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sábado, 7 de dezembro de 2013

DSM-5: A Psiquiatria Enlouqueceu: Toda emoção Humana Agora é Classificada como uma Desordem Mental

http://www.anovaordemmundial.com/2012/12/dsm-5-psiquiatria-enlouqueceu-toda.html


(NaturalNews) A indústria da psiquiatria moderna enlouqueceu oficialmente. Praticamente toda emoção vivida por um ser humano - a tristeza, a dor, a ansiedade, a frustração, a impaciência, o entusiasmo, está sendo agora classificada como "transtorno mental", exigindo tratamento químico (com medicamentos prescritos, é claro).

O nova "bíblia" da psiquiatria, chamada de DSM-5, prevista para ser lançada em alguns meses, se transformou de um manual de referência médica para uma prova da insanidade da própria indústria.

Os "Transtornos mentais" listadas no DSM-5 incluem "Transtorno de Ansiedade Generalizada" ou GAD (abreviação em inglês). GAD pode ser diagnosticada em uma pessoa que se sente um pouco ansiosa fazendo algo assim como, vamos dizer, falando com um psiquiatra. Assim, o simples ato de um psiquiatra fazer um diagnóstico faz com que os "sintomas" destes diagnósticos apareçam magicamente.

Isso é chamado de charlatanismo e raciocínio circular, mas é indicativo de como toda a indústria de psiquiatria que se tornou motivo de riso entre os círculos científicos que até mesmo os cientistas mais céticos estão começando a virar as costas com nojo. Psiquiatria não é mais "científica" do que a astrologia ou leitura de mãos, mas seus praticantes se chamam de "doutores" da psiquiatria, a fim de tentar fazer com que o charlatanismo soe digno de confiança.

Como a psiquiatria moderna realmente funciona

Veja como a psiquiatria moderna realmente funciona: Um grupo de intelectuais "auto-importantes", excessivamente pagos, e que querem ganhar mais dinheiro inventam uma doença fabricada que eu vou chamar de
"Transtorno de Hoogala Boogala" ou THB.

Levantando as mãos, eles então votam na existência quaisquer "sintomas" que pretendem que sejam associados com o Transtorno de Hoogala Boogala. Neste caso, os sintomas podem ser cantar de forma espontânea ou colocar o dedo no seu nariz de vez em quando.

Eles, então, convencem os professores, jornalistas e reguladores governamentais que o Transtorno de Hoogala Boogala é real. E mais importante, que milhões de crianças sofrem com isso! Não seria justo não oferecer tratamento para todas estas crianças, não é?

Assim começa a chamada para o "tratamento" de uma doença completamente fabricada. A partir daí, é uma coisa fácil para a Big Pharma (Indústria Farmacêutica) fabricar qualquer dado científico que eles possam precisam, a fim de "provar" que qualquer veneno que eles queiram vender "reduz o risco de Transtorno de Hoogala Boogala".

Depois então, os psiquiatras que parecem sérios, mas que estão se mijando de rir no quarto dos fundos, "diagnosticam" as crianças com o Transtorno de Hoogala Boogala e "prescrevem" os medicamentos que supostamente tratam a "doença". Para esta ação, esses psiquiatras, que são, vamos admitir, perigosos predadores de crianças, ganham propinas financeiras da Big Pharma.

A fim de maximizar suas propinas e brindes da Big Pharma, grupos desses psiquiatras se reúnem de tempos em tempos e inventam mais alguns transtornos fictícios, ampliando seu volume fictício chamado de DSM. DSM quer dizer "Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders" ou "Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais" em português.

O DSM é agora maior do que nunca, e inclui distúrbios como "Transtorno de Desafio a Obediência" (ODD), e é definido como recusar-se a lamber as botas e a siguir falsa autoridades. Aos estupradores que sentem excitação sexual durante seus estupros é dada a desculpa de que eles têm "transtorno parafílico coercitivo" e portanto, não são responsáveis por suas ações. (Mas eles vão precisar de medicação, é claro!)

Você também pode se diagnosticado com "Transtorno de Armazenamento" se acontecer de você estocar comida, água e munição, entre outras coisas. Sim, estar preparado para possíveis desastres naturais agora faz de você um doente mental aos olhos da psiquiatria moderna (e do governo, também).

Ex-Presidente do DSM Pede Desculpas Pela Criação de "Falsas Epidemias"

Allen Frances presidiu o DSM-IV, que foi lançado em 1994. Ele agora admite que isto foi um grande erro que resultou no excesso de diagnósticos em massa de pessoas que são na realidade muito normais. O DSM-IV "... inadvertidamente contribuiu para três falsas epidemias - de Desordem de Déficit de Atenção, do autismo e de transtorno bipolar na infância", escreve Allen em um artigo de opinião do LA Times.

Ele então continua:

O primeiro esboço da próxima edição do DSM... está repleto de sugestões que multiplicam os nossos erros e ampliam o alcance da psiquiatria de forma dramaticamente mais profunda para o domínio cada vez menor do normal. Esta imperialização médica em atacado da normalidade poderia criar dezenas de milhões de pessoas inocentes que seriam erroneamente diagnosticadas como tendo um transtorno mental. A indústria farmacêutica teria um prato cheio - apesar da falta de evidências sólidas de quaisquer tratamentos eficazes para esses diagnósticos recém-propostos.

Todas essas doenças fabricadas, naturalmente, resultam em um número inflado de falsos positivos. Como Allen escreve:

A "Síndrome do Risco de Psicose" usaria a presença de um pensamento estranho para prever que mais tarde iria ter um surto psicótico completo. Mas a previsão estaria errada pelo menos três ou quatro vezes para cada vez que estaria correta - e muitos adolescentes diagnosticados incorretamentes iriam receber medicamentos que podem causar enorme ganho de peso, diabetes e uma expectativa de vida mais curta.

Mas esse é o ponto principal da psiquiatria: Prescrever medicamentos para pessoas que não precisam deles. Isto é realizado quase que inteiramente por pessoas com diagnóstico de distúrbios que não existem.

E culmina em psiquiatras sendo pagos dinheiro que nunca ganharam (e certamente não merecem.)

Imagine: Uma indústria inteira inventado a partir do nada! E sim, você tem que usar a imaginação porque nada dentro da indústria é de fato real.

O que é "normal" em psiquiatria? Ser um zumbi sem emoções

A única maneira de ser "normal" quando você está sendo observado ou "diagnosticado" por um psiquiatra, um processo que é totalmente subjetivo e totalmente desprovido de qualquer coisa parecida com a ciência real, é expor absolutamente nenhuma emoção ou comportamento.

Uma pessoa em coma é uma pessoa "normal", de acordo com o DSM, porque eles não apresentam quaisquer sintomas que podem indicar a presença dessas coisas horrível chamados emoções ou comportamentos.

É tudo uma farsa cruel, completa. A psiquiatria deve ser totalmente abolida agora e todas as crianças colocada em medicação devem ser retiradas e ao invés de remédios deveriam receber uma boa nutrição.

