Divinity Original Sin - The board game
sábado, 31 de agosto de 2013
Ad Hominem - Humanidades e outras Falácias: A Misericórdia de Maomé e as Nossas Criancinhas
Ad Hominem - Humanidades e outras Falácias: A Misericórdia de Maomé e as Nossas Criancinhas: Chegou-me aos olhos recentemente uma interessante anedota retirada da tradição islâmica sobre a sabedoria e a misericórdia de Maomé. Reprod...
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
AntenA CristÃ: Estudar antes de falar
AntenA CristÃ: Estudar antes de falar: por Olavo de Carvalho | Diário do Comércio O caminho mais curto para a destruição da democracia é fomentar o banditismo por meio da cul...
SAAE de Formiga MG passa a produzir cloro para uso na ETA
http://www.saaeformiga.com.br/
SAAE passa a produzir cloro para uso na ETA
Os reservatórios instalados na Estação de Tratamento. |
Com medida autarquia irá economizar mais de 100 mil reais por ano.
O SAAE (Sistema Autônomo de Água e Esgoto) de Formiga conta com mais uma mudança que melhorará a qualidade do serviço prestado ao município. A partir desta semana, o cloro utilizado na etapa de desinfecção da água será produzido na própria ETA (Estação de Tratamento de Água) da autarquia, por meio da eletrólise do cloreto de sódio (sal de cozinha).
O químico responsável pela ETA, Flávio Leonildo de Melo, começou a estruturar o projeto em fevereiro deste ano. Para o processo ser executado, o SAAE adquiriu um gerador de cloro. Trata-se de um conjunto de equipamentos formado por tanques de reservação de cloro e de salmora, dosadoras de água, de cloro e de salmora e dois analisadores de cloro, dentre outros. Todo esse maquinário já foi instalado pela empresa Hidrogeron, de Arapongas, no Paraná. Na manhã desta segunda-feira, 18 servidores do SAAE, entre operadores da ETA e eletricistas, passaram por um treinamento.
Flávio Leonildo ressalta que a nova maneira de trabalhar, além de ser ambientalmente mais indicada, só trará benefícios. "O gerador de cloro nos proporcionará mais segurança na parte operacional, já que os funcionários não terão mais contato direto com o cloro puro", afirmou.
Além disso, a autarquia oferecerá um produto de melhor qualidade, pois será possível administrar de forma mais exata, a dosagem do cloro residual. Essa mudança acarretará ainda em uma economia para o SAAE. Flávio calcula que haverá uma redução de gastos em torno de R$ 10 mil reais por mês, o que em um ano ultrapassa R$ 100 mil.
De acordo com Flávio, o gerador de cloro permitirá ter informações completas. "A água produzida na ETA continuará sendo analisada 24 horas por dia, mas agora de forma mais segura, prática e moderna, já que o equipamento possui mecanismos diferenciados", salientou.
Como funciona
O cloro é um componente essencial na etapa de desinfecção da água e atua junto a produtos como o sulfato de alumínio, aplicado na limpeza da água, e a cal hidratada, que corrige a acidez. Até então, o serviço era feito de maneira diferente. Diariamente, os operadores usavam hipoclorito de cálcio, adquirido em tabletes, e faziam a dosagem manual do cloro, através de um dosador instalado na Estação de Tratamento. A análise da água ocorria de duas em duas horas, para que fosse possível efetuar as correções necessárias.
A partir de agora, o sal é dosado num tanque de salmora, o que resulta em uma solução de 30% de cloreto de sódio. Essa solução é encaminhada para o reator, na proporção de 10% de salmora para 90% de água. Assim, o reator produz hipoclorito de sódio como fonte de cloro ativo. O hipoclorito vai para o tanque de armazenamento, já dosado na água de forma automática. Todo esse percurso é sempre comandado pelo analisador de cloro, que emite as informações para análise.
O SAAE (Sistema Autônomo de Água e Esgoto) de Formiga conta com mais uma mudança que melhorará a qualidade do serviço prestado ao município. A partir desta semana, o cloro utilizado na etapa de desinfecção da água será produzido na própria ETA (Estação de Tratamento de Água) da autarquia, por meio da eletrólise do cloreto de sódio (sal de cozinha).
O químico responsável pela ETA, Flávio Leonildo de Melo, começou a estruturar o projeto em fevereiro deste ano. Para o processo ser executado, o SAAE adquiriu um gerador de cloro. Trata-se de um conjunto de equipamentos formado por tanques de reservação de cloro e de salmora, dosadoras de água, de cloro e de salmora e dois analisadores de cloro, dentre outros. Todo esse maquinário já foi instalado pela empresa Hidrogeron, de Arapongas, no Paraná. Na manhã desta segunda-feira, 18 servidores do SAAE, entre operadores da ETA e eletricistas, passaram por um treinamento.
Flávio Leonildo ressalta que a nova maneira de trabalhar, além de ser ambientalmente mais indicada, só trará benefícios. "O gerador de cloro nos proporcionará mais segurança na parte operacional, já que os funcionários não terão mais contato direto com o cloro puro", afirmou.
Além disso, a autarquia oferecerá um produto de melhor qualidade, pois será possível administrar de forma mais exata, a dosagem do cloro residual. Essa mudança acarretará ainda em uma economia para o SAAE. Flávio calcula que haverá uma redução de gastos em torno de R$ 10 mil reais por mês, o que em um ano ultrapassa R$ 100 mil.
De acordo com Flávio, o gerador de cloro permitirá ter informações completas. "A água produzida na ETA continuará sendo analisada 24 horas por dia, mas agora de forma mais segura, prática e moderna, já que o equipamento possui mecanismos diferenciados", salientou.
Como funciona
O cloro é um componente essencial na etapa de desinfecção da água e atua junto a produtos como o sulfato de alumínio, aplicado na limpeza da água, e a cal hidratada, que corrige a acidez. Até então, o serviço era feito de maneira diferente. Diariamente, os operadores usavam hipoclorito de cálcio, adquirido em tabletes, e faziam a dosagem manual do cloro, através de um dosador instalado na Estação de Tratamento. A análise da água ocorria de duas em duas horas, para que fosse possível efetuar as correções necessárias.
A partir de agora, o sal é dosado num tanque de salmora, o que resulta em uma solução de 30% de cloreto de sódio. Essa solução é encaminhada para o reator, na proporção de 10% de salmora para 90% de água. Assim, o reator produz hipoclorito de sódio como fonte de cloro ativo. O hipoclorito vai para o tanque de armazenamento, já dosado na água de forma automática. Todo esse percurso é sempre comandado pelo analisador de cloro, que emite as informações para análise.
domingo, 18 de agosto de 2013
Roberto Cavalcanti: Das Restrições às Organizações Não Governamentais ...
Roberto Cavalcanti: Das Restrições às Organizações Não Governamentais ...: Eduardo Banks Filósofo e Escritor Resumo: O objetivo deste ensaio é mostrar que a atuação de Organizações Não Governamenta...
sábado, 17 de agosto de 2013
RESPOSTAS A PENTELHAÇÕES - Capítulo N+1 Por Olavo de Carvalho
RESPOSTAS A PENTELHAÇÕES - Capítulo N+1
[Advirto que o cidadão mencionado neste capítulo não é um pentelho completo. É apenas um semipentelho.]
Prezado André Simões,
Obrigado por escrever sobre a minha pessoa (em http://hu.livroseafins.com/olavo-de-carvalho/)
sem ódio ostensivo nem deformações psicóticas demasiado vistosas, e até
sem medo de, entre uma crítica e outra, louvar em público algum detalhe
que lhe parece meritório na minha atuação pública. Isso é mais do que
geralmente posso esperar de qualquer jornalista brasileiro.
No
entanto, você ainda ficou bem abaixo daquele patamar mínimo de
honestidade que um autor tem o direito de exigir dos críticos da sua
obra.
Desde logo, ao confessar que não leu meus livros, nem meus
artigos, nem apostilas de meus cursos, que no fim das contas não conhece
nada do que escrevi e que tudo o que fez foi assistir pela internet a
uns vídeos de meus programas de rádio pelo período de exatamente um dia e
nada mais, você é notavelmente eufemístico ao reconhecer que “os
admiradores do Olavo de Carvalho me diriam, com razão, que é uma amostra
insuficiente de seu trabalho para a emissão de qualquer juízo
significativo”.
Não, André. Essa amostra não é “insuficiente”. É
totalmente inadequada. Não tem o menor cabimento que um autor, após ter
dedicado toda a sua vida à construção de uma obra de jornalista,
escritor, professor e filósofo, seja julgado por seu hobby tardio,
casual e episódico de radialista. É como se Winston Churchill tivesse
toda a sua carreira de escritor e político avaliada pelos quadros que
pintou na velhice. E avaliada nem mesmo por um critico que examinasse
esses quadros um por um, com critério de connoisseur e historiador, mas
por um transeunte acidental que espiasse alguns deles a esmo numa
galeria, durante umas poucas horas.
Ademais, você insinua que só “os
admiradores de Olavo de Carvalho” exigiriam mais criteriosidade da sua
parte. Não, de novo não, André. Quem a exige é a formação de jornalista
que você diz ter. Um jornalista simplesmente não faz o que você fez, a
não ser que, como aconteceu com todos os membros da sua geração, antes
de ingressar na faculdade de jornalismo tenha sido alfabetizado pelo
método socioconstrutivista, tornando-se para sempre desprovido do senso
das proporções, entre outras habilidades requeridas para a compreensão
dos fatos e dos escritos.
Pois o tom do que você escreve não é o de
quem critica o conteúdo de dois ou três programas de rádio sem nada
prejulgar do que foi dito fora deles, mas, bem ao contrário, o de quem,
com base nesse material irrisório, diagnostica e mede a inteligência e a
idoneidade de uma pessoa inteira – pessoa que, nesses programas, nunca
teve a menor pretensão de ali expor suas concepções filosóficas ou mesmo
análises políticas, apenas a de emitir às pressas observações casuais
sobre acontecimentos na semana e respostas a e-mails recebidos.
Nisso, aliás, o que você escreveu se enquadra num gênero jornalístico
que vem se tornando epidêmico no mundo bloguístico: são artigos, uns
mais longos, outros mais curtos, que não discutem uma ou outra opinião
minha, mas, em bloco, julgam “o Olavo de Carvalho” sem precisar analisar
em profundidade nada do que ele tenha dito ou feito, e, na quase
totalidade dos casos, baseando-se na mesma fonte que você usou: meia
dúzia de programas de rádio, reforçados por duas ou três fofocas ouvidas
a meu respeito na internet. Com base nisso, concluem cientificamente
que nunca exponho idéias nem apresento argumentos contra aqueles de quem
discordo: só os xingo e deprecio. É evidente que tais apreciações, por
sua vez, não merecem nenhum exame demorado, e xingá-las seria até mesmo
conceder-lhes uma honra imerecida. No entanto, mais de uma vez, com
paciência de Jó, examinei algumas em profundidade, tomando-as como
sinais e sintomas de um estado de debacle mental geral brasileira, que,
no todo, é indescritível.
