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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Impostos encarecem itens da cesta básica e pesam no bolso


Edição do dia 04/08/2010
04/08/2010 08h15 - Atualizado em 04/08/2010 08h15



O Brasil é exemplo na produção de alimentos, tem tecnologia de ponta, exporta. Em vários produtos, é o primeiro exportador mundial. Tem muita terra disponível e tem grande capacidade de aumentar a produção.
Por que a cesta básica é tão pesada? Por causa dos impostos. O Brasil faz algo absurdo, que é colocar impostos sobre a cesta básica. Quando coloca imposto, constrói uma estrutura que os tributarista chamam de regressiva. Ou seja, injusta. Uma pessoa rica e uma pessoa pobre pagam a mesma coisa de imposto em um quilo de feijão, por exemplo.
O importante da pesquisa do Dieese é ver a diferença entre os estados. Há um imposto estadual, o ICMS, que pesa ainda mais no bolso. Em época de eleição, todo candidato promete desonerar a cesta básica. Depois das eleições, esquece a promessa. 

Minidocumentário _Índio da Costa_ o PT e as FARC

A igreja católica não defende a pena-de-morte

Fonte: http://espectivas.wordpress.com/2010/07/28/a-igreja-catolica-nao-defende-a-pena-de-morte/

Defender a pena de morte em nome da tradição católica e invocando S. Tomás de Aquino ou Santo Agostinho, é um absurdo. Quem ler esses católicos pensará que S. Tomás de Aquino frequentava a pastelaria Brasileira (à praça do Rossio) há meia dúzia de anos atrás, e que gostava de visitar o santuário de Fátima.
S. Tomás de Aquino nasceu no primeiro quartel do século XIII !!! (porra!!) S. Tomás de Aquino é contemporâneo do rei D. Sancho II, que foi o nosso quarto rei.
A razão porque a igreja medieval — e o próprio S. Tomas de Aquino — defendeu a pena de morte liga-se com a mesma razão porque o fizeram os antigos judeus: não existiam prisões. Os judeus antigos eram um povo nómada, e os nómadas, exactamente na medida em que deambulam de um lado para outro, não podem ter uma tradição de encarceramento dos seus criminosos. Com a ocupação dos pagãos romanos, a tradição da pena de morte manteve-se em todo o império romano.
Na Europa medieval não existiam praticamente prisões. Por exemplo, a Torre de Londres (construída em 1066) só passou a servir de prisão a partir do século XII (antes disso, decapitavam os criminosos porque não existiam prisões), e mesmo este tipo de edifícios era muito raro na Europa.
O castelo da Bastilha foi construído no século XIV (durante a guerra dos Cem Anos) mas não serviu de prisão senão a partir do fim da guerra (meados do século XV).
Contudo, edifícios como a Torre de Londres ou a Bastilha eram muitíssimo raros em toda a Europa. Só a partir de finais do século XVIII é que as prisões se tornaram comuns na Europa.
Em uma encíclica de 1995, o Papa João Paulo II opôs-se à pena de morte, exactamente porque esta já não faz sentido — já existem prisões e já não vivemos em uma sociedade nómada.
Naturalmente que nem sequer vou invocar aqui argumentos éticos; fico-me pelos factos e pela lógica. Porém, não deixo de ficar com os cabelos em pé com alguns “católicos” que pretendem voltar à idade da pedra — são esses “católicos” que dão razão aos ateus.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

"IVES GANDRA" COMENTA O PROGRAMA SOVIÉTICO DE DIREITOS HUMANOS DO "PT"



Isto é "Cuba", o regime que conta com o endosso de "Lula"

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/isto-e-cuba-o-regime-que-conta-com-o-endosso-de-lula/


Vejam estas duas fotos.
cuba-ariel-sigler-amaya
cuba-ariel-ao-sair-da-cadeiaAmbas são do ex-boxeador cubano Ariel Sigler Amaya, agora com 46 anos. A primeira é de quando ele foi preso pelo regime castrista, em 2003, na chamada Primavera Negra. A outra é de meados do mês passado, ao deixar o cárcere e se exilar na Espanha. Quando Fidel o mandou para as masmorras, ele pesava 93 quilos. Ao deixar a cadeia, estava reduzido a 48 de pele e ossos, distribuídos em 1m82.
Qual foi a doença que acometeu Amaya, que o deixou, inclusive, numa cadeira de rodas? Ditadura. Professor de Educação Física, ele foi condenado a 20 anos de cadeia. Seu crime foi guardar em casa livros sobre… democracia!
Amaya desenvolveu, sim, uma doença catalogada pela medicina, mas cuja tradução é política: polineuropatia. Como informa reportagem da VEJA desta semana, o mal decorre da falta de vitaminas — ou seja, da desnutrição. Sem contar, evidentemente, tortura, espancamentos, falta de assistência médica…
Lula, como sabemos, não gosta de se meter nesses assuntos, a menos que seja para livrar seus amigos ditadores de “incômodos”. No ano em que Amaya foi preso, o petista foi eleito presidente. Algum tempo depois, fez um discurso saudando o fato de que os partidos que compunham o Foro de São Paulo estavam chegando ao poder na América Latina.
O Foro de São Paulo é aquela entidade, da qual as Farc fizeram parte, que Lula fundou com Fidel Castro, o homem que reduziu Amaya ao farrapo humano que se vê acima. É com países como Cuba e o Irã que o Babalorixá pretende fundar uma nova ordem mundial. Dos Estados Unidos, ele não gosta muito, não. Acha o país, sei lá…, um pouco “imperialista” demais! Sem contar que Obama vive tentando empanar seu brilho…