Praticamente toda a indústria psiquiátrica é dirigida por verdadeiramente loucos, maníacos famintos de poder que usam seu poder para vitimar crianças (e adultos também). Não há nenhum lugar na sociedade para a psiquiatria distorcida com base em distúrbios fabricados. Toda a operação precisa ser desligada, dissolvida e tornada ilegal.

A noção de normalidade perdida

Aqui estão algumas verdades simples que precisam ser reafirmadas quando abolirmos a indústria científica charlatã da psiquiatria:

Normalidade não é alcançada por meio de medicamentos. Normalidade não é a ausência de uma gama de emoções. A vida necessariamente envolve emoções, experiências e comportamentos que, de tempos a passo de tempo, ficam fora dos limites do mundano. Isso não significa que as pessoas têm um "distúrbio mental". Significa apenas que eles não são robôs biológicos.

Nutrição, ao invés de medicação, é a resposta

Deficiência nutricional, por sinal, é a causa raiz de quase todas as "doenças mentais". Desequilíbrio de açúcar no sangue causam mau funcionamento cerebral, porque o cérebro funciona com o açúcar como fonte de energia primária. Deficiências em zinco, selênio, crômio, magnésio e outros elementos causam desequilíbrios de açúcar no sangue que resultam em emoções ou comportamentos aparentemente "selvagens".

Quase todo mundo que foi diagnosticado com um transtorno mental em nosso mundo moderno está na realidade sofrendo de nada mais do que desequilíbrio nutricional. Muita comida processada, "junk food" venenosa e não o bastante "superfood" saudável e nutritiva. Às vezes, eles também têm intoxicação por metais ao tomar muitas vacinas (alumínio e mercúrio) ou comer alimentos muito tóxicos (mercúrio em peixes, arsénio, cádmio, etc) A deficiência de vitamina D é ridiculamente generalizada, especialmente no Reino Unido e no Canadá, onde a luz solar é mais difícil de conseguir regularmente.

Mas a razão porque a nutrição nunca é apontada como a solução para os transtornos mentais e de doença é porque a indústria farmacêutica só faz dinheiro vendendo "tratamentos" químicos para condições as quas são dadas nomes complicados, técnicos, para fazê-los parecer mais real. Se os alimentos e suplementos nutricionais podem manter o cérebro saudável, e acreditem, eles podem! Então que precisa de medicamentos de alto custo? Quem precisa de psiquiatras caríssimos? Quem precisa de representantes de drogas? Médicos que empurram Comprimidos?

Ninguém precisa deles! Esta é a verdade auto-evidente da questão: a nossa sociedade seria muito mais feliz, mais saudável e mais produtiva amanhã, se toda a indústria farmacêutica e a indústria da psiquiatria simplesmente desaparecesse durante a noite.

Com o DSM-5, a psiquiatria moderna fez uma paródia de si mesmo. O que antes era visto como algo que talvez tivesse alguma base na ciência é agora amplamente visto como um charlatanismo.

A psiquiatria agora parece ser completamente insana. E isso pode ser o primeiro diagnóstico preciso de todo o grupo.

O texto seguinte é um trecho do livro Vendendo Doenças (Selling Sickness), e foi sugerido pela nossa colega Júlia do Fórum Anti-NOM, que demostra exatamente a evolução da medicina psiquiátrica nos últimos quase 40 anos:

Vendendo Doenças (Selling Sickness)
As estratégias da indústria farmacêutica para multiplicar lucros espalhando o medo e transformando qualquer problema banal de saúde numa “síndrome” que exige tratamento.
Ray Moynihan & Alan Cassels
Le Monde Diplomatique, maio 2006
Tradução: Wanda Caldeira Brant

Há cerca de trinta anos, o dirigente de uma das maiores empresas farmacêuticas do mundo fez declarações muito claras. Na época, perto da aposentadoria, o dinâmico diretor da Merck, Henry Gadsden, revelou à revista Fortune o seu desespero por ver o mercado potencial da sua empresa confinado somente às doenças. Explicando que preferiria ver a Merck transformada numa espécie de Wringley’s – fabricante de gomas de mascar – Gadsden declarou que sonhava, havia muito tempo, produzir medicamentos destinados às pessoas… saudáveis. Porque, assim, a Merck teria a possibilidade de “vender para todo mundo“. Três décadas depois, o sonho entusiasta de Gadsden tornou-se realidade.

As estratégias de marketing das maiores empresas farmacêuticas almejam agora, e de maneira agressiva, as pessoas saudáveis. Os altos e baixos da vida diária tornaram-se problemas mentais. Queixas totalmente comuns são transformadas em síndromes de pânico. Pessoas normais são, cada vez mais pessoas, transformadas em doentes. Em meio a campanhas de promoção, a indústria farmacêutica, que movimenta cerca de quinhentos bilhões dólares por ano, explora os nossos mais profundos medos da morte, da decadência física e da doença – mudando assim literalmente o que significa ser humano. Recompensados com toda razão quando salvam vidas humanas e reduzem os sofrimentos, os gigantes farmacêuticos não se contentam mais em vender para aqueles que precisam. Pela pura e simples razão que, como bem sabe Wall Street, dá muito lucro dizer às pessoas saudáveis que estão doentes.

Veja também:

[DOCUMENTÁRIO] Psiquiatria: Uma Indústria da Morte 
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhKGbuQU_PjIjRgM08hR-fWLQo-b0fYR9R6GdEqpoiWn7aBwsU2T4jHbe6PV2W1JCKexn__ASRokAw2sXv8EJ1wUYWjxleAx_K5mXcRUd5x4nER_S1mynxO6Bs1uz_eueIbKWax1zRy58Mu/s400/psiquiatria_industria_da_morte.jpg


Fontes:
- Blog Anti-NOM: DSM-5: A Psiquiatria Enlouqueceu: Toda emoção Humana Agora é Classificada como uma Desordem Mental

Natural News: Psychiatry goes insane: Every human emotion now classified as a mental disorder in new psychiatric manual DSM-5
LA Times: It's not too late to save 'normal'
- Os vendedores de doençashttp://www.anovaordemmundial.com/2012/12/dsm-5-psiquiatria-enlouqueceu-toda.html

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Cientistas russos afirmam: Nova Era Glacial começará no ano que vem

http://noticias.seuhistory.com/cientistas-russos-afirmam-nova-era-glacial-comecara-no-ano-que-vem

Era Glacial em 2014 | Notícias | The History Channel
Contrariando a teoria de aquecimento global, dois cientistas russos afirmam que a Terra se aproxima rapidamente de um novo período glacial, que começará a partir do ano que vem. Os pesquisadores Vladimir Bashkin e Rauf Galiulin, do Instituto Gazprom VNIIGAZ, acreditam que os seres humanos, na realidade, não exercem grande influência nas mudanças climáticas. Eles defendem que planeta está, na verdade, passando por diferentes ciclos de atividade solar, e a próxima fase será marcada por um decréscimo gradual da temperatura até atingir um pico glacial em 50 anos. 
 