Além de a fonte em si ser imprópria para o
tipo de julgamento de conjunto que você quis fazer, resta o fato de que
nem mesmo essa fonte foi usada de maneira adequada, isto é,
investigando e levando em conta a natureza dela e o lugar que ocupa no
conjunto do meu trabalho.
Desde os primeiros programas, que você
decerto nem mesmo procurou ouvir, adverti repetidamente que o “True
Outspeak” não se dirigia ao público em geral, mas a um círculo de alunos
e de leitores habituais, e que sua finalidade era apenas fornecer, com a
agilidade da expressão oral, a resposta a consultas que me chegavam por
e-mail em número maior do que eu poderia responder por escrito. Mesmo o
que ali parece simples comentário de alguma notícia é sempre resposta
ao remetente que me enviou essa notícia e pediu que eu a comentasse. É
uma conversa entre amigos, repleta portanto de subentendidos que o
recém-chegado nem sempre capta à primeira audição, mas sem os quais ela
pode se tornar motivo de malentendidos, malgrado a aparente facilidade
da linguagem informal aí utilizada.
Como você só agora entrou no rol dos meus ouvintes, decerto não teve ciência desse aviso.
Essa orientação que adotei exige algumas premissas que, para aquele círculo de pessoas, se tornaram óbvias e costumeiras.
Desde logo, TUDO o que digo no programa é apenas exemplificação rápida,
sumária e informal, humorística e despretensiosa, de coisas que, nos
meus livros, aulas e artigos, já expliquei com mais detalhe e demonstrei
com mais rigor.
O autor de quinze livros, dois mil artigos de mídia
e quase quarenta mil páginas de aulas transcritas, indexadas e
catalogadas, tem o direito de presumir que seus ouvintes habituais,
afeitos como estão ao trato desse material, não julgarão suas opiniões
só pela versão monstruosamente compactada de um improviso oral – às
vezes de dois minutos ou menos para cada tema --, mas, em caso de dúvida
ou estranheza, tratarão de investigar se não falei do mesmo assunto em
outros lugares, dando-lhe fundamentação mais sólida e às vezes uma
justificação cabal.
Assim, afirmações que aos ouvidos do
recém-chegado pareçam estranhas, heterodoxas ou até mesmo absurdas
acabarão se revelando no mínimo sensatas e razoáveis, e às vezes até
óbvias e patentes, tão logo o interessado, em vez de julgar pela
primeira impressão, tenha a gentileza de escavar um pouco mais fundo e
descobrir o que mais eu possa ter dito a respeito em circunstâncias mais
formais e exigentes do que uma conversa humorística pelo rádio.
A falta desse complemento pode levar a conclusões bem erradas, como por exemplo esta:
“Olavo, no entanto, também é absurdo quando coloca, como indício de
relação necessária entre homossexualismo e pedofilia, o fato de Luiz
Mott, líder brasileiro do movimento gay, ter dado depoimento à televisão
enquanto, distraidamente, alisava a estátua de uma criança, na parte
equivalente à bunda. Ora, mesmo se Mott registrasse em três vias que é
homossexual e pedófilo, inferir essa relação seria leviano.”
Meus
alunos e meus leitores habituais sabem que nada inferi de um exemplo
fortuito; que, naquele comentário, eu aludia um assunto já amplamente
exposto em aula, isto é, às pesquisas da Dra. Judith Reisman, uma
cientista de reputação mundial, a respeito do caráter francamente
pedófilo do IMAGINÁRIO CULTURAL gayzista, uma relação que ela comprovou
pelo exame de milhares de livros, filmes e revistas que colecionou ao
longo de quarenta anos, a maior documentação textual e iconográfica
sobre esse tema já reunida neste mundo. A tese jamais foi contestada
seriamente, nem creio que possa sê-lo jamais.
Quem quer que tenha
ouvido aquele programa sabendo dessa retaguarda, o que era sem dúvida o
caso do público específico a que eu me dirigia, entendeu na hora que se
tratava apenas de acrescentar mais um exemplo à coleção da dra. Judith, e
não de generalizar a partir de um exemplo isolado, como você insinua.
Ademais, se você prestar atenção ao que eu disse ali, verá que não
sugeri nem de longe que o sr. Mott FOSSE pedófilo pessoalmente; afirmei
somente que ele FAZIA PROPAGANDA E APOLOGIA da prática pedófila, coisa
que se depreende imediatamente da imagem transmitida: ninguém, ao falar
de sexo, afaga ao mesmo tempo o traseiro de uma estátua de bebê pelado
se não visa a sugerir que traseiros de bebês são objetos de desejo
sexual como quaisquer outros. Principalmente porque a estátua não estava
ali como coisa neutra, parte acidental do cenário como uma cadeira ou
uma mesa, e sim como peça da coleção de arte erótica a que o sr. Mott
naquele momento aludia, peça escolhida para representar sinteticamente a
coleção inteira.
Em nenhum momento sugeri que essa imagem fosse,
como você diz, ´ “indício de relação necessária entre homossexualismo e
pedofilia”, mesmo porque, como estudioso de lógica, sei que não existem
“indícios de uma relação necessária”: todo indício só pode ser de uma
relação possível ou no máximo provável (você reconhece que não leu
nenhum livro meu, mas o “Aristóteles em Nova Perspectiva” poderia
ajudá-lo a não cair nesse erro).
Mas nem essa possibilidade afirmei,
limitando-me à exata leitura fenomenológica da imagem apresentada,
imagem que, ao apresentar um traseiro de bebê como objeto banal e
improblemático de desejo erótico, dessensibiliza o público para o horror
da pedofilia e lhe sugere que se trata de uma relação sexual como
qualquer outra.
Eu seria um louco se, dessa imagem, extraísse a
conclusão de que o sr. Mott é pedófilo, e mais ainda se insinuasse
alguma “relação necessária”. Mas seria um idiota se me impedisse de ver
nela um intuito apologético que a própria imagem estampa da maneira mais
patente e descarada, e se, por respeito devoto e temor reverencial ao
movimento gayzista, me forçasse a não enxergar ali nada mais que uma
pura e inocente coincidência, tornando-me assim personagem da “boutade”
de Groucho Marx: “Afinal, você vai acreditar em mim ou nos seus próprios
olhos?”
Por mais que você se recuse a enxergar com seus próprios
olhos e prefira fazê-los com os de uma convenção politicamente correta,
não é possível negar que o simples fato de uma estátua de bebê pelado
estar numa coleção de arte erótica supõe que bebês pelados sejam objetos
de desejo erótico. Será tão difícil entender isso?
Com toda a
evidência você inflou o significado das minhas palavras, até mesmo
recorrendo ao oxímoro “indício de relação necessária” para transformar
numa absurdidade ofensiva algo que não passava da interpretação adequada
do sentido de uma imagem.
Se errou primeiro ao dar por pressuposto
que o meu rápido comentário a respeito era auto-suficiente, sem
retaguarda mais séria, errou de novo ao dar às minhas palavras uma
interpretação hiperbolicamente distorcida, típico “boneco de palha” da
retórica tradicional.
Pergunto eu: se você não fez isso por ter uma
hostilidade irracional à minha pessoa, como de fato parece que não tem,
por que o fez então? Só pode ser por um motivo: seu temor de parecer
antipático aos homossexuais leva-o a interpretar como absurdidade,
imediatamente e sem exame lógico suficiente, o que quer que se diga
contra o movimento gayzista. Examine bem a origem das suas reações, e
verá que, se não é isso, é alguma coisa do mesmo tipo.
A mesma reação observa-se no argumento flagrantemente absurdo que você apresenta neste parágrafo:
“O mesmo se pode dizer em relação ao seguinte desafio proposto a Jean
Wyllys: responder como, usando uma extensão de raciocínio, uma vez que a
“cura gay” está desautorizada, profissionais da saúde poderiam tratar
de alguém que chegasse ao consultório dizendo sofrer pela condição de
masturbador compulsivo, e por isso solicitando ajuda. Não seria uma
interferência indevida num comportamento sexual?... Se o deputado do
PSOL ainda não respondeu, permitir-me-ei tomar o lugar dele, em termos
do gosto de Olavo de Carvalho: se um camarada chega a um consultório
dizendo que dá o cu, não há o que se tratar; se ele diz que fode
bucetas, também não; se ele diz que se masturba, qualquer profissional
razoável dirá que isso é normal. Agora, se o sujeito diz que está dando
tanto o rabo que não consegue mais sentar, temos algo a se ver; se diz
que fode tantas bucetas que não teve tempo para ir ao serviço e perdeu o
emprego, o caso requer atenção; se diz que soca tanta bronha que teve
apagadas as digitais e a linha da vida, melhor lhe dar ouvidos. O
problema não é o cu, a buceta ou a mão, mas sim a compulsão sexual.”
Em primeiro lugar, você confunde compulsão com dano físico ou social
resultante. Qualquer pessoa pode ter uma conduta compulsiva durante
décadas, em segredo e sem que dela resulte nenhum dos efeitos
catastróficos visíveis que você exemplifica, e ainda assim desejar
livrar-se da compulsão, pelo simples fato de que ela o humilha por
dentro, contraria os seus valores morais ou o impede de realizar algum
ideal de vida. Ou por qualquer outra razão. Uma conduta não é compulsiva
pelos seus efeitos, muito menos pelos seus efeitos espetaculares, mas
pelo simples fato de ser indesejada e ao mesmo tempo irreprimível ou
difícil de reprimir.
Em segundo lugar, dizer que o problema não está
nesta ou naquela prática sexual e sim na compulsão é puro “flatus
vocis”. Por definição, ninguém pede ajuda profissional para livrar-se de
um impulso qualquer quando pode controlá-lo por suas próprias forças.
Qualquer conduta sexual que leva alguém a um consultório psiquiátrico ou
psicológico é necessariamente compulsiva.
Em terceiro, você nem
percebe que seu raciocínio não reforça a posição do sr. Wyllys e sim a
minha: se uma conduta sexual deve poder ser objeto de tratamento não por
ser esta ou aquela em particular e sim por ser compulsiva, isto é,
indesejada e difícil de controlar, não há qualquer diferença, sob esse
aspecto, entre o homossexualismo, a masturbação, o exibicionismo ou
qualquer outra prática sexual. Basta o paciente querer mudar de conduta e
ter dificuldade para isso, para que o seu direito a tratamento e o
direito de o médico ou psicólogo lhe dar esse tratamento estejam
automaticamente assegurados pela lei, pela lógica e por qualquer senso
moral razoável.
Aqui, novamente, seu temor de parecer
anti-homossexual leva-o a cometer um erro indigno da sua inteligência,
que parece ficar paralisada quando toca nesses assuntos.
Se há algo
que destrói uma inteligência pela raiz é o desejo de parecer normal e
aceitável a um grupo de referência ou mesmo a um círculo de pessoas
queridas. Isso é o que leva alguém a condenar imediatamente, e sem
julgamento, qualquer afirmativa que lhe pareça contrariar o “senso
comum” das pessoas que ele considera sérias e confiáveis.