Por Reinaldo Azevedo

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Stallone está certo

Fonte: http://www.olavodecarvalho.org/semana/100728dc.html

Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 28 de julho de 2010


A mídia inteira está brabíssima com Sylvester Stallone porque ele disse que no Brasil você pode explodir o país e as pessoas ainda lhe agradecem, dando-lhe de quebra um macaco de presente. Alguns enfezados chegaram até a resmungar que com isso o ator estava nos chamando de macacos – evidenciando claramente que não sentem a diferença entre dar um macaco e ser um macaco.
Da minha parte, garanto que Stallone só pecou por eufemismo. Macaco? Por que só macaco? Exploda o país e os brasileiros lhe dão macaco, tatu, capivara, onça pintada, arara, cacatua, colibri, a fauna nacional inteira, mais um vale-transporte, uma quota no Fome Zero, assistência médica de graça, um ingresso para o próximo show do Caetano Veloso e um pacote de ações da Bolsa de Valores. Exploda o país como o fazem as Farc, treinando assassinos para dizimar a população, e o governo lhe dá cidadania brasileira, emprego público para a sua mulher e imunidade contra investigações constrangedoras. Seqüestre um brasileiro rico e cinco minutos depois os outros ricos estão nas ruas clamando pela libertação – não do seqüestrado, mas do seqüestrador (passado algum tempo, o próprio seqüestrado convida você para um jantar na mansão dele). Crie uma gigantesca organização clandestina, armando com partidos legais uma rede de proteção para organizações criminosas, e a grande mídia lhe dará todas as garantias de discrição e silêncio para que o excelente negócio possa progredir em paz: sobretudo, ninguém, ninguém jamais perguntará quem paga a brincadeira. Tire do lixo o cadáver do comunismo, dando-lhe nova vida em escala continental, e os capitalistas o encherão de dinheiro e até se inscreverão no seu partido, alardeando que você mudou e agora é neoliberal. Crie a maior dívida interna de todos os tempos, e seus próprios credores serão os primeiros a dizer que você restaurou a economia nacional. Encha de dinheiro os invasores de terras, para que eles possam invadir mais terras ainda, e até os donos de terras o aplaudirão porque você “conteve a sanha dos radicais”. Mande abortar milhões de bebês, e os próprios bispos católicos taparão a boca de quem fale mal de você. Mande seu partido acusar as Forças Armadas de todos os crimes possíveis e imagináveis, e os oficiais militares, além de condecorar você, sua esposa e todos os seus cupinchas, ainda votarão em você nas eleições presidenciais. Destrua a carreira de um presidente “direitista” e uns anos depois ele estará trocando beijinhos com você e cavando votos para a sua candidata comunista no interior de Alagoas.
Um macaco? Um desprezível macaquinho? Que é isso, Stallone? Você não sabe de quanta gratidão, de quanta generosidade o brasileiro é capaz, quando você bate nele para valer.
Fora essa ressalva quantitativa, no entanto, a declaração do ator de “Rambo” é a coisa mais verdadeira que alguém disse sobre o Brasil nos últimos anos: este é um país de covardes, que preferem antes bajular os seus agressores do que tomar uma providência para detê-los.
O clássico estudo de Paulo Mercadante, A Consciência Conservadora no Brasil, já expunha a tendência crônica das nossas classes altas, de tudo resolver pela conciliação. Mas a conciliação, quando ultrapassa os limites da razoabilidade e da decência, chega àquele extremo de puxa-saquismo masoquista em que o sujeito se mata só para agradar a quem quer matá-lo.
Curiosamente, muitos dos que se entregam a essa conduta abjeta alegam que o fazem por esperteza, citando a regra de Maquiavel: se você não pode vencer o adversário, deve aderir ao partido dele. Esses cretinos não sabem que, em política prática, Maquiavel foi um pobre coitado, que sempre apostou no lado perdedor e terminou muito mal. A pose de malícia esconde, muitas vezes, uma ingenuidade patética.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

"Bispo de Guarulhos" diz que não recuará em mobilização contra "Dilma"

Fonte: http://fimdostempos.net/bispo-contra-dilma.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+fimdostempos+%28FimdosTempos.net%29


Posted: 26 Jul 2010 01:44 PM PDT
Pivô da polêmica mobilização contra Dilma Rousseff, o bispo de Guarulhos (SP), d. Luiz Gonzaga Bergonzini afirma que não recuará e levará sua manifestação de veto à presidenciável às missas e celebrações das 37 paróquias da cidade.
Ele considera o PT favorável à descriminalização do aborto e divulgou artigo recomendando aos católicos que boicotem a petista.
Governado desde 2001 pelo PT, o município é o segundo colégio eleitoral do Estado, com 788 mil votantes. A campanha informal alicerçada na diocese desagradou o prefeito Sebastião Almeida.
“Sou católico e respeito a posição do religioso. Mas não posso concordar com a transformação de uma posição doutrinária da Igreja Católica em apoio ou rejeição a qualquer candidato.”
Em entrevista à Folha, d. Luiz Gonzaga, 74 anos, diz não ter nada pessoal contra a candidata, mas é irredutível, mesmo após as recorrentes negativas da ex-ministra da Casa Civil.
“Ela [Dilma] segue o partido, ela é a candidata. Então eu vou matar a cobra na cabeça. Pessoalmente não tenho nada contra ela. Mas o direito à vida é o maior direito humano. O aborto é atitude covarde e criminosa. Eu não arredo o pé, não.”
Leia os principais trechos da entrevista concedida pelo bispo.
Folha – Mesmo com a recomendação da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) pela neutralidade na campanha, o senhor decidiu explicitar sua posição contrária à candidata Dilma Rousseff. Por quê?
D. Luiz Gonzaga Bergonzini – Em primeiro ligar, que recomendação é essa? A CNBB não tem autoridade nenhuma sobre os bispos. Eu segui a voz da minha consciência. Sou cristão de verdade e defendo o mandamento “não matarás”. Não tem esse negócio de “meio termo”.
Folha – A candidata afirma que não defende a descriminalização do aborto. Mesmo assim, o senhor cita o nome dela no artigo.
Ela [Dilma] segue o partido, ela é a candidata. Então eu vou matar a cobra na cabeça. Pessoalmente não tenho nada contra ela. Mas o direito à vida é o maior direito humano. O aborto é atitude covarde e criminosa. Eu não arredo o pé, não.
Folha – Como o senhor concluiu que ela tem essa posição? Isso nunca ficou claro e ela nega.
É o terceiro plano de governo que ela adota. Como percebeu que havia reação, foi mudando. Não vou recuar.
Folha – O senhor pretende levar ao conhecimento dos fiéis da diocese essa recomendação de não votar na candidata Dilma?
Os padres devem notificar ao povo a orientação do bispo. Eu não vou arredar o pé, não importa as consequências que eu venha sofrer, mas o que importa é minha consciência e seguir o Evangelho. Eu não tenho medo. O que pode acontecer? Deus saberá.
Folha – Inclusive nas missas, os padres vão tratar do tema? Vão citar o nome da candidata?
Tratar do tema, não. Podem citar o nome dela, porque vou mandar uma carta para os padres notificarem as pessoas da minha recomendação nas missas. Como cidadão, tenho direito de expressar minha opinião e, como bispo, tenho a obrigação de orientar os fiéis.
Folha – O senhor teme algum tipo de retaliação ou reação negativa, seja por parte da CNBB ou de partidários da candidata Dilma?
Sempre tem alguma coisa. Tenho recebido muitos e-mails. Não sei se são ameaças, mas contestando. Mas posso te dizer que muitos de apoio. As pessoas dizem: “finalmente alguém que usa calça comprida resolveu reagir” .
FONTE – FOLHA