E os pesquisadores não param por aí. A dupla alega que o alarde atual em torno das mudanças climáticas é parte de uma conspiração com objetivo de desacelerar o consumo de petróleo, gás e carbono - três insumos essenciais à vida moderna -, e controlar os preços deste mercado. Apesar de polêmicas, as declarações dos dois cientistas não representam uma opinião isolada. No ano passado, Jabibula Absusamatov, diretor do setor de Investigações Espaciais do Observatório de Pulkovo e membro da Academia Russa de Ciências, confirmou a previsão de que a temperatura do planeta começará a baixar em 2014, alcançando seu pico de redução em 2055.
- See more at: http://noticias.seuhistory.com/cientistas-russos-afirmam-nova-era-glacial-comecara-no-ano-que-vem#sthash.rJMrGCGl.dpuf
Era Glacial em 2014 | Notícias | The History Channel
Contrariando a teoria de aquecimento global, dois cientistas russos afirmam que a Terra se aproxima rapidamente de um novo período glacial, que começará a partir do ano que vem. Os pesquisadores Vladimir Bashkin e Rauf Galiulin, do Instituto Gazprom VNIIGAZ, acreditam que os seres humanos, na realidade, não exercem grande influência nas mudanças climáticas. Eles defendem que planeta está, na verdade, passando por diferentes ciclos de atividade solar, e a próxima fase será marcada por um decréscimo gradual da temperatura até atingir um pico glacial em 50 anos. 
 
E os pesquisadores não param por aí. A dupla alega que o alarde atual em torno das mudanças climáticas é parte de uma conspiração com objetivo de desacelerar o consumo de petróleo, gás e carbono - três insumos essenciais à vida moderna -, e controlar os preços deste mercado. Apesar de polêmicas, as declarações dos dois cientistas não representam uma opinião isolada. No ano passado, Jabibula Absusamatov, diretor do setor de Investigações Espaciais do Observatório de Pulkovo e membro da Academia Russa de Ciências, confirmou a previsão de que a temperatura do planeta começará a baixar em 2014, alcançando seu pico de redução em 2055.
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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Nióbio, o Elemento Estratégico

http://www.anovaordemmundial.com/2013/11/niobio-o-elemento-estrategico.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+UmaNovaOrdemMundial+%28Uma+Nova+Ordem+Mundial%29

segunda-feira, 25 de novembro de 2013
 https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZkgOG51VHaYimgCRrNvFPoQOMTSLSf5dYtiPxUTbsHphg-R7iB_89Fe0TSPJQvhcSXVAP1M2z5VKgmuLTDwyhjWUOfu9mHdH2MeTpkGckxMBx4eDTeH4DaqYz-v3KFQyc6hXUUgEftna5/s400/niobio.jpg

Sem entrar em um tom sensacionalista que geralmente vemos em muitos sites e vídeos pela internet, conheça alguns dados muito interessantes sobre o Nióbio. Saiba também (no artigo ao fim do post), como os Moreira Salles se tornaram a família mais rica do Brasil com o monopólio do Nióbio.

1. As chapas de ferro-nióbio são o principal dos produtos do nióbio nas exportações brasileiras, tendo totalizado US$ 4,8 bilhões, de 1996 a 2013. Somamos os dados, ano a ano, que estão na tabela do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

2. O mercado é fechado, estando concentrado em poucas empresas importadoras e pouquíssimas empresas exportadoras. São transações entre empresas dos mesmos grupos ou entre grupos associados. A CBMM, de Araxá, que exporta 90% do total, vende o produto às suas próprias subsidiárias no exterior.



3. O preço seria muito mais alto, se houvesse mercados abertos ou algum tipo de concorrência, a não ser entre indústrias utilizadoras do metal.

4. A Bolsa de Metais de Londres não informa sobre negociações com o nióbio. Muitas fontes dizem que o nióbio não é negociado nessa bolsa nem em outras.

5. Encontrei na internet notícia recente, 6 de setembro, da Bolsa de Metais de Bejing (Pekim) nestes termos:“Os preços do nióbio metálico a 99,9% de pureza permanecem estáveis em 115 a 120 dólares por quilo, na Comunidade de Estados Independentes” [Rússia, Ucrânia e outros].

6. Guardei também uma cotação, de 22.01.2011, do sítio eletrônico Chemicool/ elements/ niobium, de nióbio puro (óxido de nióbio), a US$ 18.00 por 100 g = US$ 180.00 por quilo. Além disso, outra, do mesmo ano, em que a barra de nióbio era cotada a US$ 315,70 por quilo.

7. Isso é mais de 10 vezes o preço oficial da exportação brasileira desse insumo, i.é., US$ 30,00 por quilo, no último ano. Já o preço oficial da chapa de ferro-nióbio é menor ainda (R$ 25,00), mesmo porque não se refere propriamente ao nióbio incorporado às chapas de ferro-nióbio, nas quais o conteúdo de nióbio é diminuto, embora suficiente para lhes dar qualidade muitíssimo acima das outras ligas metálicas.

8. Para ter uma ideia, o preço oficial das exportações das chapas de ferro-silício e ferro-manganês, têm estado em US$ 1,77 e US$ 2,25, respectivamente. Dez vezes inferiores aos do ferro-nióbio.

9. Embora o óxido de nióbio tenha muito valor no exterior, mormente transformado, após o processo de redução, ele é de pouca significação nas exportações oficiais brasileiras. O valor oficial de suas vendas ao exterior quase dobrou de 2009 para 2010, mas não é expressivo: foi para US$ 44 milhões, com preço médio de US$ 30,00, para quase 1.500 toneladas.

10. Esse preço de um produto processado em pouco supera o do minério bruto, que vem associado ao tântalo e ao vanádio. As exportações oficiais desse minério chegaram, em 2012, a quase US$ 50 milhões, com valor unitário  de US$ 24,00.

11. Note-se que as mineradoras instaladas no Brasil, a CBMM e a Anglo-American, têm, com as chapas de ferro-nióbio, receita 36 vezes maior que a obtida com o minério bruto e 41 vezes maior que a obtida com o óxido de nióbio, mesmo contando-se só suas provavelmente subfaturadas exportações.

12. Devem isso à iniciativa do professor Bautista Vidal, titular, nos anos 70, da Secretaria de Tecnologia Industrial. Ele mobilizou técnicos para criar o processo de incorporar o óxido às ligas metálicas, através do Departamento de Engenharia de Materiais - da Escola de Engenharia de Lorena- USP.

13. As exportações oficiais das chapas de ferro-nióbio certamente não chegam a US$ 6 bilhões, desde que começaram, nos anos 80, até hoje. Pois, em 1996, o volume ainda era diminuto, e os preços, muito baixos. De então até 2013, conforme a Tabela do MDIC, foram US$ 4,8 bilhões.


Mineração da CBMM/Grupo Moreira Salles e Anglo American em Araxá

14. Causa, pois surpresa esta notícia da Agência Bloomberg, dos EUA, publicada em 03/03/2013, no Valor Econômico:

Família mais rica do Brasil fez US$ 13 bilhões com o sonho do nióbio.

15. Nela foi reportado:

Ela [a CBMM, Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração] vale pelo menos US$ 13 bilhões, baseado na venda da família de uma parte de 30% para um grupo de produtores de aço asiático por US$ 3,9 bilhões em 2011.

