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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Garrafa transforma água em desinfetante natural

http://ciclovivo.com.br/noticia/garrafa-transforma-agua-em-desinfetante-natural


Uma garrafa capaz de transformar água em ozônio, para limpar superfícies, é a aposta da empresa Franke. A ideia é substituir os produtos convencionais utilizados em limpezas, que possuem muitas substâncias químicas agressivas à saúde humana.
Batizado de Eco3Spray, o aparelho portátil é a nova solução para acabar com os germes das residências. Podendo substituir, com eficácia, o cloro e a água sanitária, por exemplo. Também pode ser útil nos locais que exigem limpeza constante, como restaurantes, metrôs, prédios de grandes companhias.
A tecnologia, patenteada de eletrólise, utiliza água da torneira para desenvolver ozônio, ou seja, converte H2O em O3, uma molécula capaz de eliminar até 99,9% das bactérias, segundo a empresa.
Franke é a desenvolvedora especializada em sistemas inteligentes para cozinhas domésticas. Inclusive, segundo o site Springwise, o Eco3Spray atende aos padrões de vigilância sanitária norte-americana (FDA) para ambientes em que se trabalha com alimentos.
Veja abaixo mais informações sobre o equipamento:
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=8cjHowPyLCQ
Redação CicloVivo

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Despejo de esgoto polui Rio Pirapó em Apucarana

http://tnonline.com.br/noticias/apucarana/45,240082,30,01,apucarana-despejo-irregular-de-esgoto-da-sanepar-em-corrego-da-bacia-do-pirapo-mobiliza-o-iap.shtml


A Secretaria de Meio Ambiente de Apucarana (Sema) e o Ministério Público (MP) flagraram nesta semana o despejo de esgoto in natura, por parte da Sanepar, no Rio Pirapó, na região do Parque Bela Vista. O Rio Pirapó abastece a cidade de Maringá e também é utilizado pela Sanepar em Apucarana no caso de problemas com o Rio Caviúna, principal fonte de captação de água para o município.

A reportagem esteve ontem à tarde no local e encontrou uma grande quantidade de dejetos no rio. A poluição chegou ao manancial após o rompimento de uma tubulação, chamada pela Sanepar de linha de recalque, que levava o esgoto da estação elevatória do Rio Pirapó, localizada nas proximidades do Parque Bela Vista, até a Estação de Tratamento (ETE) Barra Nova.

A contaminação chegou ao conhecimento da Sema por meio de denúncia anônima. O problema foi repassado também ao Ministério Público (MP). Ontem, o promotor Vilmar Fonseca e o secretário de Meio Ambiente, Itamar Gomes de Oliveira, foram até o local. Hoje, técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) devem vistoriar o rio em Apucarana.

“Essa poluição é gravíssima, pois trata-se de esgoto sanitário não tratado. Segundo o artigo 54 da Lei Ambiental, esse tipo de poluição pode levar os responsáveis para a prisão, pois coloca em risco à saúde pública, já que o Rio Pirapó é utilizado para abastecimento de água”, diz Itamar.

Ele critica a Sanepar e diz que o problema ocorre há vários dias. “Acredito que há um mês esse despejo de esgoto venha ocorrendo”, assinala o secretário. Um laudo será elaborado pela Sema, com fotos, filmagens e também análise da água. O material será encaminhado ao promotor Vilmar Fonseca, que não quis ontem se manifestar ainda em relação ao assunto, mas confirmou a abertura de um inquérito sobre o caso. “É uma total irresponsabilidade da Sanepar e falta de comprometimento com a sociedade”, completou o secretário.            
 


VISTORIA - Recentemente o helicóptero contratado pela Sanepar realizou dois sobrevoos no Rio Pirapó. A aeronave percorreu da Captação de Água da Sanepar, em Maringá, até a nascente do rio, no município de Apucarana, retornando a Maringá. Também foram vistoriados diversos afluentes do Pirapó. No total, foram percorridos mais de 200 km em quatro horas de voo. A ação contou com a participação de técnicos da Sanepar e representantes da Defesa Civil Estadual e da Polícia Ambiental.

Todo o percurso e suas margens foram filmados. As imagens foram analisadas pelos integrantes da força-tarefa - para planejamento das ações que desenvolverão por terra e pelo rio, nos próximos dias.

FORÇA-TAREFA - Uma força-tarefa composta por técnicos da Sanepar e representantes da Defesa Civil Estadual e Municipal, Polícia Ambiental, Corpo de Bombeiros, Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e Secretaria Estadual de Meio Ambiente foi criada para identificar a origem de microalgas Oscillatoriales presentes no Rio Pirapó, principal manancial de abastecimento público de Maringá.

O objetivo do trabalho conjunto é fiscalizar, mapear e analisar a água do Rio Pirapó e seus afluentes. “Iremos percorrer o Rio desde a sua nascente, em Apucarana, até o ponto de captação, localizado em Maringá. Vamos coletar amostras de água no Pirapó e córregos que deságuam no manancial. Com isto será possível localizar o ponto de origem das microalgas”, explicou o gerente regional da Sanepar de Maringá, Valteir Galdino da Nobrega.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Mídia Sem Máscara - A cólera dos imbecis

Mídia Sem Máscara - A cólera dos imbecis

Ambientalismo ameaça a saúde dos brasileiros,br /a fauna, flora, cultivos e cultura do País

Ambientalismo ameaça a saúde dos brasileiros,br /a fauna, flora, cultivos e cultura do País