sexta-feira, 23 de julho de 2010

"Serra" desafia "PT" a negar vínculo com as "Farc"

Fonte: http://antiforodesaopaulo.blogspot.com/2010/07/serra-desafia-pt-negar-vinculo-com-as.html


Serra desafia PT a negar vínculo com as Farc


O Estado de S.Paulo
O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, provocou a rival Dilma Rousseff e o PT a dizerem explicitamente que não têm vínculos com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), durante entrevista ontem à Rádio Guaíba.
Indagado sobre a "derrapagem" que seu vice, Índio da Costa (DEM), teria cometido ao tentar vincular o PT ao grupo guerrilheiro colombiano, Serra saiu em defesa do companheiro de chapa e aproveitou para atacar os adversários.
O tucano considerou que Índio disse uma "banalidade" ao fazer a associação e afirmou que há evidências abundantes de que os integrantes das Farc são "sequestradores, cortam a cabeça de gente, são terroristas e fazem narcotráfico" para, na sequência, afirmar que eles "vieram ao Brasil e (foram) aqui abrigados" e acusar o governo federal de ter nomeado a mulher de um deles para um cargo público. "O próprio principal assessor da Presidência de relações exteriores os trata como não-terroristas, no fundo companheiros meio equivocados."
Serra ressalvou duas vezes que não estava qualificando os petistas de narcotraficantes, deixando implícito que as vinculações que vê e não considera explicadas são de outra ordem. "Que os petistas sejam narcotraficantes isso o Índio nunca pensou nem eu", reiterou, sustentando que seu vice disse é que "o PT é aliado a uma força que pratica narcotráfico". Depois, passou às cobranças.
"Curiosamente ninguém do PT veio (explicar), e estão devendo essa explicação, inclusive a Dilma Rousseff, para dizer que eles não tinham nada com as Farc", emendou. "Você viu algum petista, inclusive a Dilma, explicando por que o PT é ligado às Farc, ou negando isso?"
Em outra parte da pregação contra o tráfico de drogas, o tucano avisou que, se eleito, vai fazer pressão diplomática sobre países que exportam drogas para o Brasil. Também afirmou que o governo brasileiro pode citar as obras de infraestrutura que faz na Bolívia para pedir que o governo daquele país deixe de fazer "corpo mole" e tome "maior atitude" no combate ao tráfico.
Ao defender Índio, Serra lembrou que ele já venceu quatro eleições e fez mais votos que o vice de Dilma, Michel Temer (PMDB), a quem considera "eleito na repescagem" em 2006. Elogiou o deputado do DEM como "líder importante" do projeto Ficha Limpa. "Na minha opinião ele é melhor que os outros dois", ressaltou, referindo-se a Temer e também a Guilherme Leal (PV), que, afirmou, não fez nada na vida pública. "Nosso vice foi escolhido por suas virtudes, não foi por nenhum troca-troca de cargos", comparou.
Caminhada. Além de entrevistas às Rádios Pampa, Guaiba e Gaúcha, Serra fez um corpo a corpo com eleitores na Rua dos Andradas. Cumprimentou pessoas, tirou fotos, distribuiu e recebeu abraços dentro de uma agência bancária, uma farmácia e uma banca de revistas. Em alguns momentos foi aplaudido e em duas vezes sua comitiva aumentou o volume do coro que fazia gritando o nome de Serra para abafar vaias esparsas e provocações de quem gritava "Dilma". O último ato foi uma visita à sede da Federação da Agricultura no Rio Grande do Sul, onde criticou o Movimento dos Sem-Terra (MST).
Nada consta
Em Nova York, Marina Silva (PV) negou que o PT tenha laços com as Farc. "Não faço coro aos que acusam o PT de relações com as Farc. Em todos os meus anos no PT, nunca escutei algo assim."