Por
exemplo, você se refere a “episódios lamentáveis em que ele, diletante
do rigor científico, apressadamente propaga boatos hilariantes de
internet (“estão usando fetos para adoçar Pepsi”), sem nem pensar em
checar fontes, conferir dados…
Checar fontes? Conferir dados? Você
me viu, na tela, manuseando a papelada das fontes que utilizo para cada
programa, umas cem páginas em geral. Teve o cuidado de me perguntar que
fontes eram essas? Teve o cuidado de checá-las? Que nada! Ouviu algum
boboca dizer que o caso are apenas uma lenda internética, e
imediatamente subscreveu essa opinião com a maior leviandade, e ainda se
fazendo de jornalista sério ao alegar que quem não “checa fontes” e não
“confere dados” sou eu, NO MESMO MOMENTO EM QUE VOCÊ MESMO INCORRIA
NESSES DELITOS.
Você não parece ser comunista, mas, nesse ponto e em
muitos outros, segue à risca a fórmula leninista: “Acuse-os do que você
faz, xingue-os do que você é.”
Ora, eu vivo nos EUA, acompanhei
esse caso desde as suas origens até a carta final em que a Pepsi, após
ter financiado as pesquisas da Senomix com células fetais e sofrido
boicote dos consumidores por essa razão ao longo de todo um ano,
respondendo-lhes com um silêncio desdenhoso e suspeitíssimo, se
comprometia a exigir que essa empresa não usasse aquelas células,
encerrando assim a controvérsia.
Por sorte, costumo guardar todos os
recortes e links que uso como material de referência no True Outspeak,
em geral mais de cem páginas para cada programa. Embora você tenha me
visto na tela manejando essa papelada, deu por pressuposto que eu nem
tinha fontes confiáveis nem as havia conferido umas com as outras. De
onde você tirou essa idéia? Do fato de que eu falasse sobre cada assunto
apenas dois ou três minutos, sem mencionar as fontes? Pois veja aqui
algumas delas. Há no meio alguns artigos publicados em blogs, sim, mas
também artigos de grandes jornais e documentos de fonte primária
(cartas, publicações oficiais) que você desconhece por completo e a
respeito dos quais se pronuncia “sem nem pensar em checar fontes,
conferir dados…”:
• http://www.washingtontimes.com/news/2012/apr/30/pro-lifers-drop-pepsi-boycott/ (um mês antes este mesmo jornal havia negado que o problema existisse).
• http://www.realfarmacy.com/pepsico-says-it-will-halt-use-of-aborted-fetal-cells-in-flavor-research/
• http://www.cogforlife.org/2011/06/06/senomyx-and-pepsis-public-deception-all-the-proof-you-need/
• http://www.naturalnews.com/035276_Pepsi_fetal_cells_business_operations.html#ixzz2bzpPR2ET
• http://online.wsj.com/article/SB10001424052748704554104575435312538637530.html
• http://www.cogforlife.org/wordpress/wp-content/uploads/2012/05/pepsiSEC.pdf
• http://www.cogforlife.org/wordpress/wp-content/uploads/2012/04/pepsiresponse.pdf
• http://www.cogforlife.org/wordpress/wp-content/uploads/2012/05/PepsiToSEC0001.pdf
• http://patft.uspto.gov/netacgi/nph-Parser?Sect1=PTO2&Sect2=HITOFF&u=%2Fnetahtml%2FPTO%2Fsearch-adv.htm&r=0&p=1&f=S&l=50&Query=Senomyx&d=PTXT
• http://www.cogforlife.org/per-c6-hek-293/
Desqualificar informações sob a alegação de que são “fofocas da
internet” é um dos chavões mais recorrentes neste mundo. Os que o
empregam não são pessoas que pesquisaram por si mesmas, mas gente que
tem pavor de contrariar a opinião bem-pensante, o politicamente correto,
o “normal”, e julgam tudo por uma impressão de verossimilhança,
expressando-se porém em termos que simulam uma escrupulosidade
intelectual irretocável. Exatamente como você faz. Responda
sinceramente: você conhecia alguma destas fontes? Investigou
pessoalmente o caso? Ou atribui a mim uma conduta que é a sua?
Mais
errado ainda você se torna quando, baseado no seu exame de um dia, emite
julgamentos como este: “É como se, para discordar de Olavo de Carvalho,
o sujeito precisasse entender todas as referências e citações de seu
discurso (algumas vagamente relacionadas ao tema em questão).”
Você
quer dizer que no decorrer de um só dia examinou todas essas referências
e citações ou pelo menos um alto número delas e comprovou, caso por
caso, que eram só “vagamente relacionadas ao tema em questão”, usadas
portanto apenas para intimidar o adversário e dar impressão de cultura, e
não obras essenciais que nenhum debatedor acadêmico do assunto teria o
direito de ignorar?
Você sabe que não fez isso. Você sabe que não
examinou referência nenhuma. Você sabe que da maioria delas, ou de
todas, ouviu falar pela primeira vez no meu programa e nem imagina que
conteúdo possam ter. Você sabe que não tem a menor idéia da relação
entre essas referências e cada assunto abordado, e no entanto posa de
examinador sério e experiente que, do alto de um rigor intelectual
admirável, julga e condena as leviandades de um principiante.
É puro teatro, e você sabe que é.
Mais teatro ainda é este julgamento : “Sua postura, no mínimo
indiferente, mas talvez incentivadora, frente à veneração religiosa que
seus ‘seguidores’ lhe prestam é inadequada para um católico.”
Você
quer mesmo fazer crer que, à mera audição de uns programas meus durante,
você já entendeu não só a minha mentalidade, mas também os sentimentos
íntimos de milhares de meus alunos e leitores a respeito da minha
pessoa?
Pergunto eu: Quantos deles você entrevistou, analisou,
comparou? Quantos depoimentos leu? Tem motivos sérios, intelectualmente
relevantes, para acreditar que expressam apenas emoções fantasiosas e
não alguma gratidão natural e razoável por benefícios reais recebidos?
Tem alguma prova disso em pelo menos um único caso? Teve, durante as
suas extensas pesquisas de um só dia, a oportunidade de examinar um
único caso concreto e concluir que a admiração ou carinho que a pessoa
demonstrava por mim era desarrazoada, insensata, sem motivo, puro
frenesi místico-religioso? Ou é tudo conjetura da sua parte, imaginação,
chute? Você sabe que é. Não minta para você mesmo.
Por fim, é
também pura afetação e fingimento a seguinte afirmação peremptória:
“Algumas de suas predições, a partir de indícios dispersos, beiram o
delírio.” Diga uma, então. Cite uma delas, uma só, e prove, com algo
melhor do que “indícios dispersos”, que ela não tem base, que é louca,
ridícula, impossível de se cumprir.
Você não faz isso. Não faz
porque não pode. E não pode porque nem teve tempo de pensar no assunto,
nem dispõe da mais mínima informação capaz de impugnar qualquer
conclusão que eu tenha obtido de qualquer fonte que seja. De novo, apela
a um chavão que se dá por autoprobante, e solta um julgamento genérico
no ar sem poder descer a detelhes concretos, pela simples razão de que
não tem nenhum.
Você não me parece ter nenhuma prevenção contra mim
nem ser um sujeito mal intencionado. Por que então se suja dessa
maneira? Com certeza é porque, quando admira alguém, tem pavor de passar
por fanático devoto, e tem de entremear as expressões de louvor com
alguma crítica, mesmo puramente inventada, só para dar a impressão de
que “pensa por si próprio”. É frescura típica de brasileiro.
Somada
ao tom de superioridade condescendente com que você me concede algumas
virtudes, o efeito é de uma incongruência grotesca, que nem por lhe
escapar por completo deixa de ser visível para terceiros.
Você
mostrou ser suficientemente inteligente para notar que não sou burro,
mas não inteligente o bastante para perceber que é mais burro que eu.
Mutatis mutandis, é honesto o bastante para notar que não sou cem por
cento desonesto, mas não é honesto ao ponto de perceber que a sua
honestidade ao falar de mim não chega a noventa, nem setenta, nem
cinqüenta por cento. Se o percebesse, sentiria estar falando de alguém
que lhe é superior, e essa é uma experiência que o brasileiro de hoje em
dia evita com horror e repugnância indescritíveis, porque ela o exporia
à acusação de “idolatria” e “devoção religiosa” da parte de outros que
sentem exatamente como ele. Cada um vê-se diariamente tentado a olhar no
espelho e perguntar: “Espelho, espelho meu, existe alguém mais
inteligente, honesto e confiável do que eu?” Mas não chega a fazer isso,
porque sabe que a resposta o jogaria num estado de depressão
inconsolável.
Com meus melhores votos,
Olavo de Carvalho
[Advirto que o cidadão mencionado neste capítulo não é um pentelho completo. É apenas um semipentelho.]
Prezado André Simões,
Obrigado por escrever sobre a minha pessoa (em http://hu.livroseafins.com/olavo-de-carvalho/) sem ódio ostensivo nem deformações psicóticas demasiado vistosas, e até sem medo de, entre uma crítica e outra, louvar em público algum detalhe que lhe parece meritório na minha atuação pública. Isso é mais do que geralmente posso esperar de qualquer jornalista brasileiro.
No entanto, você ainda ficou bem abaixo daquele patamar mínimo de honestidade que um autor tem o direito de exigir dos críticos da sua obra.
Desde logo, ao confessar que não leu meus livros, nem meus artigos, nem apostilas de meus cursos, que no fim das contas não conhece nada do que escrevi e que tudo o que fez foi assistir pela internet a uns vídeos de meus programas de rádio pelo período de exatamente um dia e nada mais, você é notavelmente eufemístico ao reconhecer que “os admiradores do Olavo de Carvalho me diriam, com razão, que é uma amostra insuficiente de seu trabalho para a emissão de qualquer juízo significativo”.
Não, André. Essa amostra não é “insuficiente”. É totalmente inadequada. Não tem o menor cabimento que um autor, após ter dedicado toda a sua vida à construção de uma obra de jornalista, escritor, professor e filósofo, seja julgado por seu hobby tardio, casual e episódico de radialista. É como se Winston Churchill tivesse toda a sua carreira de escritor e político avaliada pelos quadros que pintou na velhice. E avaliada nem mesmo por um critico que examinasse esses quadros um por um, com critério de connoisseur e historiador, mas por um transeunte acidental que espiasse alguns deles a esmo numa galeria, durante umas poucas horas.
Ademais, você insinua que só “os admiradores de Olavo de Carvalho” exigiriam mais criteriosidade da sua parte. Não, de novo não, André. Quem a exige é a formação de jornalista que você diz ter. Um jornalista simplesmente não faz o que você fez, a não ser que, como aconteceu com todos os membros da sua geração, antes de ingressar na faculdade de jornalismo tenha sido alfabetizado pelo método socioconstrutivista, tornando-se para sempre desprovido do senso das proporções, entre outras habilidades requeridas para a compreensão dos fatos e dos escritos.