Mídia Sem Máscara - Pedofilia: ONU concede credencial ao Instituto Kinsey

Mídia Sem Máscara - Pedofilia: ONU concede credencial ao Instituto Kinsey



Um grupo acadêmico cuja pesquisa foi obtida de pedófilos e lançou a revolução sexual nos EUA recebeu credenciamento da ONU.
O infame Relatório Kinsey foi a base para afrouxar atitudes e penas para crimes sexuais contra mulheres e crianças, e para promover abrangente educação sexual que ensina crianças pequenas acerca de atos sexuais.
Nesta semana o Instituto Kinsey foi diante do comitê da ONU que credencia grupos para participar da ONU no final de janeiro. Isso chega num momento em que grupos pró-aborto estão fazendo campanhas para que abrangente educação sexual seja uma parte importante da agenda de políticas e trabalho de desenvolvimento da ONU.
Alfred Kinsey afirmava que crianças são sexuais desde a infância. Suas fontes principais eram homens adultos que registravam detalhes acerca de seus contatos sexuais com crianças para seu livro “Sexual Behavior in the Human Male” (Conduta Sexual no Macho Humano).
Certo homem forneceu a Kinsey detalhes de seu abuso de 1917 a 1948, mostrados na Tabela 34 do livro de Kinsey. Registra o número de “orgasmos” em certos períodos de tempo de crianças de 5 meses a 14 anos.
Orgasmo é definido como “convulsões violentas,” “gemidos, ou choros mais violentos, às vezes com abundância de lágrimas (principalmente entre crianças mais novas),” “dor excruciante,” “lutará para se afastar do parceiro e poderá fazer tentativas violentas de evitar o clímax, embora obtenha claro prazer da situação.”
Outra fonte de Kinsey começando em 1943 — durante a 2ª Guerra Mundial — era um oficial nazista alemão, Fritz von Balluseck, que em 1957 foi condenado por abuso sexual de crianças por mais de 30 anos. O juiz teria dito: “Tive a impressão de que você chegou às crianças a fim de impressionar Kinsey e lhe entregar material.”
Kinsey afirmou que 95 por cento dos homens cometiam crimes sexuais, de modo que a sociedade deveria redefinir o que era “normal” e reduzir as penas de crimes sexuais. Ele testificava em favor de estupradores de crianças e seu trabalho ajudou a mudar as leis, tornando-as tolerantes para crimes sexuais.
“É claro, sabíamos quando entrevistávamos os pedófilos que eles continuariam sua atividade, mas não fazíamos nada sobre isso,” Paul Gebhard, sócio de Kinsey, disse ao jornal. “Não teríamos nenhuma pesquisa se os entregássemos [às autoridades].”
Gebhard, que se tornou diretor do Instituto Kinsey, mais tarde disse: “Era ilegal e sabíamos que era ilegal e é por isso que muita gente está furiosa.”
Kinseu assegurava a “seus informantes que eles ficariam no anonimato” e evitava “todo juízo de valor em relação à conduta deles,” declarou John Bancroft, diretor do Instituto Kinsey.
Certa vítima de um estuprador de crianças ligado a Kinsey se apresentou. Quando “Esther White” (um pseudônimo) tinha 9 anos, ela encontrou uma folha de papel “e meu pai estava selecionando coisas que ele estava fazendo comigo.” Depois que Kinsey entrevistou Esther, ele entregou ao avô dela um cheque de cerca de 6.000 dólares.
Em 1964, o Instituto Kinsey lançou SIECUS para promover a ideologia de Kinsey por meio da educação sexual. SIECUS já tem reconhecimento da ONU e se tornou muito influente ali. A Educação Sexual Abrangente de SIECUS ensina crianças de 5 anos acerca da masturbação e do envolvimento em conduta sexual com outros para mostrar carinho.
O Instituto Kinsey fornece bolsas de estudo honrando John Money, um pioneiro da “identidade de gênero” e responsável pela operação de mudança de sexo de um bebê contada no livro “The Boy Who Was Raised As a Girl” (O Menino que Foi Criado como Menina). O menino acabou cometendo suicídio. A clínica de identidade de gênero de Money no Hospital Johns Hopkins foi fechada por seu sucessor.
A organização homossexual ILGA perdeu seu credenciamento na ONU em 1993 devido às suas ligações com grupos que promovem a pedofilia.
Um documento vazado pelo WikiLeaks intitulado “Certificação da Pedofilia” mostra que os EUA conduziram uma “análise detalhada” em 2010 e agências da ONU certificaram que ninguém havia credenciado nenhuma organização que promove ou desculpa a pedofilia.


Tradução: Julio Severo
Fonte: Friday Fax

Das manifestações violentamente pacíficas

http://www.midiasemmascara.org/artigos/movimento-revolucionario/14890-das-manifestacoes-violentamente-pacificas.html#.Uuasi2pUaAE.gmail