A "espiral do silêncio" nos me®dia

Fonte: http://espectivas.wordpress.com/2010/07/21/a-espiral-do-silencio-nos-me%C2%AEdia/



Gay e pedófilo
Esta é a capa do Jornal de Notícias de hoje. Vemos a notícia: « “Profeta” terá morto três jovens por ciúmes ». Ora, “profeta” tem uma conotação religiosa, e o Jornal de Notícias pretendeu fazer uma associação de ideias com uns vídeos que o assassino colocou no Youtube — em colaboração com uns miúdos que o sociopata gay e pedófilo andava a “comer” — que anunciavam o fim do mundo para o dia 8 de Agosto próximo. O que Jornal de Notícias nunca colocaria na capa seria a seguinte parangona: “Gay terá morto três jovens por ciúmes” , porque uma capa destas contrariaria a estratégia política da espiral do silêncio.
Uma coisa semelhante aconteceu com as notícias sobre os recentes incidentes em Grenoble (França), em que dezenas de automóveis foram incendiados e lojas comerciais destruídas por jovens muçulmanos. Os me®dia portugueses não pronunciaram a palavra “muçulmano”, porque se o fizessem estariam a violar a regra de ouro da espiral do silêncio politicamente correcta.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

True Outspeak "Olavo de Carvalho" dia 19 07











MAIS "FARC" E MAIS "PT"? TÁ BOM! O DIA EM QUE "LULA", JÁ "PRESIDENTE", DECIDIU DAR UM CONSELHO POLÍTICO AOS COMPANHEIROS NARCOTERRORISTAS

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/mais-farc-e-mais-pt-ta-bom-o-dia-em-que-lula-ja-presidente-decidiu-dar-um-conselho-politico-aos-companheiros-narcoterroristas/

Pois é, leitores… Parece que aquele post do Tio Rei, escrito já sob o calor, conseguiu fazer algum verão neste inverno em que soçobra parte do jornalismo brasileiro. Huuummm… Esse papo de aquecimento global ainda acaba com a qualidade das minhas alegorias… Que esse jornalismo se recuse a veicular mentiras sobre o PT, posso compreender e apóio. De fato, não se deve escrever mentira sobre ninguém, com ou sem “outro lado”. Incompreensível é que se recuse a dizer as verdades. Os vínculos do PT com as Farc não existem porque essa é a opinião de Índio da Costa, de José Serra, minha ou do Mané da esquina. Existem, como deixei claro no post de ontem, porque os fatos o demonstram. Este blog dá sempre um furo permanente: TEM MEMÓRIA!!! Que tal acrescentar um outro ingrediente a esta história? Vamos lá: LULA DEU UMA PRECIOSA DICA ÀS FARC QUANDO JÁ ERA PRESIDENTE: SUGERIU QUE ELAS RENUNCIASSEM À LUTA ARMADA E PASSASSEM A FAZER POLÍTICA, SEGUINDO O EXEMPLO DO PT. Procurem as matérias na Internet. Vocês encontrarão. Voltarei a este ponto. Antes, outras considerações.
Por que tanta resistência em cuidar do binômio PT-Farc? Quando Diogo Mainardi trouxe a público o tal requerimento em que Dilma pede a transferência da mulher de Olivério Medina para o Ministério da Pesca, boa parte dos coleguinhas fez de conta que aquele documento não existia ou de nada valia. Mais tarde, a revista colombiana Cambio revelou os e-mails trocados entre Medina e o chefão terrorista Raúl Reyes: ficou claro que a transferência era uma operação combinada com o governo brasileiro para “proteger Mona” - apelido da mulher de Medina. E, de novo, fez-se silêncio nessa área do jornalismo a que me refiro.
A revista Cambio, diga-se (ver post de ontem), trouxe a lista completa daqueles que os próprios narcoterroristas consideram seus amigos no governo e no PT. Celso Amorim está lá. Esse Megalonanico… Ele não é amigo só de Ahmadinejad… Amorim certamente diria que não tem nada com isso etc. A questão é saber por que os narcos o consideram um companheiro. Num dos e-mails, Medina afirma que Amorim era uma das pessoas com as quais ele contava para permanecer livre no Brasil.
Coisa do passado?
Esse vínculo é “coisa do passado”, como sugere Clóvis Rossi na Folha, segundo vejo aqui? Acho que não. Na crise entre o governo colombiano - democrático - e os narcoguerrilheiros, o Brasil nunca condenou as Farc. Nunca! Mas sobraram hostilidades contra o governo constitucional.
Quando as forças colombianas atacaram o acampamento dos terroristas no Equador, seria até compreensível que o Brasil condenasse a violação do território etc e tal… Mas fez muito mais do que isso: transformou os narcos em vítimas e Álvaro Uribe em bandido. No auge da estupidez, Marco Aurélio Garcia concedeu aquela entrevista ao Le Figaro (ver post de ontem) afirmando que o Brasil era “neutro” (???) sobre o caráter terrorista ou não das Farc. E sentenciou: o governo colombiano estava ficando isolado na América Latina.
É pouco? LULA OFERECEU O BRASIL COMO TERRITÓRIO NEUTRO PARA UMA SUPOSTA NEGOCIAÇÃO ENTRE O GOVERNO CONSTITUCIONAL E OS NARCOTERRORISTAS. Neutro??? Então, entre o terrorismo e a lei, somos território neutro?
De volta a Lula
E agora volto ao ponto que deixei lá no primeiro parágrafo. Quando Lula sugeriu que as Farc abandonassem a luta armada e aderissem à luta política, simplesmente ignorava o caráter do grupo. Para o Babalorixá de Banânia, o “erro tático” dos companheiros - que ele aceitou no Foro de São Paulo quando eles já seqüestravam, assassinavam e mantinham campos de concentração - era a luta armada; O RESTO LHE PARECEU OK. E o resto era nada menos do que o narcotráfico. Nesse assunto, Lula não tocou. Imaginem os companheiros do pó disputando eleições, como queria Lula…
Então não me venham com essa cascata de “assunto do passado”. Não é, não! É assunto do presente. TÃO PRESENTE QUANTO O REQUERIMENTO ASSINADO POR DILMA SOLICITANDO A CONTRATAÇÃO DA MULHER DE MEDINA.
Pronto! Agora voltarei ao calor, que está gelado aqui no “Starbucks Coffee” -  música brasileira no som-ambiente… Já ouvi bossa nova de elevador, Gonzaguinha e Beth Carvalho. E escrevi sobre Lula e as Farc… Como dizia uma musiquinha dos anos 80, às vezes, “a vida não presta”… Paro antes que uma das filhas, aqui do lado, fique muito brava…

Por Reinaldo Azevedo

sábado, 10 de julho de 2010

Mercadante a besta quadrada!!

