, os ativistas da liberação homossexual buscam poder sobre o resto de nós.
A essência da agenda gay é a participação forçada, ridicularizando a soberania popular.
Só dá para se concretizar a tentativa de desconstruir o casamento por meio de juízes ideológicos. Atualmente, 41 estados definem o casamento como a união de um homem e uma mulher — a maioria dessas leis foi decidida pelo voto do povo. O tão chamado casamento gay é uma tentativa da elite de alterar de forma radical uma instituição que é fundamento da sociedade e ao mesmo tempo ignorar os desejos expressos de maiorias esmagadoras.
A essência dos direitos gays é doutrinar nossos filhos em condutas que fariam um médico especialista em doenças do ânus ficar engasgado. Sua essência é criminalizar opiniões divergentes por meio de leis de crimes de ódio e leis limitando o que pode e não poder ser dito. É uma agressão frontal à liberdade de expressão e à liberdade religiosa. É liberdade só no sentido de que matar bebês em gestação é direito de escolher.
Por falar em atos antinaturais, Ron Paul venceu a eleição presidencial informal da CAPC, com 31% dos votos. Sem dúvida, só um quarto dos estimados 10.000 participantes votaram. Contudo, Paul foi o favorito indiscutível daqueles que se importaram o bastante para votar. Seus lacaios — lésbicas e prostitutas nazistas sequestradas por alienígenas e forçadas a falar sobre abolir o governo federal — estavam em toda parte.
Ron (que é conhecido por dizer que quem provocou o ataque terrorista de 11 de setembro de 2001 foram os próprios Estados Unidos) — agora há um modelo para os conservadores jovens imitarem. O parlamentar de uma remotíssima galáxia crê que a legalização da heroína, cocaína e prostituição é coerente com os princípios da fundação dos EUA, conforme ele explicou numa entrevista para John Stossel da TV ABC.
Paul, que é uma espécie de Jeremiah Wright com deficiência de melanina, crê que o ataque ao World Trade Center foi uma consequência negativa das políticas americanas no Oriente Médio. Como é que ousamos negar aos islâmicos sua rica herança — matar infiéis, escravizar mulheres e propagar sua religião por meio da espada?
Paul também crê que Israel criou o Hamas, e que a Guerra Fria foi um conflito desnecessário alimentado pela paranóia. Falta-lhe ainda dizer se foi Winston Churchill quem inventou a blitzkrieg.
Fico aqui imaginando o que foi que os EUA fizeram para incitar os muçulmanos a conquistar Constantinopla em 1453, a ocupar a Grécia e os Bálcãs, a subjugar a Espanha por quase 500 anos, a perseguir cristãos coptas e outras minorias religiosas e a promover massacres de judeus que varreram a Palestina nas décadas de 1920 e 1930. Mas tenho certeza de que Paul conseguiria nos dar um resumo.
Desde seu início no sétimo século, o islamismo tem sido a versão árabe das máfias de assassinos profissionais — mas sempre há os infiéis úteis prontos para jogar sobre os EUA a culpa de todos os atos islâmicos de livre expressão.
A conferência da CAPC incluiu também vozes de criaturas humanas que não padeciam de apatia e paralisia cerebral. Marco Rubio, candidato ao Senado da Flórida, observou de forma convincente: “Permitam-me ser claro acerca de algo. Esses terroristas não estão tentando nos matar porque os ofendemos. Eles nos atacam porque querem impor sua visão do mundo em tantas pessoas quantas puderem, e os EUA estão no caminho deles”. Os americanos que estão no caminho deles se chamam conservadores.
Então, o que é um conservador? Você não achará a resposta na conferência da CAPC de 2010, que teve uma reunião intitulada “Mentiram para você: Por que os conservadores genuínos são contra a guerra contra o terrorismo”. (Isso faria de Michael Moore, George Soros e Cindy Sheehan conservadores genuínos.) Outro debate de grande “interesse” foi anunciado como — “A segurança (como na segurança nacional) leva a melhor sobre a liberdade?” (Mas como é que dá para se ter liberdade sem segurança?) — e apresentou Bob Barr, ex-parlamentar e atual simpatizante da organização esquerdista ACLU.
Vamos começar explicando o que não é um conservador:
* Um conservador não é um libertário. Um conservador valoriza a liberdade (liberdade individual); um libertário presta culto a ela como se fosse uma divindade. O único valor político que o libertário reconhece é a liberdade. O libertário é o utopista da direita. A utopia da esquerda é um governo que inclui tudo. A utopia do libertário é um governo que não existe — ou quase isso. A esquerda crê que as pessoas são anjos corrompidos pelo capitalismo. O libertário crê que as pessoas são anjos corrompidos pelo Estado. O conservador crê que os seres humanos são imperfeitos — daí, são corruptíveis.
* Um conservador não é um embriagado de direitos. Ele crê em direitos sob o equilíbrio de responsabilidades. Ele sabe que o conceito de direitos sofre muitos abusos — por exemplo, o direito de uma mulher matar seu bebê em gestação, o direito de homossexuais servirem assumidamente nas forças armadas. Quando foi que o serviço militar se tornou um direito, em vez de um dever? Um cidadão idoso tem o direito de se alistar nos fuzileiros navais?