Pois o tom do que você escreve não é o de quem critica o conteúdo de dois ou três programas de rádio sem nada prejulgar do que foi dito fora deles, mas, bem ao contrário, o de quem, com base nesse material irrisório, diagnostica e mede a inteligência e a idoneidade de uma pessoa inteira – pessoa que, nesses programas, nunca teve a menor pretensão de ali expor suas concepções filosóficas ou mesmo análises políticas, apenas a de emitir às pressas observações casuais sobre acontecimentos na semana e respostas a e-mails recebidos.
Nisso, aliás, o que você escreveu se enquadra num gênero jornalístico que vem se tornando epidêmico no mundo bloguístico: são artigos, uns mais longos, outros mais curtos, que não discutem uma ou outra opinião minha, mas, em bloco, julgam “o Olavo de Carvalho” sem precisar analisar em profundidade nada do que ele tenha dito ou feito, e, na quase totalidade dos casos, baseando-se na mesma fonte que você usou: meia dúzia de programas de rádio, reforçados por duas ou três fofocas ouvidas a meu respeito na internet. Com base nisso, concluem cientificamente que nunca exponho idéias nem apresento argumentos contra aqueles de quem discordo: só os xingo e deprecio. É evidente que tais apreciações, por sua vez, não merecem nenhum exame demorado, e xingá-las seria até mesmo conceder-lhes uma honra imerecida. No entanto, mais de uma vez, com paciência de Jó, examinei algumas em profundidade, tomando-as como sinais e sintomas de um estado de debacle mental geral brasileira, que, no todo, é indescritível.
Além de a fonte em si ser imprópria para o tipo de julgamento de conjunto que você quis fazer, resta o fato de que nem mesmo essa fonte foi usada de maneira adequada, isto é, investigando e levando em conta a natureza dela e o lugar que ocupa no conjunto do meu trabalho.
Desde os primeiros programas, que você decerto nem mesmo procurou ouvir, adverti repetidamente que o “True Outspeak” não se dirigia ao público em geral, mas a um círculo de alunos e de leitores habituais, e que sua finalidade era apenas fornecer, com a agilidade da expressão oral, a resposta a consultas que me chegavam por e-mail em número maior do que eu poderia responder por escrito. Mesmo o que ali parece simples comentário de alguma notícia é sempre resposta ao remetente que me enviou essa notícia e pediu que eu a comentasse. É uma conversa entre amigos, repleta portanto de subentendidos que o recém-chegado nem sempre capta à primeira audição, mas sem os quais ela pode se tornar motivo de malentendidos, malgrado a aparente facilidade da linguagem informal aí utilizada.
Como você só agora entrou no rol dos meus ouvintes, decerto não teve ciência desse aviso.
Essa orientação que adotei exige algumas premissas que, para aquele círculo de pessoas, se tornaram óbvias e costumeiras.
Desde logo, TUDO o que digo no programa é apenas exemplificação rápida, sumária e informal, humorística e despretensiosa, de coisas que, nos meus livros, aulas e artigos, já expliquei com mais detalhe e demonstrei com mais rigor.
O autor de quinze livros, dois mil artigos de mídia e quase quarenta mil páginas de aulas transcritas, indexadas e catalogadas, tem o direito de presumir que seus ouvintes habituais, afeitos como estão ao trato desse material, não julgarão suas opiniões só pela versão monstruosamente compactada de um improviso oral – às vezes de dois minutos ou menos para cada tema --, mas, em caso de dúvida ou estranheza, tratarão de investigar se não falei do mesmo assunto em outros lugares, dando-lhe fundamentação mais sólida e às vezes uma justificação cabal.
Assim, afirmações que aos ouvidos do recém-chegado pareçam estranhas, heterodoxas ou até mesmo absurdas acabarão se revelando no mínimo sensatas e razoáveis, e às vezes até óbvias e patentes, tão logo o interessado, em vez de julgar pela primeira impressão, tenha a gentileza de escavar um pouco mais fundo e descobrir o que mais eu possa ter dito a respeito em circunstâncias mais formais e exigentes do que uma conversa humorística pelo rádio.
A falta desse complemento pode levar a conclusões bem erradas, como por exemplo esta:
“Olavo, no entanto, também é absurdo quando coloca, como indício de relação necessária entre homossexualismo e pedofilia, o fato de Luiz Mott, líder brasileiro do movimento gay, ter dado depoimento à televisão enquanto, distraidamente, alisava a estátua de uma criança, na parte equivalente à bunda. Ora, mesmo se Mott registrasse em três vias que é homossexual e pedófilo, inferir essa relação seria leviano.”
Meus alunos e meus leitores habituais sabem que nada inferi de um exemplo fortuito; que, naquele comentário, eu aludia um assunto já amplamente exposto em aula, isto é, às pesquisas da Dra. Judith Reisman, uma cientista de reputação mundial, a respeito do caráter francamente pedófilo do IMAGINÁRIO CULTURAL gayzista, uma relação que ela comprovou pelo exame de milhares de livros, filmes e revistas que colecionou ao longo de quarenta anos, a maior documentação textual e iconográfica sobre esse tema já reunida neste mundo. A tese jamais foi contestada seriamente, nem creio que possa sê-lo jamais.
Quem quer que tenha ouvido aquele programa sabendo dessa retaguarda, o que era sem dúvida o caso do público específico a que eu me dirigia, entendeu na hora que se tratava apenas de acrescentar mais um exemplo à coleção da dra. Judith, e não de generalizar a partir de um exemplo isolado, como você insinua.
Ademais, se você prestar atenção ao que eu disse ali, verá que não sugeri nem de longe que o sr. Mott FOSSE pedófilo pessoalmente; afirmei somente que ele FAZIA PROPAGANDA E APOLOGIA da prática pedófila, coisa que se depreende imediatamente da imagem transmitida: ninguém, ao falar de sexo, afaga ao mesmo tempo o traseiro de uma estátua de bebê pelado se não visa a sugerir que traseiros de bebês são objetos de desejo sexual como quaisquer outros. Principalmente porque a estátua não estava ali como coisa neutra, parte acidental do cenário como uma cadeira ou uma mesa, e sim como peça da coleção de arte erótica a que o sr. Mott naquele momento aludia, peça escolhida para representar sinteticamente a coleção inteira.
Em nenhum momento sugeri que essa imagem fosse, como você diz, ´ “indício de relação necessária entre homossexualismo e pedofilia”, mesmo porque, como estudioso de lógica, sei que não existem “indícios de uma relação necessária”: todo indício só pode ser de uma relação possível ou no máximo provável (você reconhece que não leu nenhum livro meu, mas o “Aristóteles em Nova Perspectiva” poderia ajudá-lo a não cair nesse erro).
Mas nem essa possibilidade afirmei, limitando-me à exata leitura fenomenológica da imagem apresentada, imagem que, ao apresentar um traseiro de bebê como objeto banal e improblemático de desejo erótico, dessensibiliza o público para o horror da pedofilia e lhe sugere que se trata de uma relação sexual como qualquer outra.
Eu seria um louco se, dessa imagem, extraísse a conclusão de que o sr. Mott é pedófilo, e mais ainda se insinuasse alguma “relação necessária”. Mas seria um idiota se me impedisse de ver nela um intuito apologético que a própria imagem estampa da maneira mais patente e descarada, e se, por respeito devoto e temor reverencial ao movimento gayzista, me forçasse a não enxergar ali nada mais que uma pura e inocente coincidência, tornando-me assim personagem da “boutade” de Groucho Marx: “Afinal, você vai acreditar em mim ou nos seus próprios olhos?”
Por mais que você se recuse a enxergar com seus próprios olhos e prefira fazê-los com os de uma convenção politicamente correta, não é possível negar que o simples fato de uma estátua de bebê pelado estar numa coleção de arte erótica supõe que bebês pelados sejam objetos de desejo erótico. Será tão difícil entender isso?
Com toda a evidência você inflou o significado das minhas palavras, até mesmo recorrendo ao oxímoro “indício de relação necessária” para transformar numa absurdidade ofensiva algo que não passava da interpretação adequada do sentido de uma imagem.
Se errou primeiro ao dar por pressuposto que o meu rápido comentário a respeito era auto-suficiente, sem retaguarda mais séria, errou de novo ao dar às minhas palavras uma interpretação hiperbolicamente distorcida, típico “boneco de palha” da retórica tradicional.
Pergunto eu: se você não fez isso por ter uma hostilidade irracional à minha pessoa, como de fato parece que não tem, por que o fez então? Só pode ser por um motivo: seu temor de parecer antipático aos homossexuais leva-o a interpretar como absurdidade, imediatamente e sem exame lógico suficiente, o que quer que se diga contra o movimento gayzista. Examine bem a origem das suas reações, e verá que, se não é isso, é alguma coisa do mesmo tipo.
A mesma reação observa-se no argumento flagrantemente absurdo que você apresenta neste parágrafo:
“O mesmo se pode dizer em relação ao seguinte desafio proposto a Jean Wyllys: responder como, usando uma extensão de raciocínio, uma vez que a “cura gay” está desautorizada, profissionais da saúde poderiam tratar de alguém que chegasse ao consultório dizendo sofrer pela condição de masturbador compulsivo, e por isso solicitando ajuda. Não seria uma interferência indevida num comportamento sexual?... Se o deputado do PSOL ainda não respondeu, permitir-me-ei tomar o lugar dele, em termos do gosto de Olavo de Carvalho: se um camarada chega a um consultório dizendo que dá o cu, não há o que se tratar; se ele diz que fode bucetas, também não; se ele diz que se masturba, qualquer profissional razoável dirá que isso é normal. Agora, se o sujeito diz que está dando tanto o rabo que não consegue mais sentar, temos algo a se ver; se diz que fode tantas bucetas que não teve tempo para ir ao serviço e perdeu o emprego, o caso requer atenção; se diz que soca tanta bronha que teve apagadas as digitais e a linha da vida, melhor lhe dar ouvidos. O problema não é o cu, a buceta ou a mão, mas sim a compulsão sexual.”
Em primeiro lugar, você confunde compulsão com dano físico ou social resultante. Qualquer pessoa pode ter uma conduta compulsiva durante décadas, em segredo e sem que dela resulte nenhum dos efeitos catastróficos visíveis que você exemplifica, e ainda assim desejar livrar-se da compulsão, pelo simples fato de que ela o humilha por dentro, contraria os seus valores morais ou o impede de realizar algum ideal de vida. Ou por qualquer outra razão. Uma conduta não é compulsiva pelos seus efeitos, muito menos pelos seus efeitos espetaculares, mas pelo simples fato de ser indesejada e ao mesmo tempo irreprimível ou difícil de reprimir.
Em segundo lugar, dizer que o problema não está nesta ou naquela prática sexual e sim na compulsão é puro “flatus vocis”. Por definição, ninguém pede ajuda profissional para livrar-se de um impulso qualquer quando pode controlá-lo por suas próprias forças. Qualquer conduta sexual que leva alguém a um consultório psiquiátrico ou psicológico é necessariamente compulsiva.