Das manifestações violentamente pacíficas
molotovQuantas vezes você já ouviu no noticiário que uma “manifestação pacífica acaba em violência”? Várias vezes, pelo menos nos últimos meses. E há uma razão para ser assim.
Abro o jornal e leio a reportagem sobre a manifestação do Passe-Livre em Londrina, que, como era de se esperar, acabou em confusão, depredação do patrimônio público, destruição dos ônibus e muita correria. A manifestação era pacífica, e como toda manifestação pacífica neste país de Dilma, a paz só não foi observada porque alguns elementos se infiltraram no movimento para promover a baderna. Fica a pergunta: quem eram esses elementos?
Se para alguma coisa me serviu a universidade, foi para compreender melhor como funcionam, por dentro, essas manifestações pacíficas que terminam invariavelmente em pancadaria e vandalismo.
Vai um breve testemunho pessoal para a instrução dos pequenos.
O ano era 2000, e eu era um feliz estudante da USP. Cursava Ciências Sociais e morava no CRUSP. Tinha tudo para ser o perfeito idiota latino-americano, mas já na época preferia ser apenas idiota, incapaz da perfeição e refratário à ostentação da minha latino-americanidade. As festividades em comemoração aos 500 anos do Descobrimento se aproximavam e com elas os protestos por todo o país. O DCE da USP não poderia ficar de fora e marcou sua manifestação “contra os 500 anos”. Como os 500 anos eram uma entidade por demais abstrata, o movimento manifesteiro precisava de um alvo mais concreto, que foi gentilmente cedido pela Rede Globo, na forma do seu famoso Relógio dos 500 anos. O leitor mais jovem talvez não lembre que raio de coisa ridícula era esse relógio, projetado por Hans Donner e instalado Brasil afora, mas o Google poderá ajudá-lo nesse exercício de consciência histórica. Procure aí. A manifestação pacífica foi marcada para o dia 22 de fevereiro. Começaria no Largo de Pinheiro e marcharia até a praça Luís Carlos Paraná, na Av. Faria Lima, onde se encontrava o símbolo do imperialismo, o Relógio da Globo. E o McDonalds da esquina…
E aqui faço um pequeno parêntese para a digressão sobre o espírito da época. Os estudantes então andavam inquietos, crentes na inevitável vitória da luta anti-neoliberal. No ano anterior, em 1999, a Rodada do Milênio havia sido interrompida pelo que ficou conhecido no folclore esquerdista como “A batalha de Seattle”. Organizações do mundo inteiro (não faltaram nossos MST, CUT e PT) viajaram para a terra do Nirvana, a banda, com o objetivo de tocar o terror e impedir as negociações do Grande Capital e da globalização excludente, defendendo uma sociedade mais justa, igualitária, etc, etc, etc. E o pau quebrou. E foi porrada para todo lado. E os manifestantes perceberam, sobretudo aqueles ligados ao grupo ATTAC, da França, que podiam enfrentar a polícia utilizando algumas táticas de combate de rua. Meses depois, o ATTAC, cuja filial brasileira operava na Unesp, exportava para todo o mundo subdesenvolvido cursos de “guerrilha urbana” e táticas para combater e se defender de tropas de choque. O estacionamento da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP era frequentemente utilizado, em finais de semana, como campo de treinamento. Se não me falha a memória, o então presidente do Grêmio da FAU era filho de uma das lideranças nacionais do MST. E o professor João Sette Whitaker já era uma espécie de guru anti-globalista entre os alunos de arquitetura. O sucesso da revolta de Seattle fazia a cabeça dos estudantes, e muitos se sentiam como Marighellas pós-modernos. No início de janeiro daquele ano, a Confederação das Nacionalidades Indígenas do Equador, organização membro do Foro de São Paulo, havia dado um golpe de Estado, liderado pelo coronel comunista Lucio Gutiérrez, que prometia adotar o modelo chavista na condução da economia e das coisas públicas. O golpe fracassaria dali a uns dias, mas o clima de “agora vai” empolgava a esquerda continental. Além da euforia internacional, os hormônios revolucionários paulistanos eram excitados pelo desgoverno do prefeito Celso Pitta, herdeiro de Paulo Maluf, atual aliado político do PT. A Revolução começaria com o Relógio da Globo, faria uma pausa no McDonalds e acabaria com a decapitação de Pitta. Nessa época, o grito “Fora já, fora já daqui, o FHC e o FMI” era poesia mais revolucionária do que ver a banda passar cantando coisas de amor. Fecho o parêntese.
No dia 22 de fevereiro, reuniram-se no Largo de Pinheiros umas mil pessoas, a maioria estudantes secundaristas e alunos da USP, arrebanhados pelo DCE. A organização, na verdade, ficava por conta do Comitê Brasil Outros 500, que prometia acabar com a festa de aniversário de descobrimento de Vera Cruz. O Sintusp, claro, dava sua força, fornecendo ônibus, caminhão de som, sanduíche de mortadela e coca-cola. Havia uma meia dúzia de anarco-punks, vindos provavelmente da Galeria do Rock. E eu, observando tudo e morrendo de sede naquele calor desgraçado.
Eu não tinha nada contra os 500 anos, uma realidade cronológica que protesto algum poderia revogar. Nem contra o Relógio. Muito menos simpatizava com qualquer coisa revindicada ali. Poderia dizer que meu interesse era meramente antropológico, mas estaria mentindo. A verdade é que eu estava no meio daquela bagunça só porque gostava da bagunça em si e porque não tinha nada melhor para fazer no CRUSP, que a essa hora deveria estar um deserto. Sem convicção necessária para tomar parte no coro (Fora já, fora já daqui…) e sem ânimo exigido para caminhar até o Relógio na Faria Lima, resolvi me pendurar no caminhão de som, onde, além de água fresca, eu tinha uma visão privilegiada da muvuca.
Começa a marcha. Algum sindicalista grita uma palavra de ordem. A garotada pinta a cara. Os punks vão na frente. Há uma movimentação mais impaciente da polícia, que escolta a manifestação até a praça. O caminhão de som estaciona próximo ao Relógio. A polícia faz um cordão de isolamento para proteger o monstrengo de Hans Donner. Mas a manifestação é pacífica, e ninguém vai fazer coisa alguma, exceto chamar a polícia de fascista. Tudo muito tranquilo. Até que membros do DCE, que estavam no caminhão de som e que eram os organizadores da passeata, começam a retirar de caixas e a distribuir aos manifestantes, sobretudo aos punks, balões com tinta e garrafas com gasolina. Tudo na moita, para não chamar atenção. Começa a provocação. Os manifestantes se aproximam do cordão de isolamento, a polícia tenta afastá-los. Alguém joga um balão de tinta por sobre os policiais e atinge o relógio. A multidão vibra. Outro balão. A multidão delira. Alguns policiais tentam dispersar os baloneiros. A multidão corre. Começa a chuva de balões. De pedras. De paus. Em cima do caminhão de som, uma garota do DCE, cínica e histericamente, grita: “sem violência, sem violência”. A polícia parte para cima da multidão e desfaz o cordão de isolamento. Correria e cacetada para todo lado. “Sem violência, sem violência”. Alguns anarco-punks se aproveitam da confusão e tentam botar fogo no Relógio. Primeiro jogam molotovs, que falham. Depois espalham a gasolina recebida do DCE e atiram fogo, mas as chamas pequeno-burguesas não contribuem para o avanço da revolução e se apagam, deixando o falo hansdônnico intacto. Tum, tum, tum. Chega o Choque. O bagulho fica lôco, e o McDonalds, cheio de estudantes escondidos até debaixo da mesa. A tropa de choque fecha uma esquina. Fecha outra. Toma a avenida. Encurrala a multidão mais valente contra a parede de um edifício e começa a fazer o que faz de melhor: botar juízo em vagabundo. Nisso já têm bomba de fumaça, gás lacrimogênio, o diabo. A menina do DCE sumiu do caminhão de som, que está abandonado naquela paisagem mais ou menos de guerra civil, mais ou menos de forró universitário. Um e outro punk, um e outro estudante foram presos. São os presos políticos, cuja libertação será exigida pelo Comitê Brasil Outros 500, ao longo da semana.
No dia seguinte, em declaração ao Estado de São Paulo, lideranças do DCE dizem que o movimento era pacífico, mas que fora infiltrado por algumas pessoas desejosas de descaracterizar a manifestação. A foto de um punk incendiando umas folhas de papel decide o bode expiatório: tudo corria bem, até que os punks resolveram provocar a polícia e começar a confusão. Jornalistas e estudantes ficam satisfeitos com a versão, o DCE sai limpo da história, mesmo tendo sido ele, desde o começo, quem planejara todo o ato e seus desdobramentos mais violentos, e promete outra manifestação pacífica para a próxima semana, na Avenida Paulista.
Pego meu sanduíche de mortadela e minha coca-cola com o funcionário do Sintusp. Caminho até o Largo de Pinheiros e tomo o ônibus de volta para o Butantã. Desce o pano. Fim da farsa.