16. O dado mais notável da notícia da Bloomberg/Valor Econômico é este:

(...) os herdeiros de Moreira Salles, a família mais rica do Brasil, seus quatro filhos, Fernando, Pedro, João e Walter, controlam uma fortuna combinada de US$ 27 bilhões, segundo o “Bloomberg Billionaires Índex”.

17. Levando em conta que o outro patrimônio mais importante do grupo Moreira Salles era o UNIBANCO, um banco que, há alguns anos, entrou em dificuldades e foi absorvido pelo Itaú, parece nebuloso como foi possível acumular US$ 27 bilhões, com os lucros decorrentes fundamentalmente das exportações de nióbio, valoradas conforme as cifras oficiais.

18. De fato, os lucros disso para a CBMM não poderiam passar muito de US$ 1 bilhão, diante destes fatos:

1.      faturamento de $ 6 bilhões;
2.     mesmo que os lucros tivessem sido sempre 50% do faturamento, não passariam de US$ 3 bilhões;
3.     até 2007, a CBMM só tinha 50% das ações, além de que a tecnologia e o provável controle serem da Molybdenum Corp; dos EUA, do grupo Rockefeller;
4.     desde 2011, há grupos siderúrgicos asiáticos com 30% de participação na CBMM;
5.     a CODEMIG (estatal de Minas Gerais) tem 25% de participação nos “lucros operacionais” da CBMM;
6.     10% das exportações oficiais provêm da Anglo-American.

19. Com cerca de US$ 1 bilhão de lucros acumulados, e mais os US$ 3,9 bilhões da venda de 30% do capital da CBMM, admitindo que tenham ido inteiramente para o grupo Moreira Salles, ainda se fica muito longe dos US$ 27 bilhões referidos na notícia mencionada.

20. Fica, pois, demonstrado que o Brasil está longe de ter, em seu proveito, as receitas reais ou, no mínimo, as receitas reais possíveis, da extração de seu subsolo de um metal tão precioso e estratégico como o nióbio.


21. A Constituição nasceu com deficiências, e até fraudes, como a que privilegia o serviço da dívida, e foi sendo emendada, quase que invariavelmente, para pior. E o que tem de bom, fica, nas atuais condições, sem serventia. Exemplo: a propriedade do subsolo e dos recursos minerais definidos como bens da União (art. 20, VIII, IX e X).

22. Seria a base para garantir o interesse do País nessa área. Entretanto, o Estado tornou-se demissionário: praticamente tudo é objeto de concessões. No caso da principal reserva de nióbio, a União a cedeu ao Estado de Minas. Este, depois de mais de trinta anos de concessão à CBMM, renovou-a, em 2003, por mais 30 anos, sem licitação.

23. Cabe indagar por que as coisas são assim? Creio que vêm de longe e se foram agravando. Aí pelos anos 50, alguns líderes ainda tentavam consolidar a consciência dos interesses nacionais, e o País fazia progressos para o desenvolvimento. Nisso, o País sofreu intervenções, como a conspiração que derrubou Vargas em 1954. Logo após esse golpe, foram dados privilégios às empresas transnacionais, cujos cartéis foram esmagando, em crescente quantidade, promissoras indústrias nacionais.

24. Isso acentuou-se sob JK, com a mesma política de atração de capitais estrangeiros, a qual fez implantar o cartel da indústria automobilística. Esse, até hoje, produz déficits externos e ainda se ceva de isenções fiscais e subsídios da União, dos Estados e dos Municípios.

25. Ora, a desnacionalização implica inviabilizar o desenvolvimento tecnológico e faz que o apoio governamental à ciência e a tecnologia seja, na maior parte, desperdiçado, pois as tecnologias só se desenvolvem em empresas atuantes no mercado. E dele as nacionais têm hoje poucos nichos.  A consequência é a desindustrialização, entendida não só como regressão à produção primária, mas também como confinamento da indústria a produções de baixo valor agregado.

26. Os capitais estrangeiros tornaram-se dominantes inclusive na informação, nas comunicações e na política. As políticas passaram a ser desenhadas no seu interesse. Entre os inumeráveis exemplos, está a lei Kandir, que isenta a exportação, inclusive de produtos primários, de IPI, ICMS e contribuições sociais. Primeiro lei complementar, ela ganhou mais status em 2003: através de EC, foi incorporada à Constituição.

27. Então, a sociedade fica sem forças para reagir, já que os empresários industriais nacionais foram dizimados, e os que restam são acuados por políticas adversas. Tampouco os trabalhadores estão bem organizados para defenderem o País, o que seria a própria defesa deles.

28. Tivesse o País evoluído nos últimos 59 anos, a economia ter-se-ia diversificado para patamares crescentes de intensidade tecnológica, e, como no quartzo para os chips e a eletrônica avançada, o  nióbio estaria sendo utilizado, em grande escala, nos bens de altíssimo valor agregado.

Nióbio - Características Físico-Químicas do elemento

29. Nesse caso, não estaríamos falando das perdas atuais com subpreços. Nem precisaríamos lembrar que nosso percentual da oferta do nióbio  é muito maior que a de todos os membros da OPEP, juntos, no tocante ao petróleo. Poderíamos criar a Bolsa do Nióbio e defender seus preços.

30. E ganharíamos centenas de vezes mais ao fabricarmos bens de elevada tecnologia, competitivos, livres dos cartéis e de grupos concentradores.

31. Esse padrão de desenvolvimento e de consciência dos interesses nacionais, por parte das lideranças políticas, faria  conhecer o real valor do nióbio e de outros recursos naturais, e, assim,  eles não seriam alienados por praticamente nada. O Brasil teria também ganhado poder suficiente para defender seu povo e seus bens.

Notas de rodapé:

1.      a CBMM pertence à holding financeira, Brasil Warrants, originalmente Brazilian Warrants, adquirida em Londres, a qual seria controlada pela família Moreira Salles;
2.     documentos oficiais classificam como de seu interesse estratégico dos EUA as reservas de nióbio situadas em Araxá (MG), concedidas à CMBB e Catalão (GO), à mineradora britânica Anglo-American.

[*]Adriano Benayon: Consultor em finanças e em biomassa. Doutor em Economia, pela Universidade de Hamburgo, Bacharel em Direito, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ. Diplomado no Curso de Altos Estudos do Instituto Rio Branco, Itamaraty. Diplomata de carreira, postos na Holanda, Paraguai, Bulgária, Alemanha, Estados Unidos e México. Delegado do Brasil em reuniões multilaterais nas áreas econômica e tecnológica. Consultor Legislativo da Câmara dos Deputados e do Senado Federal na área de economia. Professor da Universidade de Brasília (Empresas Multinacionais; Sistema Financeiro Internacional; Estado e Desenvolvimento no Brasil). Autor de Globalização versus Desenvolvimento, 2ª ed. Editora Escrituras, São Paulo.

Nióbio faz dos Moreira Salles a família mais rica do Brasil

Nióbio: hoje, o metal é usado em um décimo de toda a produção de aço mundial, em automóveis, oleodutos e turbinas de avião

São Paulo - Em 1965, o Almirante Arthur W. Radford, da Marinha americana, convenceu Walther Moreira Salles, banqueiro brasileiro que já havia sido embaixador nos EUA, a colocar dinheiro em um empreendimento para produção de nióbio.