Em terceiro, você nem percebe que seu raciocínio não reforça a posição do sr. Wyllys e sim a minha: se uma conduta sexual deve poder ser objeto de tratamento não por ser esta ou aquela em particular e sim por ser compulsiva, isto é, indesejada e difícil de controlar, não há qualquer diferença, sob esse aspecto, entre o homossexualismo, a masturbação, o exibicionismo ou qualquer outra prática sexual. Basta o paciente querer mudar de conduta e ter dificuldade para isso, para que o seu direito a tratamento e o direito de o médico ou psicólogo lhe dar esse tratamento estejam automaticamente assegurados pela lei, pela lógica e por qualquer senso moral razoável.
Aqui, novamente, seu temor de parecer anti-homossexual leva-o a cometer um erro indigno da sua inteligência, que parece ficar paralisada quando toca nesses assuntos.
Se há algo que destrói uma inteligência pela raiz é o desejo de parecer normal e aceitável a um grupo de referência ou mesmo a um círculo de pessoas queridas. Isso é o que leva alguém a condenar imediatamente, e sem julgamento, qualquer afirmativa que lhe pareça contrariar o “senso comum” das pessoas que ele considera sérias e confiáveis.
Por exemplo, você se refere a “episódios lamentáveis em que ele, diletante do rigor científico, apressadamente propaga boatos hilariantes de internet (“estão usando fetos para adoçar Pepsi”), sem nem pensar em checar fontes, conferir dados…
Checar fontes? Conferir dados? Você me viu, na tela, manuseando a papelada das fontes que utilizo para cada programa, umas cem páginas em geral. Teve o cuidado de me perguntar que fontes eram essas? Teve o cuidado de checá-las? Que nada! Ouviu algum boboca dizer que o caso are apenas uma lenda internética, e imediatamente subscreveu essa opinião com a maior leviandade, e ainda se fazendo de jornalista sério ao alegar que quem não “checa fontes” e não “confere dados” sou eu, NO MESMO MOMENTO EM QUE VOCÊ MESMO INCORRIA NESSES DELITOS.
Você não parece ser comunista, mas, nesse ponto e em muitos outros, segue à risca a fórmula leninista: “Acuse-os do que você faz, xingue-os do que você é.”
Ora, eu vivo nos EUA, acompanhei esse caso desde as suas origens até a carta final em que a Pepsi, após ter financiado as pesquisas da Senomix com células fetais e sofrido boicote dos consumidores por essa razão ao longo de todo um ano, respondendo-lhes com um silêncio desdenhoso e suspeitíssimo, se comprometia a exigir que essa empresa não usasse aquelas células, encerrando assim a controvérsia.
Por sorte, costumo guardar todos os recortes e links que uso como material de referência no True Outspeak, em geral mais de cem páginas para cada programa. Embora você tenha me visto na tela manejando essa papelada, deu por pressuposto que eu nem tinha fontes confiáveis nem as havia conferido umas com as outras. De onde você tirou essa idéia? Do fato de que eu falasse sobre cada assunto apenas dois ou três minutos, sem mencionar as fontes? Pois veja aqui algumas delas. Há no meio alguns artigos publicados em blogs, sim, mas também artigos de grandes jornais e documentos de fonte primária (cartas, publicações oficiais) que você desconhece por completo e a respeito dos quais se pronuncia “sem nem pensar em checar fontes, conferir dados…”:
• http://www.washingtontimes.com/news/2012/apr/30/pro-lifers-drop-pepsi-boycott/ (um mês antes este mesmo jornal havia negado que o problema existisse).
• http://www.realfarmacy.com/pepsico-says-it-will-halt-use-of-aborted-fetal-cells-in-flavor-research/
• http://www.cogforlife.org/2011/06/06/senomyx-and-pepsis-public-deception-all-the-proof-you-need/
• http://www.naturalnews.com/035276_Pepsi_fetal_cells_business_operations.html#ixzz2bzpPR2ET
• http://online.wsj.com/article/SB10001424052748704554104575435312538637530.html
• http://www.cogforlife.org/wordpress/wp-content/uploads/2012/05/pepsiSEC.pdf
• http://www.cogforlife.org/wordpress/wp-content/uploads/2012/04/pepsiresponse.pdf
• http://www.cogforlife.org/wordpress/wp-content/uploads/2012/05/PepsiToSEC0001.pdf
• http://patft.uspto.gov/netacgi/nph-Parser?Sect1=PTO2&Sect2=HITOFF&u=%2Fnetahtml%2FPTO%2Fsearch-adv.htm&r=0&p=1&f=S&l=50&Query=Senomyx&d=PTXT
• http://www.cogforlife.org/per-c6-hek-293/
Desqualificar informações sob a alegação de que são “fofocas da internet” é um dos chavões mais recorrentes neste mundo. Os que o empregam não são pessoas que pesquisaram por si mesmas, mas gente que tem pavor de contrariar a opinião bem-pensante, o politicamente correto, o “normal”, e julgam tudo por uma impressão de verossimilhança, expressando-se porém em termos que simulam uma escrupulosidade intelectual irretocável. Exatamente como você faz. Responda sinceramente: você conhecia alguma destas fontes? Investigou pessoalmente o caso? Ou atribui a mim uma conduta que é a sua?
Mais errado ainda você se torna quando, baseado no seu exame de um dia, emite julgamentos como este: “É como se, para discordar de Olavo de Carvalho, o sujeito precisasse entender todas as referências e citações de seu discurso (algumas vagamente relacionadas ao tema em questão).”
Você quer dizer que no decorrer de um só dia examinou todas essas referências e citações ou pelo menos um alto número delas e comprovou, caso por caso, que eram só “vagamente relacionadas ao tema em questão”, usadas portanto apenas para intimidar o adversário e dar impressão de cultura, e não obras essenciais que nenhum debatedor acadêmico do assunto teria o direito de ignorar?
Você sabe que não fez isso. Você sabe que não examinou referência nenhuma. Você sabe que da maioria delas, ou de todas, ouviu falar pela primeira vez no meu programa e nem imagina que conteúdo possam ter. Você sabe que não tem a menor idéia da relação entre essas referências e cada assunto abordado, e no entanto posa de examinador sério e experiente que, do alto de um rigor intelectual admirável, julga e condena as leviandades de um principiante.
É puro teatro, e você sabe que é.
Mais teatro ainda é este julgamento : “Sua postura, no mínimo indiferente, mas talvez incentivadora, frente à veneração religiosa que seus ‘seguidores’ lhe prestam é inadequada para um católico.”
Você quer mesmo fazer crer que, à mera audição de uns programas meus durante, você já entendeu não só a minha mentalidade, mas também os sentimentos íntimos de milhares de meus alunos e leitores a respeito da minha pessoa?
Pergunto eu: Quantos deles você entrevistou, analisou, comparou? Quantos depoimentos leu? Tem motivos sérios, intelectualmente relevantes, para acreditar que expressam apenas emoções fantasiosas e não alguma gratidão natural e razoável por benefícios reais recebidos? Tem alguma prova disso em pelo menos um único caso? Teve, durante as suas extensas pesquisas de um só dia, a oportunidade de examinar um único caso concreto e concluir que a admiração ou carinho que a pessoa demonstrava por mim era desarrazoada, insensata, sem motivo, puro frenesi místico-religioso? Ou é tudo conjetura da sua parte, imaginação, chute? Você sabe que é. Não minta para você mesmo.
Por fim, é também pura afetação e fingimento a seguinte afirmação peremptória: “Algumas de suas predições, a partir de indícios dispersos, beiram o delírio.” Diga uma, então. Cite uma delas, uma só, e prove, com algo melhor do que “indícios dispersos”, que ela não tem base, que é louca, ridícula, impossível de se cumprir.
Você não faz isso. Não faz porque não pode. E não pode porque nem teve tempo de pensar no assunto, nem dispõe da mais mínima informação capaz de impugnar qualquer conclusão que eu tenha obtido de qualquer fonte que seja. De novo, apela a um chavão que se dá por autoprobante, e solta um julgamento genérico no ar sem poder descer a detelhes concretos, pela simples razão de que não tem nenhum.
Você não me parece ter nenhuma prevenção contra mim nem ser um sujeito mal intencionado. Por que então se suja dessa maneira? Com certeza é porque, quando admira alguém, tem pavor de passar por fanático devoto, e tem de entremear as expressões de louvor com alguma crítica, mesmo puramente inventada, só para dar a impressão de que “pensa por si próprio”. É frescura típica de brasileiro.
Somada ao tom de superioridade condescendente com que você me concede algumas virtudes, o efeito é de uma incongruência grotesca, que nem por lhe escapar por completo deixa de ser visível para terceiros.
Você mostrou ser suficientemente inteligente para notar que não sou burro, mas não inteligente o bastante para perceber que é mais burro que eu. Mutatis mutandis, é honesto o bastante para notar que não sou cem por cento desonesto, mas não é honesto ao ponto de perceber que a sua honestidade ao falar de mim não chega a noventa, nem setenta, nem cinqüenta por cento. Se o percebesse, sentiria estar falando de alguém que lhe é superior, e essa é uma experiência que o brasileiro de hoje em dia evita com horror e repugnância indescritíveis, porque ela o exporia à acusação de “idolatria” e “devoção religiosa” da parte de outros que sentem exatamente como ele. Cada um vê-se diariamente tentado a olhar no espelho e perguntar: “Espelho, espelho meu, existe alguém mais inteligente, honesto e confiável do que eu?” Mas não chega a fazer isso, porque sabe que a resposta o jogaria num estado de depressão inconsolável.
Com meus melhores votos,
Olavo de Carvalho
sábado, 3 de agosto de 2013
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
quarta-feira, 31 de julho de 2013
Saneamento Ambiental: As desilusões hídricas do velho Chico
http://sanambiental.blogspot.com.br/2013/07/as-desilusoes-hidricas-do-velho-chico
sexta-feira, 26 de julho de 2013
As desilusões hídricas do velho Chico
Por Henrique Kugler, Ciência Hoje On-line
Maior obra de engenharia hidráulica em curso no mundo, a transposição do rio São Francisco foi severamente criticada durante a 65ª Reunião Anual da SBPC, em Recife.
Ele outra vez. O projeto de transposição do rio São Francisco continua em debate. Ainda é, em verdade, um tema deveras sensível aos nordestinos, e esteve na pauta da 65ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, em Recife.
Para os que chegaram atrasados à discussão, eis o resumo da ópera: já seguem a todo vapor as obras faraônicas que deverão desviar o curso das águas do São Francisco. A ideia, em princípio até convincente, seria abastecer parte da população que vive em regiões castigadas pela inclemência das secas.
Soa como boa intenção. Mas, segundo alguns, as reais motivações de tal empreitada são obtusas. Pesquisadores há décadas questionam a legitimidade da obra – argumentando que seu verdadeiro propósito pode estar em algum ponto entre a obscuridade política e a corrupção pura e simples.