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/mercadante-e-a-seguranca-publica-ele-promete-mudar-tudo-no-estado-e-na-capital-que-estao-entre-os-menos-violentos-do-pais/

09/07/2010
às 22:33

MERCADANTE E A SEGURANÇA PÚBLICA: ELE PROMETE MUDAR TUDO NO ESTADO E NA CAPITAL QUE ESTÃO ENTRE OS MENOS VIOLENTOS DO PAÍS

Eu não sei se vocês já repararam que nem mesmo Lula dá muita bola para o senador Aloizio Mercadante (PT), candidato ao governo do Estado de São Paulo. Sempre que pode, entre a proximidade e a distância, escolhe a segunda. Forçou a mão para tê-lo candidato ao governo de São Paulo porque precisava de alguém no estado para atacar o tucano José Serra. Qual o problema com Mercadante?  A ligeireza. Ou mais especificamente: a sua incrível capacidade de, primeiro, falar o que dá na telha e só verificar os fatos depois.
Lembram-se, por exemplo, da cruzada que o PT empreendeu contra o Real em 1994? Mercadante convenceu Lula de que o plano seria um desastre… O Babalorixá nunca o mais o perdoou. Em 2003, Mercadante se meteu a especular sobre um certo “Plano B” na economia, na contramão de Antonio Palocci. Lula ficou danado com ele. No episódio mais recente, queria o rompimento do governo com Sarney — aquela história do “irrevogável revogável”, vocês lembram.
Pois bem. Nesta sexta, Mercadante afirmou que a segurança pública é um dos “principais problemas do estado de São Paulo” e veio, como de hábito, com suas soluções fáceis para problemas difíceis. Segundo ele, é preciso separar os presos por grau de periculosidade, afirmando que os chefes do crime organizado têm de ir para presídios federais de segurança máxima, onde haveria 4 mil vagas!
A desinformação — real ou industriada — de Mercadante é fabulosa. Quando Fernandinho Beira-Mar foi preso, vocês se lembram, o bandido teve de ficar num presídio em São Paulo porque o governo federal não tinha condições de mantê-lo trancafiado. Os chefes do crime organizado já se encontram em presídios de segurança máxima.  Se existem 4 mil vagas ociosas em presídios federais, pergunta-se: faltam bandidos no Brasil ou falta competência do governo federal para “preencher” aquelas vagas? De todo modo, sou capaz de apostar que os números de Mercadante estão errados.

Será mesmo a segurança pública um problema em São Paulo? Os dados abaixo pertencem ao Mapa da Violência. Vejam (se preciso, clique na imagem para ampliá-la):

tabela-homicidios

Entre 2002 e 2007 — cinco anos de governo Lula —, o número de homicídios no país caiu 11,57%. Eficiência do governo federal? Por que seria? Inexiste um programa nacional de segurança de fato. Vejam a tabela: quem responde por essa queda é o estado de São Paulo. No período, o número de homicídios caiu 60,5%. A variação em vermelho indica elevação do número de mortes. Na Bahia governada por Jaques Wagner, aliado de Mercadante, houve uma escandalosa elevação de homicídios: 97,7%.
Abaixo, seguem as tabelas com a evolução de homicídios entre 1997 e 2007. O estado de São Paulo está em antepenúltimo lugar entre as 27 unidades da federação; a cidade de São Paulo é a penúltima no ranking das capitais. Vejam os dados. Encerro depois.

RANKING DOS MORTOS POR 100 MIL NOS ESTADOS 1997-2007
tabela-vale
RANKING DOS MORTOS NAS CAPITAIS 1997-2007
tabela-cidades 
Por que é assim? É simples! São Paulo tem 22% da população e 40% dos presos do Brasil. Não é que a polícia do estado prenda muito. As demais é que prendem pouco. Mas Mercadante promete que vai mudar tudo se for eleito, entenderam? Só para encerrar: eu trabalho com os dados do Mapa da Violência. Mercadante trabalha, como sempre, com números saídos da sua cachola, aquele mesmo método que levou Lula a apostar no desastre do Plano Real. Passem adiante as informações. Combatam a mistificação com fatos.

Por Reinaldo Azevedo

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Lula, os pobres e a carga tributária

Só a besta quadrada do Lula pra dizer isso mesmo. Não sabe nem fazer 2+2, vai querer falar de economia!!

Fonte: http://antiforodesaopaulo.blogspot.com/2010/07/mailson-da-nobrega-lula-os-pobres-e.html


segunda-feira, 5 de julho de 2010

Lula, os pobres e a carga tributária


Em discurso no dia 1° deste mês. O presidente Lula disse que se orgulha da carga tributária do Brasil. "Os estados que têm as melhores políticas sociais são os que têm a carga tributária mais elevada." Citou Estados Unidos. Alemanha, Suécia e Dinamarca. "Quem tem carga tributária de 10% não tem estado. O estado não pode fazer absolutamente nada."

A declaração é uma barafunda. Embaralha conceitos corretos com ilações estapafúrdias, como a de que haveria alguém demandando uma carga de 10% do PIB. O presidente deveria ler sobre o assunto ou cercar-se de quem o entenda. Não há como orgulhar-se de uma carga excessiva, caótica, inibidora do crescimento, que tributa mais os pobres do que os ricos.

Economistas do governo sustentam teses igualmente esquisitas. O relevante seria a carga tributária líquida, isto é, a arrecadação menos as transferências de renda. Assim. não seriam conta transferências de renda. Assim. não seriam contados os gastos previdenciários. o Bolsa Família nem outras transferências a pessoas. Por aí, o estado poderia tributar 100% da renda dos que trabalham, desde que a transferisse aos que não trabalham. O leitor concorda?

Cargas tributárias muito baixas limitam a ação do estado. Nisso o presidente tem razão. No século XIX, o economista alemão Adolph Wagner (1835-1917) observou que a elevação dos gastos públicos e, assim, da carga tributária tinha a ver com o crescimento econômico e com as demandas do eleitorado, favoráveis à expansão dos gastos atinentes ao estado de bem-estar social.