Radford era membro do conselho da mineradora Molycorp Inc., que havia adquirido direitos sobre depósitos de nióbio em Minas Gerais e precisava de outro investidor para explorar a mina.

Moreira Salles decidiu comprar uma participação majoritária na operação e a aposta deu certo. Hoje, o metal é usado em um décimo de toda a produção de aço mundial, em automóveis, oleodutos e turbinas de avião. Após adquirir gradualmente a fatia da Molycorp, a família produz hoje 85 por cento do nióbio no mundo.

O domínio desse mercado ajudou a fazer dos herdeiros de Walther Moreira Salles a família mais rica do Brasil. Os seus quatro filhos -- Fernando, Pedro, João e Walter – têm uma fortuna combinada de US$ 27 bilhões, de acordo com o Índice Bloomberg de Bilionários. Os irmãos não aparecem hoje em nenhum outro ranking internacional de fortunas.

Nós criamos o mercado todo”, disse em entrevista em seu escritório em São Paulo Tadeu Carneiro, presidente da Cia. Brasileira de Metalurgia & Mineração, a empresa de nióbio da família.

Sobre a mesa dele há um pedaço da liga lustrosa e pesada do metal produzida e vendida pela CBMM. “Hoje você vê como essa empresa é fantástica –- seu valor, os dividendos –-, mas nós começamos do zero, quando o nióbio era só um sonho de laboratório.”

A CBMM gera lucro anual superior a US$ 600 milhões, conforme os resultados financeiros divulgados publicamente. A companhia está avaliada em pelo menos US$ 13 bilhões, cálculo com base na venda de uma fatia de 30 por cento pela família a um grupo de siderúrgicas asiáticas por US$ 3,9 bilhões em 2011.

Estima-se que os irmãos dividem igualmente os 70 por cento restantes, segundo o ranking da Bloomberg.

A fortuna da família na operação de nióbio vale mais do que a participação deles de US$ 7,1 bilhões no Itaú Unibanco Holding SA, o maior banco da América Latina por valor de mercado, ao qual o nome da família é frequentemente associado.

Por meio da holding Cia. E. Johnston, cujo controle é dividido igualmente entre os quatro irmãos, eles possuem 33,5 por cento do veículo Itaú Unibanco Participações SA, que por sua vez controla 51 por cento das ações com direito a voto do Itaú, de acordo com documentos submetidos às comissões de valores mobiliários dos EUA e do Brasil.

Carteira de ativos

Os dividendos da CBMM são sem dúvida um bom negócio, frequentemente superando 50 por cento do lucro líquido anual, de acordo com resultados publicados pela empresa no Diário Oficial de Minas Gerais.

Com base numa análise desses pagamentos, do dinheiro distribuído pelo Itaú Unibanco, de impostos e do desempenho do mercado, a família Moreira Salles provavelmente é dona de uma carteira de ativos com potencial de investimento de quase US$ 11 bilhões, segundo o ranking.

Os irmãos Moreira Salles não quiseram fazer comentários sobre sua fortuna, de acordo com um porta-voz que pediu para não ter o nome publicado.

Juntos, eles são mais ricos do que os herdeiros do Grupo Votorantim, liderado por Antônio Ermírio de Moraes, que têm um patrimônio combinado de US$ 26 bilhões. A pessoa mais rica do Brasil continua sendo o investidor da Anheuser-Busch InBev NV, Jorge Paulo Lemann, com uma fortuna de US$ 20,6 bilhões.

A CBMM foi pioneira na tecnologia que faz com que o nióbio fortaleça o aço em escala industrial, disse Carneiro.

O presidente da empresa foi no passado um dos muitos estudantes que receberam bolsas de doutorado da companhia para explorar os usos do elemento, que foi descoberto no século 19. Após a formatura, os bolsistas iam trabalhar na CBMM, aplicando o que aprenderam.

Processo secreto

Atualmente, as técnicas da CBMM são guardadas a sete chaves, a ponto de as siderúrgicas asiáticas que compraram participação na empresa –- grupo que inclui a chinesa Baosteel Group Corp. e a japonesa Nippon Steel & Sumitomo Metal Corp. –- nunca terem recebido permissão para fazer avaliações técnicas.

A CBMM não é uma mineradora, é uma empresa de tecnologia”, disse Carneiro. O metal não é raro, segundo ele. “Raro é o mercado.”

O processo é tão complexo e intensivo em capital que existem apenas quatro minas de nióbio em operação no mundo todo, apesar dos 300 depósitos conhecidos.

São necessários diversos estágios de refino para transformar uma terra granulada marrom com teor de nióbio de apenas 3 por cento numa liga de ferro com pureza de 66 por cento, que é o produto comprado pelas siderúrgicas globais.

A CBMM processa 750 toneladas por hora nas instalações em Araxá, a cerca de 360 km de Belo Horizonte.

Em média, são necessários somente 200 gramas de liga de nióbio para fortalecer uma tonelada de aço, permitindo que as siderúrgicas produzam automóveis mais leves e eficientes e pontes e edifícios mais robustos. O produto é responsável por 90 por cento da receita da CBMM.

"Partícula de Deus"

A companhia realiza um processo separado para produzir um pó branco concentrado de nióbio que é usado em lentes de câmeras e turbinas de avião.

O pó também está presente nos imãs supercondutores do maior acelerador de partículas do mundo -- o Grande Colisor de Hádrons, ou LHC, instalado nos arredores de Genebra – que físicos usaram para tentar observar a partícula teórica elementar conhecida como Bóson de Higgs, também chamada “Partícula de Deus”.

“Dá um trabalho louco vender nióbio”, disse Carneiro. Segundo ele, a CBMM passou mais de duas décadas tentando convencer a China, líder mundial na produção de aço, a comprar o metal. A aceitação veio finalmente em 2000. A China hoje compra um quarto da produção da CBMM.

Sem ações na bolsa

É a visão e o planejamento de longo prazo que explicam porque a empresa não tem planos de lançar ações na bolsa, uma operação que a colocaria sob a pressão dos investidores por resultados no curto prazo, disse Carneiro.

Outro motivo para não vender ações é que a CBMM não precisa de dinheiro, disse ele. Sua margem de lucro de 37 por cento faz dela uma das 10 mais lucrativas mineradoras com valor de mercado de pelo menos US$ 1 bilhão, de acordo com dados compilados pela Bloomberg. A receita ficou em R$ 3,8 bilhões em 2012, afirmou Carneiro.

O mais velho dos irmãos Moreira Salles, Fernando, de 66 anos, é o presidente do conselho da empresa e está envolvido de perto na sua gestão, segundo Carneiro. Pedro, 53 anos, que sofre de distrofia muscular, preside o conselho do Itaú Unibanco e integra o conselho da CBMM.

As raízes da família no setor bancário remontam a 1924, quando João Moreira Salles, que tocava uma casa de secos e molhados em Minas Gerais, decidiu abrir a Casa Bancária Moreira Salles e passou a financiar a expansão de cafezais nas décadas de 1930 e 1940.