Para discutir o impasse – que há tempos assombra hidrólogos e engenheiros -, ninguém melhor que os dois mais respeitados especialistas no tema. “Sou absolutamente contrário a essa obra absurda”, dispara o agrônomo João Suassuna, da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj). Seu colega não deixa barato: “É um escândalo o fato de esse projeto ainda não ter se tornado um grande escândalo nacional”, diz, consternado, o engenheiro João Abner, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
Razões técnicas para tamanho radicalismo retórico? Abner e Suassuna têm aos montes.
O agrônomo da Fundaj esclarece que, ao contrário do que se pensa, a água já é abundante no semiárido nordestino. Chove, anualmente, uma média de 700 bilhões de metros cúbicos no Nordeste. O problema é que, pela proximidade em relação ao equador, os raios solares incidem quase perpendicularmente sobre o território, o que potencializa os processos de evapotranspiração. Assim, cerca de 642 bilhões de metros cúbicos anuais de água voltam à atmosfera, sobrando apenas 58 bilhões na forma líquida para uso antrópico – indicam pesquisas recentes.
“Não precisaríamos falar em seca se usássemos com inteligência uma parte desse volume de água”, garante Suassuna, que há 18 anos dedica-se ao estudo do tema. “Recursos hídricos existem, sim, no Nordeste; o que falta é seu gerenciamento correto.”
Detalhe: segundo o pesquisador da Fundaj, a transposição não resolverá o problema de abastecimento das populações difusas. “Trata-se de um projeto destinado ao grande capital, a contemplar majoritariamente os grandes produtores rurais e o setor industrial.”
Da desolação técnica à obscuridade política
Diante de tantas aparentes incongruências, por que sucessivos governos insistem na continuidade de uma obra tão controversa? “Ora, é muito simples”, diz João Abner. “A transposição do rio São Francisco é um projeto político.”
Segundo Abner, só entenderemos esse megaprojeto se entendermos a lógica de financiamento privado de campanhas eleitorais no Brasil. “Todas as empreiteiras brasileiras, um grande lobby, se beneficiam disso”, protesta o pesquisador da UFRN. “É a indústria da seca na maior escala que se pode imaginar.”
Abner não é homem de meias palavras. “Corrupção”, brada ele. “Deputados, senadores e políticos em geral são financiados pelas empreiteiras; estamos falando de uma corrupção generalizada muito maior do que o mensalão, algo muito maior do que vocês podem imaginar”, desabafa.
“Um projeto dessa magnitude tem de ser muito bem explicado; mas essa história está muito mal contada”, enfatiza. “É, na verdade, uma grande fraude técnica.”
Cifras galopantes
Segundo Abner, investimentos governamentais de R$ 20 por habitante ao ano seriam suficientes para resolver o problema de abastecimento de água de todos os camponeses nordestinos – valor menor do que o gasto com carros-pipa hoje usados. “É um problema simples, mas falta foco político.” O pesquisador garante que bastaria usar com mais sapiência a rede de açudes já existente no Nordeste e investir em tecnologia de cisternas. Vale lembrar: no polígono das secas, chove mais do que em regiões com grande sucesso agrícola na Califórnia (Estados Unidos), por exemplo.
Falando em grana, Suassuna lembrou à plateia os valores orçados para a obra de transposição em diferentes momentos. No governo José Sarney, falava-se em custos de R$ 2,5 bilhões. Já na gestão de Fernando Henrique Cardoso o valor saltou para R$ 4,5 bilhões. Com Lula, foi para R$ 6,6 bilhões. E, com Dilma, já está em R$ 8,3 bilhões. “Segundo fontes oficiais, não nos surpreenderemos se os próximos cálculos indicarem valores superiores a R$ 19 bilhões”, afirma o agrônomo.
“Sou pessimista”, confessa Abner. “A transposição das águas do São Francisco permanecerá no imaginário como a solução para a seca, e não é. Essa obra não vai terminar nunca.”
Fonte: Matéria socializada pelo Jornal da Ciência / SBPC, JC e-mail 4776 e reproduzida pelo EcoDebate, 26/07/2013
terça-feira, 30 de julho de 2013
quarta-feira, 24 de julho de 2013
terça-feira, 23 de julho de 2013
Desenvolvimento Sustentável: Genocídio Transformado em Necessidade?
http://www.anovaordemmundial.com/2013/07/desenvolvimento-sustentavel-genocidio.html?
Por
que as pessoas e corporações historicamente responsáveis pela
destruição do ecossistema também estão por trás do movimento global para
‘salvar o planeta?
Muitas vezes ouvimos que o desenvolvimento sustentável e a
sustentabilidade originaram-se nos anos 70 e foram reforçados ao longo
dos anos 80 e 90. Em qualquer pesquisa, a maioria das publicações
afirmam que o desejo de manter os recursos naturais como ferramentas
para as gerações presentes e futuras nasceu em 1972, quando uma
conferência das Nações Unidas na Suécia promulgou três princípios: a
interdependência dos seres humanos e o meio ambiente, as relações entre
desenvolvimento econômico, desenvolvimento social e a proteção do
ambiente e a necessidade de uma visão global e princípios comuns.
Crédito para o desenvolvimento desses princípios é dado à Comissão
Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento de 1987.
A sabedoria convencional retrata a visão coletivista de que a
sustentabilidade e o desenvolvimento sustentável são políticas e
iniciativas para proteger o ambiente contra os abusos da humanidade e,
assim, promover o benefício das massas. Hoje, a proteção ambiental
tornou-se a lança mais luminosa a ser levantada por qualquer pessoa,
independentemente de raça, condição social, idade ou religião. Na
verdade, o ambientalismo se tornou a religião de escolha para muitos. O
apoio dos ambientalistas para a sustentabilidade está quase
inerentemente arraigada em nossas vidas. Foi aplicada à economia,
construção, planejamento comunitário, agricultura, segurança, natalidade
e assim por diante.
Inúmeras reuniões foram organizadas nos
últimos 50 anos para convencer as massas de que não há futuro sem uma
abordagem sustentável para a existência humana. Primeiro, o Clube de
Roma escreveu documentos como “Limites do Crescimento” e “Um Novo Caminho para o Desenvolvimento Global”, cujo objetivo é globalizar a sociedade do planeta e
usar a engenharia social em tudo: valores, emprego, comércio,
demografia, política, economia, etc, tudo em um esforço para
desindustrializar o planeta e fazer o que o seu antecessor, a Liga das
Nações, queria. Junto com o lobby de grupos como o Clube de Roma e
outras organizações igualmente proeminentes, os globalistas operam para
alcançar um novo pacto social, relacionado a questões económicas e de
desenvolvimento. As Nações Unidas, uma criatura dos globalistas, que
também criaram a Liga das Nações com a intenção de “pôr fim aos
conflitos armados”, tem sua própria lista de manuais sobre como executar
a desindustrialização. Por exemplo, oPrograma das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (UNEP), prega os princípios e os fracassos das políticas ambientais e
de imposição das “economias verdes”. A Conferência das Nações Unidas
sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento em 1992, mais conhecida como
Cúpula da Terra, promove planos como Agenda 21 e a Convenção das Nações Unidas sobre a Diversidade Biológica que, gradualmente, atingem o sono ecofacista de Kurt Waldheim para despovoar o planeta.
Onde se originou o “desenvolvimento sustentável”?
Onde se originou o “desenvolvimento sustentável”?
Embora haja uma grande quantidade de documentação sobre como o
ambientalismo está ligado à chamada “ala verde” do Partido Nazista,
ninguém descreve essa história. Os historiadores e ambientalistas
costumam ignorá-la e o público é enganado ao acreditar nos princípios
genocidas do desenvolvimento sustentável. Algumas questões relevantes
para perguntar sobre a origem nazista do movimento verde são: qual é a
sua inspiração? Quais são os objetivos que pretendem atingir? Como a
ideologia do genocídio nacional-socialista conduziu ao que é
aparentemente um amor sem precedentes pela natureza?
A Alemanha não foi apenas o berço da política genocida de
sustentabilidade mas, também, a terra onde se tornou realidade. Os
nazistas alemães e seus seguidores adotaram muitas das políticas verdes
que vemos nas sociedades modernas. A ciência que estuda os seres e seu
meio ambiente foi ‘descoberta’ pela primeira vez na Alemanha durante os
anos que antecederam a ascensão dos nazistas ao poder. A natureza
genocida do ambientalismo originou-se de um louco amor pela natureza.
(1)
Pensadores nazis e alguns antecessores queriam que os seres humanos
fossem vistos como iguais as plantas, animais e insetos para ter um
equilíbrio no mundo. Essa linha de pensamento está nas mentes de
ambientalistas modernos, como o presidente boliviano Evo Morales e o
promotor da teoria Gaia, James Lovelock, que acreditam que um grande
número de pessoas devem morrer a fim de obter o equilíbrio natural.
Recentemente, o autor e ambientalista Keith Farnish usou um de seus
livros para promover a sabotagem e atos de terrorismo ambiental como
ataques a barragens e destruição de cidades para retornar o planeta as
condições pré Revolução Industrial. Farnish junto com outros altamente
respeitados pressupostos científicos, como o Dr. James Hansen da NASA, concordam com essa linha de pensamento.
Ernst Moritz Arndt
Um dos pais do que chamamos de ambientalismo hoje, foi Ernst Moritz
Arndt. Juntamente com Wilhelm Heinrich Riehl, Arndt tinha ódio infinito
do Iluminismo. Ambos eram conhecidos por suas opiniões extremistas
nacionalistas que foram usadas para promover ideais que perpetuaram a
dependência do Estado. Estes dois homens, mas, especialmente, Arndt,
foram identificados como os primeiros pensadores ecológicos. Arndt
escreveu em um artigo em 1815 que “Quando você vê a natureza em uma
conexão necessária e uma interação, todas as coisas são igualmente
importantes -. Arbustos, vermes, plantas, pedras, humanos, como uma
única unidade” (2) As idéias de Arndt foram separadas com as de outros
ambientalistas em que os seus pensamentos mesclavam o respeito pela
natureza com um discurso xenófobo e, este, era relacionado com a própria
existência dos alemães e da Alemanha. Ao defender o meio ambiente na
maioria de seus escritos, também chamava pela pureza racial e condenava
outras raças, como os judeus e os franceses. Foi esse amor à natureza e o
ódio contra os judeus que viria a orientar a perseguição e o
assassinato daqueles que não eram arianos.
Wilhelm Heinrich Riehl, aluno da escola do pensamento de Arndt, fez com
que o trabalho de seu professor não se perdesse no tempo. Em um artigo
em 1853, Riehl expressou sua forte oposição ao industrialismo e disse:
“Temos que salvar a floresta, não só para que os nossos fornos não
fiquem frios no inverno mas, também, para que as pessoas continuem suas
vidas e para que a Alemanha continue sendo Alemanha. “(3) Ele se opôs a
qualquer tipo de desenvolvimento enquanto usava o anti-semitismo para
forçar a forma de vida camponesa. Riehl e Arndt, ambos, tinham idéias
que foram adotadas mais tarde pelo movimento völkisch, que era uma mistura de nacionalismo populista com um amor louco pela natureza. Líderes völkischs pediram
a volta da vida simples, enquanto culpavam a vida da cidade e o
racionalismo da destruição do meio ambiente. (4) No centro do ódio
estava um elemento significativo que havia ficado na mente dos grupos
anti-semitas como völkischs o
tempo todo: o povo judeu. Por quê? Os judeus eram a classe média na
época e o amor doente pela natureza e pelo ambiente incluía um ódio
repugnante contra qualquer pessoa e qualquer coisa que pusesse em perigo
a sua vida ou maneira de pensar. (5)
Depois de estabelecer uma relação muito cobiçada entre o anti-semitismo e amor pela natureza, osvölkischs manteram
seu preconceito ao longo dos séculos 19 e 20. A luta contra a
industrialização e o sentimento anti-judaico foi anexado ao discurso da
pureza racial e superioridade Ariana apenas em tempo para o surgimento
do Partido Nazista.