Publicado originalmente no blog do autor.
Silvio Grimaldo de Camargo é sociólogo e editor.

Vamos educar contra o aborto – Ben Carson, Brit Hume, Ann Coulter e Papa Francisco contra Barack Obama

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ISABELLA TREVISANI e SEU DESABAFO APÓS SER DESAFIADA

domingo, 29 de dezembro de 2013

Faça a sua parte: estude

Faça a sua parte: estude

29/12/2013
 às 16:04 \ Cultura

Faça a sua parte: estude

faca-sua-parte
“Os participantes de um movimento político normalmente ignoram seu fim, seu motivo e sua origem.” (Nicolás Gómez Dávila)
 
Se os brasileiros que aderem aos atuais movimentos feministas, abortistas, gayzistas, racialistas, liberacionistas e ambientalistas estudassem ao menos um pouquinho a história e a unidade por trás de suas manifestações esquerdistas isoladas, talvez um ou dois (não, você aí da Mobilização em Ambientes Virtuais, criada pelo PT, não: você não tem salvação) pensassem duas vezes antes de continuarem sendo usados como massa de manobra revolucionária.
 
Depois de ler o resumo educativo de Linda Kimball, que reproduzo no item II, tive de sacar esta minha listinha – que segue no item I – e, também, o artigo do item III, presente no nosso best seller “O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota“, para que deixem (ou não) de ignorar o fim, o motivo e a origem daquilo em que estão se metendo.
 
Em consideração aos preguiçosos, destaquei em negrito os trechos principais dos artigos.
 
[Vale a pena assistir também ao debate sobre direita e esquerda entre Bolívar Lamounier, Luiz Felipe Pondé e Reinaldo Azevedo na Globonews: parte 1 e parte 2.]
 
Preparados? Ótimo.
 
I.
 
Revolucionários de ontem e de hoje, de variadas vertentes, na luta por algo que ainda não sabem o que é (e ainda tem bocó que vai atrás):
 
“[Os estudantes revolucionários querem] uma forma de organização social radicalmente nova, da qual não sabem dizer, hoje, se é realizável ou não.”
(Daniel Cohn-Bendit, Paris – 1968)
 
“Ainda não sabemos que tipo de socialismo queremos.”
(Lula, América Libre – 2010)
 
“[O socialismo petista] é um processo de sucessivas conquistas econômicas, sociais, políticas e culturais que abrem caminho para novas conquistas. É um caminho que se renova e se amplia à medida que o percorremos. Pode contemplar momentos de rupturas, mas se faz também no dia-a-dia. Não descuida do presente, mas tem seus olhos postos no futuro. Mas esse futuro não é um porto de chegada ou uma fortaleza a ser conquistada. É antes uma construção histórica.”
(Resoluções do 3º Congresso do PT – 2007, p. 15)
 
“Só sabe construir o futuro quem está construindo o presente e quem tem novas ideias para seguir adiante… Essa é uma união da esperança de que é possível sempre fazer e avançar mais. Para essa concepção que nos une cada conquista é apenas um começo. E ela nasceu também da convicção de que é necessário continuar mudando o Brasil”
(Dilma Rousseff, em evento do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), em que celebrou a aliança com os comunistas brasileiros. Mais detalhes adiante.)
 