Chanel No. 5

Após a morte de João, seu filho Walther foi ampliando gradualmente a instituição financeira até transformá-la no gigante conhecido como Unibanco. O banco já era um dos maiores do Brasil em 2008, quando foi comprado pelo Itaú, controlado pelas famílias Villela e Setúbal.

Os dois outros filhos de Walther Moreira Salles fizeram carreira no mundo das artes, dando continuidade a outra tradição familiar. Walter Salles, 56 anos, dirigiu os filmes “Na Estrada”, com base no livro de Jack Kerouac, e “Diários de Motocicleta”, sobre a juventude de Che Guevara. João, 50, dirige documentários e é fundador e publisher da revista Piauí.

O pai deles era parte do jet set internacional de seu tempo. A primeira esposa, Helene Tourtois, mãe de Fernando, era filha do inventor do perfume Chanel No. 5. O mordomo argentino Santiago Badariotti, que participou da criação dos irmãos, tinha gosto por poesia, latim e piano, e acabou se tornando personagem de um dos documentários de João.

Rockefeller, Jagger

Em sua mansão no Rio de Janeiro, Walther recebia convidados como Henry Ford II, Nelson Rockefeller, Aristotle Onassis e Mick Jagger. Ao longo dos anos, Walther doou quadros de Picasso, Bellini e Raphael ao Museu de Arte de São Paulo. Mais tarde ele transformou sua casa na sede do Instituto Moreira Salles, fundado em 1992 para patrocinar a cultura no Brasil. João é hoje o chairman do instituto.

Durante todo o tempo, a atividade bancária foi o centro da vida de Walther Moreira Salles. Em entrevista publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo no ano passado, seu filho Pedro disse: “O banco era o seu quinto filho, um negócio que ele criou do zero.”
Fontes:
Rede Castor Photo: O estratégico nióbio
Exame: Nióbio faz dos Moreira Salles a família mais rica do Brasil
- Fórum Anti Nova Ordem Mundial: Nióbio faz dos Moreira Salles a família mais rica do Brasil

sábado, 23 de novembro de 2013

http://globoesporte.globo.com/olimpiadas/noticia/2013/11/jornal-americano-ve-alto-risco-de-doencas-em-provas-na-agua-em-2016.html

Jornal americano vê alto risco de doenças em provas na água em 2016

Segundo matéria do 'The Washington Post', níveis de poluição dos locais de disputas aquáticas ao ar livre estão acima dos tolerados; professor recomenda vacinas em dia

 

O curto prazo para entregar o Complexo de Deodoro antes das Olimpíadas de 2016 foi considerado pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, como o calcanhar de Aquiles dos Jogos Olímpicos. Essa, porém, não é a preocupação do jornal americano "The Washington Post". Em matéria publicada nesta quarta-feira, o diário mostra grande temor pela saúde dos atletas e turistas que vão competir e visitar as instalações olímpicas que receberão disputas na água, como a Baía de Guanabara, a praia de Copacabana e a Lagoa Rodrigo de Freitas. De acordo com levantamento do jornal, nas águas ao redor do Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, onde ficava o autódromo de Jacarepaguá, a média de poluição fecal é 78 vezes maior que o limite satisfatório do governo brasileiro. Pelos critérios adotados nos Estados Unidos, esse número chegaria a 195 vezes acima do tolerado, segundo a reportagem.
Regata Ecológica lixo (Foto: Fuca Burgos / Futura Press)Em maio, Regata Ecológica retirou grande quantidade de lixo da Baia de Guanabara (Foto: Fuca Burgos / Futura Press)

Enquanto as autoridades brasileiras trabalham com a intenção de reduzir em 80% a poluição em locais como a Lagoa Rodrigo de Freitas, que receberá o remo e a canoagem, a Baía de Guanabara, onde serão disputadas a vela e o windsurfe, e a Praia de Copacabana, local das provas da maratona aquática e do triatlo, especialistas procurados pelo "The Washington Post" garantem que a saúde dos atletas corre risco. O medo também abrange o Parque Olímpico: a reportagem diz que 70% do esgoto do Rio de Janeiro não são tratados e quase 100% dos resíduos lançados vão diretamente para as águas que rodeiam o local.
- As altas concentrações de dejetos humanos sem tratamento significam que existem  organismos causadores de doenças na água. Se eu fosse participar, gostaria de ter certeza de que todas as minhas vacinas estão em dia - disse ao "The Washington Post" Casey Brown, professor de engenharia civil e ambiental da Universidade de Massachusetts.
Mortandade de peixes na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro (Foto: Reprodução SporTV)Mortandade de peixes na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro (Foto: Reprodução SporTV)

De acordo com a publicação, a Praia de Copacabana, por exemplo, recentemente teve o nível de coliformes fecais 16 vezes maior que o recomendado. A Lagoa Rodrigo de Freitas é lembrada pelas toneladas de peixes mortos. O texto diz ainda que na Baía de Guanabara, que tem como única saída da água poluída uma estreita passagem para o Oceano Atlântico, é comum ver sofás e máquinas de lavar boiando, além de restos de chorume (lixo em decomposição) do maior aterro sanitário da América do Sul, fechado apenas em 2012.  A reportagem alerta para o risco de que competidores venham a colidir com objetos que flutuam e possam ingerir água infectada.
- Não há nenhuma maneira de trabalhar nessas águas. Onde você está, literalmente, há um profundo cheiro e partes de fezes em alguns lugares, e ninguém tem medo dos efeitos sobre a saúde. Mostre-me o atleta olímpico que vai ter a coragem de entrar em águas como essas -  declarou o professor de Ecologia Ricardo Freitas, que tenta salvar jacarés em áreas urbanas e já foi mordido por um, ficando infectado por conta da sujeira.
Parque Olímpico Rio 2016 (Foto: André Durão/Globoesporte.com)Lagoas ao redor do Parque e da Vila Olímpica estão poluídas (Foto: André Durão/Globoesporte.com)