A Lei de Wagner foi refinada pelo economista americano Richard Musgrave (1910-2007). No processo de desenvolvimento, os gastos do estado aumentam por três caminhos: (1) o provimento aumentam de aposentadorias. educação e saúde; (2) ações a relativas à segurança, meio ambiente e intervenção na economia: e (3) políticas públicas de natureza social.

O gasto público do Brasil (cerca de 40% do PIB) é semelhante ao de país rico europeu. Nada a ver com aquela lei, mas com a força de lobbies. O disparate deriva da Constituição de 1988 e dos fortes aumentos do salário mínimo (em especial com Lula), o qual reajusta dois de cada três benefícios previdenciários. Ou se elevava a carga tributária ou se financiava a gastança com inflação ou endividamento, o que seria muito pior.

Todos os países emergentes de renda média. com os quais nos comparamos. têm carga tributária ao redor de 25% do PIB. O Brasil, com 36%. é uma destacada exceção, que não pode nos deixar felizes. Carga tributária desse porte é característica de países ricos como os citados por Lula, de alta renda e riqueza. Nos Estados Unidos, mais de 60% da carga vem de impostos sobre a renda e a propriedade. No Brasil, apenas 20%.

Com renda per capita incompatível com uma carga alta sem distorção - privilégio das nações ricas -, o Brasil depende da elevada tributação do consumo. Ao contrário do que ocorre naquelas nações (um imposto geral sobre o consumo e um específico sobre bens supérfluos como cigarros e bebidas), a estrutura brasileira contém pelo menos seis tributos: IPI, ICMS, ISS, PIS/Cofins. Cide e IOF no crédito ao consumo.

A tributação do consumo extrai mais da renda dos pobres. Exemplo: o valor do ICMS sobre o pão é o mesmo, independentemente de quem o compre. Nesse caso, como nos demais, o ICMS representa um porcentual muito maior da renda do pobre do que do rico. Segundo o Ipea, quem ganha até dois salários mínimos paga 54% de sua renda em tributos. Quem recebe mais de trinta mínimos paga apenas 29%.

A fora essa disfunção social, a carga tributária é um estorvo ao crescimento. De 1988 para cá, houve piora sistemática no tamanho e na sua qualidade. O ICMS, o caos maior, tem 27 legislações diferentes, inúmeros regimes tributários, alíquotas incontáveis e confusas regras. Seu peso se agigantou em itens fundamentais para o desenvolvimento, como telecomunicações e energia.

Ao se orgulhar dessa inaceitável realidade, Lula presta mais um desserviço ao país. Desmoraliza os brasileiros que se dedicam a estudar a carga tributária e a condená-la com fundamentados argumentos. Para ele, feliz da vida com tal carga, não precisamos de reforma. Mais uma vez, o leitor concorda?


Maílson da Nóbrega

Revista Veja

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Discurso de Santos, Farc e Chávez

Na parte venezuelana que faz fronteira com a Colômbia, militares que guardam o posto de controle sabem, afirmam e mostram um mapa onde estão 12 acampamentos das FARC protegidos por Chávez.

Mais uma vez, eu abro a edição de hoje com um comentário postado por este sem-fim de ghosts que 
perambulam pela rede como zumbis, porque quero que meus leitores se divirtam um pouco também, afinal, nem só de notícias macabras se nutre este blog. Segue o comentário "anônimo", que está transcrito ipsi literis, e depois minha resposta a ele (ou ela, quem sabe?):

Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Viva Colômbia! Santos já é Presidente!":
Sr. Graça Salgueiro,
Por favor, defina logo pra quem a senhora trabalha, se é para CIA, para o Uribe ou para o Exercito Colombiano.
Aliás, eu teria um uso mais profilático para essa carta do Uribe que a senhora ostenta