“Os exemplos da aguerrida Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia, Natal são também prelúdios de um novo tempo, o tempo de rua. Que venham as lutas, que venham as ruas, que venha um futuro diferente. A rua é nossa!”
(Integrante paraense do PSOL, vestindo uma camisa de Lenin – 2013 – Youtube)
 
“A lógica egoísta e destrutiva da produção, condicionada exclusivamente ao lucro, ameaça a existência de qualquer forma de vida. Assim, a defesa do socialismo com liberdade e democracia [sic] deve ser encarada como uma perspectiva estratégica e de princípios. Não podemos prever as condições e circunstâncias que efetivarão uma ruptura sistêmica.”
(Programa oficial do PSOL, item 1: ‘Socialismo com democracia, como princípio estratégico na superação da ordem capitalista’)
 
“Estamos lutando por algo que ainda não sabemos o que é, mas que pode ser o início de algo muito grande que pode acontecer mais para frente.”
(Integrante do movimento Black Bloc em entrevista à BBC Brasil – 2013)
 
“Por enquanto, a única alternativa concreta é somente uma negação.”
(Herbert Marcuse)
 
“Precisamos odiar. O ódio é a base do comunismo. As crianças devem ser ensinadas a odiar seus pais se eles não são comunistas.”
(V. I. Lenin)
 
A explicação:
 
“Karl Marx já opinava que era inútil tentar descrever como seria o socialismo, já que este iria se definindo a si mesmo no curso da ação anticapitalista. (…) Nessas condições, é óbvio que duzentos milhões de cadáveres, a miséria e os sofrimentos sem fim criados pelos regimes revolucionários não constituem objeção válida. O revolucionário faz a sua parte: destrói. Substituir o destruído por algo de melhor não é incumbência dele, mas da própria realidade. Se a realidade não chega a cumpri-la, isso só prova que ela ainda é má e merece ser destruída um pouco mais.”
(Olavo de Carvalho, ‘A promessa autoadiável‘, Diário do Comércio, 30 de agosto de 2010)
 
Dilma-no-PC-do-B
Na foto, a presidente Dilma Rousseff no evento do PCdoB (o C, repito, é de Comunista mesmo), entre cartazes laudatórios de Marx e Lenin. Eis mais algumas frases singelas dos dois:
 
“Somos favoráveis ao terrorismo organizado – isto deve ser admitido francamente.”
(Lenin)
 
“A principal missão dos outros povos (exceto os alemães, os húngaros e os poloneses) é perecer no Holocausto revolucionário… Esse lixo étnico continuará sendo, até o seu completo extermínio ou desnacionalização, o mais fanático portador da contrarrevolução.”
(Karl Marx)
 
“As classes e raças, demasiado fracas para dominar as novas condições de vida, devem sucumbir.”
(Karl Marx)
 
“Não temos compaixão e não lhe pedimos compaixão alguma. Quando chegar a nossa vez, n˜åo inventaremos pretextos para o terror.”
(Karl Marx)
 
II.
 
Gramsci
Marxismo cultural
 
Escrito por Linda Kimball
 
A verdade vos libertará.
João 8:32
 
Os americanos subscrevem atualmente a duas más-concepções; a primeira é a ideia de que o comunismo deixou de ser uma ameaça quando a União Soviética implodiu; a segunda éa crença de que a Nova Esquerda dos anos sessenta entrou em colapso e desapareceu também. “Os Anos Sessenta Estão Mortos,” escreveu George Will (“Slamming the Doors,” Newsweek, Mar. 25, 1991).
 
Uma vez que, como um movimento político, a Nova Esquerda não tinha coesão, ela desmoronou-se; no entanto, seus revolucionários reorganizaram-se e formaram uma multitude de grupos dedicados a um só tópico. É devido a isto que hoje temos as feministas radicais, os extremistas dos movimentos negros, os ativistas “pela paz”, os grupos dedicados aos “direitos” dos animais, os ambientalistas radicais, e os ativistas homossexuais.
 
Todos estes grupos perseguem a sua parte da agenda radical através duma complexa rede de organizações tais como a “Gay Straight Lesbian Educators Network” (GSLEN), a “American Civil Liberties Union” (ACLU), “People for the American Way”, “United for Peace and Justice”, “Planned Parenthood”, “Sexuality Information and Education Council of the United States” (SIECUS), e a “Code Pink for Peace”.
 
Tanto o comunismo como a Nova Esquerda encontram-se vivos e de boa saúde aqui na América, preferindo usar palavras de código tais como: tolerância, justiça social, justiça econômica, paz, direitos reprodutivos, educação sexual e sexo seguro, escolas seguras, inclusão, diversidade e sensibilidade. Tudo junto, isto é marxismo cultural mascarado de multiculturalismo.
 
O nascimento do multiculturalismoAntecipando a tempestade revolucionária que iria batizar o mundo num inferno de terror vermelho, levando ao nascimento da terra prometida de justiça social e igualdade proletária,Frederich Engels escreveu
 
Todas as (…) grandes e pequenas nacionalidades estão destinadas a desaparecer (…) na tempestade revolucionária mundial (…). (Uma guerra global) limpará todas (…) as nações, até os seus nomes. A próxima guerra mundial resultará no desaparecimento da face da Terra não só das classes reacionárias (…) mas (…) também dos povos reaccionários.(“The Magyar Struggle”, Neue Rheinische Zeitung, Jan. 13, 1849)
 
Quando a Primeira Grande Guerra terminou, os socialistas perceberam que algo não havia corrido bem, uma vez que os proletários do mundo não haviam prestado atenção ao apelo deMarx de se insurgirem em oposição ao capitalismo como forma de abraçarem, no seu lugar, o comunismo. Devido a isto, estes mesmos socialistas começaram a investigar o que havia corrido mal.
 
Separadamente, dois teóricos marxistas, Antonio Gramsci (Itália) e Georg Lukacs (Hungria), concluíram que o Ocidente cristianizado era o obstáculo que impedia a chegada da nova ordem mundial comunista.
 