O jornal alerta que especialistas garantem que a velocidade dos trabalhos no Rio de Janeiro andam no ritmo de um caracol e que grande parte das medidas são um paliativo, como por exemplo as Unidades de Tratamento de Rios, que seriam caras e usariam caminhões para retirar grande parte do lixo acumulado, levando os mesmos para aterros sanitários. Além disso, o município e o estado estariam trabalhando com dez barcos que fazem o monitoramento e a limpeza de dejetos maiores na Baía de Guanabara, e com ecobarreiras, que são presas com redes e evitam que os detritos maiores passem.
Atletas olímpicos brasileiros já mostraram preocupação com a situação da Baía de Guanabara e outros locais. Campeão mundial de windsurfe em 2007, o velejador Ricardo Winicki, o Bimba, reforçou as palavras do multicampeão olímpico Lars Grael, falando até de cadáveres na baía. Na opinião dele, a modalidade deveria ser disputada em Búzios.
Arena montada em Copacabana recebe jogos até o domingo (Foto: Divulgação/CBV)Praia de Copacabana também é vista como problema pelo jornal (Foto: Divulgação/CBV)
- Olimpíadas em Búzios não é pelo vento e sim por falta de opção no Rio de Janeiro. Não é apenas o golfe que não tem campo, a vela não tem onde ser realizada no Rio. A Baía de Guanabara é uma central de tratamento de esgoto desativada. Vai ser uma pena ver atletas do mundo todo desviando de sofás, porta de geladeira, televisão, animais e seres humanos boiando, como se vê com frequência. É Búzios!! - disse o atleta na época, defendendo a mudança da competição de local, sem sucesso.
Problemas ambientais não são novidade
Não é de agora que o Comitê Olímpico Internacional enfrenta problemas com o fator ambiental. Em 2008, em Pequim, os chineses não conseguiram resolver o problema com o ar poluído, bastante criticado por atletas e autoridades internacionais. As Olimpíadas de Inverno de Sochi 2014, na Rússia, também são alvo de reclamações. De acordo com relatórios, os Jogos teriam problemas com restos de materiais usados em obras, que estariam sendo jogados em florestas e rios da região.
Ninho do pássaro Pequim 2008 (Foto: Arquivo)Poluição em Pequim 2008 também foi um problema enfrentado pelo COI (Foto: Arquivo)

 

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

“O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota”

“O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota”


02/09/2013
às 5:25

“O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota”