* Os conservadores e esquerdistas crêem em direitos, mas aplicam esse conceito de forma diferente. Os conservadores querem que você tenha o direito de criar e educar seus filhos, cuidar de seu negócio, expressar suas opiniões e dispor da maior parte de sua renda. A esquerda quer lhe dar o direito de cometer suicídio, usar drogas (o que na essência é a mesma coisa) e pegar uma doença de uma prostituta. Os direitos defendidos pelos conservadores apelam de forma absoluta para a maior parte da população. Os valores defendidos pelos esquerdistas apelam de modo geral para os viciados, os Tiger Woods e aqueles que estão em busca de uma escapatória da própria existência.
* Um conservador não é reflexivamente anti-governo — ele não odeia o governo. Um conservador crê que o governo é necessário. Limitado às suas devidas funções, o governo não é um mal necessário, mas um bem inegável. Quem dirá que foi errado o governo federal lutar para libertar os escravos — ou que foi errado os EUA destruírem a Alemanha nazista e acabarem com o Holocausto? Somente quando ultrapassa suas devidas funções, o governo se torna aquilo que foi criado para coibir — assassinato, roubo e outras formas de agressão.
* No entanto, um conservador é cético com relação ao governo em sua formação atual. Quando uma república se torna um regime — quando confisca 40% dos ganhos da nação, quando regulamenta os empreendimentos comerciais ao mínimo detalhe, quando estatiza indústrias inteiras com a desculpa de salvá-las, quando aleija a produtividade para deter um mito (aquecimento global), quando hipoteca o futuro para comprar votos no presente, quando a redistribuição de riquezas substitui os valores originais dos EUA?
* Um conservador não diz: “Sou conservador nas questões econômicas, mas nas questões sociais sou moderado”. Um conservador aplica princípios fundamentais de forma coerente. Ele entende que um político que não quer defender os bebês em gestação, o casamento ou a família acabará traindo o livre mercado e o governo limitado também — daí, esse é o motivo por que o senador Arlen Specter abandonou o Partido Republicano e passou para o Partido Democrata.
* Um conservador não presta culto aos indicadores da Bolsa de Valores. Ele compreende que a liberdade e o livre mercado dependem de um alicerce moral — que não dá para se sustentar uma economia saudável sem famílias saudáveis.
* Um conservador não é nem isolacionista nem intervencionista. Ele não anseia aventuras militares nem evita ações militares limitadas hoje para prevenir uma guerra de escala total no futuro. Um conservador crê no uso de força militar quando necessário, em busca dos justos interesses nacionais dos EUA.
* Um conservador não é John McCain, que traiu a direita regularmente durante 20 anos para ganhar os aplausos da grande imprensa, que o honrava com o elogio de “político independente”. Outros que também não são conservadores são Pat Buchanan (que acha que o Terceiro Reich foi mal entendido), Ron Paul, Newt Gingrich (que crê que um conservador tem de ter fé cega e aprovar automaticamente toda besteira que o Partido Republicano oferece para cargos públicos), o falecido William F. Buckley Jr. (que se escondeu atrás de um labirinto de afirmações a fim de evitar assumir posições que pudessem indispô-lo com seus amigos da elite) e David Brooks (o conservador criado na estufa do jornal esquerdista The New York Times) cujas colunas sobre Obama durante a campanha de 2008 pareciam anotações de flerte de uma fã na época do cio.
Ao explicar o autêntico conservadorismo, minha experiência é de certa forma mais ampla e profunda do que da maioria dos apresentadores de programas de entrevistas ou palestrantes da CAPC.
Uni-me a um grupo de estudantes que faziam campanha eleitoral para o candidato presidencial Goldwater em 1963. Fui líder da organização Jovens Americanos pela Liberdade quando era a única oposição eficaz contra a Nova Esquerda, um movimento político radical ativo nas universidades. De 1966 a 1972, lutei contra infames selvagens na Universidade de Boston.
De 1976 a 1979, fui o primeiro diretor executivo da organização Cidadãos em favor de Impostos Limitados, a filial em Massachusetts do movimento nacional de revolta contra os impostos. Fui diretor executivo da Fundação da Segunda Emenda por dois anos, e colunista do jornal Boston Herald por quase duas décadas (1983-2002). Estou atualmente lutando a guerra em muitas frentes, inclusive como escritor independente e diretor de comunicações do Congresso Mundial de Famílias.
Contudo, só comecei a compreender o conservadorismo depois de ler os livros “The Conservative Mind” (A Mente Conservadora), de Russell Kirk, e “Witness” (A Testemunha), de Whittaker Chambers, no final da década de 1970. Conforme explicou Kirk, diferente do liberalismo (que se transformou em esquerdismo), o conservadorismo não é um dogma, mas uma filosofia prática baseada num conjunto de princípios.