Devido a isto, eles concluíram que, antes da revolução ter sucesso, o Ocidente teria que ser conquistado. Gramsci alegou que, uma vez que o Cristianismo já dominava o Ocidente há mais de 2 mil anos, não só esta ideologia estava fundida com a civilização ocidental, como ela havia corrompido a classe operária.
 
Devido a isso, afirmou Gramsci, o Ocidente teria que ser previamente descristianizado através duma “longa marcha através da cultura”.
 
Adicionalmente, uma nova classe proletária teria que ser criada. No seu livro “Cadernos do Cárcere,” Gramsci sugeriu que o novo proletariado fosse composto por criminosos, mulheres, e minorias raciais. Segundo Gramsci, a nova frente de batalha deveria ser a cultura, começando pela família tradicional e absorvendo por completo as igrejas, as escolas, a grande mídia, o entretenimento, as organizações civis, a literatura, a ciência e a história. Todas estas instituições teriam de ser transformadas radicalmente e a ordem social e cultural teria que ser gradualmente subvertida de modo a colocar o novo proletariado no topo.
 
O protótipoEm 1919, Georg Lukacs tornou-se vice-comissário para a Cultura do regime bolschevique de curta duração de Bela Kun, na Hungria. Imediatamente ele colocou em marcha planos para descristianizar a Hungria, raciocinando que, se a ética sexual cristã pudesse ser fragilizada junto à crianças, então o odiado patriarcado bem como a Igreja sofreriam um duro golpe.
 
Lukacs instalou um programa de educação sexual radical e palestras sexuais foram organizadas; foi distribuída literatura contendo imagens que instruíam graficamente os jovens a enveredar pelo “amor livre” (promiscuidade) e pela intimidade sexual (ao mesmo tempo que a mesma literatura os encorajava a ridicularizar e a rejeitar a ética moral cristã, a monogamia e a autoridade da igreja). Tudo isso foi acompanhado por um reinado de terror cultural perpetrado contra os pais, sacerdotes e dissidentes.
 
Os jovens da Hungria, havendo sido alimentados com uma dieta constante de neutralidade de valores (ateísmo) e uma educação sexual radical, ao mesmo tempo que eram encorajados a revoltarem-se contra toda a autoridade, facilmente se transformaram em delinquentes que variavam de intimidadores e ladrões menores, para predadores sexuais, assassinos e sociopatas.A prescrição de Gramsci e os planos de Lukacs foram os precursores do que o marxismo cultural, mascarado de SIECUS, GSLEN, e a ACLU – agindo como executores da lei judicialmente aprovados – mais tarde trouxe às escolas americanas.
 
Construindo uma baseNo ano de 1923 foi fundada na Alemanha de Weimar a Escola de Frankfurt – um grupo de reflexão marxista. Entre os fundadores encontravam-se Georg Lukacs, Herbert Marcuse, e Theodor Adorno. A escola era um esforço multidisciplinar que incluia sociólogos, sexólogos e psicólogos. O objetivo primário da Escola de Frankfurt era o de traduzir o marxismo econômico para termos culturais.
 
A escola disponibilizaria as ideias sobre as quais se fundamentaria uma nova teoria política de revolução (com base na cultura), aproveitando um novo grupo “oprimido” para o lugar do proletariado infiel. Esmagando a religião e a moralidade, a escola construiria também um eleitorado junto aos acadêmicos que construiriam carreiras profissionais estudando e escrevendo sobre a nova opressão.
 
Mais para o final, Herbert Marcuse – que favorecia a perversão polimorfa – expandiu o número do novo proletariado de Gramsci de modo a que se incluíssem os homossexuais, as lésbicas e os transsexuais. A isto juntou-se a educação sexual radical de Lukacs e as tácticas de terrorismo cultural. A “longa marcha” de Gramsci foi também adicionada à mistura, sendo ela casada à psicanálise freudiana e às técnicas de condicionamento psicológicoO produto final foi o marxismo cultural, hoje em dia conhecido no Ocidente como multiculturalismo.
 
Apesar disto tudo, era necessário mais poder de fogo intelectual, uma teoria que patologizasse o que teria que ser destruído. Nos anos 50 a Escola de Frankfurt expandiu o marxismo cultural de modo a incluir a ideia da “Personalidade Autoritária” de Theodor Adorno. O conceito tem como premissa a noção de que o Cristianismo, o capitalismo e a família tradicional geram um tipo de caráter inclinado ao racismo e ao fascismo.
 
Logo, qualquer pessoa que defenda os valores morais tradicionais da América, bem como as suas instituições, é ao mesmo tempo um racista e um fascista.
 
O conceito da “Personalidade Autoritária” defende também que as crianças criadas segundo os valores tradicionais dos pais irão tornar invariavelmente racistas e fascistas. Como conseqüência, se o fascismo e o racismo fazem parte da cultura tradicional da América, então qualquer pessoa educada segundo os conceitos de Deus, família, patriotismo, direito ao porte de armas ou mercados livres precisa de ajuda psicológica.
 
A influência perniciosa da ideia da “Personalidade Autoritária” de Adorno pode ser claramente vista no tipo de pesquisas que recebem financiamento através dos impostos dos contribuintes.
 
Em agosto de 2003, a “National Institute of Mental Health” (NIMH) e a “National Science Foundation” (NSF) anunciaram os resultados do seu estudo financiado com 1.2 milhões de dólares, dinheiro dos contribuintes. Essencialmente, esse estudo declarou que os tradicionalistas são mentalmente perturbados. Estudiosos das Universidades de Maryland, Califórnia (Berkeley), e Stanford haviam determinado que os conservadores sociais… sofrem de “rigidez mental”, “dogmatismo”, e  ”aversão à incerteza”, tudo com indicadores associados à doença mental. (http://www.edwatch.org/ – ‘Social and Emotional Learning” Jan. 26, 2005)
 
O elenco orwelliano de patologias demonstra o quão longe a longa marcha de Gramsci já nos levou.
 