Em primeiro lugar, a frase com um verbo no imperativo significa um ordem - "defina logo" - mas não recebo ordens de nenhum Zé-ninguém que sequer tem coragem de se identificar, e nem "logo" nem nunca. Em segundo lugar, lamento deixá-lo(a) roendo as unhas de curiosidade para saber para quem trabalho porque isto é absolutamente sigiloso; só quem sabe sou eu e Deus.
Quanto ao "uso profilático" da carta de Uribe, bem, você deve estar se torcendo de inveja porque não foi você quem recebeu, daí menosprezá-la.
Aliás, eu sou a única pessoa no Brasil que tem uma carta de um grande estadista como Uribe, elogiando meu modesto trabalho, e fui tratada na Colômbia com muitíssima distinção em todos os lugares onde fui.
Agora, para acalmá-lo(a) um pouquinho e baixar (ou aumentar?) seus níveis de pressão e colesterol, informo que nunca corri atrás de prestígio ou prêmios de jornalismo até porque não sou graduada nesta profissão, como todos sabem. Uribe me escreveu - em nome de todos os colombianos - porque, ao contrário dos brasileiros, reconheceu o valor do trabalho que faço. Gostou?
Bem, esta já é uma página virada, até que apareçam outros dementes com a mesma cantilena. Aliás, essa coisa que rotular todo mundo como "agente da CIA" é coisa do Guevara e do Fidel, e é tão velha quanto andar para a frente. Deus do céu...
Quero agradecer, de coração, àqueles leitores que anonimamente fazem uma contribuição mensal - tão certa quanto o nascer do dia - a este blog, pois foi através deles que pude comprar uma quantidade imensa de livros na Colômbia e que me custariam o triplo do preço se mandasse buscar do Brasil; muitos deles, certamente, eu não poderia comprar. Além disso, alguns talvez nem chegassem, como a carta de Uribe que até hoje os Correios não me entregaram. Deus lhes pague e lhes aumente abundantemente em Graça e prosperidade!
Mas vamos ao que interessa. Tenho lido muitos comentários de "analistas políticos" acerca de Juan Manuel Santos, afirmando que ele é a continuidade de Uribe e que quem votou nele na realidade estava dando seu voto ao terceiro mandato do atual presidente. Discordo veementemente. Santos não tem nenhuma semelhança com Uribe, quer seja em temperamento, quer seja em questões diplomáticas e até mesmo nas profissões. Uribe é advogado, daí seu senso de justiça tão aguçado e seu desejo incontrolável de fazer as coisas certas. Santos é administrador de empresas e economista, tem uma visão empresarial de mundo e é, digamos, mais flexível em termos de negociações.
A única coisa que ele não negocia é com o terrorismo, sobretudo dos ousados criminosos das FARC, como deixou bem claro em seu discurso que publico no final desta edição apenas a parte em que fala disso, porque foi muito longo, com mais de uma hora.
Santos herda do presidente Uribe um programa muito exitoso, o Plano de Segurança Democrática, que está devolvendo a seus compatriotas e sobretudo aos investidores estrangeiros, a segurança de ir e vir, a confiança de que o terrorismo não vai mais dominar as ruas mas, sobretudo, o respeito e admiração por suas Forças Militares e Policiais. Quando Santos agradece em seu discurso e pede aplausos a estes homens fardados, a platéia delira e aplaude com sincera gratidão.
Como este campo já está consolidado, sobrará a Santos tempo e recursos para investir mais em outros setores da sociedade, e que ele entende bem, como saúde, educação e promoção junto às empresas de mais emprego formal.
Aliás, a informalidade econômica em Bogotá é uma coisa assombrosa. Os ambulantes vendem de tudo, até alugam celular nas ruas para quem necessita fazer uma chamada de urgência e, embora me agrade a informalidade, onde cada um seja dono do seu nariz, não há país que se sustente sem arrecadar impostos e isto só é possível com empregos e empresas formais.
No dia da eleição do segundo turno, as Forças Militares e Policiais trabalharam incessantemente para que todos pudessem ir votar com tranqüilidade, mas os inimigos da liberdade, da lei e da ordem tentaram impedir que as coisas ocorressem em paz. No norte de Santander elementos do ELN armaram uma emboscada na qual 7 policiais morreram. Em outra localidade, elementos das FARC destruíram uma torre de energia mas, ainda assim, esses heróis anônimos garantiram que a população pudesse votar em outro local e restabeleceram a torre danificada.
Na madrugada do domingo dois cabeças das FARC foram abatidos em operações executadas por tropas do Exército e unidades da Força Aérea, nos estados de Meta e Córdoba. Em Meta foi abatido "Heliodoro", segundo cabeça da frente 53 e chefe de finanças da quadrilha, que era acusado de haver cometido inúmeros ataques terroristas e encarregado de extorquir e seqüestrar reconhecidos industriais e empresários de Bogotá e Villavicencio. Ele também era acusado de planejar e dirigir o ataque ao aqueduto de Villavicencio em março do ano passado, que deixou a capital Meta sem água por várias semanas.
Tropas do Comando Conjunto Caribe desembarcaram no município de Puerto Libertador, Córdoba, local onde a Força Aérea localizou e neutralizou um acampamento terrorista da frente "Mario Vélez" das FARC, onde foi dado baixa a Ernesto Vargas Arias, cognome "Muelas". Este elemento era acusado de planejar e participar do ataque a uma igreja em Bojayá, Chocó, onde morreram 119 pessoas, dentre elas 40 crianças que estavam lá dentro com o pároco e suas mães tentando se proteger do infame assalto à cidade em 2 de maio de 2002.
Esse trabalho das Forças Militares e Policiais é incessante e absolutamente exitoso, mas no Brasil ninguém quer perceber que cada vitória da Colômbia contra as FARC, significa um pouco de droga a menos a envenenar e matar nossos jovens e crianças que enveredam pelo caminho fácil do narcotráfico.
Notícias bem recentes dão conta que Alfonso Cano, chefe máximo das FARC que substituiu Tirofijo, está com a saúde comprometida em decorrência de um problema cardíaco produzido por enfermidades tropicais, e teria ido visitar uma clínica venezuelana para se consultar. Nessa consulta também teria ido buscar medicamentos para "Mono Jojoy", que é diabético e está quase imobilizado pelo agravamento da doença. Por esta razão, estaria "bem guardado" entre as árvores fronteiriças. Embora como cristã eu não devesse dizer isto, mas seria muito bom ver a Colômbia limpa, livre de tão peçonhentas criaturas!
No Brasil ninguém informa nem ninguém quer saber, sobretudo nesse período de Copa do Mundo, mas todo dia chegam informes do debilitamento militar das FARC com baixas em combate, ou incontáveis guerrilheiros que se desmobilizam porque vêem que os militares e o governo querem ajudá-los a viver como gente, com uma vida normal. Com os chefes doentes e com o cerco se fechando cada vez mais e mais, os guerrilheiros pés-de-chinelo estão passando fome, não conseguem se comunicar com seus chefes e a exposição aos ataques militares estão fazendo com que se entreguem e denunciem os planos de destruição dos terroristas. A Operação Camaleão, por exemplo, contou com informação dos desmobilizados, informações valiosíssimas e que estão levando ao fim da guerrilha.
Enquanto isso, na parte venezuelana que faz fronteira com a Colômbia, militares que guardam o posto de controle sabem, afirmam e mostram um mapa onde estão 12 acampamentos das FARC protegidas por Chávez, cuja polícia tem conhecimento mas não pode fazer nada. Logo abaixo do vídeo do discurso de Juan Manuel Santos, não deixem de ver a reportagem feita por jornalistas independentes relatando isto.
Na próxima edição falo outra vez da Venezuela - se não houver alguma outra notícia espetacular da Colômbia - e das últimas aberrações de Chávez em perseguição a seus desafetos. Não tendo provas de crimes cometidos contra os donos da Globovisión, Chávez agora solicitou apoio da Interpol para "capturar" como bandidos a Guillermo Zuloaga e seu filho. Mas isto fica para outra edição.
Fiquem com Deus e até a próxima!