É o título de uma coletânea de textos de autoria do filósofo sem carteirinha, crachá ou livro-ponto Olavo de Carvalho (foto), lançado há duas semanas pela Editora Record (615 páginas, R$ 51,90). Os artigos foram selecionados e organizados por Felipe Moura Brasil, um jovem de vinte e poucos — bem poucos — anos, que também cuida de notas explicativas e referências bibliográficas que remetem o leitor tanto à vasta obra do próprio Olavo como à teia de autores e temas com os quais seus textos dialogam ou polemizam. Moura Brasil informa que a seleção obedeceu a seu gosto pessoal e à necessidade de partilhar a sua experiência de leitor e estudioso da obra de Olavo. Esse moço é a prova de que a inteligência e a autonomia intelectual sobrevivem mesmo aos piores tempos. E os piores tempos podem não ser aqueles em que o amor à liberdade é obrigado a resistir na clandestinidade — afinal, resta a esperança no fundo da caixa —, mas aqueles em que a divergência se torna, por si, uma violência inaceitável. Nesse caso, a própria esperança começa a correr riscos. O livro, o que não chega a ser uma surpresa, provocou um enorme silêncio — que é uma das formas do moderno exercício da violência. Os leitores, no entanto, estão fazendo a sua parte, e ele já figura em 10º lugar na lista dos “Mais Vendidos”, na categoria “Não-Ficção”, na VEJA desta semana.
“O Mínimo…” reúne, basicamente, artigos que Olavo publicou em jornais e revistas, inclusive nas revistas “República” e “BRAVO!”, das quais fui redator-chefe — e a releitura, agora, em livro, me remeteu àqueles tempos. Impactam ainda hoje e podiam ser verdadeiros alumbramentos há 10, 12, 13 anos, quando o autor, é forçoso admitir, via com mais aguda vista do que todos nós o que estava por vir. Olavo é dono de uma cultura enciclopédica — no que concerne à universalidade de referências —, mas não pensa por verbetes. E isso desperta a fúria das falanges do ódio e do óbvio. Consegue, como nenhum outro autor no Brasil — goste-se ou não dele —, emprestar dignidade filosófica à vida cotidiana, sem jamais baratear o pensamento. Isso não quer dizer que não transite — e as falanges não o fustigam menos por isto; ao contrário — com maestria no terreno da teoria e da história. É autor, por exemplo, da monumental — 32 volumes! — “História Essencial da Filosofia” (livros acompanhados de DVDs). Alguns filósofos de crachá e livro-ponto poderiam ter feito algo parecido — mas boa parte estava ocupada demais doutrinando criancinhas… Há o Olavo de “A Dialética Simbólica” ou de “A Filosofia e seu Inverso”, e há este outro, que é expressão daquele, mas que enfrenta os temas desta nossa vida besta, como disse o poeta, revelando o sentido de nossas escolhas e, muito especialmente, das escolhas que não fazemos.
O livro é dividido em 25 capítulos ou macrotemas: Juventude, Conhecimento, Vocação, Cultura, Pobreza, Fingimento. Democracia, Socialismo, Militância, Revolução, Intelligentzia, Inveja, Aborto, Ciência, Religião, Linguagem, Discussão, Petismo, Feminismo, Gayzismo, Criminalidade, Dominação, EUA, Libertação e Estudo. Cada um deles reúne um grupo de textos, e alguns se desdobram em subtemas, como a espetacular seleção de textos de “Revolução”, reunidos sob rubricas distintas, como, entre outras, Globalismo, Manipulação e Capitalistas X Revolucionários.
Vivemos tempos um tanto brutos, hostis ao pensamento. Vivemos a era em que o sentimento de “justiça” ou o de “igualdade” — com frequência, alheios ou mesmo refratários a qualquer noção de direito — reivindicam um estatuto moralmente superior a conceitos como verdade e realidade; estes seriam, por seu turno, meras construções subjetivas ou de classe, urdidas com o propósito de provocar a infelicidade geral. Olavo demole com precisão e brilho a avalanche de ideias prontas, tornadas influentes pelo “imbecil coletivo” e que vicejam muito especialmente na imprensa — fenômeno enormemente potencializado pelas redes sociais.
Em 2003, o jornal “O Globo” ainda publicava textos como “Orgulho do Fracasso”, de Olavo. E se podia ler (em azul):
Língua, religião e alta cultura são os únicos componentes de uma nação que podem sobreviver quando ela chega ao término da sua duração histórica. São os valores universais, que, por servirem a toda a humanidade e não somente ao povo em que se originaram, justificam que ele seja lembrado e admirado por outros povos. A economia e as instituições são apenas o suporte, local e temporário, de que a nação se utiliza para seguir vivendo enquanto gera os símbolos nos quais sua imagem permanecerá quando ela própria já não existir.
(…)
A experiência dos milênios, no entanto, pode ser obscurecida até tornar-se invisível e inconcebível. Basta que um povo de mentalidade estreita seja confirmado na sua ilusão materialista por uma filosofia mesquinha que tudo explique pelas causas econômicas. Acreditando que precisa resolver seus problemas materiais antes de cuidar do espírito, esse povo permanecerá espiritualmente rasteiro e nunca se tornará inteligente o bastante para acumular o capital cultural necessário à solução daqueles problemas. O pragmatismo grosso, a superficialidade da experiência religiosa, o desprezo pelo conhecimento, a redução das atividades do espírito ao mínimo necessário para a conquista do emprego (inclusive universitário), a subordinação da inteligência aos interesses partidários, tais são as causas estruturais e constantes do fracasso desse povo. Todas as demais explicações alegadas — a exploração estrangeira, a composição racial da população, o latifúndio, a índole autoritária ou rebelde dos brasileiros, os impostos ou a sonegação deles, a corrupção e mil e um erros que as oposições imputam aos governos presentes e estes aos governos passados — são apenas subterfúgios com que uma intelectualidade provinciana e acanalhada foge a um confronto com a sua própria parcela de culpa no estado de coisas e evita dizer a um povo pueril a verdade que o tornaria adulto: que a língua, a religião e a alta cultura vêm primeiro, a prosperidade depois.
(…)
Retomo
Grande Olavo de Carvalho! Dez anos depois, com o país nessa areia, como ignorar a força reveladora das palavras acima? Olhem à nossa volta. O que temos senão um governo incompetente, que fez refém ou tornou dependente (com Bolsa BNDES, Bolsa Juro, Bolsa Isenção Tributária) uma elite não muito iluminada, combatido, o que é pior, por uma oposição que não consegue encetar uma crítica que vá além do administrativismo sem imaginação, refratária ao debate, que foge do confronto de ideias como Lula foge dos livros e Dilma da sintaxe?
O país emburrece. Eu mesmo, mais de uma vez, em ambientes supostamente afeitos ao pensamento, à reflexão e à leitura, pude constatar o processo de satanização do contraditório. É mais difícil travar com intelectuais (ou, sei lá, com as classes supostamente ilustradas) um debate racional sobre a legalização do aborto do que com um homem ou uma mulher do povo, de instrução mediana. E não porque aqueles tenham os melhores argumentos. Ao contrário: têm os piores. Olham para a sua cara e dizem, com certo ar de trunfo, como se tivessem encontrado a verdade definitiva: “É uma questão dos direitos reprodutivos da mulher”. Digamos que fosse… Esses tais “direitos reprodutivos” teriam caído da árvore da vida, como caiu a maçã para Newton, ou são uma construção? Por que estaria acima do debate?
Mais um pouco das palavras irretocáveis de Olavo (em azul):
Na tipologia de Lukács, que distingue entre os personagens que sofrem porque sua consciência é mais ampla que a do meio em que vivem e os que não conseguem abarcar a complexidade do meio, a literatura brasileira criou um terceiro tipo: aquele cuja consciência não está nem acima nem abaixo da realidade, mas ao lado dela, num mundo à parte todo feito de ficções retóricas e afetação histriônica. Em qualquer outra sociedade conhecida, um tipo assim estaria condenado ao isolamento. Seria um excêntrico.
No Brasil, ao contrário, é o tipo dominante: o fingimento é geral, a fuga da realidade tornou-se instrumento de adaptação social. Mas adaptação, no caso, não significa eficiência, e sim acomodação e cumplicidade com o engano geral, produtor da geral ineficiência e do fracasso crônico, do qual em seguida se busca alívio em novas encenações, seja de revolta, seja de otimismo. Na medida em que se amolda à sociedade brasileira, a alma se afasta da realidade — e vice-versa. Ter a cabeça no mundo da lua, dar às coisas sistematicamente nomes falsos, viver num estado de permanente desconexão entre as percepções e o pensamento é o estado normal do brasileiro. O homem realista, sincero consigo próprio, direto e eficaz nas palavras e ações, é que se torna um tipo isolado, esquisito, alguém que se deve evitar a todo preço e a propósito do qual circulam cochichos à distância.
Meu amigo Andrei Pleshu, filósofo romeno, resumia: “No Brasil, ninguém tem a obrigação de ser normal.” Se fosse só isso, estaria bem. Esse é o Brasil tolerante, bonachão, que prefere o desleixo moral ao risco da severidade injusta. Mas há no fundo dele um Brasil temível, o Brasil do caos obrigatório, que rejeita a ordem, a clareza e a verdade como se fossem pecados capitais. O Brasil onde ser normal não é só desnecessário: é proibido. O Brasil onde você pode dizer que dois mais dois são cinco, sete ou nove e meio, mas, se diz que são quatro, sente nos olhares em torno o fogo do rancor ou o gelo do desprezo. Sobretudo se insiste que pode provar.
Sem ter em conta esses dados, ninguém entende uma só discussão pública no Brasil. Porque, quando um brasileiro reclama de alguma coisa, não é que ela o incomode de fato. Não é nem mesmo que exista. É apenas que ele gostaria de que existisse e fosse má, para pôr em evidência a bondade daquele que a condena. Tudo o que ele quer é dar uma impressão que, no fundo, tem pouco a ver com a coisa da qual fala. Tem a ver apenas com ele próprio, com sua necessidade de afeto, de aplauso, de aprovação. O assunto é mero pretexto para lançar, de maneira sutil e elegante, um apelo que em linguagem direta e franca o exporia ao ridículo.
Esse ardil psicológico funda-se em convenções provisórias, criadas de improviso pela mídia e pelo diz que diz, que apontam à execração do público umas tantas coisas das quais é bom falar mal. Pouco importa o que sejam. O que importa é que sua condenação forma um “topos”, um lugar-comum: um lugar no qual as pessoas se reúnem para sentir-se bem mediante discursos contra o mal. O sujeito não sabe, por exemplo, o que são transgênicos. Mas viu de relance, num jornal, que é coisa ruim. Melhor que coisa ruim: é coisa de má reputação. Falando contra ela, o cidadão sente-se igual a todo mundo, e rompe por instantes o isolamento que o humilha.
Essa solidariedade no fingimento é a base do convívio brasileiro, o pilar de geleia sobre o qual se constroem uma cultura e milhões de vidas. Em outros lugares as pessoas em geral discutem coisas que existem, e só as discutem porque perceberam que existem. Aqui as discussões partem de simples nomes e sinais, imediatamente associados a valores, ao ruim e ao bom, a despeito da completa ausência das coisas consideradas.
Não se lê, por exemplo, um só livro de história que não condene a “história oficial” — a história que celebra as grandezas da pátria e omite as misérias da luta de classes, do racismo, da opressão dos índios e da vil exploração machista. Em vão buscamos um exemplar da dita-cuja. Não há cursos, nem livros, nem institutos de história oficial. Por toda parte, nas obras escritas, nas escolas de crianças e nas academias de gente velha, só se fala da miséria da luta de classes, do racismo, de índios oprimidos e da vil exploração machista. Há quatro décadas a história militante que se opunha à história oficial já se tornou hegemônica e ocupou o espaço todo. Se há alguma história oficial, é ela própria.
Mas, sem uma história oficial para combater, ela perderia todo o encanto da rebeldia convencional, pondo à mostra os cabelos brancos que assinalam sua identidade de neo-oficialismo consagrado — balofo, repetitivo e caquético como qualquer academismo. Direi então que açoita um cavalo morto? Não é bem isso. Ela própria é um cavalo morto. Um cavalo morto que, para não admitir que está morto, escoiceia outro cavalo morto. Todo o “debate brasileiro” é uma troca de coices num cemitério de cavalos.
Encerro
Leia esse livro de Olavo de Carvalho. Ninguém, no Brasil, escreve com a sua força e a sua clareza. Tampouco parece fácil rivalizar com a sua cultura, fruto da dedicação, do trabalho no claustro, da aplicação, não da busca de brilharecos. Leia Olavo: contra o ódio, contra o óbvio, contra os idiotas e a favor de si mesmo.
Por Reinaldo Azevedo