O politicamente correto
Uma ideia correspondente e diabolicamente construída é o conceito do “politicamente correto”. A sugestão forte aqui é que, para que uma pessoa não seja considerada “racista” e/ou “fascista”, não só essa pessoa deve suspender o julgamento moral, como deve abraçar os “novos” absolutos morais: diversidade, escolha, sensibilidade, orientação sexual, e a tolerância. O “politicamente correto” é um maquiavélico engenho de “comando e controle”e o seu propósito é a imposição de uma uniformidade de pensamento, discurso e comportamento.
 
A Teoria Crítica é outro engenho psicológico de “comando e controle”. Tal como declarado por Daniel J. Flynn, “a Teoria Crítica, tal como o nome indica, só critica. O que a desconstrução faz à literatura, a Teoria Crítica faz às sociedades.” (Intellectual Morons, p. 15-16)
 
A Teoria Crítica é um permanente e brutal ataque, através da crítica viciosa, aos cristãos, ao Natal, aos Escoteiros, aos Dez Mandamentos, às nossas forças militares, e a todos os outros aspectos da sociedade e cultura americana.
 
Tanto o “politicamente correto” como a Teoria Crítica são, na sua essência, intimidações psicológicas. Ambas são maços de calceteiros psico-políticos através dos quais os discípulos da Escola de Frankfurt – tais como a ACLU – estão a forçar os americanos a se submeterem e a obedecerem os desejos e os planos da esquerda. Estes engenhos desonestos não são mais do que versões psicológicas das táticas de “terrorismo cultural” de Georg Lukacs e Laventi Beria. Nas palavras de Beria:
 
A obediência é o resultado do uso da força (…). A força é a antítese das ações humanizantes. Na mente humana isto é tão sinônimo com a selvageria, ilegalidade, brutalidade e barbarismo, que é apenas necessário exibir uma atitude desumana em relação às pessoas para receber dessas pessoas as posses de força.(The Russian Manual on Psychopolitics: Obedience, por Laventi Beria, chefe da Polícia Secreta Soviética e braço direito de Stalin.)
 
Pessoas com pensamento contraditório, pessoas que se encontram “sentadas em cima do muro”, também conhecidos como “moderados”, centristas e RINOs (ed: RINO = Republicans In Name Only, isto é, falsos republicanos), carregam consigo a marca destas técnicas psicológicas de “obediência”. De uma forma ou outra, estas pessoas – que em casos literais se encontram com medo de serem vítimas dos agentes de imposição de obediência - decidiram ficar em cima do muro sob pena de serem considerados culpados de terem uma opinião. 
 
Ao mínimo sinal de desagrado dos agentes de imposição de obediência (isto é, polícias do pensamento), estas pessoas içam logo a bandeira amarela de rendição onde está escrito de forma bem visível:
 
“Eu não acredito em nada e eu tolero tudo!”
 
Determinismo culturalA cavilha da roda [inglês: "linchpin"] do marxismo cultural é o determinismo cultural, parente da política de identidade e da solidariedade de grupo. Por sua vez, o determinismo cultural foi gerado pela ideia darwiniana de que o homem não é mais que um animal sem alma e que, portanto, a sua identidade - a sua pele, as suas preferências sexuais e/ou as suas preferências eróticas - é determinada pelo exemplo. 
 
Esta proposição rejeita o conceito do espírito humano, da individualidade, do livre arbítrio e de uma consciência moralmente informada (associada à culpabilidade pessoal e à responsabilidade) uma vez que ela nega a existência do Deus da Bíblia.
 
Conseqüentemente, e por extensão, ela rejeita também os primeiros princípios da liberdade americana enumeradas na Declaração de Independência. Estes são os nossos “direitos inalienáveis, entre os quais encontram-se a vida, a liberdade e a busca pela felicidade.” O marxismo cultural deve rejeitar todos estes princípios porque eles “foram doados pelo nosso Criador” que fez o homem à Sua Imagem.
 
Para David Horowitz, o determinismo cultural é
 
… política de identidade – a política do feminismo radical, da revolução queer e do afro-centrismo – que formam a base do multiculturalismo acadêmico (…) uma forma de fascismo acadêmico e (…) de fascismo político também. (Mussolini and Neo-Fascist Tribalism: Up from Multiculturalism, by David Horowitz, Jan. 1998)
 
É dito que a coragem é a primeira das virtudes porque sem ela, o medo paralisará o homem, impedindo-o assim de agir segundo as suas convicções morais e de falar a verdade.  Assim, trazer um estado geral de medo paralisante, apatia e submissão – as correntes da tirania – é o propósito por trás do terrorismo cultural psico-político, uma vez que a agenda revolucionária da esquerda comunista deve, a qualquer preço, estar envolta em secretismo.
 
O antídoto para o terrorismo cultural é a coragem e a luz da verdade.
 
Se nós queremos vencer esta guerra cultural, reclamando e reconstruindo nosso país para que os nossos filhos e os filhos dos nossos filhos possam viver numa “Cidade Resplandescente situada na Colina”, onde a liberdade, as famílias, as oportunidades, o mercado livre e a decência florescem, temos que reunir a coragem de modo a que possamos, sem medo,expor a agenda revolucionária da esquerda comunista à Luz da Verdade. A verdade e a coragem de declará-la nos libertará.
 
Linda Kimball é autora de diversos artigos e ensaios sobre cultura e política.
 
Publicado no American Thinker – http://www.americanthinker.com
 
Tradução do Blog O Marxismo Cultural [acima revisada e grifada por Felipe Moura Brasil], publicada no site Mídia Sem Máscara
 
III.
 