quarta-feira, 23 de junho de 2010

É o fim... Cuba eleita vice-presidente do Conselho dos Direitos Humanos

Fonte: http://www.granma.cu/portugues/internacionais/22junio-electa.html

GENEBRA. — Cuba foi eleita, em 21 de junho, vice-presidente do Conselho dos Direitos Humanos (CDH), o órgão principal das Nações Unidas especializado na promoção e na proteção deste tema, noticiou a PL.
Durante uma sessão organizativa anual desta instância, seus membros decidiram por aclamação a eleição do embaixador cubano em Genebra, Rodolfo Reyes Rodríguez, para o cargo, o que foi considerado um reconhecimento ao trabalho da Ilha no setor.
“A eleição de Cuba para este importante cargo é um reconhecimento à exemplar execução e à obra da Revolução cubana a favor dos direitos humanos de seu povo e de todo o mundo”, precisa uma declaração da Embaixada cubana em Genebra.
“É, também, uma clara confirmação do respeito ao desempenho comprometido e ativo de nosso país — membro fundador do CDH — em defesa da verdade e da justiça e a sua liderança na reivindicação das causas mais nobres”, acrescenta.
Precisa a nota que “esta eleição constitui uma rotunda resposta da comunidade internacional à brutal campanha política anticubana na mídia, reforçada nos últimos meses pela reação internacional”.
Reyes, que ocupará a vice-presidência correspondente ao Grupo da América Latina e o Caribe (Grulac), cumprirá seu mandato como membro da Mesa Diretiva do Conselho, até junho de 2011.
O embaixador da Tailândia, Sihasak Phuangketkeow, foi eleito para presidir o órgão no mesmo período. Segundo a prática, cabe aos membros da Mesa conduzir o processo de revisão do CDH, que terá lugar nos próximos 12 meses de trabalho.
“Cuba contribuirá substancialmente para este trabalho, a partir de sua ampla experiência como membro do órgão e da desaparecida Comissão dos Direitos Humanos”, aponta a nota.

domingo, 20 de junho de 2010

GOVERNO LULA CENSURA PORTAL NA INTERNET QUE TRAZIA DADOS DO PAÍS REAL, NÃO DAQUELE VENDIDO PELA PROPAGANDA


O decálogo de problemas que segue abaixo poderia se um roteiro utilizado pelos candidatos de oposição José Serra (PSDB) ou Marina Silva (PV). Mas não é —  ou NÃO ERA. Ribamar Oliveira, do jornal Valor Econômico, colheu essas avaliações num portal oficial, do próprio governo (ver post de ontem). Antes que prossiga, uma síntese:
1 - a política de reforma agrária do governo Lula não alterou a estrutura fundiária do país nem assegurou aos assentamentos assistência técnica, qualificação, infra-estrutura, crédito e educação;
2 - a qualidade dos assentamentos é baixa;
3 - os programas oficiais não elevam a renda dos agricultores, que ficam dependendo do Bolsa Família;
4 - imposições da legislação trabalhista no campo acabam provocando fluxo migratório para as cidades;
5 - a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ainda não definiu uma política de curto ou médio prazo para a formação de um estoque estratégico e regulador de produtos agrícolas.
6 - em futuro próximo, a produção de biodiesel não será economicamente viável;
7 - a reconstrução de uma indústria nacional de defesa voltada para o mercado interno, prevista na Estratégia Nacional de Defesa, não se justifica;
8 - a educação brasileira avançou muito pouco e apresenta os mesmos índices de 2003 em várias áreas:
9 - é baixa a qualidade da educação em todos os níveis; os que concluem os cursos não têm o domínio dos conteúdos, e as comparações com indicadores internacionais mostram deficiências graves no Brasil;
10 - O analfabetismo funcional, entre jovens e adultos, está em 21% na PNAD de 2008, uma redução pequena com relação à PNAD de 2003, que era de 24,8%. O número absoluto de analfabetos reduziu-se, no mesmo período, de 14,8 para 14,2 milhões, o que aponta a manutenção do problema.
Essas informações todas estavam no “Portal do Planejamento”, criado pela Secretaria de Planejamento e Investimento Estratégico (SPI), tarefa que durou um ano e meio. E QUE SUMIU EM UM DIA. Bastaram uma ordem e um clique. É isto mesmo: o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) mandou tirar o site do ar. Eram cerca de 3 mil páginas abordando 52 temas.
Bernardo justificou assim a censura em entrevista à rádio CBN:
“Vários ministros me ligaram para dizer: ‘Olha, estão fazendo críticas às políticas desenvolvidas pelo meu ministério, mas nós não fomos chamados a discutir’. Ficamos numa posição um pouco delicada de explicar que aquilo não era posição fechada do Planejamento; são técnicos fazendo debate.”
Entendo… o ministro convocou uma reunião para segunda-feira com os responsáveis pelo Portal:
“Me parece que um site para discutir políticas de governo deve ter um nível de acesso para quem é gestor, outro para quem é jornalista e outro para o público em geral”.
Deixe-me adivinhar como seria essa gradação e o produto oferecido a cada um:
- ao gestor, a verdade;
- ao jornalista, uma quase verdade;
- ao público,  o de sempre…
Vamos compreender
É evidente que nenhum governo gosta de ser criticado pelo… próprio governo. Não me atrevo a dizer que este ou aquele não agiriam assim. Aliás, acho curioso que um portal dessa importância vá ao ar sem o conhecimento do chefe da pasta. A questão aí não é matéria de gosto, não.
O que o portal revela é que existem dois Brasis: aquele real, conhecido pelos técnicos do governo, que veio a público por um breve instante, e o outro, o de propaganda, este de novas auroras permanentemente anunciadas pelo governo, ancorado numa verba bilionária de propaganda.
Como se nota, Paulo Bernardo acha que é preciso trabalhar com “níveis” de acesso, como se aqueles informações não fossem dados sobre políticas públicas, mas matéria de “segurança nacional”. Informações relevantes, pois, para orientar tais políticas passariam a ser privilégio de uma espécie de casta.
Nunca antes na história destepaiz!!!