Ecologia e a ligação com o Racismo Nazista
Em 1867, Ernst Haeckel, zoólogo alemão, usou pela primeira vez a palavra
“ecologia” e a relacionou ao estudo de criaturas e seus ambientes.
Haeckel foi fortemente influenciado pelo darwinismo social, a um ponto
que se tornou pai de uma espécie de darwinismo social conhecido como
“monismo”. Ele fundou a Liga Monista Alemã, uma organização guiada pelos
princípios völkisch.
Haeckel, Arndt e Riehl acreditavam na superioridade racial e eram
opostos à mistura social. Além disso, eles também aprovavam o eugenismo
racial. Seus pensamentos foram a base para o que mais tarde ficou
conhecido como anti-semitismo nacional-socialista na Alemanha. Na
verdade, Haeckel foi um orador de destaque em favor do racismo,
nacionalismo e do modelo alemão de imperialismo. (6) No final de sua
vida, Haeckel tornou-se membro da Sociedade Thule, uma organização que
mais tarde serviu como base política para a criação do Partido Nazista.
(7) Haeckel, Riehl Arndt e seus antecessores pensadores, como Willibald
Hentschel, BrunoWille Bölsche Wilhelm receberam todo o crédito pela
associação entre ecologia e socialismo nacional, o racismo,
anti-semitismo e as políticas ambientais que todos nós sabemos
influenciaram a Alemanha antes e depois da Primeira Guerra Mundial.
Um dos fatos mais reveladores sobre o autoritarismo ecológico atual e o
antigo é a crença de seus criadores de que os seres humanos devem ser
integrados em “categorias biológicas” e viver em “zonas de vida” com uma
entidade tecnocrática com punho de ferro exercendo o seu poder. Haeckel
disse que as civilizações e a natureza deviam obedecer as mesmas leis. A
origem desta forma de pensar é um estado reacionário anti-humanista. Os
Monistas acreditavam que os seres humanos eram insignificantes -mas não eles mesmos-
em comparação com a grandeza do meio ambiente. Idéias semelhantes são
observadas em iniciativas modernas patrocinadas pelo Clube de Roma, a
Fundação Carnegie, a NASA, as Nações Unidas, assim como algumas
faculdades e universidades que são financiadas por globalistas que
apóiam o eugenismo como ferramenta para limpar o planeta. Tomemos por
exemplo o texto daConvenção das Nações Unidas sobre Biodiversidade,
que tem sido apontado como a política e a religião do ambientalismo
moderno. Entre outros objetivos, a Convenção pretende “reorganizar” a
civilização ocidental, excluindo a atividade humana de 50 por cento do
território no continente americano. O plano é dividir a terra em
“biomas”, “zonas tampão” e “corredores”. No âmbito deste plano, os seres
humanos viverão em áreas fortemente vigiadas e controladas, das quais
nunca poderão sair. Esta agenda globalista verde é promovida pelas
Nações Unidas desde 1992, quando foi introduzida oficialmente durante a
primeira Reunião da Terra no Rio de Janeiro. A mesma política será
realizada na Ásia, África e Europa.
Escritos da Fundação Carnegie também incentivam a implementação de
políticas tais como a Agenda 21 e a Convenção sobre Diversidade
Biológica. A fundação manifestou orgulho por
práticas que incluem assassinatos em massa em um esforço para limpar a
terra de pessoas indesejáveis. A Instituição Carnegie promove o trabalho
do imperador Gengis Khan e valida o seu trabalho como “imperador verde”
por causa de ações que incluíram o assassinato de 40 milhões de
pessoas. Segundo seus escritos, isto contribuiu para reduzir as emissões
de carbono e manter o planeta em equilíbrio.
Os Monistas usaram seu sentimento anti-humanista, juntamente com as idéias völkisch para discriminar contra o progresso, urbanismo e aqueles que pensavam de maneira diferente. Em seuLebensgesetze(Leis
da Vida), o biólogo Raul Francé escreveu que a ordem natural determina a
ordem social. Ele disse que a miscigenação não era natural. Francé é
hoje um dos fundadores do aclamado eco-fascismo contemporâneo “pioneiro
do movimento ambientalista.” (8) Francé também promoveu uma suposta
conexão entre a pureza do ambiente e a “pureza racial”. Francé e seus
seguidores exigiram uma mudança em relação à vida rural e disseram que a
modernidade significava a degradação da raça e que as cidades eram
inorgânicas. (9)
No início do século XX, o argumento “verde” penetrou nos grupos
políticos de direita, que se tornaram muito respeitados dentro da
cultura alemã. Durante o período de turbulência em torno da Primeira
Guerra Mundial, a mistura de preconceito etnocêntrico, rejeição
regressiva da modernidade e genuínas preocupações ambientais acabaram
por ser uma mistura mortal.
Ambientalismo Nazista em Ação
Algumas pessoas vêem uma contradição em que eugenistas modernos apoiem
um ambientalismo estilo nazista, enquanto possuem bens pertencentes à
elite empresarial tecnocrática. Esta não é uma surpresa, porque as
elites que apoiaram o Terceiro Reich foram também os industriais que,
como de costume, controlam muitos segmentos da população e as classes
intelectuais. Esta prática sempre valeu a pena, pois garante o controle
total, não importa o resultado. Homens como Fritz Todt, pesos pesado no
movimento nacional-socialista na Alemanha e Albert Speer, o seu sucessor
a partir de 1942, participaram da construção de infra-estrutura viária e
da Autobahn, um dos maiores projetos da história da engenharia na
Alemanha. Todt queria construir a estrada de uma forma que mais
beneficiaria sua classe, mas ao mesmo tempo, que promovesse e mantivesse
a sensibilidade à natureza. (10)
Todt exigiu que o trabalho realizado tivesse harmonia com a natureza e a
paisagem, cumprindo assim os princípios modernos da engenharia
ecológica e os princípios “organológicos” de sua época, com suas raízes
na ideologia völkisch. (11) Tal como acontece com Arndt, Riehl e Darre, Todt e seus sócios tiveram uma relação völkisch inseparável
do nacionalismo. Todt disse certa vez: “O cumprimento da finalidade do
transporte não é só o objetivo final da construção da estrada alemã. A
Autobahn alemã deve ser uma expressão da sua paisagem e uma expressão da
essência alemã. “(12) Um dos assistentes de Todt, Alwin Seifert, foi um
defensor da paisagem no Terceiro Reich. No exercício das suas funções
oficiais Seifert destacou a importância da fauna e opôs fortemente a
monocultura, a drenagem de zonas úmidas e produtos químicos agrícolas.
Ele criticou Darré por ser demasiado moderado e chamou uma revolução
agrícola para uma vida natural, utilizando métodos simples de
agricultura que fossem independentes do capital. “(13)
O lugar proeminente que a natureza tinha ganhado no Partido Nazista
ajudou a aprovar a produção industrial-militar que permitiu a Hitler
intimidar o resto da Europa por um tempo. Em outras palavras, eles
promoviam a conservação e pureza racial ambiental enquanto exploravam os
recursos para fabricar armas, prisões e equipamentos pesados.
Iniciativas radicais foram criadas e sempre receberam o selo de
aprovação dos mais altos oficiais nazistas. Outro membro influente foi o
chanceler do Reich, Rudolph Hess, que foi o ponto forte da “ala verde”
dentro do partido. Hess entrou no partido e nas instituições do governo e
rapidamente tornou-se assistente pessoal de Hitler. Muitos ainda
consideram que ele foi a mão direita do Führer. Hess tornou-se membro do
Partido Nazista em 1920 e depois fez o seu caminho até o topo. Foi o
segundo homem na lista de espera para tomar o poder, se Hitler e/ou
Göring não fossem capazes de assumir a obrigação. Todas as novas leis
aprovadas pelo governo passaram pelas mãos de Hess antes de serem
promulgadas.
Adolf Hitler e Rudolph Hess
Nos anos trinta, um conjunto completo de leis e decretos foram aprovados
sob a égide de Hess. Um dos decretos mais conhecidos e usados no
ambientalismo de hoje é aquele que cria reservas naturais. Mas talvez a
mais bem sucedida realização do ambientalismo da Alemanha nazista foi oReichsnaturschutzgesetz.
Esta lei estabelece diretrizes para salvaguardar a flora, fauna e
recursos naturais, e o acesso restrito para tais reservas. Políticas
semelhantes foram escritas no âmbito da Agenda 21 das Nações Unidas e da
Convenção sobre Diversidade Biológica. Como acontece com estes dois
documentos, as autoridades nazistas exigiam uma consulta antes de
qualquer modificação local na terra reservada, mesmo quando estas terras
pertenciam a um indivíduo. Junto com oReichsnaturschutzgesetz,
a contribuição mais importante que os nazistas fizeram ao movimento pro
eugenismo moderno e o ambientalismo foi a integração do ambientalismo
corporativo na política nazista.
Desenvolvimento Sustentável Hoje
Na página 350 do Relatório sobre a Diversidade Biológica das Nações Unidas diz
que o gado, como vacas, ovelhas, cabras e cavalos não são sustentáveis.
Indivíduos e organizações que apoiam o desenvolvimento sustentável
querem que os seres humanos parem de comer carne, porque os animais
poluem o ambiente. O programa completo de sustentabilidade é baseado em
um esforço para mudar o comportamento humano para um estado que os seres
humanos normalmente não aprovariam ou apreciariam. Esta mudança no
comportamento humano é principalmente instigada pelo medo. O medo do
aquecimento global, mudanças climáticas, catástrofes naturais, guerras,
fome, secas, etc
Que tipo de coisas o desenvolvimento sustentável quer fazer na
realidade? Sustentabilidade e mudanças no comportamento humano não estão
somente relacionadas à agricultura, ambiente e poluição. É um pacote
completo de reformas que se for finalmente implementado, mudará o
comportamento social em uma escala global. É comum encontrar programas
educacionais que patrocinam e ensinam as crianças como se preparar para
viver em um mundo sustentável. Mas, quando as táticas não funcionam
adequadamente, os globalistas responsáveis pelo programa, as fundações e
organizações de assistência financeira e corporações globais usam táticas de intimidação.