* Um conservador defende o governo constitucional. Ao interpretar a Constituição, ele crê na intenção original dos fundadores dos EUA, e abomina juízes que usam a Constituição como desculpa para remodelar a sociedade. O conservador crê que a Constituição dos EUA é o melhor método já idealizado para governar um povo livre. Ele também compreende que o espírito da Constituição tem como base a grandeza da civilização ocidental — que a Constituição é baseada nas experiências políticas da humanidade durante mais de dois milênios, começando de Jerusalém e passando por Atenas, Roma e Londres. Essas são as lições que a História pede que aprendamos.
* Um conservador sabe que a civilização ocidental tem como fundamento a fé. Tentar divorciar o conservadorismo da Bíblia é como tentar respirar sem ar.
* Um conservador compreende que cada geração não confronta um mundo criado de novo, mas em vez disso o mesmo velho mundo vestido nos modismos da hora. Excetuando os progressos tecnológicos e a rotação da sociedade de uma moda à outra, o mundo não muda, pois a humanidade não muda. A sabedoria de nossos ancestrais é o melhor guia para os que estão confusos.
* Um conservador celebra os EUA — sua história, herança e heróis. Ele é um patriota, não um nacionalista. Nacionalismo é lealdade cega que muitas vezes acaba em extremismo. O patriotismo é uma opinião consciente. Para os americanos, é reconhecer nossa grandeza nacional — que durante os 234 anos passados, os EUA têm sido um refúgio para seu povo e uma bênção para a humanidade.
* Um conservador defende nossa soberania, nossa língua e nossa cultura. Isso faz dele um defensor da segurança nas fronteiras e da língua inglesa, e um oponente do multiculturalismo, bilingüismo e políticas de identidade.
* O conservadorismo tem três colunas de sustentação — fé, família e liberdade. Tire qualquer uma e a estrutura se desmorona. A fé legitima a família ao baseá-la na eternidade. A família ensina as lições morais que possibilitam uma sociedade livre. Combinada com integridade moral, a liberdade cria o clima em que a fé e a família poderão florescer.
* O conservador não é um escapista, que evita enfrentar a situações desconfortáveis ou difíceis. Ele entende que há forças poderosas atuando no mundo — forças que desprezam o modo de vida americano e querem destruí-lo. Entre as maiores glórias dos EUA está que os EUA confrontaram e venceram tais ameaças duas vezes no século XX — ao vencerem o nazismo na 2ª Guerra Mundial e o comunismo na Guerra Fria. Agora, a ameaça é um islamismo expansionista cujas armas são o terrorismo e a subversão. O conservador entende que manter os EUA livres exige vigilância e sacrifício.
* Um conservador crê que a cultura é importante — que os meios de comunicação (notícia e entretenimento) e a educação informam as percepções, principalmente dos jovens. Quem controla a cultura controla o futuro. A grande tragédia dos séculos XX e XXI é que, embora a direita tenha ganhado vitórias políticas, a esquerda ganhou vitórias culturais que raramente dá para se reverter — se é que isso é possível.
* Um conservador crê na sociedade moralmente integra tanto quanto na sociedade livre — que sem integridade moral, os EUA não conseguirão permanecer firmes. Os fundadores dos EUA criam que as pessoas que são escravas de suas paixões carnais não demorarão em se tornar escravas dos outros.
* Um conservador despreza a veneração à igualdade, que sustenta que tudo é tão bom quanto tudo o mais (com a exceção dos brancos do sexo masculino) — que nenhum código moral, estilo de vida, sistema econômico ou político ou religião é melhor do que qualquer outra. Dá para se ver a estupidez dessa doutrina quando apresentamos as seguintes perguntas aos seus adeptos: Onde é que você preferiria passar os próximos cinco anos de sua vida — num arranha-céu de Manhattan, numa aldeia de Ruanda, num barraco em Gaza ou num campo de trabalhos forçados na Coreia do Norte? Quem você gostaria de ter como vizinho: um judeu religioso, um católico tradicional, um evangélico conservador, um satanista ou um muçulmano xiita?
* Um conservador confronta a realidade. Ele vê o mundo não como ele deseja que fosse, mas como é. Isso o diferencia do liberal/esquerdista e do libertário. A esquerda confronta a realidade do jeito que Neville Chamberlain confrontou Hitler em Munique, do jeito que Jimmy Carter confrontou o imperialismo soviético durante sua presidência lamentável e do jeito que Barack Obama confronta o desemprego elevado e os mega-déficits. Os escapistas agem como o avestruz: pegam a cabeça e enfiam na areia.
Com a exceção de algumas palestras magníficas de gente como Ann Coulter, Jim DeMint e Glenn Beck, a realidade não foi bem vinda na Conferência de Ação Política Conservadora de 2010. Anualmente, aumenta o número de pessoas que vão à conferência da CAPC, a União Conservadora Americana se beneficia do lucrativo negócio e o significado de tudo vai se perdendo cada vez mais. Não seria tão ruim se mudassem o nome para Conferência de Ação Libertária, Isolacionista, Islâmica e Homoerótica e Dia de Agradecimento ao Ativista Homossexual Harvey Milk.
Don Feder era colunista do jornal Boston Herald e agora é consultor na área de política e comunicação. Ele também mantém seu próprio site: www.donfeder.com
Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com