Mínimo idiotes
Regra geral
 
Escrito por Olavo de Carvalho
 
Diário do Comércio, 13 de novembro de 2012 [e p. 206-208 do nosso best seller "O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota"]
 
Se vocês ainda não notaram, aproveitem o festival de homicídios em São Paulo como ocasião perfeita para notar esta regra geral nunca desmentida: com a mesma constância com que em qualquer nação agrária e atrasada as revoluções socialistas resultam imediatamente na instauração de ditaduras genocidas, em todo país mais ou menos próspero e democrático onde a esquerda se torne hegemônica as taxas de criminalidade sobem e não param mais de subir.
 
O primeiro desses fenômenos observou-se na Rússia, na China, na Coreia do Norte, no Camboja, em Cuba etc. O segundo, na França, na Inglaterra, na Argentina, na Venezuela, nos EUA, no Brasil e um pouco por toda parte no Ocidente.
 
Por quê? E existe  alguma relação entre essas duas séries de fatos?
 
Todo o esquema socialista baseia-se na ideia de Karl Marx de que o proletariado industrial é a classe revolucionária por excelência, separada da burguesia por uma contradição inconciliável entre seus interesses respectivos.
 
Quando um partido revolucionário toma o poder numa nação atrasada, predominantemente agrária, como a Rússia de 1917 e a China de 1949, não encontra ali uma classe proletária suficientemente numerosa para poder servir de base à transformação da sociedade.
 
O remédio é apelar à industrialização forçada, para criar um proletariado da noite para o dia e “desenvolver as forças produtivas” até o ponto de ruptura em que a burguesia se torne desnecessária e possa ser substituída por administradores proletários.
 
Para isso é preciso instaurar uma ditadura totalitária que possa controlar e remanejar a força de trabalho a seu bel-prazer (Trotski chamava isso de “militarização do trabalho”). Daí a semelhança de métodos entre os regimes revolucionários socialistas e fascistas: ambos têm como prioridade a industrialização forçada, com a única diferença de que os fascistas a desejam por motivos nacionalistas e os socialistas pelo anseio da revolução mundial.
 
Já quando a esquerda revolucionária sobe ao poder por via eleitoral numa nação mais ou menos democrática e desenvolvida, ela encontra um proletariado numeroso e às vezes até organizado. Mas é um proletariado que já não serve como classe revolucionária, porque a evolução do capitalismo, em vez de empobrecê-lo e marginalizá-lo como previa Marx, elevou seu padrão de vida formidavelmente e o integrou na sociedade como uma nova classe média, indiferente ou hostil à proposta de revoluções.
 
Para não ficar socialmente isolados e politicamente ineficazes, os revolucionários têm de encontrar algum outro grupo social cujo conflito de interesses com o resto da sociedade possa ser explorado. Mas não existe nenhum que tenha com a burguesia um antagonismo econômico tão direto e claro, um potencial revolucionário tão patente quanto aquele que Karl Marx imaginou enxergar no proletariado.
 
Não havendo nenhuma “classe revolucionária” pura e pronta, o remédio é tentar formar uma juntando grupos heterogêneos, movidos por insatisfações diversas. Daí por diante, quaisquer motivos de queixa, por mais subjetivos, doidos ou conflitantes entre si, passarão a ser aproveitados como fermentos do espírito revolucionário.
 
O preço é a dissolução completa da unidade teórica do movimento, obrigado a acolher em seu seio os interesses mais variados e mutuamente incompatíveis. Narcotraficantes sedentos de riqueza e poder, ladrõesassassinos e estelionatários revoltados contra o sistema penal,milionários ávidos de um prestígio político (ou até intelectual) à altura da sua conta bancária,professores medíocres ansiosos para tornar-se guias morais da multidão, donas de casapequeno-burguesas insatisfeitas com a rotina doméstica, estudantes e pequenos intelectuaisindignados com a sociedade que não recompensa os seus méritos imaginários, imigrantesrecém-chegados que exigem seu quinhão de uma riqueza que não ajudaram a construir,pessoas inconformadas com o sexo em que nasceram – todos agora marcham lado a lado com lavradores expulsos de suas terras, pais de família desempregados e minorias raciais discriminadas, misturando numa pasta confusa e explosiva os danos reais e supostos, objetivos e subjetivos, que todos acreditam ter sofrido, e lançando as culpas num alvo tão onipresente quanto impalpável: o “sistema” ou “a sociedade injusta”.
 
Sendo obviamente impossível unificar todos esses interesses numa construção ideológica coerente e elegante como o marxismo clássico, a solução é apelar a algo como a “teoria crítica” da Escola de Frankfurt, que atribui ao intelectual revolucionário a missão única de tudo criticar, denunciar, corroer e destruir, concentrando-se no “trabalho do negativo”, como o chamava Hegel, sem nunca se preocupar com o que vai ser posto no lugar dos males presentes.
 
O sr. Lula nunca estudou a teoria crítica, mas fez eco ao falatório dos intelectuais ao seu redor quando, após vários anos na Presidência da República e duas décadas como líder absoluto do Foro de São Paulo, confessou: “Ainda não sabemos qual o tipo de socialismo que queremos.” Não sabemos nem precisamos saber: só o que interessa é seguir em frente –forward, como no lema de campanha de Barack Hussein Obama –, acusando, inculpando e gerando cada vez mais confusão que em seguida será debitada, invariavelmente, na conta da “sociedade injusta”.
 
Se na esfera intelectual essa atitude chegou a produzir até a negação radical da lógica e da objetividade da linguagem e a condenar como autoritária a simples exigência de veracidade,como não poderia suscitar, no campo da moral social, o florescimento sem precedentes da amoralidade cínica e da criminalidade galopante?
 
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Felipe Moura Brasil – http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/