Junto com os sistemas de ensino, o desenvolvimento sustentável também
atua diretamente sobre as economias, os sistemas de saúde, a segurança, a
agricultura e os assuntos sociais e culturais públicos. Nos últimos 50
anos foram criadas parcerias entre empresas e governos que levaram ao
fascismo social no qual todos nós vivimos. Quanto a propriedade privada,
decretos e leis são criados para acabar com o direito de comprar e
manter qualquer tipo de terreno sem os auspícios das autoridades. É por
isso que os proprietários são obrigados a pagar impostos sobre a
propriedade, mesmo que já tenham pago impostos na hora da compra do
imóvel. Segundo as orientações da Agenda 21 e da Convenção das Nações
Unidas sobre Diversidade Biológica, as massas de terra como parques
nacionais, reservas naturais e áreas de conservação devem ser doadas as Nações Unidas, que será a organização que administrará os recursos encontrados nessas terras.
A pandemia de obesidade originada principalmente no mundo anglo se
espalhou para países da América Latina e Europa, onde o estilo
anglo-saxão é recebido com braços abertos. Esta pandemia de obesidade
que assola o mundo de hoje, promovida por campanhas maciças de
propaganda pagas pela indústria alimentar é a desculpa para introduzir
leis e políticas que, essencialmente, permitem que o governo diga às
pessoas o que comer ou beber. Nos Estados Unidos, as escolas nao permitem que os pais preparem as refeições para seus filhos, porque
o governo não tem “nenhuma confiança” nos pais quando se trata da saúde
dos seus filhos. Enquanto isso, a nova regulamentação introduzida pelo Codex Alimentariusproíbe
a venda e uso de suplementos naturais e a plantação de produtos
agrícolas em pequenas propriedades, enquanto as grandes corporações
agrícolas que poluem o ambiente com as sementes, plantas e animais
geneticamente modificados estão autorizadas a continuar suas praticas.
Tais políticas têm causado o suicídio de centenas, se não milhares de
agricultores indianos que se endividaram até o pescoço para comprar
sementes geneticamente modificadas da Monsanto, que não só destruiram as
terras, mas também reduziram a quantidade de alimentos produzidos
(algodão bt).
No âmbito social e cultural, o discurso politicamente correto foi
adotado em massa e a dissensão é visto como uma forma de racismo e
terrorismo. As políticas de imigração passaram de levemente proteger a
propriedade privada e os direitos dos particulares a patrocinar a
abertura indiscriminada de fronteiras, com falsos acordos de livre
comércio que destroem a indústria e a produção. Isto custou o emprego de
milhões de pessoas em todos os continentes. A crítica religiosa da
prática da homossexualidade e outras formas de vida é rotulada como
homofóbica, enquanto profundas crenças religiosas são vistas como
extremistas. Tudo para a polarizar a raça humana.
A mobilidade em áreas urbanas também têm sido afetada pelas políticas do
ambientalismo falso. A especulação e a manipulação dos preços do
petróleo pela OPEP faz aumentar exponencialmente os custos de
transporte. O mesmo aconteceu com os preços dos alimentos. Carona nas
viagens de automóvel e a utilização de ônibus e comboios são
recomendados para reduzir dramaticamente a poluição e as emissões de
CO2, enquanto as elites que pedem o fim da industrialização vivem em
palácios luxuosos e voam ao redor do mundo em seus jatos particulares e
iates que consomem grandes quantidades de combustível.
Com relação à segurança social, políticas de desenvolvimento sustentável
adotadas pelos governos estão removendo as constituições dos Estados
soberanos que estes afirmam representar e defender. A liberdade de
expressão, liberdade de circulação e os direitos de privacidade são
continuamente violados pela criação pelo complexo
tecno-militar-industrial que controla o movimento ao redor do mundo, espia registros financeiros, comportamento, saúde, hábitos, política, crenças religiosas, etc, tudo em nome da segurança.
Qual é o objetivo das políticas de desenvolvimento sustentável hoje?
Reduzir a população. O desenvolvimento sustentável é um plano que será
aplicado através de toda a existência humana. É um plano criado por
alguém para ser aplicado em você, seus filhos, netos e bisnetos. A
crença por trás da suposta necessidade de uma redução maciça da
população mundial é o equívoco de Thomas Malthus que o crescimento da
população excede a disponibilidade de alimentos. Malthus achava que o
aumento da população era consequência da reduçao nas taxas de
mortalidade e que o mundo iria ficar sem comida em 1890. Ele, então,
recomendou matar os pobres, idosos e doentes e deixar o resto morrer de
fome. As idéias de Malthus foram retomadas recentemente por Paul Earlich em 1968.
Earlich disse que o comportamento reprodutivo irresponsável das
mulheres deixaria o planeta sem alimentos em 1970. Esta crise imaginária
foi adiada por globalistas e os seus fantoches nas comunidades
intelectuais sempre que a data chegava e a crise não acontecia. Segundo
estimativas do Population Research Institute, hoje o mundo pode viver
com comida suficiente em uma área do tamanho do estado do Texas, EUA.
A verdade é que, com a taxa de natalidade atual, muitos países da Europa
e da Ásia estão enfrentando problemas relacionados ao envelhecimento da
população não sendo substituída por novos cidadãos. Na América do
Norte, Central e Sul, os governos estão se esforçando para manter à tona
os seus programas estatais devido ao fato de que mais pessoas estão se
aposentando e menos pessoas estão contribuindo para os cofres do governo
central, segurança social e programas de saúde. Ironicamente, o
crescimento populacional vai se estabilizar naturalmente, ou seja,
parará de crescer e começará a cair uma vez que a soma de todos os seres
humanos chegue a quase 9 bilhões. Saiba mais sobre a ciência do crescimento da população aqui.
Bem, há suficiente terra para viver? Mas, há comida suficiente para
todos? Se você é um crente apenas da informação “oficial” e de
estatísticas, você vai querer saber que de acordo com a Organização para
Alimentação e Agricultura das Nações Unidas e o Programa Mundial de
Alimentos, atualmente, há comida suficiente para alimentar o planeta sem
problema. O problema é que nem todos têm acesso aos alimentos. Por quê?
Várias razões: especulação de preços, uso de alimentos como milho e
cana-de-açúcar para produzir combustível ineficientes e, claro, a
criação de uma escassez artificial de alimentos.
As modernas técnicas de cultivo inclusive permitem que áreas mais áridas
da África sejam cultivadas. Muitos acreditam que o continente Africano
pode ser capaz de alimentar a todos, se essas técnicas fossem aplicadas
com a devida diligência. Então, porque mais pessoas passam fome todos os
dias? Por causa da pobreza, dos conflitos e da pobre infra-estrutura
agrícola em países pobres, onde vivem a maioria das pessoas que sofrem
de fome. A guerra é uma das principais causas da destruição das
colheitas. Quem são os patrocinadores da guerra e do conflito? O
complexo militar-industrial controlado pelos mesmo globalistas que
querem que as pessoas sejam ambientalmente amigáveis. Reduzir o número
de pessoas no planeta não iria resolver um problema de superpopulação,
se houvesse. Isso é apenas uma outra tática usada para assustar por
aqueles que querem perpetuar o sonho nazista. Para uma explicação
detalhada sobre como as Nações Unidas implementa o seu programa de
eugenismo sob a mentira de que promove iniciativas de saúde reprodutiva,
acaba com a pobreza e reduz a ocorrência de doenças, veja o relatório
em quatro partes abaixo. (Parte 1) (Parte 2) (Parte 3) (Parte 4)
Referências:
(1) Raymond H. Dominick, The Environmental Movement in Germany: Prophets and Pioneers, 1871-1971
(2) Der Begriff des Volksgeistes in Ernst Moritz Arndts Geschichtsanschauung, Langensalza, 1914.
(3) Wilhelm Heinrich Riehl, Feld und Wald, Stuttgart, 1857, p. 52.
(4) George Mosse, The Crisis of German Ideology: Intellectual Origins of the Third Reich, New York.
(5) Lucy Dawidowicz, The War Against the Jews 1933-1945, New York, 1975, pp. 61-62.
(6) Daniel Gasman, The Scientific Origins of National Socialism: Social Darwinism in Ernst Haeckel and the German Monist League, New York, 1971, p. xvii.
(7) Gasman’s thesis about the politics of Monism is hardly uncontroversial; the book’s central argument, however, is sound.
(8) See the foreword to the 1982 reprint of his 1923 book Die Entdeckung der Heimat, published by the far-right MUT Verlag.
(9) Mosse, The Crisis of German Ideology, p. 101.
(10) Bramwell, Ecology in the 20th Century, p. 197.
(11) Karl-Heinz Ludwig, Technik und Ingenieure im Dritten Reich, Düsseldorf, 1974, p. 337.
(12) Quoted in Rolf Peter Sieferle, Fortschrittsfeinde? Opposition gegen Technik und Industrie von der Romantik bis zur Gegenwart, München, 1984, p. 220.
(13) Dominick, “The Nazis and the Nature Conservationists”, p. 529.
(2) Der Begriff des Volksgeistes in Ernst Moritz Arndts Geschichtsanschauung, Langensalza, 1914.
(3) Wilhelm Heinrich Riehl, Feld und Wald, Stuttgart, 1857, p. 52.
(4) George Mosse, The Crisis of German Ideology: Intellectual Origins of the Third Reich, New York.
(5) Lucy Dawidowicz, The War Against the Jews 1933-1945, New York, 1975, pp. 61-62.
(6) Daniel Gasman, The Scientific Origins of National Socialism: Social Darwinism in Ernst Haeckel and the German Monist League, New York, 1971, p. xvii.
(7) Gasman’s thesis about the politics of Monism is hardly uncontroversial; the book’s central argument, however, is sound.
(8) See the foreword to the 1982 reprint of his 1923 book Die Entdeckung der Heimat, published by the far-right MUT Verlag.
(9) Mosse, The Crisis of German Ideology, p. 101.
(10) Bramwell, Ecology in the 20th Century, p. 197.
(11) Karl-Heinz Ludwig, Technik und Ingenieure im Dritten Reich, Düsseldorf, 1974, p. 337.
(12) Quoted in Rolf Peter Sieferle, Fortschrittsfeinde? Opposition gegen Technik und Industrie von der Romantik bis zur Gegenwart, München, 1984, p. 220.
(13) Dominick, “The Nazis and the Nature Conservationists”, p. 529.
Fontes:- The Daily Sheeple: Sustainable Development: Genocide turned into a Necessity
- Real Agenda: Desenvolvimento Sustentável: Genocídio transformado em Necessidade (tradução)- Via Blog Nos Dias de Noé e Fórum Anti-NOM
- Real Agenda: Desenvolvimento Sustentável: Genocídio transformado em Necessidade (tradução)- Via Blog Nos Dias de Noé e Fórum Anti-NOM
quinta-feira, 18 de julho de 2013
quarta-feira, 17 de julho de 2013
Julio Severo: O cachê é mais importante do que a vida de um bebê...
Julio Severo: O cachê é mais importante do que a vida de um bebê...: O cachê é mais importante do que a vida de um bebê? Cantoras gospel, “machismo”, dinheiro e omissão Julio Severo Cantoras gospel, q...
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